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Jean Alesi

Perfil

Nome Giovanni Alesi
País França
Nascimento: 11 de junho de 1964
Local: Avignon
Altura: 1,70 m
Residência: Avignon
Estado civil: Casado

 

Desempenho

Estreia

GP da França de 1989

Última corrida

GP do Japão de 2001

Corridas

201

Títulos

0

Vitórias

1  (GP do Canadá de 1995)

Pódios

32

Poles

2

Voltas + rápidas

4

Pontos

241

 

Carreira na F1

 

Ano Equipe Chassi Motor Pontos Posição
2001 Jordan Jordan Honda V10

5

15º

Prost Prost AP03 Acer V10
2000 Prost Prost AP03 Peugeot

0

22º

1999 Sauber

 

Sauber C18  

Petronas V10

2

16º

1998 Sauber C17

9

11º

1997 Benetton

 

Benetton B187 Renault V10

36

1996 Benetton B196

47

1995  

 

 

Ferrari

Ferrari 412T2  

 

 

 

Ferrari V12

 

 

42

1994 Ferrari 412T1

24

Ferrari 412T1B
1993 Ferrari 412T1B

16

Ferrari F93A
1992 Ferrari F92A

18

Ferrari F92AT
1991   Ferrari 643

21

    Ferrari 642/2
1990  

Tyrrell

 

Tyrrel 919  

Cosworth V8

13

Tyrrel 918
1989 Tyrrel 918

8

História

Jean Alesi é filho de uma família pobre de sicilianos que emigrou para a França na década de 1960.  Nasceu em, Avignon, no dia 11 de junho de 1964 e, moleque ainda aprendeu a profissão de ferreiro. Com 17 anos, e algum dinheiro no bolso, começou a correr de kart, em 1981. Em 1983, começou a carreira de piloto profissional, correndo com os pequenos Renault 5, turbo. Com a vitória na Copa Renault 5 do mesmo ano, em Nogaro, conseguiu apoio da fábrica para disputar a categoria de monopostos Fórmula Renault, em 1984 e 1985.  Em 1986, venceu mais duas corridas na Fórmula 3 francesa e, em 1987, com sete vitória ganhou, finalmente o título da categoria.

No ano seguinte, Alesi pulou para a D-3000 e ficou em 10º no campeonato. Mas seu talento era visível.  Brigador, agressivo, ousado e meio amalucado, Jean caiu nas graças de Eddie Jordan, que o contratou para seu time em 1989. Com três vitórias em Pau, Birminghan e Spa, Alesi conquistou o título e passou a ser chamado pela imprensa francesa de sucessor de Prost e coisas do gênero.

Havia motivos para tanto. Antes mesmo de ganhar o campeonato da F-3000, Alesi estreou na F1, pela Tyrrell, no GP da França, em Paul Ricard, e de cara terminou em 4º lugar. No total, disputou oito provas pela equipe em, em 1989, marcando oito pontos e terminando o mundial na 9ª colocação.

Em 1990, na abertura do campeonato, Jean deu um show nas ruas de Phoenix, pela mesma Tyrrell. Chegou a liderar a prova, disputando a posição centímetro por centímetro com Ayrton Senna. Foi um espetáculo inesquecível. Aquele menino saído dos confins da França parecia que iria ser, mesmo, um grande piloto.

No final de 1990, com 13 pontos no bolso e uma 9ª colocação no campeonato, Jean foi assediado pela Ferrari, que conseguiu contratá-lo apesar de um “imbróglio” com a Williams, que tinha um documento lhe dando prioridade nas negociações.

Pelo time de Maranello, Jean Alesi disputou cinco temporadas e virou ídolo do torcida italiana. Só conseguiu ganhar um GP, no Canadá, em junho de 1995, no dia do seu aniversário. Com a ajuda de Michael Schumacher, que teve problemas eletrônicos.  Seu carro ficou sem combustível logo após cruzar a linha de chagada e ele teve de voltar aos boxes de carona com o companheiro alemão. A vitória quebrou seu recorde de piloto da Ferrari com maior número de corridas consecutivas sem vitória (67), ultrapassado por Felipe Massa em 2013.

Durante todo o tempo de Ferrari, Alesi foi do céu ao inferno diversas vezes.  Genioso, brigou com muitos dirigentes, desentendeu-se com companheiros de equipe e, uma dúzia de vezes, chegou a declarar que nunca mais vestiria o macacão vermelho.  Mas foi ficando, vivendo com a Ferrari uma relação apaixonada que os “tifosi” adoram.

O quinto lugar no Mundial de 1995, com 42 pontos, foi sua melhor colocação na Ferrari. Antes, terminara em 7º em 1991 (21 pontos), 7º, em 1992 (18 pontos), 6º, em 1993,(16) e 6º em 1994 (24 pontos).  Se é verdade que os resultados nunca entusiasmaram, suas atuações foram sempre vistosas e emocionantes. Mas Alesi também teve muito azar em várias corridas, deixando escapar colocações importantes por falhas mecânicas de seu carro ou bobeadas da equipe.

