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Fernando Alonso

Perfil

Nome Fernando Alonso Diaz
País Espanha
Nascimento 29/07/1981
Local Oviedo
Altura 1,71
Peso 68 kg
Residência Oviedo
Estado civil Divorciado

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 04/04/2001

Corridas

287

Títulos

2 (2005/2006)

Vitórias

32

Pódios

97

Poles

22

Voltas + rápidas

23

Hat-tricks

5

Pontos

1.842

Ano Categoria Equipe

Corridas

Vitórias

Poles

Voltas

Pódios

Pontos

Posição

2017 Formula 1 McLaren 15 10 16º
2016 Fórmula 1 McLaren        20  1      54     10º
2015  Fórmula 1  McLaren       18     11     17º
2014 Fórmula 1 Ferrari

19

0

0

1

0

161

Carreira

2015

Na primeira temporada pela parceira McLaren-Honda, Fernando Alonso voltou a ter uma dos cinco piores  classificações da careira, o 17º lugar, com apenas 11 pontos. Essa performance negativa deveu-se às deficiências do carro e especialmente do motor Honda, que lhe causou várias punições ou abandono de corridas. Enquanto o limite para troca de componentes é de quatro na temporada inteira, Alonso usou 12 motores de combustão interna; 11 conjuntos  de turbina/compressor, 8 sistemas de recuperação cinética e 11 de recuperação térmica.

2014

Fernando Alonso, ainda correndo pela Ferrari,  teve um dos quatro piores resultados da carreira, terminando o campeonato no 6º lugar, com 161 pontos. Os outros maus resultados foram o 23º, pela Minardi, sem marcar nenhum ponto; 6º, em 2003, pela Renault, com 55 pontos, e o 9º lugar, em 2009, ainda pela Renault, com 26 pontos

2013

 Fernando Alonso não repetiu em 2013 a performance do ano anterior. Embora tenha mantido o título de vice-campeão, a diferença em relação ao tetracampeão Sebastian Vettel foi muito maior: 397 pontos a 242. O vice-campeonato acabou sendo um bom resultado.

2012

 Fez a melhor temporada de sua carreira. Com um carro inferior aos da Red Bull e McLaren, chegou à última corrida, em Interlagos, com chances de ser campeão. Ganhou três corridas, esteve no pódio 14 vezes. Com 278 pontos, foi vice-campeão, a três pontos de Sebastian Vettel, que somou 281.

2011

Com Sebastian Vettel campeão com três corridas de antecipação, disputou o vice-campeonato até a última corrida, mas terminou em 4º, com 257 pontos: 1 vitória; 5 segundos lugares e 4 terceiros lugares.

2010

Já na Ferrari, é vice-campeão, com 5 vitórias (Bahrein, Alemanha, Itália, China e Coreia), 9 pódios, 2 poles e 5 voltas mais rápidas, totalizando 252 pontos

2009

Ainda na Renault, é 9º colocado, com apenas 26 pontos e 2 voltas mais rápidas

2008

Depois de se desentender na McLaren, volta à Renault e é 5º colocado no campeonato, com 61 pontos, com vitórias em Cingapura e no Japão e um 2º lugar no Brasil, e 3 pódios. Envolve-se no chamado “crashgate”, fraude que lhe valeu a vitória no GP de Cingapura,

2007

Transferindo-se para a McLaren, é 3° colocado no campeonato, com 109 pontos. Vence os GPs da Malásia, Mônaco, Europa e Itália; faz a pole nos GPs de Mônaco e da Itália; vai 12 vezes ao pódio, com 4 vitórias, 5 segundos lugares e 3 terceiros; faz a volta mais rápida nos GPs de Mônaco, Canadá e Itália.

2006

Com 7 vitórias e 7 segundos lugares, em 16 corridas, repete o feito do ano anterior e conquista o bicampeonato, com 133 pontos, contra 121 de Michael Schumacher, que se despedia da Formula 1.

2005

Ainda na Renault, torna-se o mais jovem piloto a conquistar o título de campeão da Formula 1, com 7 vitórias, 5 segundos lugares e 3 terceiros, e um total de 133 pontos, contra 112 do vice-campeão, Kimi Raikkonen (McLaren), e 62 de Michael Schumacher (Ferrari), terceiro colocado.

2004

Termina o campeonato em 4° lugar, com 59 pontos, com um segundo e dois terceiros lugares.

