Kazuki Nakajima

Perfil

Nome

Kazuki Nakajima

País

Japão

Nascimento:

11 de janeiro de 1985

Local

Aichi (Japão)

Altura:

1,75

Peso:

62 kg

Residência:

Aichi (Japão)

Estado civil:

Solteiro

Hobbies:

Futebol e música

Web site:

www.kazuki-nakajima.com

Desempenho

Estréia na F1

GP do Brasil de 2007

Equipes

Williams

GPs:

36

Vitórias:

0

Poles:

0

Pontos:

9

Desempenho F3/F2

Corridas

105

Vitórias

5

Pódios

26

Poles:

6

Voltas + rápidas

14

Carreira

2009

20º, sem marcar em 18 corridas, foi dispensado pela Williams

2008

15º no campeonato de pilotos da F1, com 9 pontos, em 18 corridas

2007

6º na GP2, com 6 pódios, 1 pole e 3 voltas mais rápidas e 44 pontos, em 22 corridas; eleito “calouro do ano”; piloto de testes da Williams, 22º no GP Brasil

2006

7º colocado na F3 europeia, 1 vitória, 4 pódios, e 3 voltas mais rápidas, com 36 pontos, em 22 corridas; 26º no Masters da F3

2005

Vice-campeão da F3 japonesa, com 2 vitórias, 2 pódios, 3 poles e 7 voltas mais rápidas; 5º no GP de Macau; 8º no campeonato de GT300 japonês

2004

5º da Fórmula 3 do Japão, com 2 vitórias, 4 pódios, 2 poles e 1 volta mais rápida, em 22 corridas; 13º no GP de Macau; 7º no Superprix do Bahrein

2003

Campeão da Fórmula Toyota

2002

Vence prova da escola da Fórmula Toyota

2000

Ingressa no Programa Jovens Pilotos da Toyota

1999

Campeão da Formula ICA Suzuka, de kart

1996

Começa a correr de kart

História

Kazuki Nakajima chegou à Fórmula 1 sob o estigma do nome. Ele é filho de Satoru Nakajima, que correu de 1987 a 1991 e deixou uma imagem de piloto lento, trapalhão e desastrado, responsável por erros grosseiros, em prejuízo dele próprio e de outros concorrentes. Em 1990, por exemplo, durante o GP do Brasil, no Bico de Pato, “fechou a porta” para a passagem de Ayrton Senna, que liderava a corrida, e os dois bateram. Ayrton teve de ir para os boxes, trocar o aerofólio dianteiro doa MacLaren e terminou a corrida em 3º. Satoru deu uma explicação bem nipônica para o incidente: “Não vi, né!”.

Para Kazuki, porém, Satoru Nakajima é um ídolo e um exemplo. Foi ele quem o acompanhou desde o início no kart, em 1996, e, provavelmente, o orientou a não cometer os mesmos erros.

A carreira do japonês no automobilismo começou efetivamente em 1999, quando foi campeão da Fórmula ICA Suzuka de Kart. No ano seguinte, ingressou no Programa Jovens Pilotos da Toyota; dois anos mais tarde ganhou a sua primeira prova da escola e em 2003 foi campeão da Fórmula Toyota.

Em 2004, Kazuki passou para a Fórmula 3 japonesa, sendo o 5º colocado no campeonato nacional, com 2 vitórias, 4 pódios, 2 poles e 1 volta mais rápida, em 22 corridas. No mesmo ano, foi 13º no GP de Macau e 7º no Superprix do Bahrein.

Em 2005, foi vice-campeão da F3 japonesa, com 2 vitórias, 2 pódios, 3 poles e 7 voltas mais rápidas; 5º no GP de Macau; 8º no campeonato de GT300 japonês.

Embora tenha participado antes de provas fora do Japão, a carreira internacional de Kazuki começou efetivamente em 2006, quando passou a disputar a Fórmula 3 europeia, pela equipe Manor Motorsport. Depois de um início forte, com o 2º lugar na primeira corrida de Hockenhein; a vitória na quarta prova, em Lausitzring, em Berlim e mais dois terceiros lugares, na 7ª e na 8ª rodadas, Kazuki totalizou 36 pontos e terminou o campeonato em 7º lugar. No Ultimate Masters, em Zandvoort, na Holanda (prova que reúne pilotos de várias categorias, inclusive da Fórmula 1), foi 26º colocado.

