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Jenson Button

Perfil

Nome Jenson Alexander Lyons Button (Jense)
País Inglaterra
Nascimento: 19 de janeiro de 1980
Local Frome (Somerst)
Residência: Mônaco. Também tem propriedades no Reino Unido e no Bahrein
Altura: 1,83 m
Peso: 68,5 kg
Estado civil: Solteiro
Preferências: Massas e suco de laranja
Hobbies: Triatlo, mountain bike, body boarding, Internet, jogos de computadores e coleção de carros antigos
Web site: http://www.jensonbutton.com/

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 12/04/2000

Corridas

306

Títulos

1 (2009)

Vitórias

15

Pódios

50

Poles

8

Voltas + rápidas

8

Hat-tricks

1

Pontos

1.235

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódio Pontos Posição
2017′ Fórmula 1′ McLaren 1 22º 0
2016 Fórmula 1 McLaren    21       21    15º
2015 Fórmula 1 McLaren    19       16    16º
2014 Fórmula 1 McLaren

19

0

0

0

1

126

2013 Fórmula 1  McLaren

19

0

0

0

0

73

2012 McLaren

20

3

1

0

6

188

2011 McLaren

19

3

0

3

12

270

2010

19

2

0

1

7

214

2009 Brawn GP

17

6

4

2

9

95

2008 Honda

18

0

0

0

0

3

18º

2007

17

0

0

0

0

6

15º

2006

18

1

1

0

3

56

2005 BAR

16

0

1

0

2

37

2004

18

0

1

0

10

85

2003

15

0

0

0

0

17

2002 Renault

17

0

0

0

0

14

2001 Benetton

17

0

0

0

0

2

17º

2000 Williams

17

0

0

0

0

12

1999 Procar belga Rafanelli

1

N/C

Coreia SP Promatecne

1

F3 Master

1

1

GP de Macau

1

1

F3 Inglaterra

16

3

3

4

7

168

1998 Festiva F.Ford Haywwood

1

1

0

0

1

 F. Ford

15

7

9

7

12

133

História

Jenson Button nasceu em 19 de janeiro de 1980, em Frome, no condado de Somerset, no sudoeste da Inglaterra. É o 4° filho da sul-africana Symone Lyons e John Button, ex-corredor de rallis, e tem três irmãs: Tanya, Samantha e Natasha. Estudou na escola primária Vallis, na secundária Selwood e no colégio da Comunidade de Frome. Depois do divórcio dos pais, quando tinha sete anos, e as irmãs foram criadas pela mãe, mas durante a carreira de piloto, passou a ser acompanhado pelo pai em todas as corridas.  Quem o acompanhava frequentemente, também, pelo menos até setembro de 2011, era a namorada japonesa Jéssica Michibata, filha de pai argentino, modelo de lingerie e colunista de cinema na imprensa do seu país, a quem ele dedicou a conquista do campeonato de 2009. Eles tinham rompido o namoro em maio de 2010, mas reataram dois meses depois. Antes, Jenson já havia namorado a cantora, modelo e atriz Louise Griffiths; a atriz Rose McGovern e a modelo Florence Brudnell-Bruce.

Talentoso, simpático, sóbrio, não se envolvendo em polêmicas e se dando bem tanto com companheiros de equipe quanto outros colegas, Jenson é um dos pilotos mais queridos na Fórmula 1. E um dos seus orgulhos é ter, na cidade natal, um pub chamado O voador de Frome, na Avenida Jenson. E diz que o mais gratificante na sua profissão é correr contra os melhores pilotos do mundo e quer ser lembrado como campeão do mundo e alguém que trabalhou para chegar lá. Mas ele poderá ser lembrado também pelo estilo suave de pilotagem, que lhe permite poupar mais os pneus que os rivais e a percepção do momento para tomar uma curva ou para fazer um pit stop.  Pode ser lembrado ainda por ter sido eleito o segundo das dez personalidades do esporte de 2009, em pesquisa da BBC e a personalidade do esporte do oeste da Inglaterra, na Universidade de Bath, em 2009; ter sido indicado como membro da Ordem do Império Britânico, em 2010, e, além da Avenida Jenson Button, ter, na sua cidade, uma ponte chamada Jenson Button Bridge.

A biografia oficial diz que ele foi um vencedor desde o primeiro teste de kart, aos oito anos. “Sua velocidade e seu talento eram evidentes”, diz o relato. De fato, no campeonato britânico de cadetes de 1991, ele venceu todas as 34 provas. Em 1977, foi o mais jovem piloto a vencer o campeonato europeu de kart e também ganhou a Copa Ayrton Senna. No ano seguinte, disputou a Fórmula Ford e foi campeão com 9 vitórias. Em 1999, Button chegou à Fórmula 3 e foi pole logo na primeira corrida. Ao final do campeonato ficou em terceiro lugar, atrás de Marc Hynes e Luciano Burti, e foi escolhido como o estreante do ano.

Em novembro de 1999, sentou pela primeira vez num carro da F1, o McLaren MP4/13. Poucos meses depois, ganhando a vaga numa disputa com o brasileiro Bruno Junqueira, estava dando a largada da sua primeira corrida na principal categoria do automobilismo mundial, num carro da Williams. Saltando diretamente da F3 para uma equipe do topo, Jenson Button foi a revelação da temporada de 2000. Ele mesmo dizia que não esperava tão cedo correr ao lado de Michael Schumacher. Pensava, no máximo, em fazer teste em alguma equipe.

Button estreou na Austrália longe de ser uma unanimidade entre os torcedores ingleses, por culpa das suspeitas levantadas por alguns dos mais respeitados comentaristas do país, como o ex-piloto Martin Brundle. Mas a rápida adaptação do estreante à nova categoria serviu para confirmar a convicção de que a passagem pela Fórmula-3000 não é essencial para um piloto chegar bem preparado à categoria máxima.

Já na terceira prova do campeonato, Button entrou oficialmente para os livros da F1 como o piloto mais jovem a marcar um ponto no mundial, com o 6º lugar no GP do Brasil de 2000. O ponto histórico de Jenson Button ajudou a Williams a ser a terceira colocada no campeonato de construtores. Mas os bons resultados não foram suficientes para garantir a posição na equipe. Já em maio de 2000, Frank Williams começou a procurar Juan Pablo Montoya para ser seu piloto no ano seguinte.

Embora a equipe continuasse a negar e a afirmar que só tomaria uma decisão depois do GP do Canada, muito antes disso a revista inglesa Autosport dava como certa a substituição de Button por Montoya, no final da temporada. De acordo com a revista, Frank Williams já tinha tomado a decisão e estava apenas negociando a cessão dele a uma outra equipe menor, para que adquirisse mais experiência, antes de voltar à Williams. Uma das equipes apontadas como provável destino de Button, a Jordan, porém, descartou essa hipótese. A BAR e a Prost manifestaram interesse, mas o piloto disse não ter interesse por elas.

