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Graham Hill

 

Nome completo

Norman Graham Hill

Nascimento

17 de fevereiro de 1929

Local

Hampstead – Inglaterra

Morte

29 de novembro de 1975

Local

Arkley – Inglaterra

Estreian na F1

GP de Mônaco

18 de maio de 1958

Última corrida

GP de Mônaco

11 de maio e 1975

Equipes

Lotus (1958/59), BRM (1960/1966) Lotus (1967/1970), Brabham (1971/72), Shadow (1973), Lola (1974/75)

Corridas

176

Pontos

289

Vitórias

14

Pódios

36

Poles

13

1ª fila

42

Voltas+rápidas

10

2ºs lugares

15

3ºs lugares

7

4ºs  lugares

9

5ºs  lugares

7

6º lugares

8

Voltas na liderança

1073

Kms na liderança

1305

Graham Hill nasceu em Hampstead, próximo a Londres, no dia 17 de fevereiro de 1929. As corridas de motocicletas foram sua primeira paixão. A adolescência foi marcada pelas provas de trial (modalidade disputada em terrenos quase impraticáveis) em sua cidade natal. A curiosidade levou Hill para o automobilismo.

Ao preço de 1 libra, qualquer pessoa, entusiasta dos carros de competição, podia dar quatro voltas na pista do autódromo de Brands Hatch, a bordo de um velho monoposto. Foi exatamente isto que Graham Hill fez em 1953. A experiência despertou no jovem inglês o gosto pelos carros de corrida. Entusiasmado, passou a frequentar uma associação londrina que reunia os aficcionados do automobilismo esportivo. No Steering Wheel Club, as reuniões eram regadas às conversas sobre os grandes pilotos, as corridas e os carros da época.

Este novo mundo começou a ser real, quando Graham Hill arranjou um emprego de mecânico, em uma pequena escola de pilotagem, em 1954. Em abril desse mesmo ano, ele estrearia nas pistas, pilotando um velho Cooper de Formula 3. A quarta colocação em sua primeira corrida, fez Graham Hill passar de mecânico a instrutor.

Mas, foi como mecânico que ele foi contratado para a equipe Lotus, depois de conhecer o construtor Colin Chapman. Em 1955, Chapman organizou um treino para que vários pilotos famosos experimentassem os carros Lotus. Ao final, o mecânico Hill rodou pela pista com os mesmos carros. Resultado:  marcou o segundo melhor tempo do dia e mostrou a Colin Chapman que poderia ser mais útil à escuderia como piloto. Foi dessa maneira que passou a ser um dos integrantes do Team Lotus na temporada de 1956.

Apesar de algumas boas atuações, o futuro como piloto ainda continuava incerto. Devolvido à condição de mecânico por Chapman, Hill resolveu deixar a escuderia. Voltou para a Lotus em 1958, para disputar o Campeonato Mundial de Formula 1. Porém, os constantes atritos como o todo-poderoso dono da equipe fizeram com que Graham Hill trocasse a Lotus pela BRM. Nos dois primeiros anos de BRM, Hill alcançou resultados pouco significativos. A história começou a mudar no Mundial de 1962. O piloto inglês venceu 4 das 9 provas da temporada e mais dois segundos lugares renderam pontos suficientes para Graham Hill se tornar campeão mundial de Formula 1.

No ano seguinte, Hill ficou com o vice-campeonato, abaixo de Jim Clark, mas venceu o Grande Prêmio de Mônaco e o GP dos Estados Unidos. Estas duas vitórias marcaram, também, o início da legenda Graham Hill no automobilismo mundial. Em 1964, Hiil obteve boas colocações na maioria dos GPs e venceu novamente em Mônaco e nos Estados Unidos. Chegou à última prova da temporada, o Grande Premio do México, dividindo as chances de ser campeão com Jim Clark e John Surtees. Mas, o título se perdeu numa colisão com a Ferrari de Lorenzo Bandini. Mesmo assim, Hill foi o vice-campeão da temporada. No Campeonato Mundial de 1965, o piloto inglês conquistou seu terceiro vice-campeonato consecutivo. O ano ficou marcado, ainda, pela terceira vitória seguida de Hill nos GPs de Mônaco e dos Estados Unidos.

