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Jean-Eric Vergne

Perfil

Nome Jean-Éric Vergne
País França
Nascimento 25/04/1990
Local Pontoise

Desempenho

Estreia

GP da Austrália

18-03-2012

Corridas

58

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Voltas + rápidas

0

Pontos

51

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição

2014

Fórmula 1 Toro Rosso

19

22

13º

2013

Fórmula 1 Toro Rosso

19

13

15º

2012

2

 

 

 

 

11

17º

2011 Fórmula 1 Toro Rosso

Piloto de testes

Renault 3.5 Carlin

17

5

4

1

9

232

2010 Renault 3.5 Tech 1

6

1

4

53

GP3

4

9

17º

GP de Macau Carlin

1

F3 Masters

1

1

F3 inglesa

30

13

11

13

20

392

2009 Renault 2.0 WRC SG

14

3

2

10

143

Renault 2.0 Europa

14

4

5

2

9

128

2008

Renault 2.0 WEC

15

3

95

Renault 2.0  Europa

14

1

58

2007

Renault Campus

Campus

13

6

5

10

189

2006

7º colocado no Campeonato Mundial KF1

2005

Vice-campeão do campeonato europeu da ICA

2004

Vice-campeão francês do Roa Max, de kart

2000

Campeão da Academia Autosport de Kart, na França

História

Duas garrafas de champagne divididas com a equipe de um clube de kart e dois dias de alegria, foi como os pais de Jean-Éric Vergne comemoraram a notícia dada pelo filho. Os dois foram os primeiros a receber o telefonema de Jean-Éric, informando que tinha sido contratado para ser piloto do Toro Rosso no Campeonato Mundial da Fórmula 1 de 2012. Depois de receber a confirmação da equipe, no seu pequeno apartamento _ na vila industrial de Milton Keynes, a 50 quilômetros de Londres e a 500 metros da sede da Red Bull _ Jean-Éric ligou para a família, para o treinador e todas as pessoas que o haviam ajudado durante a carreira. Mas assim que saiu o comunicado oficial da Toro Rosso, anunciando a contratação, não conseguiu ligar para mais ninguém. As pessoas é que passaram a ligar para ele.

A chegada à Fórmula 1 era o coroamento de uma carreira que começara no kart, em 2000, quando ele tinha apenas 10 anos.

Jean-Éric Vergne, que, para simplificar é chamado de Jev, é filho de Jean-Marie Vergne, dono da Racing Kart de Cormeilles-em-Vexin, no Val d’Oise, na Ile de France, na região metropolitana de Paris, e de Sulvyane, uma ex-vendedora de joalheria. Jean-Marie conta que, em 1987, quando era diretor técnico de uma grande empresa, depois de inventar um contador de plaquetas sanguíneas, entrou numa loja pensando em comprar um relógio e acabou levando a vendedora. Depois disso, vendeu uma estação de rádio amador, para alugar uma área, onde construiu um minicircuito de kart, inaugurado em 12 de maio de 1988 e que, em 2012, tinha 3 pistas, 270 karts e 27 empregados. Como já se considerava velho para ser um, prometeu formar ali um piloto de Fórmula 1. E cumpriu a promessa.

Nascido prematuramente, de 7 meses, em 25 de abril de 1990, em Pontoise, Jean-Éric teve como primeiro berço uma banheira de kart. No início, o pai tentou dissuadi-lo da ideia de ser piloto e para isso fez uma exigência. Como Jean-Éric tinha medo da água, o pai disse que ele só pilotaria no dia em que soubesse nadar. “Alguns dias depois ele dava suas primeiras braçadas”, diz Jean-Marie, em entrevista a Bertrand Merloz, do lePariesin.fr.

Jev sentou pela primeira vez num kart aos 4 anos e aos 10, em 2000, já era campeão francês de uma competição chamada Academia Autosport, passando a ser apoiado pela Sodikart, principal construtor do país, e pela Federação Francesa de Esportes Automobilísticos. Em 2004, foi vice-campeão do campeonato francês Rotax Max, promovido pela fábrica de motores para kart, a mesma colocação obtida no ano seguinte, no campeonato europeu da classe ICA (Ingenieros Civiles Asociados – Engenheiros Civis Associados) promovido pela construtora mexicana que dá nome à categoria. Em 2006, Jev obteve seu melhor resultado no kart, ao chegar no 7º lugar na Campeonato Mundial da KF1, categoria considerada a Fórmula 1 do kart, disputado em Angerville, perto de Paris.

