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Jos Verstappen

 

Nome                Jonathan Franciscus (Jos) Verstappen
Nascimento

4 de março de 1972

Local

Ambt Monfort – Holanda

Equipes

Benetton, Simtek, Footwork,Tyrrel, Stewart, Arrows, Minardi

Estreia na F1

1994 – GP do Brasil

Última corrida

2003 – GP do Japão

Largadas

106

Pontos

17

Pódios

2

 

 

O bravo piloto holandês, pai do piloto Max Verstappen, é lembrado pelo incêndio em Hockenheim de 1994. Jos Verstappen, na sua primeira corrida na F1, fazia um pit stop e o equipamento de reabastecimento da Benetton, adulterado pela própria equipe, falhou. Houve um vazamento de combustível e as chamas tomaram conta do carro por alguns segundos. Ele teve apenas o rosto chamuscado, mas entrou para a história da categoria como protagonista do primeiro incêndio do ano em que a F1 ressuscitou o reabastecimento durante as corridas.

Verstappen nasceu em 4 de março de 1972 e muito cedo começou a andar de kart. Na primeira temporada com carros de verdade, conquistou o título alemão da F3, em 1993. No final do ano já estava no Estoril, fazendo testes para a Footwork. Andou muito rápido, mais do que os titulares da equipe nos treinos para o GP de Portugal, dias antes. No mesmo dia, o brasileiro Gil de Ferran, fazendo testes para a mesma Footwork, não conseguiu acompanhar o ritmo de Jos, que ganhou o apelido de “Besta Holandesa” pelo desempenho arrasador nos treinos. Arrebentou um carro, mas impressionou.

Tanto que, no ano seguinte, Flávio Briatore, diretor da Benetton, abocanhou seu passe, de olho no patrocínio da Philips, que Verstappen garantia. A ideia era mantê-lo como piloto de testes, para aprender com a dupla titular, Michael Schumacher e J. J. Lehto. Mas Lehto sofreu acidente nos treinos da equipe em Silverstone, ficou bom tempo de molho, voltou mal e Verstappen acabou disputando dez corridas pela Benetton, em 1994. Em cinco delas, sofreu acidentes, seis se for considerado o incêndio da Alemanha. Nas quatro provas em que chegou ao final, pontuou em três: 3º na Hungria e na Bélgica e 5º em Portugal, fechando a temporada com dez pontos, na 10ª colocação, nada mau para um estreante.

Em 1995, Briatore resolveu emprestar seu passe para a Simtek e Verstappen sucumbiu junto com o time. Só terminou uma corrida, o GP da Espanha, na 12º colocação. No final do ano voltou aos testes com a Arrows. Apesar da temporada apagada de 1995, todos na F1 acreditavam que seu futuro seria brilhante. Briatore, que não é bobo nem nada, continuou dono do seu passe par, quando achasse que era hora, o colocasse na Benetton de novo.

Isso não aconteceu em 1996, quando foi levado para a Footwork, de novo, e teve um início de temporada impressionante, com o 5º lugar em Interlagos e o 6º em Buenos Aires. No GP da Bélgica, parte da suspensão do carro quebrou, ele rodou e teve uma prolongada lesão no pescoço. Das 17 corridas da temporada, só consegui completar 4 e terminou na 16ª colocação, com apenas 1 ponto, conquistado com o 6º lugar no GP da Argentina, a terceira corrida do campeonato.

Em 1997, pela Tyrrel, sofreu a falta de potência do motor Ford Cosworth, sempre na traseira do pelotão, completou só 8 das 17 corridas e não fez nenhum ponto e a melhor colocação foi o 8º lugar no GP de Mônaco.

Ele começou a temporada d 1998 como piloto de testes da Benetton, mas por falta de patrocinadores, não pode ser contratado definitivamente e foi obrigado a ficar fora das pistas na primeira parte do campeonato.  Ele só voltou na 8ª prova, o GP da França, substituindo Jan Magnussen na Stewart e, com um carro pouco competitivo, terminou apenas 3 de 9 corridas, sem marcar ponto, novamente.

Perto do final de 1998, Verstappen foi contratado como piloto de testes do projeto da Honda de formar uma equipe da F1 para o ano seguinte.  A fábrica japonesa, porém, mudou os planos e preferiu continuar sendo apenas fornecedora de motores e o piloto holandês acabou sem carro, voltando a ser piloto de testes, desta vez para a Jordan.

Em 2000, Verstappen voltou para a Arrows, que tinha um bom pacote, incluindo motores Supertec, carro com boa velocidade nas retas e bons patrocinadores. O carro, porém, mostrou ser pouco competitivo, mas o holandês e o companheiro Pedro de La Rosa conseguiram correr entre os ponteiros em alguns circuitos, em parte graças ao tanque de combustível menor, que tornava o carro mais leve do que os outros. Na segunda corrida, em Interlagos, foi corre em 6º, até sofrer um torcicolo causado pela falta de tempo para adaptação ao assento e terminou em 7º.  Depois disso, ele obteve um 5º lugar no Canadá e um 4º, em Monza, que lhe permitiram marcar os primeiros 5 pontos, desde 1996, e termina o campeonato na 12ª colocação.

Em 2001, correndo pela Arrows, não conseguiu se destacar e ainda teve dois incidentes marcantes: em Interlagos bateu na traseira de Juan Pablo Montoya e em Montreal, estava entre os 6 primeiros, mas exigiu muito dos freios, bateu e saiu da pista, perdendo a chance de fazer pontos.

Em 2002, Verstappen perdeu a disputa por uma vaga na Minardi com Hanz-Harald Frentzen e ficou fora do campeonato. Mais tarde, foi chamado para ser piloto de testes da Sauber, mas não pode assinar contrato porque não coube no cockpit do carro. Em 2003, conseguiu o lugar na Minardi e, numa equipe fraca, com recursos limitados, não teve chance de brilhar. No fim do ano, superado pelo novato companheiro Justin Wilson, deixou a equipe, cansado de correr entre os últimos.

Em 2004, Jos Verstappen foi cogitado para substituir Giorgio Pantano, na Jordan, mas de novo, seu tamanho o prejudicou e, sem perspectivas na F1, começou a pensar em outras categoria para o ano seguinte, correndo na A1 GP, nos 1000 km de Silverstone, 1000 km da Catalunha e de Spa, nos quais venceu uma vez cada um, e nas 24 horas de Le Mans.

Jos Verstappen foi casado com a ex-piloto de rali belga Sophie Kumpen, com quem teve os filhos Max e Vitória. Em 2008, já separados, livrou-se de uma acusação de agressão feita pela ex-mulher, mas foi multado e teve suspensa uma pena de três meses de prisão, por ameaçá-la por mensagens e desrespeitar a ordem para se manter à distancia dela. Em 2000, Jos e seu pai foram condenados a cinco anos de prisão e tiveram a pena suspensa, após acordo com a vítima, por terem causado fratura no crânio numa pessoa, durante incidente em corrida de kart, em 1998. Em 29 de dezembro de 2011, foi acusado de agredir a ex-namorada e em janeiro de 2012 foi preso por tentativa de homicídio contra namorada Kelly van der Waal, mas liberado duas semanas depois, com a retirada da denúncia. Os dois se casaram em 2014 e têm uma filha.