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Heikki Kovalainen

Perfil

Nome

Heikki Johannes Kovalainen

País

Finlândia

Nascimento:

19 de outubro de 1981

Local:

Suomussalmi

Altura:

1,73

Peso:

66 kg

Residência:

Coppet (cantão de Vaut, às margens do Lago de Genebra, na Suíça)

Família

Pais: Sisko e Seppo Kovalainen; irmãos: Sanna e Sami

Preferências

Massa, esportes, garotas e carros velozes

Web site:

www.heikkikovalainen.net

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 18/04/ 2007

Última corrida

GP do Brasil – 24/11/2012

Corridas

110

Títulos

0

Vitórias

1

Pódios

4

Poles

1

Voltas + rápidas

2

Pontos

105

Carreira

2012

22º colocado, sem marcar ponto, pela Caterham

2011

22º colocado na F1, sem marcar pontos, em 19 corridas,  pela Lotus

2010

20º colocado, sem marcar pontos, em 19 corridas, pela Lotus

2009

12º colocado na F1, com 22 pontos, pela McLaren

2008

7º colocado na F1, com 53 pontos, em 18 corridas, pela MacLaren

 2007

7º na Fórmula 1, com 30 pontos, em 17 corridas, pela Renault, com pódio pelo 2º lugar na GP do Japão
    2006 3º piloto de testes da Renault

2005

2º da GP 2, com 5 vitórias, 2 poles e 105 pontos, em 23 corridas, pela Arden Internacional

2004

1º da Série Mundial Nissan, com 6 vitórias, 9 poles, 10 voltas mais rápidas e 176 pontos, em 18 provas, pela Pons Racing; vencedor da Corrida dos Campeões, em Paris; segundo teste na Renault

2003

2º na Série Mundial da Nissan, com 1 vitória, 2 poles e 134 pontos, em 23 corridas, pela Garbon Competition; teste na Minardi

2002

2º na Série Mundial Nissan; 2º no GP de Macau da F3; 3º na Fórmula 3 inglesa, com 5 vitórias, 3 poles e 3 voltas mais rápidas; vencedor do GP inglês de F3; 4º no Marlboro Masters de Zandvoort. Em dezembro, faz teste na Fórmula 1, na Renault.

2001

4º na Fórmula Renault inglesa, com 2 vitórias, 2 poles, 3 volts mais rápidas, melhor calouro; 8º no GP de Macau da F3; Calouro do Ano, Federação Finlandesa de Esportes automobilísticos

2000

1º no Campeonato Nórdico da Fórmula A de Kart; 1º na Paris-Bercy Masters; 2º no Campeonato da Fórmula A da Finlândia; 3º no Campeonato Mundial da Fórmula Super A; 4º no Campeonato Europeu da Fórmula Super A; piloto do ano, na Finlândia

1999

Vice-campeão da Fórmula A de Kart, da Finlândia; 17º no Campeonato Mundial da Fórmula A Mundial

História

Heikki Kovalainen nasceu em Suomussalmi, pequena cidade do noroeste da Finlândia, no dia 19 de outubro de 1981. É filho de Sisko, que foi meteorologista; tem uma loja de doces, e às vezes dirige o táxi do marido, e Seppo Kovalainen, ex-motorista de ônibus, ex-taxista, que participa de corridas de turismo (ganhou a primeira em 2011); tem uma empresa de vendas de máquina; já participou, como ator, de um filme de TV, em 1979, e no ano passado fez um comercial de TV ao lado de Heikki. Os pais, assim como a namorada inglesa, Catherine Hyde, estudante de psicologia do esporte, acompanham o piloto em todas as corridas.

Por isso, talvez, Kovalainen considere o mundo da Fórmula 1 intenso, movimentado, gratificante.  E o que acha melhor do seu trabalho é dirigir esses caros velozes. Mas ressalva: as pessoas dizem que o vêem sempre sorrindo, feliz e aberto, mas há momentos em que ele fica bastante irritado e bastante diferente.

