Giancarlo Fisichella

Perfil

Nome Giancarlo Fisichella (Físico ou Fisi)
País Itália
Nascimento: 14 de janeiro de 1973
Local: Roma
Altura: 1,72 m
Peso: 67 kg
Residência: Monte Carlo
Estado civil: Casado, com Luna
Filhos: Carlota, nascida em 27 de abril de 1999, e Christopher, nascido a 1º de fevereiro de 2003.
Preferências: Comida: peixes, carnes e massas; música: italiana, reggae e dance
Hobbies: Pescaria; futebol, tênis e esqui
Web site: .giancarlofisichella.it

Desempenho

Estréia na F1

10 de março de 1996, pela Minardi

Equipes

Minardi (96), Jordan (97), Benetton(98-01), Jordan (02-03), Sauber (04), Renault (05-07), Force Índia (08)

GPs:

219

Vitórias:

3

Pódios

18

Poles:

3

Pontos:

271

Volta mais rápida

2

Carreira

2008

19º colocado, sem nenhum ponto, pela Force Índia

2007

8º  colocado, com 21 pontos, pela Renault.

    2006

4º colocado, com 1 vitória e 72 pontos, pela Renault

2005

5º colocado, com 1 vitória e 58 pontos, pela Renault

2004

11º, com 22 pontos, pela Sauber

2003

12º colocado, com 12 pontos, 10 pelo primeiro lugar no GP do Brasil, e 2, nos Estados Unidos, pela Jordan.

2002

Repete o 11º lugar, com 7 pontos, pela Jordan

2001

Faz só 8 pontos e fica em 11º, pela Benetton

2000

6º no Brasil; 4º na Alemanha; 3º na Bélgica, completa 18 pontos e é  o 6º entre os pilotos

1999

2º no Canadá e 4º na Austrália e termina o campeonato em 9º, com 13 pontos, pela  Benetton

1998

9º colocado, dois 2ºs lugares e a primeira pole da carreira, pela Benetton

1997

8º colocado na primeira temporada, com 20 pontos e um 2º lugar na Bélgica, pela  Jordan

1996

Após testes na Ferrari, faz 8 corridas pela Minardi e assina com a Jordan para a temporada seguinte

1995

Disputa o Campeonato Internacional de Turismo e torna-se piloto de testes de Minardi

1994

Campeão italiano de Fórmula 3, com dez vitórias

1993

2º na F3  da Itália

1992

8º na F3 na Itália, com uma vitória

1984/90

Segundo em 1989 e 1991 no Campeonato Europeu;  vencedor do GP de  Hong Kong em 1990  e  Campeão mundial de Kart de 1990.

História

Como a grande maioria dos pilotos, Giancarlo Fisichella começou no kart, quando tinha apenas 11 anos. . Em 1991, disputou a Formula Alfa Boxer e em 92, 93 e 94 participou do campeonato italiano da Fórmula 3, pela RC Motorsport. Em 94, campeão da categoria, com três vitórias, foi convidado para correr o GP de Macau. Em 95 e 96 disputou o Campeonato Internacional de Turismo pela Alfa Romeo e ainda em 96 . estreou na Fórmula 1, fazendo 8 corridas pela Minardi.

Antes do encerramento da temporada de 96, porém, Fisichella já tinha firmado contrato com a Jordan para a temporada seguinte. Foi segundo na Bélgica e liderou a corrida da Alemanha, antes de ser obrigado a abandonar por problemas mecânicos. No final do campeonato de 97, foi o oitavo entre os pilotos. Em 1998, Fisichella passou para a Benetton, conquistando a sua primeira pole e dois primeiros lugares, terminando o campeonato em 9º lugar, com 16 pontos. Em 1999, não conseguiu melhorar suas performances e foi novamente 9º, com 13 pontos.

