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Kamui Kobayashi

Nome Kamui Kobayashi
País Japão
Nascimento 13 de setembro de 1986
Local Amagasaki – Hyogo
Residência Paris
Estado civil Solteiro
Línguas Japonês e inglês
Peso 63 kg
Altura 1,71
Preferências Esportes aquáticos; música de Michael Jackson e soul; odeia peixe cru

Desempenho

Estreia

GP Brasil

02-11-2009

Corridas

75

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

1

Poles

0

Voltas + rápidas

1

Pontos

125

Carreira

Ano Categoria Equipe Provas Vitórias Poles Pódios Pontos Posição
2014 Fórmula 1

Caterham

16

0

22º

2012  Fórmula 1  

 

Sauber

20

 

 

1

60

12º

2011

20

 

 

 

30

12º

2010

19

 

 

 

32

12°

 2009

Toyota

2

 

 

 

3

18°

GP2 Euroseries

 

DAMS

20

 

 

1

13

16°

GP2 Asia

11

2

2

4

56

2008 GP2 Asia

10

2

 

3

22

GP2 Euroseries

20

1

 

1

10

16°

Formula 1

Toyota

Piloto de testes

2007 F3 Euroséries

 

ASM

20

1

1

7

59

GP Macau

1

 

13°

F3 Masters

1

 

N/C

Formula 1

Toyota

Testes

2006 F3 Euroséries

 

ASM

19

 

3

34

GP Macau

1

 

1

 

19°

F3 Masters

1

 

11°

2005 F. Renault 2.0 – Europa

 

Prema

16

6

4

8

157

F. Renault 2.0 – Itália

15

6

9

11

312

2004 F. Renault 2.0 – Itália

17

2

3

3

134

F Renault 2.0 – Alemanha

2

 

16

31°

F Renault 2.0 – Holanda

 

 

32

15°

F Renault Ásia

Ásia

1

 

16

31°

2003 Fórmula Toyota

Toyota

10

2

4

 

120

2002 Euroséries Disputa Campeonato europeu de kart
  Fórmula Toyota Estreia na Formula Esso Toyota
2001 Campeonato japonês ICA Vence o campeonato nacional japonês da ICA
Campeonato Ásia-Pacifico Disputa o Campeonato Asia-Pacifico da ICA
Formula Toyota Participa de prova Esso Toyota e se qualifica para a Escola Toyota
2000 Campeonato de Suzuka Vence o Campeonato Nacional Júnior e o Campeonato de Suzuka de kart
1999 Torneio japonês Vence torneio nacional japonês de kart
1998 Campeonato Cadetes Ganha o campeonato da categoria Cadete-Região Oeste
1997 Convenção Nacional Cadetes Vence o torneio Convenção Nacional da categoria Cadete
1996 Campeonato cadetes – C 3 Começa a correr de kart e obtém 3° lugar Torneio Takarazuka – Cadete 3

Desempenho

Estreia

GP do Brasil – 18/10/2009

Corridas

60

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

1

Poles

0

Voltas + rápidas

1

Pontos

126

História

Ao contrário da maioria dos seus patrícios, que são ironizados pelas suas trapalhadas na pista, Kamui Kobayashi ganhou o respeito e a admiração de pilotos, dirigentes e torcedores desde que chegou à Fórmula 1, como piloto de testes da Toyota. Em 2009, foi uma revelação, quando promovido a piloto titular da BMW Sauber, em substituição a Timo Glock, nas duas últimas corridas do campeonato. E sua reputação se firmou, em 2010, a partir do GP da Europa, em Valência, quando foi o 6° colocado e deixou para trás Fernando Alonso e Sebastien Buemi. Para os observadores, Kamui impressiona pela ousadia, velocidade e regularidade. A ousadia ele demonstra ao ultrapassar vários carros à sua frente, o que o tornou líder nas ultrapassagens na primeira metade do campeonato d e 2011. Só no GP da Turquia ele fez 14 ultrapassagens.

