George Russell

Perfil

Nome George Russell
Nascimento 15 de fevereiro de 1998
Local King’ Lyn – Norfolk
Nacionalidade inglês
Residência Londres
Pais Steve e Alison Russell
Altura 1,85
Peso 68 kg
Estado civil solteiro
Equipe Williams
Número 63

Fórmula 1

Ano Equipe Corridas Vitórias Poles Volta Pódios Abandonos Pontos Posição
2019 Williams 21 2 0 20º
2018 Force India Piloto reserva

Carreira

Ano Categoria Equipe Pontos Posição
2018 F2 ART GP 287
2017 GP3 ART GP 280
2016 F3 Europa HItch
GP de Macau
2015 F3 Carlin 6 º
F3 Masters
2014 BRDC F4 Lanan Racing
Renault 2.0 Alpes Koiranen GP
Renault 2.0 Tech Racing n/c

George Russell nasceu no dia 15 de janeiro de 1998, em King’ Lyn, no condado de Norfolk, onde seu pai, Steve, negociava feijão e ervilha e a mãe era cabeleireira. Depois que ele começou a carreira de piloto, os pais passaram a acompanha-lo; a mãe registra dados técnicos das corridas, como pressão dos pneus e configurações do motor, enquanto o pai faz trabalhos de mecânico.

Com 1,85, George é o piloto mais alto do grid da F1. Tem 3 centímetros mais do que Jenson Button e só é superado pelo campeão mundial de 1958, Mike Hawthorn, falecido em 1959, que tinha 1,87.

Por causa da altura e para evitar aumento de peso, George mantém uma dieta rigorosa, na qual estão proibidos sorver e chocolate. O café da manhã é preparado na noite anterior: ele dissolve a aveia na água e a coloca na geladeira. Depois, acrescenta bagas de banana ou iogurte.

“Tomo três refeições por dia e geralmente lanche entre o café da manhã e o almoço, e entre o almoço e o jantar. A salada desempenha um papel importante nessa diet – tomate, pimentão, cenoura. Além disso, proteínas – frango, salmão, bife – mais macarrão, batata doce ou arroz. Eu tenho que reduzir o açúcar ao mínimo. Para manter meu peso em 66 kg”, relata o piloto.

George Russell começou o kart em 2006 e passou à classe júnior em 2009, tornando-se campeão britânico da MSA e campeão do British Open. Em 2010, mudou-se para a categoria Rotax Mini Max, em que se tornou o campeão britânico Super One; campeão britânico de Fórmula Kart Stars e também venceu o Grand Prix britânico de Kartmasters.

Em 2011, Russell ganhou o título SKUSA Supernationals e foi campeão europeu da CIK-FIA, título que defendeu com sucesso em 2012. Em seu último ano de kart, em 2013, terminou em 19º no Campeonato Mundial KF1 CIK-FIA.

Em 2014, Russell fez sua estreia em monopostos, competindo no campeonato de Fórmula Renault 2.0 Alpes. Ele foi originalmente contratado para correr pela Prema Powerteam, antes de fazer mudança de última hora para o Koiranen GP. Apesar de perder uma rodada devido a doença, ele terminou em quarto no campeonato, conquistando um único pódio no Red Bull Ring.

Russell também disputou duas rodadas do campeonato Eurocup Formula Renault 2.0. Participou da rodada de Moscou com o Koiranen GP antes de passar para a Tech 1 Racing na última rodada da temporada, em Jerez. Correndo como convidado, venceu a corrida final da temporada depois de partir da pole position.

Em 2014, Russell também competiu no campeonato de fórmula 4 do BRDC. Entrou na corrida final da temporada, em Snetterton, com a equipe do HHC Motorsport, de Sennan Fielding e Raoul Hyman. Depois de partir da pole position, venceu a corrida, sua quinta da temporada, para conquistar o título com apenas três pontos de vantagem sobre Adjun Maini (483 a 480). Como prêmio pelo título, Russell fez teste na GP3, com a Arden Motorsport, no circuito Yas Marina, em Abu Dhabi.

Em dezembro de 2014, Russell se tornou o vencedor do Prêmio McLaren Autosport BRDC, vencendo Alexander Albon, Ben Barnicoat, Sennan Fielding, Seb Morris e Harrison Scott, para ganhar 100.000 libras em dinheiro, o título de piloto do ano da British Racing Drivers, e um teste de Fórmula 1 com a McLaren. Em fevereiro de 2015, Russell foi anunciado como um dos pilotos selecionados para ingressar no programa SuperStars, do British Racing Drivers Club, como o mais jovem calouro de todos os tempos.