Em 2000, começou bem o campeonato e nas primeiras corridas sempre chegou melhor do que largou. Em Melbourne, largou em 9º e chegou em 5º. Em Interlagos, saiu em 5º; terminou em 3º e acabou ficando em 2º, por causa da desclassificação de David Coulthard. Em San Marino, largou em 19º lugar e chegou em 11º;  na Espanha, largou em 14º e terminou em 9º lugar;  em  Nurburgring: saiu em 7º e chegou em 5º. Em Montreal, fez mais uma corrida surpreendente. Largou na 10ª posição, aproveitou-se das rodadas dos adversários, ganhou terreno e terminou em terceiro. Na França, largou na 14ª posição, brigou com Jenson Button pelo 8º lugar, mas terminou em 9º.

Na Alemanha, as coisas começaram a mudar. Surpreendentemente, obteve o terceiro lugar no grid, à frente de Mika Hakkinen, e tinha tudo para fazer uma boa corrida. Na primeira curva, porém, não conseguiu evitar a batida no carro de Michael Schumacher, que abria para direita, e os dois tiveram que abandonar a prova. Na Hungria, saiu na 6ª posição e abandonou na 31ª; na Bélgica, largou em 11º e abandonou logo na 6ª volta;  na Itália, largou na 9ª posição e terminou em 11º; nos Estados Unidos, saiu  na 15ª posição e foi punido com stop&go, por ter queimado a largada. Abandonou na 47ª volta, por quebra do motor. Finalmente, no Japão, largou na 11ª posição e terminou no 14º lugar.

Em 2001, nem o fato de ter recebido o prêmio de melhor piloto italiano do ano, ao lado de Jarno Trulli, serviu de consolo para Fisichella. Ele não se conformava por completar seu quinto ano na F1 sem ganhar um GP.  De fato, foi mais uma temporada decepcionante do piloto, que terminou em  11º lugar, com 8 pontos.  Uma das razões desse mau resultado, certamente, foi a deficiência do pacote da Benetton. Em transição para se transformar em Renault, a equipe não fez investimentos e não deu ao piloto condições para um melhor desempenho. Os seus melhores resultados foram um terceiro lugar,  em Spa-Francorchamps,   e um 4º lugar em Hockenheim.  No Canadá, saiu logo na primeira curva, depois de um choque com Jenson Button.

No final da temporada de 2001, Fisichella transferiu-se para a Jordan, mas a temporada seguinte não foi melhor. O italiano voltou a ser o 11º colocado, mas com um ponto a menos, 7, em 2002. Só marcou pontos na Áustria (2), Monte Carlo (2), Canadá (2) e Hungria (1), e ficou fora do GP da França, devido a um violento acidente nos treinos. Na abertura do campeonato, na Austrália, também não passou da primeira curva, devido a um choque com Felipe Massa.

Fisichella tinha esperanças de que em 2003 tudo seria melhor. O começo não foi muito bom. Na Austrália foi 12º e em Sepang ficou parado no grid na largada. As coisas pareciam começar a melhorar no GP do Brasil, onde foi declarado vencedor, devido a um erro na contagem das voltas de uma corrida interrompida devido a um acidente violento de Fernando Alonso. O regulamento da FIA diz que quando a corrida é suspensa antes do final, vale a classificação da penúltima volta. Considerando que a interrupção tinha ocorrido na 54ª volta, a direção de prova apontou Raikkonnen como vencedor, pois ele terminará a 53ª em primeiro lugar. Numa reunião realizada cinco dias depois, a FIA constatou que Fisichella havia  ultrapassado Raikkonen antes do final da volta 54 e iniciado a 55. Foi a primeira vez que a FIA alterou a classificação de uma prova devido a um erro de cronometragem.

A partir do GP do Brasil, as coisas desandaram. Fisichella teve de abandonar a pista em seis corridas (Barcelona, A1-Ring, Montreal, Magny-Cours, Silverstone e Hungaroring) e os melhores resultados, além do primeiro lugar no Brasil, eram dois 10ºs, em Monte Carlo e Monza, até que ele conseguiu mais dois pontos, com o 7º lugar no GP dos Estados Unidos, em Indianápolis.

Terminado o campeonato de 2003, o piloto italiano estava de novo desanimado. Como em todos os últimos três anos, pelo menos. Fisichella dizia que o campeonato de 2001 tinha sido complicado porque era o último da Benetton-Renault, mas o final acabou sendo melhor do que o de 2003, com um carro pouco competitivo da Jordan, que começou bem e terminou bem pior.  Ele foi 12º, com 12 pontos.