Fora das pistas, Kobayashi (ou simplesmente Koba) é também querido e admirado. O site da Sauber diz que ele é amado pela equipe, pela dedicação e simpatia. Quando chega ao autódromo, cumprimenta a todos, desde a turma da garagem como o pessoal da cozinha. Ele não tem residência fixa, mas tem casa em Colônia, na Alemanha; passa bastante tempo em Paris, mas vai muito a Tóquio, pra encontrara namorada, Yu Abiru, cantora da TV japonesa que, pela beleza, chama a atenção quando aparece nos padocks.

Na costumeira entrevista pessoal da BBC com os pilotos ele se revela: um piloto da F1 deve ser rápido, inteligente, alegre; F1 é paixão; prefere Senna a Prost e Spa a Mônaco; se não fosse piloto, queria ser sushiman; seu melhor amigo entre os pilotos é Kazuki Nakajima; não costuma brincar com os demais pilotos da F1 e é capaz de traçar uma linha entre a sua vida profissional e a privada; sabe quando é hora de levar as coisas a sério e quando está livre para aproveitar a vida.

Kamui Kobayashi nasceu em Amagasaki, na província de Hyogo, no Japão, no dia 13 de setembro de 1986. Seu pai era dono de um restaurante de sushi e, talvez por viver nesse ambiente, tomou ódio por peixe cru. Ninguém na sua família (ele tem um irmão e mais velho e uma irmã, mais nova) tinha ligação com o automobilismo e só aos 9 anos, depois do terremoto que abalou o Japão, em 1995, e enquanto fazia entregas do restaurante após o falecimento do pai, descobriu o kart. Começou a praticar e, com o apoio da Yamaha, disputou o primeiro campeonato e foi 3° colocado no Torneio SL Takarazuka, para categoria cadete, na cidade do sudoeste da província de Hyogo, que dá nome à competição. Nos sete anos seguintes, ganhou dois torneios e foi duas vezes campeão nacional japonês, na categoria cadete e na ICA. Em 2001, depois de uma prova de seleção, Kamui foi admitido na escola de aprendizes da Toyota e, em 2003, passou a correr na Formula Toyota, sendo 2° colocado na primeira competição de que participou.

Antes de completar 18 anos, em 2004, Kobayashi foi para a Itália, para, com apoio da Toyota, correr a Fórmula Renault. Foi um período difícil. Sem conhecer ninguém e só falando japonês (no supermercado, não sabia distinguir xampu de detergente), teve de enfrentar vários desafios, Mas logo se adaptou ao modo de vida dos italianos, principalmente por considerar que, se ele queria correr, “estava no lugar certo”.

Nesse primeiro ano da Fórmula Renault, correndo na categoria 2.0, pela Prema Powerteam, equipe ligada à Toyota, participou de quatro competições e o seu melhor resultado foi o 7° lugar, na Itália, onde venceu suas duas primeiras corridas. Na Alemanha, foi 31°; na Holanda, 15° e na série da Ásia foi 31°. Já em 2005, mais adaptado à vida de globetrotter e à categoria, ainda pela Prema, Kobayashi conquistou seus primeiros títulos: foi campeão na Itália, com 6 vitórias, 9 poles, 11 pódios e 312 pontos, em 15 corridas, e da Europa, com 6 vitórias, 9 poles, 8 pódios e 157 pontos, em 16 corridas.

Ainda com apoio da Toyota, Kobayashi passou, em 2006, para a Fórmula 3, com a equipe francesa ASM Formule 3, correndo com Paul di Resta e Sebastian Vettel. Em 19 corridas da série europeia, ele conquistou 3 pódios e somou 34 pontos, ficou no 8° lugar, mas foi eleito o calouro do ano. No desafio Masters, ele saiu em 10° e chegou em 11°, e no GP de Macau terminou em 19°. Nesta última prova, o piloto japonês conseguiu o melhor tempo de classificação antes de ir de encontro ao guard-rail; confirmou a posição no sábado, superando adversários como Sebastian Vettel, Adrian Sutil e Paul di Resta, mas na corrida de domingo, depois de se chocar com Romain Grosjean acabou na 19ª posição.

