Jules Bianchi

Perfil

Nome Jules Bianchi
País França
Nascimento: 3/08/1989
Local Nice
Altura 1,79
Peso 68 kg
Residência
Estado civil solteiro
Preferências
Hobbies Squash, ciclismo, tênis e futebol
Site www,jules-bianchi.com

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 17 de março de 2013

Corridas

34

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Voltas + rápidas

0

Pontos

2

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição
2014 Fórmula 1 Marussia

15

2

16º

2013 Fórmula 1 Marussia

19

19º

2012 Fórmula 1 Force India

Piloto de testes

2011 Renault 3.5 Tech 1

17

3

5

7

8

185

Fórmula 1 Ferrari

Piloto de testes

GP2 Ásia Lotus

4

1

0

1

2

18

GP2 Séries Lotus

18

1

1

0

0

53

2010 GP2 Séries ART GP

20

0

3

1

4

52

3

2009 GP2 Ásia ART GP

6

0’

1’

2

1

8

12º

Renault 3.5 SG

1

0

0

0

0

0

N/C

GP Macau ART GP

1

0

0

0

0

N/A

10º
F3 inglesa ART GP

4

0

2

2

3

0

N/C
F3 Europa ART GP

20

9

6

7

12

114

2008 F3 Masters ART GP 1 1 0 0 1 N/A
GP Macau ART GP 1 0 0 0 0 N/A
F3 Europa ART GP 20 2 2 2 7 47
2007 Renault 2.0 Eu SG 8 0 1 1 0 4 22º
Renault 2.0 Fr, SG 13 5 5 10 11 172
2006  Kart F A Campeão da França; 2º na Copa do Mundo (Suzuka-Japão); 2º na Copa do Inverno  (Lonato-Itália); 3° no campeonato italiano; 5ª no campeonato europeu; campeão da WSK, 125 cc (Lonato-Itália) e 3ª na Copa do Mundo 125cc (Marienbourg-Bélgica)
2005 .Kart Campeão do Ásia-Pacífico; 4ª no Campeonato do Mundo
2004 2º no campeonato europeu; 2º no campeonato da França
2003 Campeonato francês Júnior; Troféu Andrea Margutti ICA Júnior; Campeonato Europeu ICA Junior; Aberto da Itália, Masters ICA Júnior
2002 Copa de Mônaco ICA Júnior

Carreira

“Jules nasceu numa pista de kart”.

A frase do pai, Phillip, é exagerada, mas foi quase isso. Se não nasceu, Jules Bianchi cresceu numa pista de kart. E lá ele desenvolveu seu instinto pessoal para a velocidade e a herança genética de uma famosa dinastia de pilotos. Ele é neto de Mauro Bianchi, três vezes campeão do mundo da GT, com 35 vitórias internacionais, e sobrinho de Lucien (Luciano) Bianchi, que disputou 19 corridas da Fórmula 1, entre 1959 e 1968, e foi 3º no GP de Mônaco de 1968. Em 1966 e 1967, Lucien fez dupla com Mário Andretti nas 24 horas de Le Mans. Ele, que nasceu na Itália, mas foi criado na França, morreu em 1969, quando bateu o carro num poste telegráfico, num treino para as 24 horas de Le Mans.

Jules Bianchi nasceu em Nice, na França, em 3 de agosto de 1989. Entrou num kart pela primeira vez aos três nãos, numa pista construída por seu pai, e a partir dos cinco anos passou a competir com amigos da mesma idade. Aos 13 anos, em 2002, começou a correr oficialmente, participando da Copa ICA Júnior de Mônaco. Em 2003, disputou os campeonatos da França, da Europa, da ICA Júnior, o Troféu Andrea Margutti ICA Júnior e o Aberto da Itália do Masters da ICA Júnior. Em 2004, foi vice-campeão do campeonato europeu e do campeonato de França. Em 2005, foi campeão do torneio Ásia-Pacífico e 4º no campeonato mundial de kart. Em 2006, obteve o campeonato de França, em Angerville; foi 2º na Copa do Mundo, em Suzuka, no Japão; 2º na Copa do Inverno, em Lonato, Itália; 3º no campeonato italiano; 5º no campeonato da Europa; campeão da WSK (World Series Karting), 125 cc, em Lonato; e 3º na Copa do Mundo de 125 cc, em Marienbourg, na Bélgica.