Em 2005, Fisichella foi para a Sauber, na esperança de , no ano seguinte, chegar à Ferrari, que fornecia os motores à equipe suíça. Mas, apesar de boas atuações principalmente nos GPs do Canadá, Inglaterra e Bélgica, não conseguiu mais do que 22 pontos, terminando o campeonato em 11º lugar. Segundo os comentaristas, a causa desse mau resultado foram os pneus Bridgestone, que não se adaptaram ao C23 e não tiveram bom rendimento nas sessões de classificação. O único consolo de Fisichella foi ter ficado à frente do companheiro de equipe, Felipe Massa, 12º, com 12 pontos.

Os dois primeiros pontos, Fisichella só conseguiu na quarta corrida do calendário, com o 7º lugar nas Espanha, depois de ser 10º na Austrália, 11º na Malásia e Bahrein e 9º em San Marino. Em Mônaco, logo na primeira volta, ele voou sobre o carro de David Coulthard, capotou e ficou de rodas pra cima, até ser socorrido pelos fiscais de pista, felizmente, sem nenhuma consequência. Depois disso, conseguiu marcar pontos em 8 das 12 provas restantes. Foi 6º em Nurburgring; 4º no Canadá; 6º na Inglaterra; 8º na Hungria, Itália e Japão; 5º ma Bélgica e 7º no Japão. Nos Estados Unidos foi 9º; na França, 12; na Alemanha e Brasil, 9º.

Levado por Flávio Briatore para a Renault, a fim de substituir Jarno Trulli, com 53 pontos e o 5º lugar no campeonato, Giancarlo Fisichella teve, em 2005, o seu melhor resultado na Fórmula 1 até então. Mas o que, em outras condições poderia ser comemorado como um grande êxito, acabou provocando uma grande frustração, ao ver o companheiro de equipe, Fernando Alonso tornar-se campeão mundial, com mais do dobro de pontos, 133.

Depois de um início retumbante, com a pole e a vitória na Austrália, só conseguiu mais dois pódios, com o 3º lugar na Itália e o 2º no Japão, embora tenha obtido pontos nas outras 8 corridas que conseguiu terminar. Foi 4º na Inglaterra, Alemanha, Turquia e China; 5º na Espanha e Brasil; 6º em Nurburgring e França.  Nas outras provas completadas, Fisichella foi 12º em Mônaco e 9º na Hungria.

Na Malásia, largou em 3º, mas saiu na 36ª volta,  por colisão com Mark Webber. No Bahrein, não terminou por quebra de motor. Em San Marino saiu por acidente e no Canadá, por problemas hidráulicos.  Nos Estados Unidos, não largou, assim como todos os outros pilotos que corriam com pneus Michelin, por falta de segurança na curva de entrada dos boxes.

Em 2006, Fisichella teve uma temporada ainda melhor do que anterior, obtendo a 4ª colocação na classificação dos pilotos, com 72 pontos, ainda assim bem longe do companheiro de equipe, Fernando Alonso, que voltou a ser campeão, com 134 pontos. A não ser no Bahrein e na Hungria, onde não completou as corridas, “Físico” pontuou em todas as outras, mas só na Malásia e nos Estados Unidos conseguiu chegar à frente de Alonso. O espanhol alternou primeiros e segundos lugares em 14 das 18 provas da temporada. Só na Alemanha e nos Estados Unidos, onde foi 5º, e na Hungria e Itália, por abandono, esteve fora dessas posições.

Depois do abandono no Bahrein, por problemas hidráulicos, Fisichella teve um fim-de-semana estrondoso na Malásia, com a pole position e uma vitória dramática, 4 segundos à frente de Alonso. Essa foi a primeira dobradinha da Renault, desde o GP da França, de 1982, com René Arnoux, em primeiro, e Alain Prost, em segundo.

Depois desse, porém, o piloto italiano obteve só mais 4 pódios, com o 3º lugar na Espanha, Estados Unidos, China e Japão. Nas demais corridas ficou nas posições intermediárias da zona de pontuação: 4º na Inglaterra, Canadá e Itália; 5º na Áustria: 6º em Nurburgring, Mônaco, França, Alemanha, Turquia e Brasil. Só em San Marino foi 8º.