No começo de 2007, Kamui Kobayashi foi contratado como piloto de testes da Toyota, mas continuou a correr na Fórmula 3, ainda pela ASM. Na série europeia, apesar de ter obtido 7 pódios, 3 deles nas primeiras 7 corridas, e uma vitória (em Magny-Cours), ficou em 4° lugar no campeonato, vencido pelo seu companheiro de equipe, Romain Grosjean. Ele não conseguiu terminar 3 das 20 provas, devido a acidentes. No GP de Macau, não participou da qualificação, saiu da 29ª posição, chegando em 13°. e no desafio Masters abandonou no meio da prova.  Embora os últimos resultados não tenham sido muito expressivos, mas, talvez, como consequencia de seu trabalho nos testes, no dia 16 de outubro de 2007, Kamui foi anunciado como terceiro piloto da Toyota, em substituição a Franck Montagny.

Durante 2008, já tendo como objetivo a consolidação da carreira na Fórmula 1, além de terceiro piloto e piloto de testes, Kamui Kobayashi passou, também, a disputar o campeonato da GP2, último degrau para chegada à categoria principal.  Correndo pela equipe francesa DAMS (Driot-Arnoux Motorsport), participou da GP2 Asia e da GP2 Series. Na primeira, com 2 vitórias, 3 pódios e 22 pontos, em 10 corrida, ficou em 6° lugar. Na competição da Europa, em um carro menos competitivo, em 20 corridas, com 1 vitória, 2 voltas mais rápidas e apenas 10 pontos, ficou no 16° lugar.   A única vitória, em Barcelona, se deu graças a uma punição ao seu ex-companheiro de equipe, Romain Grosjean, que liderava a prova. Depois de uma entrada do safety-car, na saída da pit lane, o francês alterou sua linha de corrida mais de uma vez, para se defender do ataque de Kamui, foi punido com drive through e deu a vitória ao japonês.

Kobayashi fez uma feliz passagem da temporada de 2008 para 2009, conquistando o título da GP2 Asia, disputada entre outubro e abril, com 2 vitórias (Dubai e Bahrein), 2 poles, 4 pódios e 56 pontos. Na série europeia já não teve o mesmo desempenho, em 20 corridas só conseguiu um pódio, com o 3° lugar em Nurburgring, e, com apenas 13 pontos foi o 16° na competição. E no ano que parecia já perdido, Kobayashi acabou realizando o seu sonho de chegar à Formula 1.

A primeira chance surgiu em outubro, no GP do Japão. Ele participou dos dois primeiros treinos livres, no lugar de Timo Glock, que se sentia indisposto e a Toyota pretendeu colocá-lo no lugar do alemão, na corrida do domingo, depois que este se contundiu durante a classificação de sábado. A FIA não permitiu, porque o regulamento exige que o piloto participe de pelo menos uma etapa classificatória para poder largar na prova principal.

A oportunidade definitiva, porém, chegou logo depois no Brasil. Com Glock ainda contundido, a Toyota o escalou para a disputa do GP Brasil e, no dia 18 de outubro de 2009, Kamui Kobayashi fez a sua estreia na Fórmula 1. Ele começou surpreendendo já nas sessões de classificação. Sob chuva torrencial, que provocou duas bandeiras vermelhas por causa de acidentes e prolongou a classificatória por duas horas e meia, o japonês chegou à Q2, fazendo o 11° tempo e deixando para trás gente como Jenson Button (14°).  Sebastian Vettel (16°), Lewis Hamilton (18°) e Giancarlo Fisichella (20°). Na corrida, a surpresa não foi menor. Devido a vários acidentes, chegou a estar na 6ª posição e durante 16 voltas resistiu a feroz ataque de Jenson Button, então, líder do campeonato, a quem chegou a aplicar um X no S do Senna. Também manteve boa disputa com Vettel, antes de ser ultrapassado, e no final ultrapassou Fisichella, para chegar num 10° lugar, que se transformou em 9°, depois que Heikki Kovalainen foi punido com 25 segundos no tempo, por ter saído dos boxes arrastando a mangueira de abastecimento. Mostrando já a ousadia e agressividade que viriam a se evidenciar depois, durante a prova fechou a porta para Kazuki Nakajima, que saia da pit lane, bateu na traseira dele, perdeu a asa diante, saiu da pista e ficou sem carro para continuar na corrida.