2003

Como piloto titular da Renault, vence o GP da Hungria, em Hungaroring, a 24 de agosto, tornando-se o piloto mais jovem a ganhar um Grande Prêmio da F1. Fez também a pole na estréia, em Melbourne, na primeira prova do campeonato e repetiu a dose em Hungaroring, na véspera da conquista da primeira vitória. Terminou o campeonato em 6º lugar, com 55 pontos.

2002

É piloto de testes da Renault

2001

 Assina contrato com a Minardi e estréia no GP da Austrália, a 4 de março. Disputa todo o campeonato e seu melhor resultado foi o 10º lugar no GP da Alemanha.

2000

Vence GP da Bélgica de F3000, pela Astromega. Termina em 6º no campeonato europeu, enquanto faz testes na Minardi e na Benetton

1999

Campeão da Euro Open Movistar Nissan, com seis vitórias, 9 poles e 8 voltas mais rápidas

1998

 Campeão espanhol, campeão italiano, e segundo no Campeonato Europeu de Kart, na categoria Inter-A

1996

 Campeão espanhol e mundial de kart

1994

 Campeão espanhol de kart, na categoria júnior

1990/91

É campeão das Astúrias e 2º no Campeonato Espanhol de cadetes

1987/89

Começa no kart e vence o Campeonato das Astúrias, com vitória em todas as 8 corridas, e campeão da Galícia

História

Aos 22 anos e 26 dias, apenas dois anos depois de estrear na categoria, Fernando Alonso tornou-se o piloto mais jovem a vencer um Grande Prêmio da Fórmula 1. Antes, o recordista era Bruce McLaren, que venceu o GP dos Estados Unidos, em Sebring, em 1959, aos 22 anos e 104 dias. O recorde aconteceu na 29ª corrida do espanhol, em Hungaroring., no dia 24 de agosto de 2003. Na véspera, ele tinha obtido a sua segunda pole position. A primeira tinha sido conseguida na segunda corrida do ano, na Malásia.

Antes dessas conquistas, porém, Alonso já ostentava um invejável currículo nos esportes a motor. A sua carreira nas pistas começou oficialmente aos 13 anos, em 1994, com a conquista do campeonato espanhol de kart, da categoria júnior. Depois, o piloto de origem humilde, filho de José Luis Alonso, um trabalhador com explosivos, nas minas de Oviedo, que depois se transformou em diretor da Adrian Campos Motorsport, e de Ana Diaz, vendedor de El Corte Inglês, chegou a campeão do mundo, em 1966.

Mas sua convivência com as máquinas começou bem antes. Aos três anos ele já andava num kart feito pelo pai para a irmã mais velha, Lorena, e dos 6 aos 13 anos ganhou campeonatos infantil e de cadetes e nos intervalos ganhava também algum dinheiro consertando karts de seus amigos da mesma idade.

De 1996 a 1998, acumulou vários títulos no kart. Em 1996, foi campeão da Espanha, ganhou o Troféu Estival da Itália, o Marlboro GP e o campeonato mundial da categoria júnior. Em 1997, foi campeão júnior da categoria Internacional A, da Espanha, Itália e Europa. Em 1998, foi outra vez campeão da Espanha e ganhou os troféus Troféu Paris-Bercy, da Indústria, da Itália e o Open Ford. Durante muitos anos, Alonso correu sempre com o mesmo kart e não tinha recursos para viajar pela Europa. Só depois que encontrou um mecenas, Genis Marcó, um importador de karts, passou a usar um por corrida. Marcó também arrumava patrocinadores ou bancava do próprio bolso as viagens pela Europa.

Em 1999, Adrian Campos, que acompanhava a carreira dele desde criança, colocou Alonso pela primeira vez num monoposto, para disputar a Copa Nissan, no lugar de Marc Gene. Com 9 poles, 8 voltas mais rápidas e 6 vitórias, o asturiano ganhou a Euro Open Movistar, antes mesmo de tirar carta de motorista. Em 2000, Alonso passou para a Fórmula 3000, com a equipe belga Astromega e _ depois de vencer seu primeiro GP da categoria, na Bélgica, e ser o segundo na Hungria _ terminou o campeonato europeu em 4º lugar e despertou o interesse de equipes da Fórmula 1. O interesse cresceu depois que fez um teste com a Jaguar, em Silverstone, sendo mais rápido do que o piloto titular da equipe, Pedro de la Rosa e culminou com a contratação, ainda em 2000, como piloto de testes da Minardi.

