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Heinz-Harald Frentzen

Perfil

Nome Heinz-Harald Frentzen
País Alemanha
Nascimento: 18/05/67
Local Mönchengladbach
Altura: 1,78 m
Peso: 64,5 kg
Residência: Mônaco
Estado civil: Casado com Tanja
Filhos:  Uma filha, Lea, nascida em 9/04/2000
Preferências: Adora a paella preparada por sua mãe, peixes e massas
Hobbies: Mountain-bike, kart, mallhação, papo e jantar com amigos
Web site: http://www.hhf.de/

Desempenho

Estréia na F1  27 de  março de 1994, em Interlagos
Equipes Jordan (98-01) (Prost (01), Arrows (02), Sauber (03)
GPs: 157
Vitórias: 3
Pódios 18
Poles: 2
Pontos: 174
Melhores voltas: 6
Abandonos 64

Carreira

2003  Corre pela Sauber é fica 11º lugar, com 13 pontos
2002 Passa para a Arrows, disputa 12 GPs e volta para a Sauber. É 18º no campeonato, com apenas 2 pontos.
2001 No meio da temporada, é despedido da Jordan e vai para a Prost. Fica em 13º, com 6 pontos.
2000 Ainda na Jordan é 9º, com 11 pontos.
1999 Termina em 3º no campeonato, com vitórias na Itália e na França (Jordan)
1998 Fica em 7º na temporada pontuando em sete provas (Williams)
1997 Vence seu primeiro GP em San Marino e termina o campeonato em 2º na Williams com a desclassificação de Michael Schumacher
1996 Com sete pontos conquistados termina em 12º a temporada (Sauber)
1995 Sobe ao pódio pela primeira vez chegando em 3º na Itália (Sauber)
1994 Estréia na Fórmula 1 na Sauber-Mercedes no GP do Brasil
1993 Participa da Fórmula 3000 no Japão e se torna piloto de testes da Tyrrel-Honda
1992 Participa de três provas da Fórmula 3 japonesa e fica em 13º nas 24 Horas de Le Mans
1991 Compete no Campeonato de Fórmula 3000 Internacional
1990 Participa do Mundial de Protótipos e da Fórmula 3000 Internacional
1989 Participa do Alemão de Fórmula 3
1988 Campeão alemão da Fórmula Opel Lotus
1987 Compete no Campeonato de Fórmula Ford 2000
1986 Estréia na Fórmula Ford 2000

História

O torcedor de Fórmula 1 que por acaso esbarrar no alemão Heinz-Harald Frentzen não precisa se envergonhar. Pode cumprimentá-lo com um “bom dia” ou uma “boa tarde” que o simpático piloto vai entender. Frentzen é filho de espanhola e entende português. Deve-se falar devagar, claro. Sempre com um sorriso no rosto, Heinz-Harald é daqueles que nunca negam um autógrafo ou uma pose para fotografia. É fã de peixadas e “paellas” espanholas. Ouve funk, soul e rap e é capaz de desfiar uma lista enorme de cantores quando se dispõe a falar de música. Gosta de futebol, também, e costuma se destacar nas raras peladas que os pilotos promovem ao longo da temporada. É um centroavante de razoáveis predicados, rápido e driblador.

Frentzen foi considerado por muita gente na Fórmula 1 como o mais promissor talento surgido nas pistas nos anos 90_com exceção de Michael Schumacher, claro. Ele se criou no mesmo grupo que formou Schumacher e Karl Wendlinger e era chamado de Team Junior da Mercedes, no final dos anos 80 e início dos 90. Dizem aqueles que testemunharam o nascimento do trio Frentzen-Schumacher-Wendlinger, que o primeiro era sistematicamente mais rápido que os demais. Heinz-Harald acabou se desligando da Mercedes por causa de um temperamento explosivo às vezes muito mais espanhol do que alemão. Um dos motivos foi a inimizade declarada com Schumacher depois que este “roubou” sua namorada Corinne _que em 95 acabou se tornando a Sra. Schumacher.

O início da carreira de Frentzen se deu em 80,  no kart. Ele passou seis anos aprendendo nos carrinhos até a estréia na F-Ford 2.000, em 86. Em 87, disputou mais um campeonato da categoria e, em 88, foi campeão alemão de F-Opel/Lotus. Adotado pela Mercedes, foi vice-campeão germânico de F-3, em 89, ano em que Schumacher conquistou o título. Em 90, Frentzen dividiu seu tempo entre a equipe de F-3.000, de Eddie Jordan, pela qual terminou o campeonato em 16º, e o time oficial da Mercedes,  no Mundial de Marcas.