Para o último GP da temporada, em Abu Dhabi, sob o pretexto de poupar Timo Glock, mas certamente também impressionada com o desempenho no Brasil, a Toyota decidiu manter Kamui Kobayashi ao lado de Jarno Trulli. E acertou. O piloto japonês chegou de novo à Q2, garantiu a 12ª posição no grid, chegou a correr em 3° e no 6° lugar, conquistando os primeiros 3 pontos, que lhe deram a 18ª colocação no campeonato, entre 25 concorrentes.  Em janeiro, o site inglês F1 Fantastic elegeu a sua ultrapassagem sobre Jenson Button, no GP de Abu Dhabi, a melhor manobra de 2009.

No dia 4 de novembro de 2009, a Toyota anunciou a sua retirada da Fórmula 1, mas Kamui Kobayashi ficou pouco mais de um mês sem equipe. No dia 17 de dezembro, a Sauber anunciou a contratação de ele, como piloto titular, ao lado do espanhol Pedro de la Rosa, para a temporada de 2010.

O início da temporada frustrou um pouco das expectativas sobre Kamui Kobayashi: com o C 29, equipado com motor Ferrari, ele não conseguiu completar as quatro primeiras corridas e só na quinta chegou ao final, mas no 12° lugar. No Bahrein, saiu em 16°, teve problemas hidráulicos e parou na 11ª volta. Na Austrália, voltou a largar em 16° e não chegou a passar da primeira curva, depois de se envolver num acidente com Nico Hülkenberg e Sebastien Buemi. Na Malásia, chegou à Q3, saiu em 9° e saiu na 8ª volta, por quebra do motor. Na China, saiu em 15°, mas ainda na primeira volta, na curva 6, foi atingido por Vitantonio Liuzzi e teve de abandonar.

Na Espanha, finalmente, chegando de novo à Q3, largou em, 10° e completou a primeira corrida da temporada em 12°.

Nas 14 corridas restantes, Kobayashi voltou a abandonar 3 e chegou na zona de pontuação em outras 7: foi 7° no GP da Europa, em Valência, aonde chegou a estar em 3° e ultrapassou Fernando Alonso e Sebastien Buemi, na última volta.  Na Inglaterra, chegou em 6º, depois de ter saído em 12°. Na Hungria foi 9°; na Bélgica, 8°; no Japão, foi 7°, depois de largar em 14° e ultrapassar vários concorrentes, inclusive o seu parceiro da época. Heikki Heidfeld; na Coreia, foi 8° e no Brasil, 10°. Terminou o campeonato na 12ª colocação, com 32 pontos.

A primeira corrida do novo campeonato não fazia prever uma boa temporada para Kobayashi, em 2011. Na Austrália, largou em 9°, terminou em 8°, mas depois da prova, tanto ele como o novo companheiro de equipe, Sergio Perez, que tinha chegado em 7°, foram desclassificados, devido a irregularidades na asa traseira do carro. Das 11 provas seguintes, ele pontuou em 7 e, quando o campeonato foi interrompido, tinha 27 pontos e era o 11° colocado. Nessa fase, seus melhores resultados foram o 5º lugar em Mônaco, depois de ter largado em 12º; o 7º, na Malásia e Canadá (onde foi ultrapassado por Felipe Massa na reta final), e o 9º, na Alemanha.

Na segunda fase da temporada, iniciada com o GP da Itália, Kobayashi voltou a falhar nas primeiras corridas, abandonando a prova em Monza e na India; sendo 14º em Cingapura; 13º no Japão e 15º na Coreia. Só nas duas últimas corridas voltou a ficar na zona de pontuação: foi 10º em Abu Dhabi e 9º no Brasil. Com esses resultados somou 30 pontos e terminou o campeonato em 12º lugar.

Kobayashi foi mantido na equipe Sauber para a temporada de 2012, em dupla com o mexicano Sergio Perez. Começou com o 6º lugar na Austrália e abandonou a pista na Malásia, por problema nos freios. Na China, largou em 3º, fez a volta mais rápida, mas terminou em 10º. No Bahrein, foi 13º e na Espanha, foi 5º, tendo ultrapassado na pista Nico Rosberg e Jenson Button. Ele não completou os GPs de Mônaco, Valência e Coreia e nos demais obteve as seguintes colocações: Canadá, 9º; Inglaterra, 11º; Alemanha, 4º; Hungria, 18º, tendo completado 90% do percurso; Bélgica, 13º; Itália, 9º; Cingapura, 13º; Japão, 3º; India, 14º; Abu Dhabi, 6º; Estados Unidos, 14º, e Brasil, 9º.