Em 2007, Jules deixou o kart e passou a correr em monopostos, na Formula Renault 2.0 francesa, pela SG Formula, equipe formada pelo francês Stephan Guerin, em 2004. Foi campeão, com 5 vitórias, 5 poles, 11 pódios e 10 melhores voltas, em 13 corridas. No mesmo ano, disputou a Euro Séries, da Fórmula 3, obtendo uma pole position e uma volta mais rápida, em 3 corridas.

Em 2008, Jules transferiu-se para a ART GP, de Nicolas Todt, filho de Jean Todt e empresário de Felipe Massa e Pastor Maldonado, que também passou a gerenciar a carreira dele. Foi 3º na Euroséries da F3 com 2 vitórias, 2 poles positions, 7 pódios e uma volta mais rápida; venceu a prova de Masters, em Zolder, sendo o primeiro calouro a conseguir isso, desde 2003, e foi 9º no GP de Macau, após largar da 30ª posição. Em 2009, o piloto francês continuou na Fórmula 3, tendo como companheiros de equipe Valtteri Bottas, Esteban Gutierrez e Adrien Tambay, filho do ex-piloto Patrick Tambay. Foi campeão da Euroséries, com uma rodada de antecipação, em Dijon-Prenois e confirmou o título, com 9 vitórias, 6 poles positions, 12 pódios e 7 voltas mais rápidas, em Hockenheim. Foi 4º no Masters de Zandvoort e 10º no GP de Macau, depois de largar da 21ª posição. Em agosto, Jules chegou a ser apontado por várias fontes como o substituto, na Ferrari, de Felipe Massa, depois do acidente na Hungria, mas a vaga foi ocupada por Luca Badoer. Nos dias 1º e 2 de dezembro, ele participou de três dias de testes da Ferrari para jovens pilotos, em Jerez de la Frontera e no final do ano foi contratado como jovem piloto pela escuderia italiana.

Em 2010, Jules Bianchi transferiu-se para a GP2 e começou disputando três das quatro provas da série asiática, onde foi 8º colocado, com um 3º lugar e uma pole position. Na série principal, tinha duas poles positions e a 4ª colocação, quando sofreu um grave acidente na primeira volta em Hungaroring. Ele rodou para o gramado na saída da primeira curva; foi atingido pelo chino-holandês Ho-Pin Tung e sofreu fratura da segunda vértebra lombar. Apesar da gravidade da contusão, ele participou da corrida seguinte e terminou o campeonato em 3º lugar, sem nenhuma vitória, mas com 3 poles positions, 2 voltas mais rápidas e 4 pódios. Em 11 de novembro de 2010, Jules foi confirmado na equipe de testes da Ferrari e piloto reserva no lugar de Luca Badoer. Giancarlo Fisichella e Marc Gené, e teve confirmado também novo teste em Abu Dhabi, em 17 e 17 do mesmo mês.

Como piloto de testes oficial da Ferrari, Jules tomou parte, em 2011, de várias sessões do simulador de Maranello, testes no carro da F1 na Academia de Pilotos da Ferrari e durante testes para jovens pilotos em Abu Dhabi. E a par dessas atividades, Jules continuou a correr a GP2. Teve um início de temporada difícil, só marcando pontos em 2 das 8 primeiras corridas, incluindo a primeira vitória, em Silverstone, mas acabou no 3º lugar, com 5 pódios e uma pole position, atrás de Romain Grosjean e Luca Filippi. Na serie da Ásia, foi vice-campeão, também atrás de Romain Grosjean.

Com a Tech 1 Racing, Jules disputou, em 2012, o campeonato da Formula Renault 3.5, do qual foi o vice-campeão, com 3 vitórias, 5 poles, 8 pódios e 7 voltas mais rápidas em 17 provas disputadas. Membro da academia de pilotos da Ferrari, cedido pela escuderia italiana, foi piloto de testes e reserva da Force Índia, participando dos treinos de sexta-feira de 9 fins de semana de Grande Prêmio, de simulações e reuniões com engenheiros.

Quando tudo indicava que ficaria mais um ano na Force Índia, depois de perder para Nico Hülkenberg a vaga aberta na Sauber, a sorte e o prestígio do seu empresário mudaram o seu futuro. Quando o brasileiro Luiz Razia não conseguiu angariar verba suficiente para garantir um assento na Marussia, Nicolas Todt, rapidamente levantou as garantias necessárias e assegurou a vaga para o seu piloto. Jules Bianchi foi anunciado como piloto da Marussia no dia 1º de março de 2013 e no dia 17 fez sua estréia como piloto oficial da F1, no GP da Austrália. Largou da 19ª posição, 750 milésimos de segundo à frente do companheiro de equipe Max Chilton, ultrapassou Pastor Maldonado e Daniel Ricciardo e terminou em 15º, o que foi considerado um bom resultado para um calouro.