Ainda em 2015, Russell ingressou na Fórmula 3, competindo no Campeonato Europeu da FIA, com a Carlin. Em Silverstone, terminou à frente do companheiro iniciante Charles Leclerc e de Antonio Giovinazzi, na segunda corrida do fim de semana. Ele conquistou mais dois lugares no pódio em Spa-Francorchamps e Norisring, para terminar em sexto no campeonato.

Em setembro de 2015, Russell participou do evento extracampeonato Masters da Formula 3, realizado em Zandvoort. Depois de terminar em quarto na corrida de qualificação, terminou em segundo atrás do companheiro de equipe Antonio Giovinazzi, na corrida principal. Russell também estava programado para competir no Grande Prêmio de Macau, com a Carlin, mas foi substituído pelo piloto japonês da Euroformula Open Championship, Yu Kanamaru, pouco antes do evento.

Na temporada de 2016, Russell mudou-se para o Hitech GP, obteve duas vitórias e terminou em terceiro na classificação.

Em 19 de janeiro de 2017, Russell assinou com o ART Grand Prix para a temporada da GP3, depois de ter treinado na equipe, no teste pós-temporada em Yas Marina em novembro de 2016. O jovem inglês começou bem a temporada no Circuito da Catalunha, Barcelona, ​​onde terminou o fim de semana com a quarta e a quinta posições. Na corrida seguinte, no Red Bull Ring, ganhou a pole position e obteve a primeira vitória na GP3. Em Silverstone, fez a pole e ganhou a primeira corrida do fim de semana e ocupou o quarto lugar na segunda, a caminho de assumir a liderança. Um desempenho dominante em Spa-Francorchamps, marcado pela pelo position, o segundo lugar e as voltas mais rápidas em ambas as corridas. Em

Monza, após condições climáticas adversas e o cancelamento da corrida de sábado, Russell venceu uma briga titânica com seus companheiros de equipe do ART Grand Prix, Jack Aitken e Hubert Anthoine, para selar sua quarta vitória da temporada.

Russell conquistou quatro vitórias, três poles e cinco pódios para vencer o campeonato em Jerez, com uma rodada ainda a ser disputada em Yas Marina. E confirmou a conquista as assumir a liderança na corrida.

Em 18 de janeiro de 2018, Russell foi confirmado como piloto do ART Grand Prix para o Campeonato da FIA F2. Em 22 de fevereiro, ele também foi confirmado com o piloto reserva de Mercedes-AMG Petronas F1, compartilhando tarefas com Pascal Wehrlein.

No Bahrein, Russel foi 2º no grid, terminando em 5º na rodada de abertura do campeonato. Em Baku, liderou a maior parte da corrida longa, antes de ser derrotado. Na corrida rápida, Russell fez a volta mais rápida no caminho para a vitória do 12º no grid. Em Barcelona, conquistou sua segunda vitória da temporada, ​​a primeira na corrida longa, depois de vencer duelo com Nyck de Vries. Na corrida rápida foi 4º, para subir para o 2º lugar na classificação do campeonato. Em Monte Carlo, Russell teve uma falha no motor nos treinos livres, o que limitou severamente desempenho, enfrentando duas corridas fora dos pontos. Na França no circuito de Paul Ricard, conquistou sua primeira pole position na FIA F2, liderou uma corrida desafiadora de pista molhada e seca e conquistou sua terceira vitória no campeonato. Mais tarde, ele ganhou o título com a corrida em Abu Dhabi, após uma longa luta com o britânico Lando Norris.

A carreira de George Russel na Fórmula 1 começou em 19 de janeiro de 2017, quando ingressou na Mercedes-AMG Petronas Motorsport como parte de seu programa de pilotos juniores. Em 7 de novembro de 2017, foi anunciado que Russell faria sua estreia nos treinos de Fórmula 1 no GP do Brasil, na primeira sessão de treinos da Force India. Em 1º de maio de 2018, foi um dos pilotos da Racing Point nos testes da Pirelli, depois do GP da Espanha. Ele completou 123 voltas com as especificações de pneus para 2018.

Em outubro de 2018, foi anunciado que Russell estaria dirigindo para a equipe de Fórmula 1 da Williams no início da temporada de 2019, onde faria parceria com Robert Kubica.