Quando Schumacher foi para a Ferrari, em 1996, Alesi trocou de lugar com ele na Benetton e numa temporada em que ele e o companheiro de equipe Gerhard Berger foram duramente advertidos pelo chefe Flávio Briatore, por causa das frequentes colisões, ele obteve cinco pódios, marcou 47 pontos e foi o 4º colocado entre os pilotos, o melhor resultado d sua carreira.

Alesi começou o campeonato de 1997 sob advertência de Flávio Briatore de que aquela seria a sua última chance de obter bons resultados. Mas sem Ross Brawn, Nigel Stepney e Rory Byrne, que foram para a Ferrari com Schumacher, o carro da Benetton teve um desempenho irregular e o piloto também teve vários atritos com a direção e problemas na pista que prejudicaram a sua imagem. Já abertura da temporada, na Austrália, ignorou várias mensagens de rádio para fazer pit stop, deu cinco voltas a mais, ficou sem gasolina e foi criticado por Briatore por ter perdido uma chance de pódio.  Na França, jogou David Coulthard para fora de pista e na Áustria bateu em Eddie Irvine e ficou sob investigação por direção perigosa. No final, apesar de ser o 4º colocado entre os pilotos, com 36 pontos, graças à desclassificação de Schumacher, não teve o contrato renovado e se transferiu para a Sauber.

Em 1998, Alesi formou, na equipe suíça, com Johnny Herbert, a dupla mais experiente da temporada da F1. Embora seus resultados tenham piorado em relação aos anos anteriores, a sua imagem melhorou devido aos desempenhos que mascaravam as deficiências do carro, e terminou em 11º no campeonato de pilotos com nove pontos, batendo o companheiro de equipe.

No ano seguinte, o carro da Sauber foi ainda mais lento e menos confiável do que o do ano anterior. Seus primeiros pontos foram marcados na terceira corrida da temporada, com o sexto lugar, na Argentina. No GP do Canadá teve atrito com Jarno Trulli, depois teve vários abandonos, mas no verão chegou a ser cogitado como substituto de Eddie Irvine como companheiro de Schumacher na Ferrari. No entanto, ele assinou com a Prost Grand Prix e acusou os engenheiros da Sauber de não desenvolver os carros ou ouvir os conselhos dos pilotos. Ele deixou a Sauber com o 6º lugar e apenas 6 pontos no campeonato.

Na Prost, do seu ex-companheiro de Ferrari, seu carro também foi muito lento e pouco confiável. No Brasil, no GP de 2000, ele foi atingido por uma placa de publicidade, mas saiu ileso. Pela primeira vez na careira, ele não marcou nenhum ponto durante toda a temporada e, dessa vez culpou os carros e os motores Peugeot, até provocando protesto dos técnicos franceses, que fizeram uma greve de cinco minutos antes do GP da França.

Em 2001, o carro da Prost era mais confiável e ele terminou todas as corridas. Em Mônaco, Alesi marcou seus primeiros pontos desde a temporada de 1999, com um sexto lugar, e, em seguida, terminou em 5º no Grande Prêmio do Canadá.

No final do campeonato, Alesi trocou a equipe francesa pela Jordan e foi multado e criticado por Prost que o queria ainda como primeiro piloto da equipe, apesar de ter contratado Heinz-Harald Frentzen.

Alesi encerrou sua carreira na Jordan, 2001, fazendo cinco corridas e marcado seus últimos pontos na F1 no GP da Bélgica, no qual foi sexto colocado.

No GP dos Estados Unidos de 2001, o piloto francês completou 200 corridas na Fórmula 1 e encerrou a carreira no Grande Prêmio do Japão, que abandonou depois de colidir com Kimi Räikkönen na 5ª volta. Depois disso, apesar de lhe ter sido oferecida uma vaga na Arrows, ele decidiu abandonar definitivamente a F1.

Mas continuou no automobilismo, correndo na DTM alemã de 2002 a 2006, na série de Speed Cars, em 2008 e 2009 e na série Le Mans GP2. Em 2012, com um carro sem condições, conseguiu das apenas algumas voltas das 500 milhas de Indianapolis.

Fora das pistas, em 2013, Alesi foi nomeador embaixador da Pirelli. Alesi é um grandes conhecedor de vinhos e tem uma vinha perto de Avignon, onde ele reside com sua atual esposa, a modelo, atriz e cantora pop japonesa Kumiko Goto, e seus quatro filhos. Antes, o piloto foi casado com Laurence, de quem se divorciou, depois de ter uma filha, Charlottte. Seu filho Giuliano Alesi está inscrito para competir na GP3 em 2016.