Na Malásia, saindo da 19ª posição, alcançou o melhor resultado da temporada, o 13º lugar, à frente do companheiro Max Chilton e de Charles Pic e Giedo van der Garde, da Caterham, os rivais diretos da Marussia. Na China, Bianchi voltou a mostrar que é bom na recuperação: foi 18º no grid e repetiu a dose da estreia, chegando em 15º. A partir daí, porém, em vez evoluir, regrediu, sobretudo devido à inconsistência do MR02. E outros 14 GPs, sua melhor colocação foi o 16º lugar, que conquistou na Inglaterra, Hungria e Coreia. Nas demais provas, foi: 17º no Canadá, Cingapura e Brasil; 18º na Espanha, Bélgica e Estados Unidos; 19º no Bahrein, Mônaco, Alemanha e Itália; 20º em Abu Dhabi.

Em Mônaco, na classificação, fez um tempo superior a 107% do pole position, foi admitido no grid, mas saiu da pista na curva Saint Devote, devido a problema nos freios e abandonou a corrida a 10 voltas do final. No Japão, teve contra Giedo Van der Garde a batida considerada a mais espetacular e perigosa da temporada e deixou a prova logo na largada. Apesar de ter feito um campeonato apenas regular, Jules Bianchi teve muitos motivos para comemorar ao fim da temporada: só não superou o companheiro de equipe em duas corridas (Mônaco e Japão) e completar o rol de boas noticias, em dezembro, recebeu da revista Autosport o prêmio de calouro do ano, vencendo Max Chilton, Valtteri Bottas e Esteban Gutierrez, além de San Tordoff, campeão inglês de turismo, e Stofell Vandoorme, vice-campeão da Formula Renault 3.5.

Em 2014, um acidente, no dia 5 de outubro, no circuito de Suzuka, tirou das pistas esse que era um dos talentos mais promissores da Fórmula 1, Na volta 43 do GP do Japão, o jovem francês cometeu um erro que poderia ter sido fatal. Ele sobreviveu, mas no fim do ano ainda permanecia no hospital, em estado grave. Segundo relatório de uma comissão designada pela FIA para analisar o acidente, talvez desconcentrado e distraído pela movimentação ao lado da pista, ele não obedeceu às bandeiras amarelas duplas que estavam sendo agitadas, não reduziu a velocidade e, ao pisar nos freios e no acelerado ao mesmo tempo, perdeu o controle do carro, saiu da pista e foi de encontro à barreira de pneus. Por infelicidade, atingiu justamente o ponto onde um guindaste móvel fazia o resgate de Adrian Sutil, que segundos antes também tinha saído da pista e ido de encontro à barreira. O carro de Bianchi passou por baixo do guindaste e o capacete dele bateu na parte inferior inclinada do guindaste. “A magnitude e a sua natureza do golpe”, relatou a Comissão, causaram enorme desaceleração da cabeça e aceleração angular, provocando ferimentos graves. Falhas no equipamento de segurança do carro da Marussia também contribuíram para o acidente, de acordo com a investigação.

Até o momento do acidente, Bianchi vinha se revelando uns pilotos mais talentosos da nova geração. Em julho, ele tinha conseguido os primeiros dois pontos da história da Marussia, com o 9º lugar no GP de Mônaco, em Monte Carlo. No mesmo mês, em Silverstone, num teste da Ferrari, foi mais rápido do Kimi Raikkonen, e se credenciou para ocupar, no futuro, uma vaga na escuderia italiana. O acidente em Suzuka, porém, interrompeu a promissora trajetória do piloto francês. Com os dois pontos de Mônaco, mesmo não tendo participado das últimas três corridas, Bianchi ficou no 18º lugar no campeonato, à frente de outros quatro pilotos que cumpriram todo o calendário (Adrian Sutil, Esteban Gutierrez, Max Chilton e Kamui Kobayashi); de um que não fez as ultimas três corridas (Marcus Ericsson) e dois que só correram uma vez (André Lotterer e Will Stevens). Afora o 9º lugar em Mônaco, a melhor classificação de Bianchi foi o 14º lugar em Silverstone.