Nesse período, Alonso estudou, dos 4 aos 14 anos, no Colégio de Santo Angel de la Guarda e depois no Instituto Leopoldo Alas Clarin de San Lazaro, de onde saiu em 2000, por causa das viagens e para se dedicar inteiramente ao automobilismo.

Em 2001, Alonso estreou na Fórmula 1, pela Minardi, ao lado do brasileiro Tarso Marques e, apesar das limitações do carro, conseguiu boas atuações e fez com que a Renault o chamasse para ser piloto de testes. Ele ficou um ano trabalhando apenas nos bastidores e voltou às corridas da F1 em 2003, pela Renault, destacando-se como uma das melhores promessas do automobilismo de primeira categoria, depois do fenômeno Michael Schumacher. Antes de vencer em Budapeste, já tinha sido pole e 3º colocado em Melbourne; 2º, em Barcelona, e 4º, em Montreal, Nurburgring, e Hockenheim. Nas duas últimas provas da temporada não foi feliz e teve que abandonar, por quebra de motor, mas acabou num honroso sexto lugar, com 55 pontos, o que não é pouco para um quase estreante, tanto que lhe valeu o título de revelação do ano. Na Malásia, tornou-se, aos 21 anos, 7 meses e 22 dias, o piloto mais jovem e o primeiro espanhol a subir ao pódio. Com a vitória em Budapeste, foi o mais jovem a ganhar um Grande Prêmio. Cresceu com a equipe, fez duas poles e só não fez mais por causa da inexperiência.

Depois da vitória em Hungaroring, Alonso foi chamado de “príncipe da Fórmula 1” e novo líder da Espanha pela imprensa de seu país. Em manchete, “Marca” destacou: “Aos 22 anos, a glória”. “El Mundo”, que atribuiu a Alonso o título de “príncipe espanhol da F1”, comemorou: “A Espanha já não é só futebol. As crianças sonham, agora, imitar Alonso, um jovem sincero e disciplinado, que não bebe, não fuma, detesta os arrogantes e conduz um simples Renault Clio em seus momentos livres”.

Em 2004, Fernando Alonso melhorou de pontuação e de colocação no campeonato, embora não tenha vencido nenhuma corrida. Com 59 pontos, foi o quarto colocado. Das 18 provas, não completou 5; foi 10º no GP da Alemanha, mas em todas as outras corridas terminou na zona de pontuação, com quatro pódios, na França, Áustria, Inglaterra e Hungria.

Na primeira corrida de 2005, na Austrália, devido à chuva, o piloto espanhol saiu na 13ª posição, mas terminou em terceiro (atrás de Giancarlo Fisichella e Rubens Barrichello) e fez a volta mais rápida, com 1:25:683, para os 5.303 metros do circuito. Venceu as duas corridas seguintes, na Malásia e Bahrein, e conquistou sua terceira vitória em San Marino, depois de “brigar” com Michael Schumacher durante 13 voltas. No GP da Espanha, foi 2º, e em Mônaco, 4º. Voltou a vencer os GPs da Europa, da França e da Alemanha. Depois de um decepcionante 11° lugar na Hungria, com mais três 2ºs lugares, na Itália, Turquia e Bélgica, garantiu o título com um 3º lugar no Brasil, no dia 25 de setembro, na antepenúltima prova da temporada. Totalizou 133 pontos, contra 112 de Kimi Raikkonen e 62 de Michael Schumacher. .

Com sete vitórias e seis poles, tornou-se, então, com 24 anos e 56 dias, o piloto mais novo a conquistar o título de campeão da Fórmula 1, honra que pertencia a Emerson Fittipaldi, com 24 anos, 8 meses e 29 dias. O título lhe valeu também o Prêmio Príncipe Astúrias dos Esportes, por ter, segundo os jurados, “conseguido chegar ao cume de sua especialidade esportiva depois de anos de grandes sacrifícios e renuncias, com o único apoio de sua família no início de sua carreira e é hoje um exemplo para a juventude espanhola e mundial”.

Com a aposentadoria de Michael Schumacher, Fernando Alonso começou o ano de 2006 como o principal astro da Fórmula 1. E ao final da temporada justificou essas condição, tornando-se bicampeão da categoria.