Em 2007, Jean-Éric Vergne começou a correr de monoposto, disputando a fórmula francesa da Renault Campus, na qual conquistou 10 pódios, em 13 corridas, e passou a integrar a equipe de juniores da Red Bull e da federação francesa de automobilismo.

Em 2008, Jev disputou simultaneamente a Eurocopa Renault 2.0 e a Copa do Oeste Europeu, também da Renault 2.0. Na primeira competição, terminou na 6ª posição, com 9 pontos, marcados em 14 corridas, e um pódio na corrida final da temporada, em Barcelona. Na Copa do Oeste Europeu, foi o 4º colocado, com três pódios. Em ambas competições, foi o estreante mais bem colocado e, por ter sido o melhor do país na Copa do Oeste, ganhou o título francês da Fórmula Renault 2.0. No ano seguinte, Jev foi o vice-campeão da Eurocopa e da Copa do Oeste Europeu.

O ano de 2010 foi bastante agitado e um marco na carreira de Jean-Éric Vergne. Ele disputou três campeonatos (Fórmula 3 inglesa, Formula Renault 3.5 e GP3); participou de três corridas extracampeonato e ainda fez a primeira incursão na Fórmula 1. Começou o ano disputando a Fórmula 3 inglesa, pela Carlin, e obteve 13 vitórias em 24 corridas, garantindo o título seis provas antes de terminar o campeonato.  Na Formula Renault 3.5, correndo pela Tech 1 Racing, em substituição ao neozelandês Brendon Hartley, disputou as 3 últimas das 9 etapas, obtendo o 11º e 5º lugares, em Hockenheim; o 1º e o 3º, em Silverstone; e o 3º e o 2º lugares em Barcelona. Com 53 pontos, foi o 8º colocado na classificação geral. Em maio, na GP3, também correndo pela Tech 1 Racing, Jev participou de duas etapas do campeonato, sendo 5º e 21º, na Espanha, e 4º e 17º, em Valência. Com 9 pontos, foi o 17º entre 37 competidores. Depois dessas duas etapas, abandonou o campeonato, para se concentrar na disputa da Fórmula 3 inglesa.

Durante a temporada, participou ainda de duas corridas da F3 não válidas para o campeonato, sendo o 4º colocado na prova de Masters de Zandvoort, e 7º no GP de Macau.

No dia 2 de julho de 2010, Vergne andou pela primeira vez num carro da Fórmula 1, dirigindo o RB1 Demo, no Goodwood Festival of Speed, em Chichester, na Inglaterra. Em 16 e 17 de novembro, o piloto francês participou de dois dias de testes para jovens pilotos, no circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. Pilotando o STR6, da Toro Rosso, no primeiro dia, fez o 7º tempo, com 1m42s489, depois de 93 voltas. No segundo dia, antes de interromper os testes, para viajar a Macau, a fim de participar do GP de Macau, fez o 9º tempo, 1m40s964, 0,30 segundos atrás de Pastor Maldonado, campeão da GP2, depois de 61 voltas.

Em 2011, Vergne dedicou-se exclusivamente ao campeoanto Fórmula Renault 3.5, antes de ser chamado para ser piloto de teste da Toro Rosso. Na Renault 3.5, correu pela equipe inglesa Carlin Motorsport e foi vice-campeão, com 232 pontos, contra 241, do seu companheiro de equipe Robert Wickens, que somou 241. Ele obteve 5 vitórias (duas delas na Hungria), 3 segundos e um 3º lugares. Depois de ter vencido a segunda bateria da etapa de Monza, no dia 15 de maio, Vergne foi rebaixado para o 3º lugar, acusado de ter cortado uma chicane para garantir a liderança. A equipe recorreu e a Comissão Italiana de Esportes a Motor reviu a punição e reconheceu a vitória. Vergne chegou à última etapa, em Barcelona, a apenas dois pontos do companheiro Wickens, líder do campeonato. Na primeira bateria, Wickens foi o primeiro e Vergne chegou em segundo, ainda com chances de conquistar o título. Na última bateria do campeonato, os dois se chocaram na primeira volta, Wickens foi obrigado a deixar a pista e Vergne continuou, já com o campeonato praticamente ganho. Logo, porém, foi tirado da prova por Fairuz Fauzy, da Mofaz Racing, deixando o título para o companheiro.