Em agosto, enfim, o anúncio mais esperado da Formula 1 naqueles dias foi feito. A Benetton confirmou a contratação Jenson Button. A Willliams, que tinha um contrato de cinco anos com o piloto, o liberou por dois anos para correr pela Benetton, em 2001, e pela Renault-Beneton, em 2002. Nesse primeiro ano, Button fez 12 pontos e terminou em oitavo lugar no campeonato dos pilotos.

O ano de 2001 foi um grande desafio para Button, encarregado de ajudar no desenvolvimento do novo motor V10 da Benetton. A esperança do piloto era de, no ano seguinte, a Renault ser uma equipe competitiva desde o início. Ele esteve perto de conseguir um pódio logo na segunda corrida do ano, na Malásia, mas um problema na suspensão, poucas voltas antes do final, frustrou a expectativa. O piloto passou quase toda a temporada apagado e terminou com apenas dois pontos, no 17º lugar.

No final do campeonato de 2002, Button assinou um contrato de quatro anos com a BAR, substituindo Oliver Panis e tendo como companheiro Jacques Villeneuve. Ele tinha sido responsável por 14 dos 23 pontos da equipe no campeonato, e ficara no 7º lugar entre os pilotos, mas a Renault resolveu apostar em outro novato, de apenas 20 anos, o espanhol Fernando Alonso.

A carreira na nova equipe não começou bem. Logo na primeira corrida de 2003, na Austrália, o pessoal da BAR cometeu um erro que irritou o inglês.

Surpreendentemente, os dois pilotos da equipe foram chamados ao mesmo tempo para o pit stop e Button teve de ficar 12 segundos esperando que o carro de Villeneuve fosse abastecido. Os problemas continuaram em Mônaco, mas ai a equipe não teve culpa. Button ficou fora da corrida, depois de um acidente, a 180 km/h, no treino livre. O carro dele bateu em dois guard-rails, antes de se chocar com um terceiro, na parte mais rápida do circuito, na saída do túnel, cinco minutos antes do final do treino livre. O piloto foi internado, mas logo liberado do Hospital Princesa Grace e pretendia participar do treino, porém a BAR preferiu não correr risco.

A má sorte persistiu no Canadá, onde voltou a correr, depois de liberado pelo dr. Sid Watkins, médico-chefe da FIA. Ele perdeu as 4ª, 5ª e 6ª marchas no final da corrida e teve de se contentar com o 13º lugar.  A situação não melhorou no GP da França. Devido a problemas com o motor, não pode participar da maior parte do treino e, nervoso, chegou a chutar os pneus do carro, no box da BAR.  Com pouco tempo para se adaptar à pista, acabou em último lugar na corrida. Um oitavo lugar na Inglaterra, e o décimo na Alemanha e na Hungria foram os resultados seguintes. Nos Estados Unidos, liderou uma volta de um GP pela primeira vez. Com 17 pontos, foi o 9º colocado na classificação final.

Fora das pistas, em 2003, Button ainda sustentava um namoro de três anos com Louise Griffits, cantora e atriz, que participou de um reality show da BBC e foi a primeira a ser expulsa, pelos votos dos demais concorrentes. O piloto dizia, em declarações ao tablóide The Sun : “O sexo é bem melhor do que as corridas. Nós estamos na terra para o sexo e nos somos aqui tolerância e sexo. A F1 é apenas um bonus. Estou muito feliz por ter Louise”. Button dizia ainda ao jornal que, depois do programa de TV, ele passou a ser conhecido como o “amiguinho de Louise”.

Essa felicidade, porém, durou só mais dois anos. Em abril de 2005, três meses antes da data marcada para o casamento, Button rompeu a relação. Em 2006, passou a namorar a modelo inglesa Florence Brudenell-Bruce, com quem também rompeu dois anos depois.

A felicidade fora das pistas parece ter influenciado o desempenho nas corridas e Jenson Button teve, em 2004, a sua melhor temporada na Fórmula 1. Com um bom equipamento, o 006, com motor Honda V 10, conseguiu sua primeira pole position, em Ímola, no GP de San Marino, e subiu 10 vezes ao pódio, com 2ºs lugares em San Marino, Mônaco, Alemanha e China, e 3ºs na Malásia, Bahrein, Nurburgring, Canadá, Itália e Japão. Terminou o campeonato em 3º lugar, com 85 pontos, contra 114 de Rubens Barrichello e 148 de Michael Schumacher.

O sucesso nas pistas parece ter subido à cabeça de Button e ele quis aproveitar o bom momento para obter um contrato melhor, numa equipe de ponta. Já no dia 5 de agosto de 2004, anunciou que tinha assinado um contrato de dois anos com a Williams, a partir de 2005. A BAR protestou, considerando o contrato ilegal, pois Button ainda teria um ano de compromisso com a equipe. O caso foi parar no Comitê de Reconhecimento de Contratos da FIA, que, no dia 16 de outubro, determinou que o piloto deveria cumprir o contrato com a BAR.

O início da nova temporada não foi nada fácil para Jenson Button. Na primeira corrida, na Austrália, foi apenas o 11º.  Na Malásia e no Bahrein não completou a prova, por quebra de motor e de embreagem. Em San Marino, Button foi desclassificado e a BAR suspensa por mais duas corridas, devido a irregularidade no sistema de abastecimento do carro e ele ficou fora dos GPs da Espanha e de Mônaco.

A má fase continuou no retorno ao campeonato. Button ficou em 10º no GP da Europa, em Nurburgring; não completou o GP do Canadá, onde tinha conquistado sua segunda pole position, mas bateu na volta 46, quando estava em 3º lugar, e não correu nos Estados Unidos, como aconteceu com todos os pilotos que usavam pneus Michelin, devido à falta de segurança numa das curvas do circuito de Indianápolis.

No final de 2005, Button se envolveu, de novo, numa polêmica por causa de contrato. Ao saber que a BMW tinha comprado a Sauber e que não iria mais fornecer motores para a Williams, decidiu não honrar o contrato que tinha assinado com a equipe inglesa para a temporada seguinte. Frank Williams não gostou, mas, depois de receber uma pesada multa paga pelo piloto, acabou concordando com a liberação e Button continuou na BAR, que tinha passado a chamar-se Honda F1 Team.

A decisão parece ter sido acertada, pois, a não ser em quatro corridas que não conseguiu completar (Nurburgring, Silverstone e Indianápolis e Magny Cours) e outras três em que foi 10º (Austrália) e 11º (Mônaco) e 9º (Montreal) marcou pontos em todas as demais 11. Terminou o campeonato na 6ª colocação, com 56 pontos, 26 a mais do que o companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello.

