Johnny Herbert

 

 

Nome

John Paul Herbert

Nacionalidade

Inglês

Nascimento

25 de junho de 1964

Local

Brentwood – Essex

Carreira

1989-2000

Equipes

Benetton, Tyrrel, Lotus

Largadas

161 (em 165 corridas)

1ª corrida

GP do Brasil e 1989

Última corrida

GP d Malásia de 2000

1ª vitória

GP da Inglaterra de 1995

Última vitória

GP da Europa de 1999

Vitórias

3

Pódios

7

Pontos

98

3ºs lugares

2

4ºs lugares

7

5ºs lugares

5

6ºs lugares

4

Acidentes

13

 

Um dos pilotos mais simpáticos da Fórmula 1, Johnny Herbert teve o azar de ser companheiro de equipe justamente de Michael Schumacher, quando teve a chance de correr por uma equipe grande, a Benetton.

Johnny começou a correr de kart em 1974, conquistando dois títulos ingleses, em 78 e 82. Em 1983, disputou as suas primeiras provas da F-Ford 1600 e ganhou o Festival de Brands Hatch de 1985. Em 1986, passou para a F-Ford 2000 e 1987 tornou-se campeão inglês da F3, passo decisivo para ascender à F1, dois anos depois.

Entre as F3 e F1, Herbert foi correr a F-3000, pela equipe de Eddie Jordan, em 1988. Era considerado o maior talento britânico desde Nigel Mansell, mas um grave acidente no final do ano, em Brands Hatch, quase encerrou sua carreira. A recuperação foi dolorosa e, em 1989, Johnny ainda estava de muletas, em Jacarepaguá, antes de sua estreia na F1, pela Benetton. Com as pernas em frangalhos _ quebrou as duas na batida da F-3000 _ teve uma atuação heroica e terminou a corrida do Rio em 4º lugar, confirmando tudo o que se falava dele.

As dores aumentaram ao longo do ano, porém, e Herbert não foi até o fim da temporada, em Barcelona, sendo substituído por Emanuelle Pirro. Ainda disputou um GP, o da Bélgica, em 1990 foi contratado pela Lotus para duas provas, no Japão e na Austrália. Em 1991, melhor fisicamente, disputou mais 7 provas na Lotus e correu também na F-3000 no Japão. Só conseguiu uma temporada inteira, sempre na Lotus, em 1992, marcando dois pontos. Em 1993, Johnny correu mais um Mundial pela Lotus e não fez feio, totalizando 11 pontos. Os melhores resultados foram três 4ºs lugares, em Interlagos, Donington e Silverstone. A temporada seguinte, porém, foi de grandes dificuldades. A Lotus já estava quase falindo e no fim do ano seu passe foi comprado por Flávio Briatore, que o colocou na Ligier, numa corrida, o GP da Europa, em Jerez, e na etapa seguinte, ele voltou à Benetton, não completando os GPS do Japão e da Austrália.

Em 1995, primeira temporada integral num time de ponta, Johnny teve a felicidade de vencer duas provas “clássicas” da F1, os GPS da Inglaterra, em Silverstone, e da Itália, em Monza. Mas, mesmo com a 4ª colocação no mundial (45 pontos e 4 pódios), Johnny terminou o ano desempregado. A Benetton contratou Jean Alesi e Gerhard Berger e o inglesinho de bochechas rosadas ficou a pé. Para isso, provavelmente, tiveram influência a reação de Herbert, reclamando que Schumacher tinha privilégios na equipe. Querido por todos, Johnny faria muita falta se não arranjasse um bom lugar para 1996.  Mas, no início de dezembro, ele conseguiu uma vaga, chamado pela Sauber, a pedido da Ford.

Johnny correu pela equipe suíça, de 1996 a 1998 e subiu ao pódio duas vezes, com o 3º lugar no GP de Mônaco de 1996 e no GP da Hungria de 1997. Em 1999, defendeu a Stewart GP, onde foi sempre superado pelo companheiro Rubens Barrichello, mas obteve a sua segunda e última vitória na F1, no GP da Europa, em Nurburgring. Ele continuou na equipe mesmo depois de ela ser comprada pela Ford e tornar-se a Jaguar, mas teve uma temporada frustrante, que se encerrou com um abandono no GP da Malásia e nenhum ponto.

Depois de deixar a F1, Johnny Herbert disputou provas de turismo e correu as 24 horas de Le Mans.

Johnny Herbert nasceu em Brentwood, condado de Essex, no dia 25 de junho de 1964. A vitória em Silverstone é o momento de sua vida que, garante, jamais vai esquecer. Sorridente e falante lembra também com carinho a estreia no Brasil, em 1989. “Foi uma experiência fantástica, recebi o apoio de muita gente para correr naquelas condições e agradeço a todos até hoje”, diz sempre.

Herbert, casado com Rebecca, tem duas filhas. No tempo da F1, gostava de cantar e era figura certa nos shows improvisados por Eddie Jordan, no paddock de Silverstone, depois do GP da Inglaterra. Em 1995, inebriado por sua primeira vitória da F1, arriscou “Johnny be good”, em performance solo e foi muito bem. Como todo inglês joga golfe e bebe suco de maçã.