O desempenho na Fórmula 3 e certamente a ligação com a Toyota, que fornecia motores à equipe, proporcionaram a Kazuki a primeira experiência num carro da Fórmula 1, pela Williams, em novembro de 2006. Embora o mau tempo não lhe permitisse mais do que quatro voltas no circuito de Fuji, ele foi contratado como piloto de testes por Frank Williams, e trabalhou no desenvolvimento do FW29.

Em 2007, Kazuki acumulou o trabalho na Williams com a disputa, pela equipe DAMS, da GP2, na qual não conseguiu nenhuma vitória, mas ficou entre os melhores novatos, ao igualar-se a Lewis Hamilton e Timo Glock , com cinco pódios consecutivos (3º nas primeiras e segundas corridas da Inglaterra e da Alemanha, e 2º na primeira prova da Hungria). Na primeira etapa de Valência também foi 3º colocado. Terminou o campeonato na 6ª colocação, com 42 pontos.

No final de 2007, com demissão de Alexander Wurz, Kazuki Nakajima teve oportunidade de fazer a sua estreia na Fórmula 1, disputando o GP do Brasil. Na etapa de classificação, não foi bem e ficou na 19ª posição. Na corrida, Nakajima, que em prova da GP2, na Turquia, já tinha causado uma colisão com o líder da prova, Karun Chandhok, sofrendo um drive-through, voltou a lembrar o pai e suas trapalhadas. No primeiro pit stop, ao chegar ao box para reabastecimento, passou do ponto e atropelou dois mecânicos da equipe, que felizmente nada sofreram.

Confirmado pela Williams para a temporada de 2008, nos treinos da pré-temporada, em Barcelona, entre os dias 19 e 21 de fevereiro, Nakajima surpreendeu as equipes mais fortes e com o tempo de 1min22seg153, superou os rivais da McLaren e Ferrari, acenando com a perspectiva de uma boa performance no campeonato.

Um novo incidente no GP da Austrália, em Melbourne, reforçou o temor de que o piloto japonês não tivesse ainda a experiência e a tranqüilidade para concretizar essa possibilidade. Pouco antes da última relargada de uma corrida cheia de incidentes, Nakajima bateu na traseira Robert Kubica, tirando o polonês da prova e sendo obrigado a ir para o box para trocar asa dianteira.

Apesar do contratempo, ele conseguiu chegar em 7º lugar e ganhou mais uma posição, devido à desclassificação de Rubens Barrichello. Não escapou, porém, de uma punição pela batida em Kubica e, antecipadamente, perdeu 10 posições no grid do GP da Malásia.

A punição impediu que Nakajima pudesse tirar proveito do bom resultado conseguido no treino de classificação em Kuala Lampur. Embora tenha conquistado a 8ª, teve de largar da 18ª posição e chegou em 17º, o últimos dos que terminaram a corrida.

No Bahrein, depois de marcar bons tempos nos treinos livres _ foi oitavo na sexta-feira _ o japonês não repetiu a performance nem na classificação de sábado, ficando na 15ª posição do grid, nem na corrida, na qual foi o 14º.

Na Espanha, Nakajima voltou a pontuar, com o 7º lugar, e na Turquia envolveu-se novamente num incidente, mas dessa vez não por culpa sua. Na largada, saindo atabalhoadamente, Giancarlo Fisichella atropelou o japonês, provocando o abandono de ambos.

No restante da temporada, Kazuki Nakajima conquistou apenas mais dois pontos, com o 8º lugar na Inglaterra e em Cingapura; nas demais corridas esteve sempre acima da 10ª posição: França, 15º; Alemanha, 14º; Hungria, 13º; Valência, 15º; Bélgica, 14º; Itália, 12º; Japão, 15º; China, 12º, e Brasil, 17º. Terminou o campeonato em 15º, com 9 pontos, duas posições depois do companheiro de equipe, Nico Rosberg, 13º, com 17 pontos.

No geral, afora aqueles acidentes iniciais e alguns outros pequenos deslizes, durante todo o campeonato Kazuki Nakajima foi um piloto esforçado e consistente e só não teve melhor resultados devido à natural inexperiência e a fragilidade do carro.

Certamente considerando satisfatório esse desempenho, a Williams renovou o contrato de Nakajima para 2009. Mas nessa temporada seus resultados não foram convincentes e depois de 18 corridas sem marcar, e ocupando a 20ª posição entre os pilotos, ele foi dispensado.