Heikki Kovalainen começou a carreira correndo de kart. Ele conta que, segundo seus pais, a primeira palavra que pronunciou foi “carro” (em finlandês, obviamente: auto) e seu primeiro contato com as corridas aconteceu quando tinha seis anos e fez um teste com um kart de um amigo, num parque de sua cidade. Tomou gosto, voltou sempre e começou a competir oficialmente em 1995, conquistando, de 1999 a 2000 vários títulos e vitórias.

Em 2001, passou a correr na Fórmula Renault e foi o 4º colocado no campeonato, com 2 vitórias, 2 poles e 3 voltas mais rápidas. Ainda nesse ano, disputou e foi 8º colocado no GP de Macau da Fórmula 3 e ganhou o título de “Calouro do Ano”, da Federação de Esportes Automobilísticos da Finlândia.

Em 2002, Kovalainen ingressou no Programa de Desenvolvimento de Jovens Pilotos da Renault, disputou o campeonato da Formula 3 inglesa, sendo 3º colocado, com 5 vitórias, 3 poles e 3 voltas mais rápidas. As 5 vitórias foram obtidas nas 9 corridas da segunda metade do campeonato. O finlandês venceu corrida preliminar do GP da Inglaterra; foi 2º no GP de Macau e 4º no Marlboro Masters de Zandvoort. Na nova categoria, voltou a ganhar o título de “Calouro do Ano”. Em dezembro, fez teste na Fórmula 1, com o Renault R23.

Em 2003, Kovalainen foi para o Japão, a fim de disputar a Série Mundial Nissan, na qual conquistou uma vitória e 2 poles, terminando no 2º lugar. No mesmo ano, foi 2º colocado no GP de Macau e em dezembro teve sua segunda experiência num carro de Fórmula 1, fazendo testes no Minardi Cosworth, em Vallelunga.

Com seis vitórias 9 poles e 10 voltas mais rápidas e um total de 176 pontos, em 18 corridas, em 2004 melhorou a sua participação, conquistando o titulo da Série Nissan, no Japão.  Outro grande feito de Kovalainen em 2004 foi a vitória, em dezembro, na Corrida dos Campeões, em pista em forma de oito, com um quilômetro, montada no diante do Estádio da França, em Paris. Na disputa individual, ele vendeu nas duas primeiras etapas David Coulthard e Jean Alesi e na semifinal, Michael Schumacher. Na final, sem nunca ter dirigido antes um carro de rally, ganhou do campeão mundial, Sebastien Loeb. Ele foi o primeiro piloto for da categoria a ganhar o troféu Henri Toivonen e o título de “Campeão dos Campeões”. Na Copa das Nações, competição de duplas, representando a Finlândia, juntamente com Marcus Grönholm, perdeu final para Loeb e Alesi, da França.

Pelo desempenho durante toda a temporada _ superou Kimi Raikkonen, 7º no campeonato da Fórmula 1, e Marcus Grönholm, 5º no Mundial de Rali _ ganhou o título de “Piloto do Ano da Finlândia”. Como participante do Programa de Jovens Pilotos da escuderia, participou do desenvolvimento do R24, o carro vencedor da Renault.

Heikki Kovalainen firmou seu nome no cenário do automobilismo mundial, em 2005, com o vice-campeonato, pela equipe Arden da GP2, categoria que substituiu a Fórmula 3.000, como vestibular para a Fórmula 1. Ele liderou a primeira parte do campeonato, mas nas últimas 4 corridas foi atropelado por Nico Rosberg, que conquistou o título com 15 pontos de vantagem. No final do ano, voltou a participar da Corrida dos Campeões, vencendo na competição individual Bernd Schneider e Felipe Massa, mas perdendo na semifinal para Tom Kristensen, por uma diferença de 0.067.

