Giedo van der Garde

Perfil

Nome Giedo Gisbertus Gerrit Van der Garde
País Holanda
Nascimento: 25/04/1985
Local Rhenen
Altura 1,82 m
Peso 73 kg
Residência Espanha
Estado civil Noivo de Denise Boekhoorn
Hobbies Música, ciclismo, pelota basca
Site

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 17 de março de 2013

Corridas

19

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Voltas + rápidas

0

Pontos

0

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição

2013

Fórmula 1 Caterham

19

0

0

0

0

0

22º

2012

Piloto de testes

GP2 séries

24

2

2

2

6

160

2011

GP2 Barwa

18

0

1

1

5

49

GP2 Ásia

4

0

0

0

2

16

2010

GP2

20

0

0

0

4

39

2009/10

GP2 Ásia

2

0

0

0

0

0

34º

2009

GP2 iSport Int.

20

3

0

0

3

34

2008/09

GP2 Ásia GFH iSport

10

1

0

0

0

11

12º

2008

Renault 3.5 Motorsport

15

5

2

3 8

137

Formula 1 Force Índia

Piloto de testes

2007

Formula 1 Spyker

Piloto de testes

Renault 3.5 Victory

17

0

0

0 0

67

2006

F3 Masters ASM

1

0

1

1 1

N/A

F3 Euro

20

1

2

0 4

37

2005

F3 Masters Rosberg

1

0

O

0 0

N/A

F3 Euro

20

0

1

1 2

34

2004

GP Bahrein Opel Team

1

0

0

0 0

N/A

15º

GP Macau

1

0

0

0 0

N/A

15º

F3 Masters

1

0

0

0 0

N/A

13º

F3 Euro

20

0

0

0 2

37

2003

Masters Van Amersfoort

Renault Hol.

69

Renault 2000

6

0

2

0 3

72

2002

Kart

Conquista o título de campeão mundial da categoria Super A,

em La Conca, na Itália

2011

É escolhido como o melhor calouro da categoria Super A

1998

                             Vence o campeonato holandês júnior de kart

1996

Aos 11 anos, começa  andar num kart dado pelo pai

História

O que se diz na imprensa e nos paddocks é que um generoso pacote patrocínio, liderado pela McGregor, grife de roupas masculinas da Holanda, garantiu a entrada de Giedo van der Garde no seleto grupo de pilotos da Fórmula 1. Um dos acionistas da McGregor e que dá substancial suporte financeiro ao piloto é Marcel Boekhoorn, investidor holandês, com interesses em várias outras empresas na Holanda e no exterior e cuja fortuna é estimada em cerca de três bilhões de reais, pai de Denise Boekhoorn, noiva de Giedo.  Jean Paul Hoopen, empresário de van der Garde é diretor comercial da McGregor.

Cyril Abiteboul, chefe de equipe da Caterham, porém, procurou desfazer boatos e versões, afirmando: Giedo tem feito parte de nossa família desde o início de 2012, quando se juntou à nossa equipe da GP2 e foi escolhido como piloto reserva da equipe da F1. Ele se saiu extremamente bem nas duas funções e nas seis sessões da pré-temporada. Melhorou progressivamente seu ritmo e o nível técnico e seu relacionamento com os engenheiros e mecânicos, justificando a promoção para a F1”

Como a maioria dos pilotos surgidos a partir dos anos 1960, quando a modalidade internacionalizou, Giedo van der Garde começou no automobilismo pelo kart, com um carro que ganhou do pai, aos 11 anos. Em 1998, venceu o campeonato holandês da sua categoria; Em 2001, foi considerado o melhor calouro da categoria Super A, em 2002, em La Conca, no sul da Itália, conquistou o campeonato mundial.

Em 2003, Giedo começou a correr a Formula Renault 2000 e terminou em 6º no campeonato europeu, pilotando para a equipe holandesa Van Amersfoort Racing e em 4º no campeonato da Holanda.. No mesmo ano, disputou o torneio de Masters da categoria, sendo o 2º colocado. Em 2004, passou para a Fórmula 3, pela equipe Opel, sendo o 9º na série europeia; 13º no Masters e 15ª nos GPs de Macau e do Bahrein. Ainda nesse ano, deixou o programa de Desenvolvimento de Piloto da Renault, para correr, no ano seguinte, no Team Rosberg, pelo qual foi 9º na série da Europa e 6º no Masters.