No primeiro GP da temporada, no Bahrein, depois de largar numa confortável 3ª posição, chegou em 4º lugar, superado apenas pelos concorrentes equipados com carros reconhecidamente mais competitivos: Fernando Alonso (Renault), Michael Schumacher (Ferrari) e Kimi Raikkonen (McLaren). Na Malásia, foi bem outra vez na classificação, largando na 2ª posição, mas na corrida não teve carro para enfrentar Giancarlo Fisichella e Fernando Alonso, da Renault, ficando em 3º.  Na Austrália, depois de conquistar a pole position, Button foi castigado pelo motor e não terminou a prova, classificando-se em 10º, por ter completado, mais de 90% da prova. No final da corrida, quando se defendia do ataque de Fisichella, pelo 5º lugar, o motor do Honda 006 pegou fogo e ele teve que parar a poucos metros da linha de chegada.

Em Mônaco, largou em 13 e chegou em 11º. Na Inglaterra, Button largou na 19ª e já tinha ganhado 7 posições, quando, na 16ª volta foi obrigado a parar, por causa de estouro do motor. No GP de San Marino, em Ímola, depois de outra boa largada, na 2ª posição, Button acabou prejudicado por uma lambança durante o reabastecimento na 30ª volta. O bocal de reabastecimento emperrou e o piloto, pensando que ela tinha sido retirada, saiu arrastando mangueira, tendo teve de parar na pit lane para que ela fosse retirada (tudo mais ou menos igual ao que aconteceu com Felipe Massa, na Malásia, em 2008).

Depois disso, o 7º lugar até que foi um bom resultado. Em Nurburgring, no GP da Europa, o estouro do motor logo na 28ª das 60 voltas obrigou Button a parar e pela primeira vez foi superado por Rubens Barrichello, que foi 5º . Na Espanha, Button foi sexto. No GP de Mônaco foi outra vez superado por Barrichello, que chegou em 4º, enquanto ele não conseguia passar do 11º lugar. Em Silverstone, Button parou já na 12ª volta, por problema na bomba de combustível No Canadá, pela primeira vez, desde Ímola, Button, no 9º lugar, superou Barrichello, que não completou a corrida.

A partir dos abandonos nos Estados Unidos, na 12 ª volta, em conseqüência de uma carambolagem logo na primeira curva, depois da largada, e na França, por problemas técnicos, Jenson Button iniciou uma excelente fase no campeonato, pontuando em todas as sete corridas finais. Foi 4º na Alemanha; conseguiu sua primeira vitória na Hungria; voltou a ser 4º na Turquia; 5º na Itália; 4º, de novo, na China e no Japão, e encerrou o campeonato com um pódio pelo 3º lugar no Brasil.

A vitória na Hungria foi considerada antológica. Largando da 14ª posição, por ter sido punido com a perda de 10 posições devido à troca de motor, sob chuva, Button ultrapassou vários concorrentes, entre os quais Michael Schumacher, ainda nas primeiras voltas, e já na 10ª estava em 4º lugar. Beneficiado pelo abandono de Kimi Raikkonen, por acidente, e Fernando Alonso, pela perda de uma porca da roda, Button assumiu a liderança na 52ª das 70 voltas e liderou até o final, com 30S837 de vantagem sobre Pedro de La Rosa e 43S822 sobre Nick Heidfeld. A corrida de Budapeste foi apontada pela revista alemã Autosport como a mais emocionante da temporada e a vitória valeu a Button o prêmio de “melhor do esporte” da ITV1 inglesa.

Depois do surpreendente final da temporada anterior, tudo parecia prever que Jenson Button, afinal, seria um dos protagonistas do campeonato de 2007. Ledo engano. Foi uma das piores, senão a pior, participações dele na Fórmula 1. O mau desempenho inicial poderia ser explicado pela fratura de duas costelas num acidente de kart, em novembro do ano anterior, que já o tinha afastado dos treinos da pré-temporada. Mas durante todo o campeonato o maior adversário do piloto inglês foi mesmo o RA 107, o primeiro carro feito integralmente pela Honda, em 40 anos e que foi a maior decepção da temporada. O carro, segundo os especialistas, era pobre em aerodinâmica e dizia-se que um erro na calibragem no túnel de vento era a razão dos seus defeitos.A má performance do carro, certamente, foi uma das causas da volta do diretor técnico Shuhei Nakamoto para o setor de motos da fábrica, substituído por Ross Braun.

Na primeira corrida, na Austrália, Button, além de começar mal, classificando-se na 14ª posição, ainda sofreu um “drive-through”, por ter ultrapassado o limite de velocidade na pit lane e acabou no 15º lugar. A situação não melhorou na Malásia, onde ficou em 12º, atrás de Barrichello (11º) e nem no Bahrein, onde não chegou a completar a primeira volta, tendo de abandonar depois de um choque com David Coulthard logo na primeira curva.

Depois de mais um abandono, no Canadá, e três colocações intermediárias (12º, na Espana; 11º em Mônaco e 12º nos Estados Unidos), Button só foi conseguir o primeiro ponto dele e da Honda na 8ª corrida do campeonato, o GP da França, que terminou na 8ª colocação. Depois disso, só voltou a pontuar na Itália, no 13º GP da temporada, de novo com o 8º lugar, e na penúltima prova, na China, com o 5º lugar.

Jenson Button encerrou o campeonato no 15º lugar, com 6 pontos e o único consolo de o seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello, não ter feito nenhum. Mas ele não escondia a sua frustração e dizia que a temporada tinha sido um “desastre total”. Apesar desse fracasso e aparentemente admitindo que a culpa tinha sido mesmo do carro, a Honda confirmou a dupla de pilotos para a temporada de 2008.

Como não há coisa ruim que não possa piorar, a nova temporada foi ainda mais decepcionante para Jenson Button. Durante todo o ano, ele só marcou 3 pontos, por um 6º lugar na Espanha. Não conseguiu terminar três corridas e, das demais, só em uma, em Cingapura, conseguiu chegar entre os 10 primeiros. Nas outras, esteve sempre entre o 10º e até o 19º lugares. Não justificou o presente que a Honda lhe deu ainda em maio, no começo da temporada, um jatinho, o Hondajet, para sete passageiros, o primeiro a ser fabricado pela divisão de aeronáutica da fábrica japonesa e que deverá ser entregue em 2012.

No início visto como uma das melhores promessas do automobilismo, Jenson Button não tinha tido, até 2009, a carreira que todos previam para ele. No início, confrontou-se com o fenômeno Michael Schumacher e quando este se aposentou, teve pela frente Lewis Hamilton, que, além de superá-lo nas pistas, ofuscou o seu prestígio junto à torcida inglesa.

Mas a ninguém mais do que a Jenson Button se aplica a imagem desgastada da Fênix renascida das cinzas. De obscuro e decepcionante coadjuvante, de um ano para outro, tornou-se o protagonista do campeonato da F1.

Em dezembro de 2008, afetada pela crise econômica mundial, a Honda anunciou a sua saída Fórmula 1 e que buscava um comprador para a equipe. Em março de 2009, a escuderia foi vendida a Ross Brawn, seu ex-chefe de equipe, que criou a Brawn GP e manteve os dois pilotos, Rubens Barrichello e Jenson Button, com este renunciando a 50% dos seus salários, como parte do acordo.