Embora não tenha marcado nenhum ponto durante todo o campeonato e terminado na última colocação entre os pilotos, George Russell mostrou alto nível de desempenho e despertou a atenção dos observadores da Fórmula 1. O jovem inglês participou de todas as 21 corridas da temporada, abandonando a pista em apenas duas, e se impôs absolutamente sobre o companheiro Robert Kubica nas qualificações, ganhando a disputa por 21 a 0. Só ficou atrás na classificação final porque Kubica conseguiu 10º lugar no GP da Alemanha, depois da desclassificação de Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo.
Nessa corrida no circuito de Hockenheim, também favorecido pelas desclassificações, Russell obteve o seu melhor resultado no campeonato, o 11º lugar. Na Austrália, foi 16º na frente de Kubica e superou mais três pilotos que não completaram a corrida. No Bahrein, voltou a ficar na frente do companheiro e de mais 4 concorrentes que deixaram a pista antes do final, mas foram classificados. Na China, voltou a ser 16º, superando Kubica e mais três desistentes. No Azerbaijão, foi 15º, seguido por Kubica e mais 4 que abandonaram. Na Espanha, ficou em 17º, ainda na frente de Kubica e de Lance Stroll e Lando Norris, que deixaram a pista depois de um choque. Em Mônaco, voltou a ser 15°, seguido de Lance Stroll, Kimi Raikkonen, Robert Kubica, Antonio Giovinazzi e de Charles Leclerc, que não completou a corrida devido a danos de um acidente. No Canada, foi 16°, na frente de Kevin Magnussen e Kubica e de Alexander Albon e Lando Norris, que abandonaram a pista. Na França, pela primeira vez, terminou atrás de Kubica, em 19º, como o último entre os que terminaram a prova, pois só Romain Grosjean abandonou. Na Áustria, foi punido com a perda de três posições e largou da pit lane, chegando em 18º, na frente de Kevin Magnussen e Kubica. Na Inglaterra cruzou a linha de chegada em 14º, na frente de Kubica, Vettel e Sergio Perez, que completaram a corrida e de Giovinazzi, Grosjean e Magnussen, que abandonaram. Na Alemanha, Russell terminou em 12º, depois do abandono de Gasly, Bottas, Hulkenberg, Leclerc, Norris, Ricciardo e Sergio Perez, foi alçado ao 11º lugar com a punição a Raikkonen e Giovinazzi. Na Hungria, foi 16º, na frente de Stroll, Giovinazzi, Kubica, que completaram a prova e de Grosjean, que abandonou. Na Bélgica, ficou em 16º, à frente de Raikkonen e Kubica. Giovinazzi, Sainz e Verstappen abandonaram. Na Itália, Russell voltou a ficar em 14°, na frente de Raikkonen, Grosjean e Kubica, que terminaram a corrida, e de Magnussen, Kvyat e Sainz, que abandonaram. Em Cingapura e na Rússia, não completou a corrida, por causa de acidentes. No Japão, foi o 16º, com Kubica em 17°, ambos superando Verstappen, Ricciardo e Hulkenberg, que não completaram. No México, repetiu o 16º lugar, seguido de Grosjean e Kubica e superando também Raikkonen e Norris, que não terminaram. Nos Estados Unidos, foi 17º e o último entre os que terminaram a corrida, que não foi completada por Magnussen, Kubica e Vettel. No Brasil, Russell teve seu segundo melhor resultado da temporada. Foi 12º, posição que ganhou com punição a Hulkenberg, na frente de Grosjean, Albon, Hulkenberg e Kubica e de Vettel, Leclerc, Stroll e Bottas, que não terminaram. Russell concluiu a temporada com o 16º lugar, seguido de Gasly, Kubica e Stroll, que abandonou a prova de Abu Dhabi.
Apesar de terminar na última posição, George Russell viu um lado positivo da temporada, que foi colocá-lo “sob o radar” da F1.
“Acho que este ano atendeu às minhas expectativas pré-temporada”, disse ele ao MotorsportWeek.com. Com toda a montanha-russa de Fórmula 1, não tinha 100% de certeza do que esperar, mas estou muito feliz com o andamento da temporada, em geral. Desde os bons momentos até os tempos mais difíceis, acho que não mudaria nada. Especialmente nos tempos mais difíceis, aprendi uma quantidade enorme e, geralmente, na posição em que estive na parte de trás do grid, deu uma oportunidade e uma oportunidade apenas para explorar um pouco mais e estar sob o radar”.
Após seu bom desempenho, muitos esperavam que ele disputasse um lugar na Mercedes em 2020, no entanto, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, indicou que apenas dois pilotos estavam em consideração, Valtteri Bottas e Esteban Ocon. A Williams espera continuar desenvolvendo o jovem talento em 2020, pois o
O engenheiro de corrida Dave Robson disse que a equipe continuará trabalhando com o jovem, enquanto ele desenvolve suas habilidades para o que poderia ser uma longa e proveitosa carreira na F1.