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Jackie Stewart

 

Nome

John Young Stewart

Nacionalidade

Escocês

Nascimento

11 de junho de 1939

Local

Milton – Escócia

Carreira

1965-1973

Equipes

Matra-BRM, March, Tyrrel

Largadas

99 (em 100 corridas)

1ª corrida

GP da África do Sul de 1965

Última corrida

GP dos EUA 1973 (não largou)

1ª vitória

GP da Itália de 1965

Última vitória

GP da Alemanha de 1973

Títulos

3 (1969, 1971, 1973)

Vitórias

27

Pontos

360

Pódios

43

Poles

17

Voltas+rápidas

15

Primeira fila

42

2ºs lugares

11

3ºs lugares

5

4ºs lugares

6

5ºs lugares

5

6ºs lugares

3

Voltas na liderança

1893

Km na liderança

9077

John Young (Jackie) Stewart nasceu em Milton Dubartshire, na Escócia, em 11 de junho de 1939. Durante nove anos de carreira, venceu 27 grandes prêmios, índice superior ao de Jim Clark, que nos esmos nove anos venceu 25 corridas.

Aos 15 anos, Jackie abandonou a escola para frequentar a garagem do seu pai. Na época, década de 1950, seu irmão Jimmy participava de corridas, sem grandes desempenhos.

O interesse maior de Jackie estava voltado para outro esporte, o tiro ao preto, no qual se tornou um grande campeão britânico, revelando, desde cedo, uma rapidez de reflexos que também demonstraria mais tarde no automobilismo.

Em 1960m aos 21 anos, resolveu mudar de esporte e, estimulado pelo pai, passou a frequentar os autódromos e assistir corridas. No ano seguinte, Barry Filer, piloto de Glasgow, ofereceu-lhe um Porsche, para que desse algumas voltas em Oulton Park. A partir de então, correndo com o carro de Filer, participou de várias provas organizadas por diversos clubes, apresentando um estilo inconfundível de dirigir.

Em 1963, a Écori Ecosse (Escuderia Escocesa) colocou à sua disposição um Cooper Mônaco Sport, com o qual conquistou 10 vitórias. Seu desempenho chamou a atenção da equipe Tyrrel, que no início de 1964 o convidou para um teste na pista de Godwood do Cooper BMC da F3, em fase de preparo. Jackie mais uma vez surpreendeu a todos, batendo o recorde da volta.

Sua estreia na F3 se deu já com uma vitória, no autódromo de Snertterton, fato que se repetiu em Chichester, Oulton Park, Silverstone e Aintree.

Jackie resolveu, então, testar suas possibilidades fora da Grã-Bretanha, participando do GP Mônaco da F3, pois sabia que nessa prova estariam presentes responsáveis por grandes equipes. Obteve um ótimo resultado, chegando em primeiro lugar. Quando jornalistas lhe perguntaram sobre a sua tática de corrida, respondeu: “Parto com toda potência, diminuo na segunda volta para controlar a pressão do óleo e depois dou tudo. Quero mostrar a meus adversários que eles têm poucas possibilidades de me superar”. Esse era o estilo que marcaria a sua trajetória.

Quando decidiu entrar para a F1, Jackie Stewart escolheu a BRM, equipe da qual fazia parte Graham Hill, campeão de 1962. Em sua primeira corrida, em janeiro de 1965, na África do Sul, terminou e 6º lugar. A partir daí, seus resultados só melhoraram: venceu o Troféu Internacional de Silverstone; foi 2º na Bélgica,. França e Holanda, e 3º em Mônaco. No GP da Itália, em Monza, obteve a sua grande vitória, numa disputa acirrada com Graham Hill. Com esse desempenho alcançou o 3º lugar na classificação do campeonato, atrás apenas de Jim Clark e Graham Hill.

Participou também, no decorrer da temporada, de competições para carros esportes, chegando a conquistar o 10º lugar nas 24 horas de Le Mans, com um Rover-BRM a turbina. Em 1966, venceu o GP de Mônaco, pilotando uma BRM de 1500 cilindradas aumentada para 2 litros, enquanto esperava um novo BRM F1, de 16 cilindros, de 3000 cc. No GP da Bélgica sofreu um acidente e, enquanto se recuperava, a BRM aprontava o 156 cilindros.O carro, porém, não apresentou o desempenho esperado e Jackie passou por um período de fracos resultados.