Em 2006, Giedo mudou de equipe novamente, transferindo-separa a ASM, que havia dominado a temporada anterior da série da Europa, com Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. A equipe voltou a ocupar as duas primeiras posições, em 2006, com Paul di Resta e Sebastian Vettel, mas Garde terminou em 6º lugar, com apenas uma vitória. Ele esteve sempre entre os quatro pilotos mais rápidos, porém má sorte ou problemas mecânicos, o impediram de alcançar uma posição melhor. No circuito de Bugatti, por exemplo, só não saiu na pole position porque o carro quebrou no warm up. No BP Ultimate Masters, no circuito de Zandvoort, no dia 6 de agosto, vencido por Paul di Resta, ele foi o segundo dos 43 concorrentes, entre eles Sebastian Vettel, Kamui Kobayashi, Bruno Senna, Romain Grosjean e Sebastien Buemi. Giedo recusou convites para disputar a GP2 e, no fim do ano, anunciou que correria a Formula Renault 3.5, pela Victory Engineering, ao lado de Sebastian Vettelk, que fora seu companheiro na ASM.

No dia 15 de dezembro de 2006, van der Garde confirmou que em 2007 seria piloto de teste e reserva da Super Aguri, na Fórmula 1. No dia 1º de fevereiro do ano seguinte, porém, surpreendeu ao anunciar que exerceria as mesmas funções, nas Spyker F1, que ele não disse, mas teve 5.7%de suas ações compradas pelo seu protetor Marcel Boekhoorn. A decisão provocou uma disputa entre as duas equipes. No dia 2 de fevereiro, a Super Aguri divulgou uma comunicado reclamando que o contrato com o piloto tinha sido encaminhado ao Comitê de Reconhecimento de Contratos em 23 de janeiro e a questão se prolongou até 20 de junho, quando van der Garde fez teste com a Spyker, em Silverstone, indicando que a querela tinha sido resolvida.

Enquanto rolava a disputa e, simultaneamente ao trabalho na Spiker, de 14 de abril a 28 de outubro, van der Garde disputou a série mundial da Renault 3.5, participando de oito rodadas duplas (sábado e domingo) em Monza, na Itália; Nurburg, na Alemanha; Monte Carlo, em Mônaco; Budapeste, na Hungria; SPA, na Bélgica; Castle Donington, na Inglaterra; Magny-Cours, na França; Estoril, em Portugal e Barcelona, na Espanha. Nas 16 corridas, seus melhores resultados foram dois 4ºs lugares em Estoril e Barcelona e uma volta mais rápida em Monza. Com 67 pontos, foi o 6º colocado, logo atrás de Sebastian Vettel, que participando de apenas 7 provas, fez 74 pontos, com vitória no sprint de Nurburg; 2º lugar no sprint de Monte Carlo, e 3º, em Monza.

Em 2008, van der Garde continuou como piloto de testes e reserva da Force Índia, sucessora da Spyker e, ao mesmo tempo, continuou na Fórmula Renault 3.5, só que pela equipe britânica P1 Motorsport. Mesmo não tendo largado em duas e não completado outras duas, das 17 corridas, conquistou o titulo do campeonato, com 137 pontos, 31 a mais do que o segundo colocado, o francês Julien Jousse. Ele venceu as duas corridas de Monza e os sprints de Spa, Bugatti (França ) e Budapeste; foi pole em Monza e Nurburgring e fez voltas mais rápidas em Monza (2), Spa-Francorchamps, Hungaroring e Bugatti Circuit e subiu ao pódio 8 vezes.

Em 2008, van der Grade transferiu-se para a GP2, pela equipe iSport Internacional e de 8 de outubro de 2008 a 26 de abril de 2009, correu a série da Ásia, da GP2, terminando no 12º lugar, com 11 pontos, depois de participar de 10 das 11 provas. Seus melhores resultados foram nas corridas longas dos Emirados Árabes (4º lugar) e do Bahrein (5º lugar). De 9 de maio a 20 de setembro, ele disputou a série europeia da GP2, terminando no 7º lugar, com 34 pontos. Venceu os sprints de Hungaroring e Spa-Francorchamps e a corrida longa de Monza e terminou 7 corridas na zona de pontuação.

Em 2010, van der Garde mudou de equipe de novo, passando a correr pela equipe espanhola Barwa Audax, comprada de Adrian Campos. Ele participou de apenas uma das 8 provas da série da Ásia, em Abu Dhabi, chegando na 19ª posição e foi o último dos 34 competidores. Na série da Europa, de 8 de maio a 14 de novembro, participou de 7 das 10 corridas do calendário e foi o 7º colocado na classificação final, com 39 pontos, 48 pontos atrás do campeão, Pastor Maldonado, que somou 87 pontos. Ele marcou pontos em 9 corridas e os melhores resultados foram dois 2º lugares, nos sprints de Mônaco e Spa-Francorchamps e um 3º, também no sprint da Turquia.