Em Mônaco, Kobayashi, na largada, não conseguiu desviar de Romain Grosjean, que estava parado na pista, depois de um choque com Schumacher, tentou continuar na corrida, mas devido aos estragos no carro, teve de abandonar na 5ª volta. Na Alemanha, herdou o 4º lugar depois de punição imposta a Sebastian Vettel, que tinha sido o 2º colocado. Na Bélgica, obteve a 2ª posição no grid, a sua melhor colocação até então, mas na corrida foi o único que continuou na pista depois de choque, na primeira curva, envolvendo mais quatro carros, e terminou em 13º. No Japão, Kobayashi foi o primeiro piloto japonês a subir ao pódio “em casa” depois de Takuma Sato, em 2004. O primeiro tinha sido Aguri Suzuki, em 1990.

No dia 23 de novembro, pouco antes do GP do Brasil, a Sauber anunciou a substituição de Kobayashi por Esteban Gutierrez para a temporada de 2013.

Na opinião de Livio Oricchio, Kamui Kobayashi é veloz, simpático, simples, bom de corrida, fraco de classificação, ótimo de o time trabalhar. “Com tudo isso, está sem lugar na Fórmula 1 em 2013, por enquanto”, diz o comentarista e completa: “Kamui ainda alterna ótimas performances com outras confusas, mas é, sem dúvida, o melhor piloto japonês que já apareceu na Fórmula 1”.

 

Para voltar à F1, Kamui Kobayashi recorreu a uma solução inusitada e moderna. No fim e 2013, ele fez uma crowdfunding, a vaquinha virtual, e levantou com sues fãs cerca de 2 milhões de dólares, para garantir uma vaga no grid. Quando o dinheiro chegou, porém, todas as equipes já estavam completas e ele ficou de fora. Ele guardou o dinheiro e, no final de 2013, acertou o ingresso da Caterham. No dia 21 de janeiro de 2014, a equipe anunciou que ele seria o seu segundo piloto, ao lado do sueco Marcus Ericsson.

A estreia não foi nada feliz. Na Austrália, logo na primeira curva, ele, que era o 15º no grid, ao tentar ganhar posições, teve um problema nos freios e bateu na traseira de Felipe Massa. Ambos tiveram que abandonar a pista.  Na Malásia, depois de largar em 20º e chegar a correr em 8º, o piloto japonês chegou em 13º, entre os 15 que terminaram a prova. Além de completar o percurso, teve outros motivos para comemorar: ficou à frente do companheiro de equipe e das Marussias e colocou a equipe no 10º lugar entre as construtoras. Essa colocação ele só viria a repetir em Mônaco. Nas demais corridas, esteve sempre na rabeira do pelotão: 15º no Bahrein e Inglaterra; 18º na China; 17º na Itália e 19º no Japão. Não completou as provas da Espanha, Canadá, Hungria, Rússia e Abu Dhabi.

Na Bélgica, Kobayashi foi substituído por André Lotterer e não continuou de fora na Itália porque o alemão preferiu na correr.  No primeiro treino livre de Monza, ele teve que cede o carro ao espanhol Roberto Mehri e seu futuro na equipe parecia incerto.

Por causa das dificuldades financeiras e da crise de administração, a Caterham não disputou as corridas dos estados Unidos e Brasil e, julgando-se liberado, Kobayashi foi para o Japão, em busca de novos caminhos. Todavia, na quarta-feira antes do GP de Abu Dhabi foi chamado às pressas para participar da última corrida da temporada. Com o mesmo recurso que ele tinha usado uma crowdfunding, a equipe levantou dinheiro para participar da corrida e evitar a exclusão da categoria.

Tendo participado de apenas 16 das 19 corridas do campeonato e sem marcar pontos, Kamui Kobayashi foi o 22º colocado entre os pilotos, à frente só de André Lotterer e Will Stevens, que fizeram uma corrida pela Caterham. E com a falência da equipe inglesa, ficou fora do grid da temporada de 2015.