Na primeira metade do campeonato, graças a um novo difusor duplo, a Brawn levou grande vantagem sobre as equipes que ainda não dispunham o componente inovador ou mesmo sobre a Williams e a Toyota, que já o usavam. Button venceu 6 das 7 primeiras corridas, mas nenhuma das outras 10, quando a maioria das equipes passou a usar os difusores.

Já na estreia, na Austrália, a Brawn conseguiu sua primeira dobradinha, com Jenson Button em primeiro e Rubens Barrichello, em segundo. Button fez a pole position (com Barrichello na 2ª posição) e liderou a corrida de ponta a ponta.O sucesso se repetiu uma semana depois, na Malásia, numa corrida interrompida na volta 33, devido à chuva, e que, por isso, valeu apenas a metade dos pontos. Na China, Button foi mal na fase de classificação e saiu apenas da 5ª posição, uma atrás de Barrichello, mas conseguiu se recuperar na corrida, chegando em 3º, atrás de Sebastian Vettel e Mark Webber, da Red Bull. No Bahrein, Button fez o 5º tempo nos treinos livres, liderados por Lewis Hamilton, e foi o 4º no grid, porém, na corrida, ultrapassou Sebastian Vettel, no início da segunda volta e, a partir da 34ª firmou-se na liderança e completou o percurso com uma vantagem de 7 segundos sobre Vettel.

Para o GP da Espanha, em Barcelona, todas as equipes atualizaram seus carros e a Brawn GP fez as primeiras modificações no BGP 001 e com elas voltou a fazer uma dobradinha, com Button em primeiro e Barrichello em segundo. O brasileiro liderava a corrida até o seu segundo pit stop e na volta dos boxes perdeu a posição para o companheiro, o que foi interpretado por muita gente como jogo de equipe. Barrichello reagiu indignado, dizendo que, se alguém provasse isso, penduraria seu capacete no dia seguinte.

Jenson Button faturou sua 4ª pole position no GP de Mônaco e sua última volta de classificação foi definida por ele como uma das melhores de sua carreira. Ele fez 1m14s902, contra 1m14s 927, de Kimi Raikkonen, da Ferrari. Largando com pneus supermacios, Button manteve a liderança, mas Barrichello, que tinha largado em 3º e ultrapassado Raikkonen na chegada à primeira curva, assumindo o 2º lugar, não manteve a dobradinha e acabou em terceiro. O primeiro lugar na Turquia marcou o fim da série de vitórias de Button. Daí, até o final do campeonato, ele conseguiu chegar ao pódio apenas duas vezes, com o 2º lugar na Itália, após largar em 6º, e o 3º. na última corrida, em Abu Dhabi. Foi 6º na Inglaterra; 5º, na Alemanha; 7º, na Hungria e Valência; abandonou na Bélgica, devido a colisão com Romain Grosjean, na primeira volta; foi 5º, em Singapura e no Brasil _ onde fez uma excelente corrida de recuperação, depois de largar na 14ª posição_ e 8º, no Japão.

Apesar dessa queda na segunda metade da temporada, graças ao desempenho na primeira, Jenson Button decidiu o campeonato já na penúltima prova, o GP do Brasil. Com os quatro pontos obtidos em Interlagos, livrou uma diferença de 15 pontos para Sebastian Vettel e 17 para Rubens Barrichello, impossível de ser tirada, e conquistou seu primeiro título mundial. Com o 3º lugar de Abu Dhabi, carimbou a conquista com 95 pontos, 6 vitórias e 9 pódios, contra 84 pontos, 4 vitórias e 8 pódios de Sebastian Vettel.

Valorizado pelo título e sem definição da Brawn sobrte a renovação do contrato, no dia 19 de novembro de 2009, Jenson Button anunciou a assinatura de compromisso por três anos com a McLaren, para ganhar 6 milhões de libras por temporada, o dobro que recebia na equipe de Ross Brawn. Ele disse que, além da promessa de um carro competitivo, pesou na decisão o desafio de correr lado a lado com Lewis Hamilton. Muita gente, principalmente os ex-pilotos Jackie Stewart, Eddie Irvine e John Watson consideraram a transferência um erro, porque Button teria muita dificuldade para enfrentar Hamilton com carros iguais.

De fato, no campeoanto, Button, 6°, foi superado por Hamilton, 5° colocado, na contagem final: 240 a 214. Mas a campanha dos dois foi mais ou menos igual: Hamilton teve 3 vitórias e 9 pódios, e Button, 2 vitórias e 7 pódios. Hamilton amargou um 14º lugar, por não ter completado a corrida na Espanha, e teve três abandonos (Hungria, Itália e Singapura), enquanto Button teve um 12º (Coreia), e não terminou duas corridas (Mônaco e Bélgica). Nas demais os dois estiveram sempre na zona de pontuação.

Button foi o 7º colocado na primeira corrida pela nova equipe, no Bahrein, depois de largar em 8º (Hamilton foi 3º), mas venceu a corrida seguinte, na Austrália, tornando-se o 13º piloto da F1 a vencer um GP por 3 equipes diferentes. Depois de um 8º lugar na Malásia, ele voltou a vencer na China, mesmo tendo largado da 5ª posição, graças a uma decisão estratégica: manteve os pneus slyck, assumiu o 2º lugar, quando os concorrentes, com ameaça de chuva, pararam para botar pneus intermediários e passou à liderança enquanto todos os outros eram obrigados a voltar aos boxes, porque a chuva não chegou.

Na Espanha, Button foi 5º; em Mônaco saiu na 3ª volta, por aquecimento do motor e na Turquia, ganhou o 2° lugar, graças a um choque entre os dois carros da Red Bull, de Mark Webber e Sebastian Vettel, que provocou a saída de Vettel; a queda de Webber para o 3º lugar e a vitória de Hamilton. Apesar das instruções da direção da equipe para que mantivessem as posições, Button e Hamilton chegaram a disputar a posição roda a roda; Button passou por Hamilton, mas logo este recuperou a liderança.

No Canadá, Button voltou a ser segundo e em Valência foi 3º, mantendo-se na vice-liderança do campeonato, 6 pontos atrás de Hamilton: 127 a 121. O 4º lugar na Inglaterra ainda o manteve na vice-liderança, que manteve com o 5º lugar na Alemanha, mas perdeu, e passou ao 4º lugar, na Hungria onde abandonou a pista, após ter o radiador furado por uma batida de Vettel. Na Itália, Button foi 2º; em Singapura e Japão, foi 4º e mesmo tendo ficado em 14º, na Coreia, manteve chances matemáticas, embora remotas, de disputar o título. Mas no Brasil, suas últimas esperanças se esfumaçaram. Largou na 11ª posição, fez uma boa corrida, mas acabou em 5º, ganhando só 10 pontos e totalizando 199, muito longe do líder, Fernando Alonso, que tinha 246. O consolo foi o pódio, com o 3º lugar, em Abu Dhabi, com que totalizou 214 pontos, ficando em 5º lugar. Mais frustrado que ele, certamente, só Fernando Alonso, que chegou aos Emirados Unidos como líder, 8 pontos à frente de Sebastian Vettel (246 a 238), mas foi apenas 7º, perdendo o título por escassos 4 pontos (256 a 252).