Em 2007, com a transferência de Fernando Alonso para a McLaren, Giancarlo Fisichella não só permaneceu na Renault como assumiu a condição de primeiro piloto, ao lado do novato Heikki Kovalainen. Há expectativa era de que nessa condição o italiano pudesse brilhar e, afinal, disputasse o título de campeão. Mas não foi o que aconteceu. Com um carro pouco competitivo, o R27, Fisichella começou bem, mas na segunda metade da temporada só conseguiu um ponto, enquanto Kovalainen terminava a maioria das corridas entre os primeiros oito colocados.

Fisichella foi o 5º na Austrália; 6º na Malásia; 9º na Espanha e 4º em Mônaco. No Canadá, foi desclassificado, porque deixou a pit lane com luz vermelha. Nos Estados Unidos, foi 9º e só voltou à zona de pontuação na França (6º) e Inglaterra (8), totalizando, até então, 17 pontos, contra 14 de Kovalainen. Depois disso, porém, em 8 GPs,  Fisichella só fez mais 4 pontos _ na penúltima prova, no Japão, onde ficou em 5º lugar _ enquanto Kovalainen fazia mais 16 pontos. No final da temporada, com seus 21 pontos, Giancarlo Fisichella foi o 8º colocado entre os pilotos, uma posição atrás do companheiro estreante.

Os problemas técnicos que enfrentou, principalmente depois do GP da Espanha, não foram suficientes para justificar os maus resultados e durante a pré-temporada a Renault decidiu dispensá-lo e rebaixar Kovalainen. Eles foram substituídos por Fernando Alonso, que não se deu bem na McLaren, e Nelson Piquet Jr. que era piloto de testes.

Desempregado, Fisichella passou o inverno europeu em busca de nova equipe e acabou  sendo contratado pela Force Índia, o novo nome dado à equipe Spyker, comprada pelo empresário indiano Vijay Mallya. O jornal espanhol Marca sugeriu que a vaga teria sido conseguida com a garantia de 10 milhões de patrocínio feita por Fisichella, mas, na verdade, para consegui-la Fisichella teve que superar nos testes gente como Ralf Schumacher, Christien Klein, Vitantonio Liuzzi e vários outros candidatos pouco conhecidos.

Tendo em vista suas performances no início da carreira em equipes menores, esperava-se que, numa equipe recém criada, ele pudesse reeditar seus melhores momentos na Fórmula 1, com posições honrosas, no mínimo. O motor Ferrari  056 que equipava os carros da Force Índia reforçava essa expectativa.

Na pista, porém, o carro da Force Índia, apesar dos esforços de Fisichella, foi sempre um dos últimos do grid e só conseguiu completar 12 das 18 provas do calendário. E nenhuma delas, nem com Fisichella  nem com Adrian Sutil, na zona de pontuação. Ambos terminaram o campeonato sem nenhum ponto. Fisichella admitiu que foi difícil manter a motivação nas corridas finais, quando a equipe interrompeu o desenvolvimento do carro, já pensando na temporada de 2009.

Fisichella lembrou também que em Valência teve um tempo apenas 1,3 segundos mais alto do que o piloto mais rápido da segunda etapa de classificação, mas acabou na 18ª posição. “Há quatro ou cinco anos atrás, quando você era 1,3 segundos mais lento do que o mais rápido, era 4º ou 5º”, disse.

Explicou que, quando se larga lá atrás, não é fácil frear para a primeira curva, onde há muito tráfego e muita gente querendo ultrapassar.

Durante toda a temporada, a única coisa que Fisichella pode comemorar foi a entrada, depois do GP de Mônaco, no restrito clube dos pilotos que completaram 200 GPs, do qual é o único integrante ainda em atividade.

A despeito da má temporada, ainda antes do encerramento do campeonato de 2008, no dia 17 de outubro, a Force Índia anunciou a renovação de contrato com Giancarlo Fisichella e Adrian Sutil, que correriam o campeonato de 2009 com motores McLaren.