Em agosto, durante o GP da Bélgica, a Toro Rosso anunciou que Vergne participaria do treino de sexta-feira de três das quatro últimas provas da Fórmula 1 do ano. Ele só não participou do treino na índia porque os dois pilotos titulares, Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi precisavam de mais tempo para adaptação à pista do novo circuito. Em Abu Dhabi, Vergne esteve a apenas 0,3 segundos de Alguersuari, ambos pilotando o STR6.

Em novembro, em novos testes para pilotos jovens, em Abu Dhabi, pilotando o RB7, Jev não viu ninguém pela frente. No primeiro dia, depois de 83 voltas, foi 0s,51 mais rápido do que o segundo colocado, Jules Bianchi, da Ferrari. O tempo de 1m40s011 ficou a apenas 1s5 da pole de Sebastian Vettel para o GP de Abu Dhabi. No segundo dia, voltou a superar Bianchi, agora por 0,91,fazendo 1m40s188, em 43 voltas.

No dia 14 de dezembro, a Toro Rosso anunciou oficialmente a contratação de Jean-Éric Vergne como piloto da equipe, em 2012, ao lado de outro egresso do time de juniores da Red Bull, Daniel Ricciardo.

Vergne fez sua estreia na Fórmula 1 com o 11º lugar na Austrália e marcou seu primeiros pontos na corrida seguinte, na Malásia, onde foi o 8º colocado. Essa mesma classificação ele iria obter também na Bélgica, Coreia e Brasil, o que lhe proporcionaria o total de 16 pontos e a 17ª colocação na classificação final do campeoanto. No GP da Europa, em Valência, ele foi considerado culpado de um choque com Heikki Kovalainen, sendo punido coma perda de 10 posições no GP da Inglaterra e multa de 25 mil euros. Além dessa, ele também não terminou as corridas da Itália, por quebra da suspensão; de Cingapura, devido a colisão com Michael Schumacher, e dos Estados Unidos, de novo por quebra da suspensão. Nas demais provas, foi 12º no Bahrein, Espanha e Abu Dhabi; 13º no Japão; 14º no Bahrein, Inglaterra e Alemanha; 15º no Canadá e India e 16º na China e Hungria.

Em 2013, Vergne teve um bom início de temporada e parecia que iria conseguir um resultado final melhor do que no ano anterior. Nas primeiras 7 corridas, foi 12º na Austrália e na China; não completou as provas do Bahrein e da Espanha, mas totalizou 13 pontos, com o 10º lugar na Malásia, depois de ter largado em 17º; o 8º (melhor colocação da carreira), em Mônaco, e o 6º no Canadá. A partir dai, porém, não voltou a pontuar. Não completou as corridas da Inglaterra e Alemanha; foi 12º na Hungria e Bélgica; não completou na Itália e foi 14º em Cingapura; 18º na Coreia; 12º no Japão; 13º na India; 17º em Abu Dhabi; 16º nos Estados Unidos e 15º no Brasil. Terminou o campeonato no 15º lugar entre os pilotos, só tendo a comemorar, além dos 13 pontos, 4 chegadas à Q3: Mônaco e Itália, 10º; Canadá, 7º, e Brasil, 8º.

Apesar da campanha apenas razoável, a Toro Rosso renovou o contrato de Vergne para temporada de 2014, quando ele teve como companheiro o russo Daniel Kvyat, que substituía o australiano Daniel Ricciardo.