No final da temporada de 2005, Kovalainen foi contratado por Flávio Briatore como piloto de testes, em tempo integral, e em 2006 substituiu Frank Montagny como terceiro piloto da equipe. Além de percorrer mais de 28.000 quilômetros testando os carros da Fórmula 1, o piloto alemão voltou a disputar a Corrida dos Campeões, na qual ganhou a Copa das Nações, ao lado de Marcus Grönholm, e foi eliminado nas semifinais da competição individual por Mattias Ekstrom, por 0.0002.

Ainda no dia 6 de setembro de 2006, a Renault anunciou a promoção de Heikki Kovalainen a piloto oficial da equipe, com a desafiante missão de substituir o campeão mundial Fernando Alonso, que já acertara a transferência para a McLaren, e tendo como companheiro Giancarlo Fisichella. Flávio Briatore declarou que, com o piloto alemão, esperava ter encontrado o “anti-Alonso”.

A estréia, no GP da Austrália, no dia 18 de março, foi um grande fiasco.  Depois de largar na 13ª posição, cometeu vários erros, rodou, saiu da pista e chegou na 10ª posição sob muitas críticas. A maior delas partiu de Flávio Briatore, que declarou: “Para a corrida da Malásia levaremos o verdadeiro Kovalainen. O que correu aqui não é o que conhecemos; errou demais”. E o próprio Kovalainen reconhecia a má estréia: “Meu primeiro Grande Prêmio foi um desastre. Foi uma vergonha o que aconteceu na minha estreia”.

Sob pressão e ameaçado de ser substituído pelo brasileiro Nelsinho Piquet, nas corridas seguintes, Kovalainen marcou sue primeiro ponto com o 8º lugar na Malásia; foi 9º no Bahrein; 7º na Espanha e 13º, em Mônaco, por ter completado 90% da prova.

O GP do Canadá, a sexta corrida da temporada, foi o divisor de águas, na carreira de Kovalainen. E depois dos treinos de classificação, tudo levava a crer que seu destino já estava selado. Nos treinos livres de sexta-feira, cometeu alguns erros e no maior deles, na saída da curva 7, foi contra o muro e quebrou a suspensão dianteira direita.

No sábado, logo no começo da etapa de classificação, bateu no muro e perdeu o aerofólio traseiro.  Depois dos reparos, voltou no final da sessão, mas ai estourou o motor do carro. Ainda assim, ocuparia a 19ª posição no grid, à frente de três outros pilotos, não tivesse sido punido com a perda de posições, devido à troca do motor. Largou na 22ª e última posição, enquanto Giancarlo Fisichella, seu companheiro de equipe, saiu em 9º.

Na corrida, porém, para surpresa geral, foi tudo diferente. Logo no inicio, Kovalainen ganhou várias posições e no final quase chegou ao pódio, disputando a terceira colocação com Alexander Wurz, que tinha largado em 2º. De todo modo, o quarto lugar foi um bom resultado que, não só garantiu o emprego, mas deu também nova motivação ao piloto da Renault.

Na segunda metade da temporada, mais adaptado à Fórmula 1 e mais seguro, Kovalainen foi um outro piloto. Na corrida seguinte, nos Estados Unidos, foi 5º e na França foi 15º. A partir daí, pontuou em sete corridas consecutivas, superando nitidamente Fisichella. Foi 7º na Inglaterra; 8º em Nurburgring, Hungria e Bélgica (apesar de ter feito apenas uma parada e ter andado com o carro pesado quase todo o tempo); 6º na Turquia (onde chegou a liderar a corrida por uma volta) e 7º na Itália. O seu melhor resultado, porém, só aconteceu na antepenúltima prova da temporada, no GP do Japão, onde, sob chuva, suportou a pressão de Kimi Raikkonen, num dos melhores “rachas” do campeonato, e terminou em segundo lugar, conquistando seu primeiro pódio da Fórmula 1 e também o único da Renault na temporada.