Ainda pela conquista do título de 2009, em junho e 2010 Jenson Button foi condecorado pela rainha Elizabeth como Membro do Império Britânico, assim como tinha acontecido com Lewis Hamilton, campeão de 2008.

A dupla da McLaren começou devagar o campeonato de 2011 e Jenson Button foi apenas o 6º na primeira prova, na Austrália; recuperou-se com o 2º lugar na Malásia; foi 4º. na China e 6º, na Turquia, e emendou dois 3ºs lugares na Espanha e em Mônaco. Coroou essa boa fase, com a que considerou a maior vitória da sua careira, no Canadá. Ele largou na 7ª posição; fez 5 pit stops; pagou um drive-through por excesso de velocidade, com o safety car na pista; levou um toque de Fernando Alonso, mas depois de 27 ultrapassagens, aproveitou-se de um erro de Sebastian Vettel na última volta, para ganhar a corrida.

Em Valência, Button foi 6° , mas não terminou as duas corridas seguintes. Na Inglaterra, saiu na 39ª das 52 voltas, devido a um erro dos mecânicos na colocação da roda do carro, e na Alemanha teve problemas hidráulicos.

Nas corridas seguintes, Jenson Button teve um ótimo desempenho; ganhou na Hungria, na sua 200ª largada na F1, depois de superar Sebastian Vettel e o companheiro Lewis Hamilton; foi 3º, na Bélgica, mesmo tendo largado da 13ª posição, e 2º, na Itália, novamente atrás de Vettel. O inglês chegou a Cingapura em 3º lugar na classificação, com 167 pontos, e, apesar de estar muito distante do líder, Sebastian Vettel, que tinha 284, poderia manter o sonho de ainda brigar pelo título nas seis corridas restantes. Mas no circuito da cidade-estado, suas últimas chances se dissiparam. O alemão que já tinha sido 2º na Hungria e vencido na Bélgica e na Itália, voltou a vencer e, com 9 vitórias 9 pódios, totalizou 309 pontos, ficando a apenas um do título. A partir daí, a Button, que chegou em 2º e passou para o segundo lugar, com 185 pontos, só restava lutar pelo vice-campeonato com Fernando Alonso, com 184, e Mark Webber, com 182.

E ele conseguiu pelo menos o consolo de furar a dobradinha da Red Bull. Com vitória no Japão; 4º lugar na Coreia; 2º na India, e 3º em Abu Dhabi e Brasil, totalizou 270 pontos, contra 258, de Mark Webber, e 257, de Fernando Alonso, garantiu, na última corrida, o vice-campeonato.

Em 2012, Jenson Button teve um início promissor, com vitória na Austrália, mas logo em seguida entrou em um período negativo, que comprometeu toda a temporada. As outras duas vitórias, em Spa-Francorchamps e Interlagos, no enceramento do campeonato, não foram suficientes para, pelos menos, incluí-lo entre os líderes na classificação. Com 188 pontos, foi apenas o 5º colocado entre os pilotos. E também não evitaram que a McLaren perdesse a segunda colocação entre as equipes, superada pela Ferrari (400 a 378) e bem longe da campeã, a Red Bull (460).

O piloto inglês considerou esse o seu pior ano na Fórmula 1, admitindo que o carro não agradou como os dois anos anteriores.  Além de não se adaptar aos pneus da Pirelli, principalmente nas etapas de classificação, apesar de ser reconhecido como um expert nesse aspecto,  o piloto também esteve às voltas com o set up do carro, que não conseguiu acertar na primeira metade do campeonato.

Na Malásia, Button largou em 2º, junto com Lewis Hamilton na primeira fila, mas depois de um choque com Narain Karthikeyan, por causa, principalmente, da falta de aderência do carro, chegou em 14º. Foi a primeira vez, desde o GP da Coreia de 2010, que ele terminou uma corrida fora da zona de pontuação.  Na China, as coisas pareciam melhorar, quando Button, mesmo tendo largado da 6ª posição, foi o 2º colocado, à frente do companheiro Lewis Hamilton. No Bahrein, 4º no grid, de novo atrás de Hamilton, Button voltou a enfrentar problemas de aderência e devido a falha diferencial, deixou a pista a duas voltas do final, ocupando o 18º lugar, por ter completado 90% do percurso. Na Espanha, ele conseguiu ganhar uma posição na pista, passando do 10º para o 9º lugar, mas, mais uma vez, ficou atrás de Hamilton, o 8º colocado.  Nas quatro corridas seguintes, Button não conseguiu mais do que o 8º lugar no GP da Europa, em Valência. Foi 16º em Mônaco e Canadá, e 10º na Inglaterra.  Na Alemanha, chegou em 3º, mas ganhou uma posição, por causa de punição a Sebastian Vettel. E na Hungria, largando da 4ª posição, foi o 6º colocado de uma corrida na qual Hamilton foi o pole position e o vencedor, com apenas 1s032 de vantagem sobre Kimi Raikkonen. O da Bélgica, em Spa-Francorchamps foi o que parecia ser a recuperação definitiva de Button e seu ingresso no pequeno grupo que disputava o título de campeão. Foi o pole position pela primeira vez, depois de três anos, e o primeiro piloto a liderar, na temporada, todas as voltas da corrida. Nas últimas oito corridas, afora as da Itália e Coreia, que não terminou (na primeira por problema na pressão do óleo e na segunda por causa de uma colisão na largada com Kamui Kobayashi), Button esteve sempre entre os cinco primeiros colocados, o que não foi suficiente para recuperar o espaço perdido: foi 2º em Cingapura, depois que Hamilton deixou a pista por problemas na caixa de câmbio; 4º no Japão, mesmo tendo sido punido com a perda de 5 posições no grid, por troca de câmbio, caindo da 3ª para a 8ª; 5º na India e nos Estados Unidos; 4º em Abu Dhabi e 1º no Brasil.