Na temporada seguinte, Graham Hill ficou apenas com um quinto lugar no Mundial de F1. Sua maior façanha aconteceu fora da categoria. Venceu as 500 Milhas de Indianápolis, pilotando uma Lola-Ford, de 4.200 cc, deixando em segundo lugar o escocês Jim Clark, o grande rival nas pistas da Formula 1. Foi muito por causa dessa vitória espetacular, que Hill voltou à equipe Lotus, em 1967. A Ford, nova fornecedora dos motores da Lotus, quis juntar numa mesma escuderia os dois maiores nomes da F1: Jim Clark e Graham Hill. A experiência, porém, não deu muito certo, pelo menos em seu primeiro ano. Clark fechou a temporada em terceiro lugar e Hill na sexta colocação.

Uma dobradinha da Lotus (Clark em primeiro e Hill em segundo, na África do Sul) na primeira prova do Mundial de 1968, deu novas esperanças à equipe. A maior parte dessas esperanças morreram junto com Jim Clark, no fatal acidente que o Escocês Voador sofreu na pista de Hockenheim, no mês de abril. Superar a morte do amigo foi o grande desafio de Graham Hill naquele ano. Chegou mesmo a pensar em abandonar as corridas. Convencido a continuar, Hill se tornou o primeiro piloto da Lotus e fez uma temporada brilhante. Ganhou os Gps da Espanha, de Mônaco (pela quarta vez) e do México. Foi segundo na África do Sul, Alemanha e Estados Unidos. Aos 39 anos de idade, Graham Hill conquistava seu segundo título na Formula 1.

Mil novecentos e sessenta e nove foi o último grande ano de Hill na categoria. Verdade que conseguiu resultados pouco animadores, mas a quinta vitória no Grande Prêmio de Mônaco  lhe deu para sempre o título de Mister Mônaco. No GP dos Estados Unidos, naquele ano, o penúltimo da temporada, o veterano piloto sofreu um grave acidente. Com um pneu furado, sua Lotus capotou e Hill fraturou as duas pernas. Passou dois meses em um hospital. Depois de um longo período de convalescença, no qual somente se locomovia em uma cadeira de rodas, Graham Hill voltou à Formula 1 em 1970. Pilotou uma Lotus, da equipe Rob Walker e, nos dois anos seguintes, correu com uma Brabham.

Em 1972, conseguiu sua última grande vitória. Em parceria com o francês Henri Pescarolo, com um carro Matra, venceu as 24 Horas de Le Mans. Em 1974, depois de um ano de fraco desempenho pilotando uma Lola-Shadow, Graham Hill formou sua própria escuderia, a Embassy Racing, com carros Lola-Ford. Foi num deles, que Hill disputou o último Grande Prêmio de sua vida. No dia 6 de outubro de 74, na pista de Watkins Glen, nos Estados Unidos, o Old Man, como era chamado pelos outros pilotos, se despediu das pistas. Deixou de ser piloto e passou a ser chefe de equipe.

Considerado uma instituição do automoblismo, Graham Hill disputou 176 GPs. Por ele, passaram quatro gerações de pilotos: Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stwart e Emerson Fittipaldi. Só isso bastaria para incluir Hill na história da Formula 1. Norman Graham Hill morreu em  29 de novembro de 1975, aos 46 anos de idade. O avião de sua propriedade caiu perto de Londres, depois de levantar vôo de Marselha, na França, onde, no circuito de Paul Ricard, Hill desenvolvia testes nos carros da escuderia Embassy-Hill. Junto com ele, morreu Tony Brise, jovem e promissor  piloto da equipe do legendário Graham Hill.