Na China, Kovalainen foi 9º e no Brasil não completou a corrida, vítima inocente de uma confusão na largada. Fisichella bateu em Sakon Yamamoto, que bateu em Ralf Schumacher, que acabou colidindo com Kovalainen. Na volta 36, ainda como reflexo da batida inicial, o carro se desgovernou e foi contra a barreira de pneus, provocando o abandono de Kovalainen.

Esses resultados, contudo, não abalaram a sua situação, pois à essa altura já tinha emprego garantido. No dia 14 de dezembro, a McLaren anunciou a contratação dele para ser companheiro de equipe do inglês Lewis Hamilton, de novo, em 2008, na vaga de Fernando Alonso, que voltava para a Renault.

Kovalainen, que não quis ficar na Renault para não ser escudeiro de Fernando Alonso, declarou que uma das condições para assinar contrato com a Mclaren era que tivesse tratamento igual ao dado a Lewis Hamilton. Outra razão seria a sua amizade com a família de Lewis Hamilton, com quem convivia desde os tempos de kart.

Empregado e festejando o 7º lugar do campeonato, com 30 pontos, 9 à frente de Fisichella, que foi o 8º colocado, no dia 16 de dezembro, Kovalainen voltou a disputar a Corrida dos Campeões, em Wembley, na Inglaterra. Na Copa das Nações, defendeu a bandeira da Finlândia, ao lado de Marcus Gronholm, e os dois foram derrotados na final por Michael Schumacher e Sebastien Vettel, da Alemanha. Na competição individual, Kovalainen venceu Bettel, mas na rodada seguinte foi derrotado por Andy Priaulux, devido a uma quebra quase sobre a linha de chegada.

Na primeira corrida pela nova equipe, o GP da Austrália, Kovalainen foi bastante rápido no treino de classificação e conseguiu a 3ª posição no grid, atrás de Lewis Hamilton e Robert Kubica. Um erro inexplicável, quase uma repetição dos que cometera no ano anterior, porém, impediu que, na corrida, garantisse pelo menos a quarta colocação. A cerca de um quilometro do fim da penúltima volta, depois ultrapassar Fernando Alonso, numa boa disputa pelo quarto lugar, acidentalmente, acionou o botão limitador de velocidade e, na reta dos boxes, perdeu a posição para o espanhol. Serviu de consolo ter cravado a melhor volta da corrida.

Na Malásia, o finlandês voltou a conquistar a 3ª posição no grid, mas foi punido com a perda de cinco posições, por ter bloqueado o carro de Nick Heidfeld, na última etapa de classificação. Mesmo em 8º, saiu na frente de Lewis Hamilton, que por ter prejudicado Fernando Alonso, também perdeu cinco posições e largou em 9º. A vantagem sobre o inglês foi mantida na pista. Kovalainen não teve problemas, conseguiu ganhar quatro posições e no final, com o abandono de Felipe Massa, acabou no 3º lugar e, pela segunda vez no pódio. Hamilton terminou no 5º lugar.

No GP do Bahrein, novamente Kovalainen superou o companheiro, que já estava sendo o primeiro piloto da equipe. Saiu na 5ª posição, duas atrás de Hamilton, e mesmo tendo problema com pneu logo na primeira volta, manteve a posição e, de novo, fez a melhor volta. Hamilton acabou no 13º lugar. Com esse resultado, Kovalainen já aparecia entre os cinco primeiros colocados, em 5º lugar, com 14 pontos, a mesma pontuação de Hamilton, que era 3º.