Jenson Button só disse que 2012 tinha sido o seu pior ano na F1 porque ainda não sabia o que o esperava em 2013. Essa, sim, pode ser considerada a pior temporada do inglês na principal categoria do automobilismo. Com menos da metade dos pontos do campeonato anterior (73 a 188), não subiu ao pódio nenhuma vez e caiu do 5º para o 9º lugar na classificação final dos pilotos. Numa trajetória totalmente frustrante, os seus melhores resultados foram o 5º lugar na China e o 4º, na última corrida, no Brasil. Embora tenha completado 18 das 19 corridas do calendário e em 13 delas tenha chegado à zona de pontuação, só uma vez esteve nas três primeiras linhas do grid e só na China e no Brasil esteve mais perto do pódio. Na Austrália, largou da 7ª posição e chegou em 9º. Na Malásia, saiu a duas voltas do final, por problema no volante, mas foi classificado em 17º lugar, por ter cumprido 90% do percurso. Na China, teve o animador 5º lugar, depois de ter largado em 8º. No Bahrein, depois de agressiva disputa, durante várias voltas, com o novo companheiro de equipe, o mexicano Sergio Perez, que substituía Lewis Hamilton, Button saiu do 11º lugar do grid, para o 9º na corrida.

Na Espanha, Button voltou a ter uma reação surpreendente na pista, chegando em 8º, depois de largado da 14ª posição do grid, e em Mônaco, onde 6º colocado, reclamou de novo da agressividade do companheiro, que chegou a tocá-lo na traseira e de lado no meio da reta. Depois de duas provas decepcionantes no Canadá (12º) e Inglaterra (13º), Button emendou 7 corridas na zona de pontuação, mas não fez nada que merecesse registro maior: Alemanha, 6º; Hungria, 7º; Bélgica, 6º; Itália, 10º; Cingapura, 6º; Coreia, 8º; Japão, 9º. Na India foi 14º; em Abu Dhabi, 12º e voltou a pontuar nos Estados Unidos, 10º, e no Brasil, 4º.

A maioria dos comentaristas admite que Jenson Button não teve, em 2013, atuação correspondente à sua categoria de campeão mundial, mas atribuem o seu fracasso, basicamente, à qualidade do MP4-28, um modelo ainda inferior ao de 2012. O piloto, indiretamente, avalizou essa análise, ao comentar, depois do GP do Canadá, que nunca antes tinha sido tão feliz ao sair de um carro.

Em 2014, com o MP4-29, um carro mais competitivo, Jenson Button fez uma temporada melhor do que a do ano anterior, terminando na 8º colocação entre os pilotos, com quase o dobro dos pontos, 126.  Nos últimos meses do ano, o piloto inglês viveu um período de tensão, diante dos boatos de que seria ele o substituído por Fernando Alonso, o novo contratado da McLaren. No inicio de 2015, todavia, a equipe decidiu mantê-lo como piloto titular, ao lado de Alonso, rebaixando Kevin Magnussen a piloto reserva.

O início do campeonato foi animador para Button, com um 4º lugar que se transformou no 3º, com o 50ª pódio da carreira, depois que Daniel Ricciardo, o segundo colocado, foi desclassificado do GP da Austrália. Ele foi feliz principalmente nos pit stops, durante os quais ganhou várias posições. Na Malásia, ele terminou em 6º, resistindo à pressão Ed Felipe Massa nas últimas voltas e reclamando do fraco rendimento do carro nas curvas de alta velocidade. No Bahrein, Button não completou a corrida, abandonando a prova a duas voltas do final, por problemas na embreagem. Na China, o inglês teve uma corrida difícil, principalmente na administração dos pneus dianteiros e, depois de largar da 12ª posição, não conseguiu subir mais do que um lugar, terminando em 11º. Na Espanha, ele perdeu muito tempo na largada e na primeira volta, depois teve de ceder passagem a Lewis Hamilton, que liderava a corrida e, por isso, caiu para o 11º lugar, após ter largado da 8ª posição. Em Mônaco, Button superou algumas dificuldades e sustentou e perdeu uma pequena batalha com Nico Hulkenberg, no final, mas acabou no 6º lugar, um bom resultado para quem tinha saído da 12ª posição. No Canadá, Jenson Button iria conquistar seu segundo melhor resultado do campeonato até então, saindo da 9ª posição para chegar em 4º, ultrapassando Nico Hulkenberg e Fernando Alonso na última volta. Na Áustria, Button foi empurrado para fora da curva 1 por Hulkenberg na largada e, com uma atuação apagada, cruzou a linha na mesma 11ª posição da qual largou. Na Inglaterra, por pouco o inglês não subiu ao pódio de novo. Depois de ultrapassar Fernando Alonso e Sebastian Vettel, cruzou a linha de chegada a apenas 0s950 de Daniel Ricciardo, o 3º colocado e, certamente, teria ultrapassado o australiano se houvesse mais uma volta. Na Alemanha, um erro de estratégia, com uma parada logo no início que tornou difícil manter os pneus até o fim, e um choque com Lewis Hamilton, no grampo, na volta 30, comprometeram a corrida de Button, que subiu apenas três posições, com largada na 11ª e chegada na 8ª. Na Hungria, um novo erro de estratégia impediu que Button, que largou em 7º, conseguisse mais do que o 10º lugar. Ele chegou a ganhar duas posições no início, mas depois a McLaren foi a única equipe a acreditar na volta da chuva, demorou para a troca dos pneus e ele foi perdendo colocações. Na Bélgica, a situação se inverteu. Button saiu da 10º posição, retardou a parada, poupou pneus, foi ultrapassado por Alonso e Vettel, mas ainda terminou no 6º lugar. Na Itália, não conseguiu ultrapassagens no trânsito, perdeu duas disputas roda a roda com Sérgio Perez e chegou em 8º. Em Cingapura, na volta 52, quando estava a ponto de passar por Valtteri Bottas para entrar na zona de pontuação, o motor quebrou e ele teve de abandonar a pista. No Japão, abatido pelo acidente com Jules Bianchi, Button não teve animo para comemorar o bom 5º lugar, com o qual totalizou 82 pontos e manteve a 7ª colocação na classificação geral. Na Rússia, depois de até ter entrado na disputa pela pole position, e largado da 4ª posição, com uma corrida consistente, Button manteve-se sempre entre os cinco primeiros e cruzou a linha no 5º lugar. Nos Estados Unidos, Button já foi para a pista sem grandes esperanças de boa colocação, com a perda de 5 posições, pela troca da caixa de câmbio do seu carro. Não bastasse isso, teve degradação significativa dos pneus, principalmente os traseiros, e não passou do 12º lugar da largada. No Brasil, Button largou da 12ª posição, mas podia até chegar ao pódio, não fosse um novo erro de estratégia da equipe, que o fez dar uma volta extra com os pneus já desgastados. Na volta 62, ganhou uma grande disputa com Kimi Raikkonen e garantiu o 4º lugar, sempre no 7º lugar da classificação geral, com 106 pontos. Depois da corrida, diante dos boatos sobre a sua possível substituição por Fernando Alonso, Button disse que a corrida seguinte, Abu Dhabi poderia ser a sua última na F1, mas, como se viu no início da temporada de 2015, isso não aconteceu. E, em Abu Dhabi, com boa estratégia e tirando o máximo do carro, ele voltou a conseguir uma boa colocação, chegando em 5º lugar, mas foi superado na classificação final dos pilotos por Felipe Massa, caindo para o 8º lugar, com 126 pontos, contra 134 do brasileiro.