A série asiática de 2011, disputada em 4 corridas, entre 11 de fevereiro e 20 de março, entre 27 concorrentes, van der Garde foi o 3º colocado, com 16 pontos, atrás de Romain Grosjean, com 24, e Jules Bianchi, com 18. Ele foi 5º colocado no sábado e 23º, no domingo, em Yas Marina, nos Emirados Árabes; 2º e 3º nas duas etapas do Bahrein. Na série da Europa, de 7 de maio a 13 de novembro, participou de 18 corridas, das quais não completou 3, e terminou em 5º lugar, com 49 pontos, contra 89 do campeão, Romain Grosjean. Van der Garde foi pole position e fez a volta mais rápida na corrida longa de Barcelona e terminou 7 provas na zona de pontuação, subindo ao pódio 5 vezes, com os 2º lugares nos sprints de Istambul,  Barcelona e Valência, e 3º lugares nas corridas longas de Valência e Silverstone. Ele liderou o campeonato até o GP de Mônaco, onde perdeu a pole position por incidente na classificação e foi ultrapassado por Romain Grosjean. Apesar disso, manteve-se na vice-liderança, com possibilidades de conquistar o título, até à última etapa da temporada, em Monza. Lá, teve um fim de semana desastroso, chegando em 23º e 21º e caindo para o 5º lugar na classificação geral, atrás de Grosjean, Luca Fillipi, Jules Bianchi e Charles Pic.

 

Em 2011, van der Garde chegou a ser cogitado como piloto titular da Virgin, na Fórmula 1, mas acabou preterido por Jerôme d’Ambrosio. No dia 4 de fevereiro, porém, ele voltou a se aproximar da principal categoria do automobilismo, ao ser anunciado como piloto reserva da F1 e integrante da equipe da Caterham na GP2. Tendo como companheiro de equipe Rodolfo Gonzalez, de 24 de março a 23 de setembro, participou das 22 corridas da série europeia, terminando em 6º lugar, com 160 pontos, contra 247 do campeão Davide Valsecchi e 222 do  vice-campeão, o brasileiro Luiz Razia. El foi pole position na corrida longa da Alemanha; fez as voltas mais rápidas no sprint do Bahrein e da corrida longa da Bélgica e venceu no sábado em Barcelona e no domingo (sprint) em Marina Bay, em Cingapura. Como piloto de testes, participou de treinos livres da F1 na China, Japão, Coreia, Índia, Abu Dhabi e Brasil e pilotou na pré-temporada em Abu Dhabi e nos últimos treinos do ano em Abu Dhabi.

No dia 1º de fevereiro de 2013, Giedo van der Garde foi anunciado como segundo piloto da Caterham na F1, ao lado de Charles Pic.

A primeira participação de van der Garde na Fórmula 1, na Austrália, foi uma indicação do que seria o restante da temporada. Saiu em penúltimo e chegou em 18º, último entre os 18 carros que completaram a prova. Seus melhores resultados, ele obteve na Hungria e Cingapura, onde foi 14º. Nas demais provas, esteve sempre entre o 15º e o 21º lugar: Malásia, 15º; China, 18º; Bahrein, 21º; Espanha, não completou; Mônaco, 19°; Canadá, não completou; Inglaterra, 18º; Alemanha, 18º; Bélgica, 16º; Itália, 18º; Cingapura, 16º; Coreia, 19º; Japão, não completou; India, não completou; Abu Dhabi, 18º; Estados Unidos, 19º e Brasil, 19º. No grid, sua melhor posição foi o 14º lugar, na Bélgica, mas, em pelo menos três provas ele evoluiu bastante na pista, até deixando para trás alguns concorrentes: Na Hungria, saiu em 20º e chegou em 14º; em Cingapura, foi 20º e 16º e na Coreia, 20º e 15º.

No Japão, ele deixou a pista logo na largada, depois de um choque com Jules Bianchi, que a revista alemã AutoMotor Sport considerou a batida mais espetacular do campeonato de 2013. O 18º lugar em Interlagos frustrou a Caterham, que precisava que ele ficasse entre os 13 primeiros, para obter a 10ª colocação e garantir o prêmio em dinheiro e a ajuda de custo da FIA para os deslocamentos.