Na Espanha, Kovalainen sofreu o acidente mais grave da carreira. Ele liderava a corrida, depois de os dois carros da Ferrari e seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, terem feito a primeira parada no box, quando o pneu dianteiro estoourou, devido a um erro na colocação do aro da roda, como se soube depois, na 22ª das 66 voltas da corrida. O carro saiu reto da curva Campsa e foi parar debaixo da barreira de pneus. O piloto, consciente, foi levado primeiramente para o centro médico do circuito e depois, de helicóptero, para o Hospital Geral da Catalunha, em Sant Cugat el Valles. Além de leve concussão, queixava-se de dores no cotovelo e no pescoço. Dois dias depois, porém, Kovalainen deixou o hospital, em condições de participar duas semanas mais tarde. Após uma série de testes pelo departamento médico da FIA, do GP da Turquia, circuito de Istambul.

Para surpresa geral, conquistou a 2ª posição no grid, mas na corrida chocou-se com Kimi Raikkonen, já na primeira curva,  e teve de ir para o box, trocar um pneu furado. Além dessa parada não programada, Kovalainen fez outro pit stop para poupar pneus, perdendo a oportunidade de um grande resultado. Acabou no 12º lugar.

Em Mônaco, Kovalainen foi o mais rápido no último treino livre, mas, devido à forte chuva na parte final da prática, bateu no guard rail na saída do S da piscina e teve a suspensão traseira bastante danificada. Colocado na 4ª posição do grid, antes da volta de apresentação, por uma falha de software, seu carro ficou parado na pista. Obrigado a ir para o box trocar o volante e largando da pit lane, a 8ª colocação acabou sendo um bom resultado.

A obtenção de mais um ponto, todavia, era muito pouco para quem ambicionava ter igualdade de tratamento, mas via o companheiro de equipe, vencedor em Mônaco, se distanciar cada vez mais e assumir a liderança do campeonato, com 38 pontos, enquanto ele não somava mais do que 15. Seria difícil, dali para frente, escapar da condição de segundo piloto.

Em Montreal, no GP do Canadá, a McLaren voltou a ter problemas com os pneus e o mais prejudicado foi Kovalainen, que foi orientado pela equipe a poupá-los, para evitar desgaste. Tendo largado na 7ª posição, o finlandês chegou em 9º e no final declarou que a corrida foi uma catástrofe e que os pneus tinham muito a ver com isso.

Na França, Kovalainen obteve a 6ª colocação no grid, e poderia sair em 5º, porque Hamilton, o 4º, foi punido com a perda de 10 posições. Mas o finlandês também recebeu punição de cinco posições e acabou tendo de largar na 20ª posição, por ter bloqueado Mark Webber no treino e classificação, no sábado. Apesar disso, fez uma corrida de recuperação e chegou em 4º, depois de manter uma dura disputa com Jarno Trulli pelo 3º lugar. .

Uma excelente volta nos momentos finais do treino de classificação em Silverstone deu a Kovalainen a sua primeira pole position na Fórmula 1, por coincidência, no fim de semana em que a McLaren anunciava a renovação do seu contrato para 2009.. Na largada, porém, sob uma cortina de água, Hamilton passou do 4º para o 2° lugar antes da curva e na 5ª volta na curva Stowe assumiu a liderança. Perdendo aderência no asfalto molhado, o finlandês saiu duas vezes da pista e acabou em 5º. Depois da corrida ele voltou a culpar os pneus, dizendo que, após algumas voltas, os traseiros se desgastaram e perderam a aderência.

Na Alemanha, depois de liderar os treinos livres e obter uma boa classificação, a 3ª posição do grid, por falha na estratégia da equipe, Kovalainen não aproveitou a saída do safety car para fazer o pit stop e acabou caindo para o 5º lugar.