Como no anterior, a permanência ou não de Jenson Button na McLaren, depois da parceria com a Honda, provocou muita especulação. Não faltaram comentários sobre a sua saída, com a permanência de Kevin Magnussen, depois da contratação de Fernando Alonso. E afinal, o piloto inglês não só teve seu contrato renovado para 2015, como no meio da temporada, no dia 1º de outubro, a McLaren anunciou a sua continuação na equipe em 2016. Apesar do início vacilante, Button acabou fazendo uma temporada razoável, levando-se em conta os problemas vividos pela nova parceria e o fracasso total do motor Honda que teve de domar. Sem reclamar, ele aceitou as constantes perdas de posições no grid ou abandonos causados pelo seu equipamento. Ao contrário ajudou a encaminhar soluções, para os constantes problemas surgidos.

Na abertura da temporada, na Austrália, somente 11 carros terminaram a corrida e Jenson Button foi um deles, obtendo o sexto lugar. Ele gostou do resultado porque fez uma corrida inteira, fez ajustes no cockpit e teve oportunidade de se adaptar ao carro. Para quem tinha dado apenas 12 voltas na pré-temporada, completar as 58 voltas da corrida foi um grande passo à frente.  Na Malásia, Button teve um pit stop mais demorado durante a entrada do safety car e sacrificou os pneus para alcançar o pelotão e depois teve problema com o turbo, deixando a pista na volta 40. Na China, na volta 48, o piloto inglês colidiu com Romain Grosjean na disputa pelo 14º lugar. Ele ganhou a posição, mas foi culpado pelo incidente e punido pelos fiscais da prova. No Bahrein, Button foi autorizado a correr, embora não tenha conseguido tempo na classificação, por causa de problemas do ERS. Todavia, a equipe não conseguiu recuperar o carro a tem e ele não pode participar da corrida. Na Espanha, Button teve dificuldades com o equilíbrio do carro, lento nas curvas de baixa velocidade e saindo de traseira nas de alta velocidade. Ele disse que no final o carro ficou melhor, mas não suficiente para melhorar sua colocação, o 16º lugar. Em Mônaco, Button e a McLaren tiveram a primeira grande perfomance da temporada. O piloto conseguiu passar à Q3, classificando-se na 10ª posição do grid e terminou em 8º conquistando os primeiros pontos desde que a Honda voltou à Fórmula 1. No Canadá, Button voltou a não fazer tempo na classificação, por causa da quebra de sua unidade de potencia. Novamente, foi autorizado a correr, porém, como a McLaren teve de trocar uma quinta unidade de geração de calor (MGU-H) e um quinto turbo compressor, ele foi punido com a perda de posições no grid, teve de largar da penúltima posição, à frente apenas de Fernando Alonso, e pagar um drive-through no início da corrida. E depois de enfrentar todos esses problemas, teve de abandonar a pista na 54ª das 70 voltas, por causa do exaustor. Na Áustria, Button, que já tinha largado da 20ª posição, por não ter feito a Q1 e sofrido punições, teve de abandonar a pista logo na 7ª volta, por falha dos sensores. Na Inglaterra, logo na largada, ao tentar se desviar de outro carro, Fernando Alonso bateu no pneu traseiro de Button. O impacto levantou o carro do inglês e provocou o desligamento do motor. Sem conseguir fazer a religação, inglês foi obrigado a abandonar a prova. Na Hungria, Jenson foi apenas o 16º no grid, mas fez uma boa corrida de recuperação e terminou em 9º, e ainda assim porque não parou para trocar pneus na entrada do safety car, e seus compostos médios estavam muito gastos no final da corrida, não podendo competir com os macios novos dos rivais. Na Bélgica, a McLaren-Honda bateu o recorde de perda de posições no grid: 50 de Button e 55 de Alonso, ela sétima troca das unidades de potência. Button saiu da 19ª posição e mesmo com o mau funcionamento do ERS ainda conseguiu chegar em 14º. Na Itália, o inglês voltou a sofrer punição de 5 posições no grid, pela troca da 9ª unidade de combustão interna, largou da 15ª posição, chegou a estar em 9º, mas, de novo, chegou em 14º. Em Cingapura, na volta 42, Button e Maldonado disputava posição e colidiram na curva 15, danificando a asa dianteira do inglês, que foi obrigado a parar para fazer a troca. Ele voltou em 14º, reclamando do venezuelano: “O que ele tem na cabeça?”. Na volta 52. Button teve de abandonar por quebra da caixa de câmbio. No Japão, Button lamentou a falta de velocidade do carro, que era ultrapassado até na longa curva 130R, e disse que a diferença era tanta que ele até desistiu da disputa, terminando no 16º lugar. Em meio a grande controvérsia sobre sue futuro na equipe, cinco dias depois da corrida de Suzuka, Ron Dennis anunciou a renovação do contrato de Button para 2016. Na Rússia, fez tudo certo e, mesmo sendo ultrapassado no final das retas, por falta de aceleração e sem ter o DRS, para saber a velocidade de quem vinha atrás, teve um bom final, chegando em 9º, após ter saído da 13ª posição. Nos Estados Unidos, Button obteve seu melhor resultado da temporada até então, o 6º lugar, conseguido graças a punição da Carlos Sainz Jr., depois de uma corrida perfeita tanto dele quanto de Alonso. No México, Button não obteve tempo na Q1, mas foi autorizado a largar, embora sofrendo perda de 70 posições, pela troca de cinco componentes da unidade de potência e mudanças no motor e na caixa câmbio.  No final, 14º colocado na corrida, ele disse ter sido doloroso o resultado e que a McLaren deve ter sentido mais que as outras equipes os efeitos da altitude. E explicou: “Os outros carros eram significativamente mais rápidos do que nós na reta. No entanto, em comparação com os carros do pelotão intermediário, éramos mais rápidos no último setor da volta. Eles nos passavam na reta, mas, depois, nós os ultrapassávamos nas curvas finais. Para ser justo, acho que nós perdemos mais potência, em comparação com as outras equipes, neste circuito de alta altitude.” No Brasil, Button fez uma boa largada, saltando da 16ª para a 13ª posição, mas não conseguiu sustentar a colocação e terminou em 14º. Em Abu Dhabi, Jenson Button fez a que considerou a sua melhor corrida do ano. Embora tenha sido prejudicado pela equipe da Williams, que atrapalhou seu pit stop, e tivesse que economizar combustível no final, conseguiu manter o 12º lugar de onde tinha largado.

Com 16 pontos, 5 à frente do companheiro Fernando Alonso, que só foi superior, por 10 a 8, nas classificações, Button foi o 16º colocado na classificação final, tendo como melhor resultado o 6º lugar nos Estados Unidos.