Na temporada se 1968, Ken Tyrrel o chamou de volta, colocando à sua disposição um monoposto Matra-Ford F1. E, embora não tenha participado dos GPs da Espanha  e de Mônaco, devido a uma acidente numa prova da GP2, em Jarama, Jackie Stewart obteve a segunda colocação no Mundial de Pilotos.

O primeiro título de campeão mundial viria em 1969, temporada que foi amplamente dominada por Jackie: ficou em 1º lugar na África do Sul, Espanha, Holanda, França e Inglaterra em 2º na Alemanha. Na Itália, o 8º dos 11 GPs, garantiu o título, depois de uma disputa emocionante com Jean-Pierre Beltoise e Jochen Rindt.

Em 1970, a Matra substituiu o motor Cosworth de 8 cilindros pela Matra de 12. Por acreditarem que ainda levaria muito tempo para fazer o acerto do carro, Ken Tyrrel e Stewart resolveram deixar a equipe. Tyrrel comprou um chassi March, equipando-o com motor Ford-Cosworth de 8 cilindros. O carro apresentou bom desempenho, porém Tyrrel decidiu montar um novo, que ficou completamente pronto em 1971.

Nesse ano, Stewart conquistou novamente o título, com vitórias nos GPs da Espanha, Monte Carlo, Paul Riccard, Silverstone, Nurburgring. Mosport Park,  e o 2º lugar na África do Sul e em Watkins Glen.

Em 1972, Jackie tentou novamente conquistar o título, vencendo na Argentina, França, Canadá e Estados Unidos, porém foi derrotado por Emerson Fittipaldi, que ganhou 5 GPs.

A luta pelo título como piloto brasileiro persistiu na temporada seguinte, 1973, mas Stewart reagiu e obteve pela terceira vez a liderança no Mundial. Foi 3º na Argentina;  2° no Brasil e na Áustria, e 1º na África, Bélgica, Mônaco, Holanda e Alemanha; 4º na Itália e 5º no Canadá. No GP dos Estados Unidos, já tinha o título garantido e queria aumentar a diferença sobre Fittipaldi, porém, nos treinos, aconteceu o trágico acidente com François Cevert. Abalado com a morte do colega e amigo, Stewart não chegou a completar a corrida.

Em outubro daquele ano, Jackie Stewart anunciou que estava deixando o esporte, declarando que já havia perdido amigos demais. “Gosto demais das corridas para lhes dar a minha vida”, disse. Nas 99 corridas que disputou, Jackie Stewart  conquistou três títulos mundiais, 27 vitórias em GPs, 17 poles e 15 voltas mais rápidas, com um total de 360 pontos,

Como presidente da Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios, Jackie Stewart sempre lutou muito pela segurança  nas pistas e as mortes de tantos pilotos era demais para ele. Mesmo depois de deixar as pistas, Stewart não se afastou do automobilismo, pois passou a trabalhar como relações públicas das indústrias automobilísticas, petrolíferas e de pneus, além de acompanhar as corridas como comentarista de uma rede de televisão.

Jackie voltou à Fórmula 1 em 1997, como proprietário, em sociedade com o filho Paul, da Stewart Grand Prix, equipada com motores Ford. O único sucesso da temporada foi o 2º lugar de Rubens Barrichello, sob chuva, no GP de Mônaco. No campeonato de 1999, a equipe venceu p GP da Europa, em Nurburgring, com Johnny Herbert, e Rubens Barrichello fez três 3ºs lugares, a pole na França e chegou a liderar a prova no Brasil. Em 2000, a equipe foi vendida à Ford, ganhando o nome de Jaguar Racing, e em 2005 passou a ser a Red Bull Racing. O piloto foi consultor do Royal Bank of Scotland (Banco Real da Escócia) mas em 2009 renunciou ao cargo, devido ao prejuízo de 24 bilhões sofrido pelo banco em 2008.

Em 1973, Stewart foi eleito o esportista do ano pela revista Sports Illustrated; a personalidade do esporte, pela BBC e atleta do ano pela rede norte-americana ABC, título que compartilhou com o jogador de futebol americanao J.O. Sympson. Em 1990, entrou pata o Hall da Fama Internacioal dos Esportes Motorizados. Em 2001, tornou-se cavalheiro do Reino Unido. O piloto recebeu vários outros títulos e honrarias; participou de filmes e comerciais de televisão.

Em 2014, Jackie Stewart vivia em Ellesborough, no condado de Buckinghamshire, na Inglaterra. É casado, desde 1962, com Helen McGregor e tem dois filhos: Paul, que foi piloto, e Mark, produtor de cinema e televisão.