Na Hungria, Kovalainen ganhou de presente da Ferrari e de Felipe Massa, com a ajuda de uma infelicidade de Lewis Hamilton, a sua primeira vitória na Fórmula 1. Ele saiu na 2ª posição, atrás de Hamilton, mas os dois foram ultrapassados por Felipe Massa na largada. Essas posições se mantiveram até a volta 41, quando Hamilton teve o pneu dianteiro esquerdo furando, teve de fazer a troca e voltar na 10ª posição. Kovalainen, que parou na volta 45, conseguiu voltar em 2º lugar e parecia que esse seria o desfecho da corrida: Massa em 1º; Kovalainen em 2º. A três voltas do final, porém, o motor de Massa estourou na reta dos boxes, provocando o abandono do brasileiro e o finlandês, que estava mais de 9 segundos atrás dele, tornou-se o 100º piloto a ganhar um GP da Fórmula 1.

Depois dessa vitória, Kovalainen obteve só mais dois resultados expressivos: foi 4º no GP da Europa, em Nurburgring, e 2º, em Monza, no GP da Itália. Na Bélgica e em Cingapura foi 10º, e na China e Japão não completou a corrida. Na Bélgica foi 3º na classificação, mas foi punido com a perda de 8 posições. Com um estilo agressivo, fez várias ultrapassagens, mas na 10ª volta chocou-se com Mark Webber e teve de cumprir um drive-through. Caiu para 15º, mas conseguiu recuperar e terminar em 10º. Na Itália, saiu na 2ª posição e por problemas nos freios perdeu a chance de superar Sebastien Vettel e obter mais uma vitória. Na China, os mecânicos da McLaren erraram na montagem, trocando a posição dos pneus, o que provocou o desequilíbrio do carro, o desgaste do segundo jogo de pneus e o abandono de Kovalainen.

Na chegada ao Brasil, para a última prova da temporada, Kovalainen, que durante o campeonato reclamou da prioridade dada a Hamilton pela McLaren, assumiu a sua condição de segundo piloto e escudeiro de Hamilton. Declarou que não via problema em ceder posição ao companheiro, que ainda lutava pelo título. E disse textualmente: “Neste ano isso já aconteceu uma vez, em Hockenheim. Ele estava mais rápido, por isso cedi a posição”. Mas Hamilton não precisou dessa ajuda. Nos metros finais da corrida em Interlagos garantiu o 5º lugar e o título. Kovalainen chegou em 7º, a mesma posição que ocupou na classificação dos pilotos, com 53 pontos, contra 98 de Hamilton. Como consolo, o finlandês pode comemorar a liderança nas ultrapassagens durante o ano, segundo estatística do inglês Brian Lawrence, fez 31, contra 25, de Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton.

A temporada de 2009 começou mal e, com um carro não competitivo, terminou ainda pior para Heikki Kovalainen.

Na Austrália, Kovalainen foi mais rápido do que o companheiro Lewis Hamilton, mas não passou da Q2, ocupando o 15° lugar, que se tornou 12°, devido à desclassificação dos dois carros da Toyota. Na corrida, porém, não foi tão feliz, .Logo na largada, foi tocado por trás pelo carro de Rubens Barrichello e teve de abandonar a pista. Na Malásia, as posições se inverteram; Hamilton largou em 12º e Kovalainen em 14º e, novamente, o finlandês não terminou a corrida. Rodou na primeira curva, quando disputava posição com Hamilton e Massa, e não conseguiu retornar.

Depois desses dois primeiros tropeços, Kovalainen ameaçou reagir. Largou, de novo, da 12ª posição e chegou em 5°, à frente de Hamilton, o 6°. Nas cinco corridas seguintes, porém, o desempenho voltou a ser decepcionante: foi 12° no Bahrein, e 14°, na Turquia, e não completou percurso na Espanha (por quebra do motor), Mônaco (por rodar, na volta 53, depois de largar em 7°) e Inglaterra (devido a colisão com Sebastian Bourdais, da Toro Rosso).  No início da segunda metade da temporada, Kovalainen esboçou nova reação, terminando sempre na zona de pontuação, embora nas posições intermediárias: foi 8º, na Alemanha; 5º, na Hungria; 4º, no GP da Europa, em Valência; 6º, na Bélgica e na Itália, e 7º, em Singapura. Nas três últimas corridas, porém, despencou, sendo 11º, no Japão; 12º, no Brasil, e 11º, em Abu Dhabi. Terminou o campeonato com 22 pontos, em 12º lugar, bem atrás de Lewis Hamilton, que foi 5º, com 49 pontos e, diante desses resultados, foi demitido pela McLaren, que o trocou por Jenson Button, campeão pela Brawn GP.