Em junho, durante as férias numa mansão alugada em Saint-Tropez, Jenson Button e sua então esposa, Jessica Michibata, foram vítimas de um assalto cinematográfico. Dois assaltantes doparam o casal.com gás anestésico, através da tubulação do ar condicionado e saquearam o quarto, levando joias e dinheiro, num valor total de R$1,6 milhão. O principal bem levado foi o anel de cinco quilates do noivado de Jessica, formado por três pedras de diamante envoltas em um aro cravejado de diamantes. No dia 23 de dezembro de 2015, porém, o piloto britânico de  35 anos, e uma fortuna avaliada em 390 milhões de reais, anunciou sua separação de Jessica, de 31 anos, com quem estava casado havia um ano. Segundo informações do jornal “The Mirror”, o casal, que namorou por cerca de cinco anos antes de subir ao altar no Havaí, garantiu, que o divórcio aconteceu de forma amigável, sem o envolvimento de uma terceira pessoa.

Apesar do progresso significativo, a McLaren-Honda continuou a ter problemas na pista e isso afetou a campanha de Jenson Button em 2016. Embora com desempenho melhor do que em 2015, na verdade, ele esteve sempre à sombra do companheiro Fernando Alonso, que passou dos 11 pontos do ano anterior para 54, enquanto ele subiu de 16 para só 21. E ficou apenas em 15º, ao passo que o espanhol foi o 10º na classificação final dos pilotos.

O piloto inglês teve apenas dois momentos marcantes durante toda a temporada. O primeiro foi na Áustria, onde foi terceiro no grid e fez a sua melhor corrida, chegando a estar em segundo, antes de cruzar a linha no 6º lugar. Em Hockenheim, largou da 12ª posição e chegou em 8º.

Na Austrália, na abertura do campeonato, Button foi o 14º colocado e atribuiu o resultado a erros de estratégia e bandeira vermelha depois que ele já tinha feito a sua parada. Na relargada, botou pneus supermacios, que se desgastaram em 10 voltas, e depois da uma nova para acabou no meio do pelotão. No Bahrein, melhorou o resultado, terminando em 10º, mas não ficou satisfeito. Lamentou que tenha desgastado os pneus para se defender de Sergio Perez e não pode economizá-los depois da segunda parada, para ganhar algumas posições. Na China, largou bem, da 13

ª posição, ganhou posições, mas atrapalhado por Nico Hulkenberg na pit lane, e com uma escolha de pneus errada no final, acabou, no mesmo 13º lugar. Na Rússia, pela primeira vez Button chegou à zona de pontuação, como 10º lugar, na também primeira boa jornada da McLaren, que teve Fernando Alonso no 6º lugar. Ele largou da 12ª posição, teve de tirar o pé para escapar de confusão na curva 2, mas conseguiu recuperar terreno e ganhar duas posições, com algumas boas manobras.  Na Espanha, Button fez a melhor largada do grid, porém, por falta de aderência teve dificuldades para acompanhar os líderes, mas conseguiu ficar à frente de Daniil Kvyat, no 9º lugar. Em Mônaco, embora com dificuldades para aquecer os pneus durante a chuva e problemas nas freadas, conseguiu repetir o resultado.  No Canadá, o piloto inglês teve um principio de incêndio do motor, na saída do grampo, e foi obrigado a deixar a corrida ainda na 9ª volta. No GP da Europa, em Baku, Button fez uma excelente corrida de recuperação. Largou da 19ª posição, passou por oito rivais e por pouco não pontuou: chegou em 11º. N Áustria, Button fez a melhor corrida temporada: saiu da 3ª posição do grid e com boa estratégia, tirou o máximo do carro, para chegar no 5º lugar. Na Inglaterra, enquanto a maioria dos pilotos foi para os boxes, a fim de colocar pneus intermediários, depois da saída do safety car, no começo da corrida, ele preferiu com os de chuva e se deu bem.Ultrapassou alguns carros e pulou do 17º para o 12º lugar. Na Hungria, além de um problema no sensor dos freios, que conseguiu sanar, ele teve um vazamento de óleo que o tirou da pista na 60ª das 70 voltas. Na Alemanha, Button voltou a obter um bom resultado. Largou da 12ª posição, passou por vários carros na largada e conseguiu manter à frente de 4 deles, terminando em 8º. Na Bélgica, largou bem, mas na curva 5, ainda na primeira volta, foi atingido por Pascal Wehrlein e a equipe não conseguiu recuperar o carro para que continuasse na corrida. Na Itália, Button largou mal, foi imprensado e jogado para a brita, caindo para o último lugar no final da primeira volta. Depois disso, porém, fez algumas boas ultrapassagens e no final saiu-se melhor num duelo com o companheiro Fernando Alonso pela 12º lugar. Em Cingapura, Button disse que abandonou a pista na 43ª volta, mas sua corrida acabou mesmo na primeira volta. “Posso ter abandonado na volta 43, mas para ser sincero minha corrida tinha acabado na primeira volta. Minha largada foi muito boa, coloquei o carro do lado de Bottas, mas não vi Hülkenberg vindo em minha direção até que o vi na minha frente na direção errada. Acabei jogando para o lado, mas não havia para onde ir, então acabei tocando Valtteri, o que quebrou minha asa dianteira, duto do freio e assoalho. Parei para trocar os pneus e arrumar a asa, mas o carro já estava com problemas, então fui perdendo desempenho ao longo da prova”. Na Malásia, a estratégia de duas paradas, contra três dos rivais, foi prejudicada pelo safety car virtual, que juntou todo mundo, quando era 4º colocado, e Button acabou na mesma 9ª posição de onde tinha largado. No Japão, foi para a pista com a perda de 35 posições no grid, por causa da troca de elementos do motor, largou mal da última posição, e só conseguiu passar alguns retardatários, chegando em 18º. Nos Estados Unidos, atrapalhado por Jolyon Palmer na Q1, o inglês largou da 19ª posição e, numa verdadeira proeza, fez varias ultrapassagens para terminar em 9º. E teria sido o 8, se não tivesse perdido tempo no pit stop e ultrapassado por Sergio Perez.  No GP do México, Button teve problemas com o tráfego nas primeiras 30 voltas, ficou preso atrás de Magnussen, Alonso, Sainz e Palmer, mas depois passou por todos eles e subiu uma posição: do 13° no grid para o 12º na corrida. No Brasil, reclamando muito do carro, ele foi o último dos 16 que completaram a prova e afirmou: “Terminar em último não é o normal para mim em circunstâncias como estas – assim há definitivamente algo errado. Eu não acho que esqueci como dirigir no molhado…”. Em Abu Dhabi, Jenson Button fez a que disse ser a ultima corrida dele na F1, encerrando uma carreira de 305 corridas, 15 vitórias e um título mundial, em 2009. E foi uma despedida melancólica, com o abandono da pista já na volta 12, por problema nos freios.

Durante o ano, Jenson Button e a McLaren acertaram que ele tire, em 2017, um ano sabático, seja substituído por Stoffel Vandoorne, e volte a correr em 2018.