Vergne começou bem o campeonato. Na Austrália, depois de ser o 6º no grid, chegou no 9º lugar, à frente de Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel e Jenson Button e, com a desclassificação de Daniel Ricciardo, passou a 8º. Na Malásia, chegou de novo à Q3 e classificou-se em 9º, mas deixou a pista da 18ª das 56 voltas, por ter batido em Jules Bianchi, da Marussia.  Ele também não completou a corrida do Bahrein, por causa de danos no carro, após chocar-se com Adrian Sutil, de novo na 18ª volta. Na China, em pista molhada, Vergne, que largou mal, em 9º, chegou no 12º lugar, atrás de Kvyat, que foi 10º. A etapa europeia de Vergne começou mal. Na Espanha, no segundo treino livre, a equipe não apertou devidamente a roda do seu carro e ele foi punido com a perda de 10 posições no grid, por saída perigosa da pit lane. Em vez de sair da 16º posição, saiu da 21ª e, pela terceira vez em cinco corridas não conseguiu completar o percurso. Com problema no exaustor. Deixou a pista na volta 24. Em Mônaco, a má sorte continuou. Vergne voltou a se classificar entre os 10 primeiros, em 7º lugar, porém na volta 50 o seu motor estourou e, pela 4ª vez, ele abandonou. No Canadá, ele largou e chegou em 8º, mas em vez de melhorar, piorou a sua classificação entre os pilotos, caindo do 13º para o 14º lugar, com 8 pontos. Na Áustria, foram os freios que causaram o seu 5º abandono, na 59ª volta, faltando 12 para o final da corrida. Pela sexta vez, Vergne voltou a chegar à Q3, largando da 10ª posição, e cruzou a linha de chegada também em 10º, em Silverstone, na Inglaterra, subindo de novo para o 13º lugar na classificação dos pilotos. Na Alemanha, largou e chegou em 13º, continuando nessa colocação na classificação dos pilotos. Na Hungria, Vergne saiu da 8ª posição e chegou a estar em segundo, numa batalha com Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Sebastian Vettel, após a saída do safety car. Mas, depois da segunda parada, caiu e acabou no 9º lugar. Na Bélgica, a Toro Rosso anunciou a substituição de Verne pelo jovem holandês Max Verstappen e ele recebeu conformado a notícia. “Vou estar sempre agradecido à Red Bull e à Toro Rosso, pela oportunidade. Antes não tinha dinheiro e consegui desenvolver a minha carreira até à Fórmula 1 com eles. Afinal, a Toro Rosso é uma equipe para jovens pilotos… e eu sou velho demais! Por isso entendo a decisão.” Na corrida, em Spa Francorchamps, o piloto francês largou da 12ª posição e chegou em 11º, mantendo o 13º lugar no campeonato, com 11 pontos. Na Itália, outra vez 12º no grid, Vergne tinha esperança de chegar aos pontos e ficou decepcionado com o 13º lugar, que atribuiu à falta de rendimento do SRT9. Em Cingapura, Vergne igualou o seu melhor resultado na carreira, obtido no ano anterior, no Canadá. O francês fez uma corrida excepcional nas voltas finais e, depois de pagar duas penalidades e ignorar a ordem da equipe para não ultrapassar o companheiro Daniil Kvyat, fez várias ultrapassagens e cruzou a linha de chegada no 6º lugar. No Japão, Vergne conseguiu o 11º lugar na classificação, mas, porque teve de usar o sexto motor, perdeu 10 posições e largou do 21º, penúltimo lugar do grid. Com uma boa corrida de recuperação e beneficiado pelas entradas do safety car, acabou chegando em 9º. Na Rússia, ao contrário, o francês chegou à Q3 e teve uma boa posição no grid, a 10º, mas na corrida, depois de subir para o 5º lugar, foi caindo e chegou em 13º. Nos Estados Unidos, ele terminou em 9º, mas sofreu uma punição de 5 segundos, por ter batido em Romain Grosjean e caiu para o 10º lugar. No Brasil, Vergne ficou no 13º lugar e viajou para Abu Dhabi ainda com a chance de continuar na Toro Rosso, no lugar de Daniil Kvyat, promovido para a Red Bull. Franz Tost, chefe da equipe disse que a última corrida da temporada seria decisiva para a definição do companheiro do jovem Max Verstappen. Vergne foi o 12º no circuito de Yas Marina, terminando o campeonato em 13º, com 23 pontos, e, três dias depois, 27 de novembro, antes de decisão da Toro Rosso, anunciou a sua saída da equipe.

No dia 19 de dezembro, foi anunciado que Jean-Éric Vergne iria se juntar à Ferrari, para trabalhar no simulador. Paralelamente, ele passou a disputar a FIA E, nova categoria criada pela entidade mundial.