Nessa época conheceu Peter Sauber, dono de equipe na F-1. O suíço era o responsável pela construção dos chassis usados pela Mercedes e apaixonou-se pela maneira de dirigir de Heinz-Harald. O ano de 91 foi o último de Frentzen sob a tutela da estrela de três pontas. Ainda financiado pela Mercedes, ele disputou a F-3.000 e foi muito mal, terminando em 14º. Aí exilou-se no Japão em busca de dinheiro no mais novo paraíso do automobilismo mundial.

Em dois anos instalado na terra do sol nascente, Frentzen correu na F-3.000 e no campeonato local de Protótipos. Fez ainda algumas provas do Mundial de Marcas, quando a apertada agenda oriental permitia. Na mesma época a Sauber estreava na F-1, com o apoio implícito da Mercedes. Seus pilotos eram J.J. Lehto e Karl Wendlinger. Em 94, a Mercedes comprou a Ilmor e colocou sua marca no cabeçote dos motores da Sauber. O dono do time intermediou a reconciliação com Frentzen, que fez as malas e voltou para a Europa.

Depois de três boas temporadas na Sauber, onde ganhou respeito com performances, como a de Monza, em 95, o seu primeiro pódio, Frentzen despertou a atenção de Frank Williams. Fez a temporada de 97 na melhor equipe do grid mas teve problemas em superar o companheiro Jacques Villeneuve, que já acumulava um ano de experiência na equipe. De qualquer forma, foi nesse ano que o alemão venceu sua primeira corrida, o GP de San Marino. No ano seguinte, o piloto afundou junto com a Williams. Subiu ao pódio apenas uma vez, na abertura da temporada, e terminou o campeonato em sétimo lugar. Ao contrário da equipe inglesa, conseguiu se reerguer em 99, ao se transferir para a Jordan. Venceu duas corridas, na França e na Itália, e teve chances matemáticas de ser campeão até a penúltima etapa. Sua performance foi tão eloqüente que ele quase adiantou a aposentadoria do companheiro de equipe,  Damon Hill.

A temporada de 2000 foi decepcionante para Frentzen. Seus melhores resultados foram dois 3º lugares, em Interlagos (chegou em 4º e foi beneficiado pela desclassificação de Coulthard) e Indianápolis, e três sextos (Barcelona, Hungaroring e Spa-Francorchamps). Não terminou 9 provas, 8 delas por causa de problemas mecânicos e no fim do campeonato ficou em 9º lugar, com 11 pontos.

A situação não melhorou em 2001. Ainda no meio da temporada,  ele foi despedido pela Jordan. Tinha disputado 10 corridas, feito um 4º lugar em Sepang e abandonado outras quatro provas. Mas ficou desempregado apenas por uma semana e deixou de participar de apenas um GP. Foi contratado pela Prost, pela qual terminou o campeonato, sem nenhum conseguir uma colocação melhor do que um 9º lugar em Spa-Francorchamps. Foi o 13º no campeonato, com 6 pontos.

Em 2002, com a falência da Prost, Frentzen transferiu-se para a Arrows. Dos 12 GPs disputados pela Arrows, conseguiu terminar apenas seis, e os melhores resultados foram dois 6º lugares, em Barcelona e Monte Carlo. Antes do final da temporada , a Arrows também faliu e Frentzen voltou para a Sauber, pela qual disputou a última prova do campeonato, em Indianápolis, substituindo o brasileiro Felipe Massa, que tinha sido suspenso. Terminou o campeonato em 18º, com apenas dois pontos.

Em 2003, Frentzen começou marcando um pontinho em Melbourne. Na terceira corrida, melhoru e fez um 5º lugar em Interlagos. Depois alternou más colocações com abandonos. Não terminou quatro corridas consecutivas, três por problemas do carro e uma devido a choque contra a barreira de pneus. Só voltou a conseguir um bom resultado na penúltima prova do campeoanto, o GP dos Estados Unidos, onde foi terceiro, chegando a lierar a prova por uma volta. No enceramento do campeonato, em Suzuka, no GP do Japão, ficou sem motor logo na volta 10. Terminou o campeonato em  11º lugar.com 13 pontos.

Em dezembro de 2003, Frentzen assinou contrato coma Open para disputar o DTM,  campeonato alemão de turismo.