Mas Kovalainen não ficou muito tempo desempregado. Foi demitido no dia 28 de novembro e já no dia 14 de dezembro de 2009 foi contratado pela Lotus Racing, que chegava à Fórmula 1, para correr ao lado de Jarno Trulli, em 2010. O finlandês sabia que, na nova equipe, não poderia alimentar ilusão de grandes resultados, mas, pelo menos, deixava de ser a sombra de Lewis Hamilton.

E não foi diferente. Com um carro ainda em desenvolvimento, Kovalainen, durante toda a temporada, esteve sempre no grupo intermediário, não chegando nenhuma vez à zona de pontuação. O seu melhor resultado foi o 12º lugar, no Japão, que garantiu à equipe a 10ª colocação entre os construtores, à frente das também estreantes Hispania e Virgin. Ele estreou no Bahrein e terminou em 15º, duas voltas atrás do vencedor, Fernando Alonso. Na Austrália, chegou em 13º.  Na Malásia abandonou na 10ª volta. Na China, foi 14º; na Espanha não largou, por problemas no câmbio; em Mônaco e na Turquia, abandonou, por problemas na direção e hidráulica, respectivamente. Os outros resultados foram: Canadá, 16º; Valência, abandono; Inglaterra, 17º; Alemanha, abandono, depois de colisão com Pedro de la Rosa; Hungria, 14º; Bélgica, 16º; Itália, 18º; Singapura, 16º, por ter completado 90% do percurso; Japão, 12º; Coreia, 13º; Brasil, 18º, e Abu Dhabi, 17º. Encerrou o campeonato na 20ª colocação, uma à frente de Jarno Trulli. Na última volta do GP de Singapura, seu carro pegou fogo e ele, em vez de voltar os boxes, tentou apagar i incêndio, sob aplausos da assistência.

Apesar do carro novo, o R31, equipado com motor Renault e caixa de câmbio da Red Bull, pelo menos a primeira parte da temporada de 2011 não foi melhor do que a anterior para Heikki Kovalainen.  Nas 12 corridas disputadas até 28 de agosto, antes das férias de verão, ele não tinha feito nenhum ponto e a melhor colocação foi o 14º lugar, em Mônaco. Na Austrália, foi 19º no grid e abandonou na 19ª volta. .Os outros resultados: Malásia, 19º-19º; China, 19º-21º; Turquia, 18º-19º; Espanha, 15º-abandono; Mônaco, 18º-14º; Canadá, 20º-abandono; Valência, 19º-19º; Inglaterra, 17-abandono; Alemanha, 18º-16º; Hungria, 19º-abandono; Bélgica, 16º-15º.  Em todas as corridas, chegou a 1 ou 2 voltas do vencedor.

Na segunda fase do campeonato, sua performance não foi muito diferente. A melhor colocação foi o 13º lugar na Itália. Nas outras corridas, foi 16º em Singapura; 18º no Japão; 14º na Coreia; 14º na India; 17º em Abu Dhabi e 16º no Brasil. Não marcou nenhum ponto e foi 0 22º na classificação geral, mas a direção da Lotus se disse satisfeita com o desempenho, mantendo-o para a temporada de 2012.

No campeonato de 2012, correndo pela Caterham, nova denominação da Lotus Team, teve outra temporada inexpressiva, terminando na 22ª colocação, sem marcar nenhum ponto. Sua melhor colocação foi o 13º lugar, obtido em Mônaco. Nas demais provas esteve sempre acima do 14º lugar.