A caminhada para o novo titulo começou com uma vitória no GP de Bahrein; um 2º lugar na Malásia e nova vitória na Áustria. Depois de três corridas, já tinha 14 pontos de vantagem sobre Giancarlo Fisichella, seu companheiro de equipe. No sexto GP, 131.200 entusiasmados espectadores viram-no tornar-se o primeiro espanhol a ganhar o GP da Espanha, em Montmeló. E no dia 28 de maio foi também o primeiro espanhol a ganhar o GP de Mônaco.

No GP da Inglaterra, no dia 11 de junho, fez “barba, cabelo e bigode”: pole, volta mais rápida e vitória. A essa altura, tinha 74 pontos, em 80 possíveis e parecia inalcançável. Mas Schumacher venceu os cinco dos sete GPs seguintes e os dois estavam empatados, com 116 pontos, depois da antepenúltima corrida, o GP da China.

No Japão, Schumacher e Felipe Massa saíram nas primeira e segunda posições, enquanto Alonso ficava em quinto, mas o piloto alemão teve problemas de motor e o espanhol livrou uma vantagem de 10 pontos. Com o segundo lugar, atrás de Felipe Massa, no GP do Brasil, Fernando Alonso garantiu o bicampeonato, numa temporada em que ganhou sete e ficou em 2º lugar em sete das 18 corridas (indo, portanto, 14 vezes ao pódio), e marcou cinco voltas mais rápidas.

Em 2007, atraído por um contrato de 39 milhões de dólares, Fernando Alonso trocou a Renault pela McLaren. O início da temporada foi promissor: um 2º lugar na primeira prova, na Áustria, e a vitória em Sepang, no GP da Malásia. Depois vieram um 5º lugar no Bahrein; um 3º terceiro na Espanha, depois de uma colisão com Felipe Massa, na primeira volta, e uma nova vitória, com pole e melhor volta, em Mônaco.

A partir da metade da temporada, porém, Alonso foi surpreendido pela atuação do companheiro de equipe, Lewis Hamilton, com quem passou a travar uma disputa acirrada, ponto a ponto. A competição entre ambos chegou ao auge no GP da Hungria, na primeira semana de agosto, quando Hamilton tinha dois pontos de vantagem sobre Alonso. Numa atitude antiesportiva, criticada por todo mundo, no treino de classificação, quando o inglês já estava atrás dele, para ser atendido, o piloto espanhol retardou a saída do pit stop por dez segundos, evitando que o companheiro pudesse ter sua última volta rápida. Alonso foi punido com a perda de cinco posições no grid e Hamilton acabou ganhando a pole, e a rivalidade e a discórdia ficaram evidentes.

Depois disso, uma declaração de Ron Dennis, dizendo que a McLaren não corria contra Kimi Raikkonen, mas sim contra Alonso, e o envolvimento deste na celeuma em torno da denúncia de roubo pela McLaren de segredos técnicos da Ferrari tornaram inviável a permanência do espanhol na equipe. A admissão por Alonso, em troca de e-mails com Pedro de la Rosa, piloto de testes da Ferrari, de que a McLaren teria mesmo obtido informações sigilosas sobre a adversária, acabou influindo na punição da equipe de Ron Dennis, com a perda de todos os pontos obtidos na temporada.

Em guerra aberta contra Hamilton e sem apoio da direção da McLaren, Alonso viu perdidas as esperanças de se tornar tricampeão e só teve como consolo o fato de o “companheiro” também não ser campeão. Graças a erros primários de Hamilton, Kimi Raikkonen, que chegou a estar 17 pontos atrás, alcançou o adversário e na última corrida, o GP do Brasil, conquistou o título com apenas um ponto de vantagem sobre os dois adversários (110 a 109). No desempate, por ter um 2° lugar a mais, Hamilton ganhou o vice-campeonato e Alonso, que ganhou 4 corridas, foi 12 vezes ao pódio, fez a pole nos GPs de Mônaco e da Itália e a volta mais rápida nos GPs de Mônaco, Canadá e Itália, caiu para o terceiro.

Encerrada a temporada, Alonso e a McLaren romperam “amigavelmente” o contrato e, depois de vários contatos e especulações, no dia 27 de dezembro de 2007, o piloto espanhol assinou um contrato de dois anos com a Renault. Carro novo, gente conhecida e bom clima na equipe, tudo parecia indicar a volta dos bons tempos e a perspectiva de um novo título. Todavia, o carro não se mostrou competitivo e, após o 4º lugar na Austrália e o 8º, na Malásia, surgiram rumores de que o piloto estava descontente com a equipe e disposto a se transferir para a Sauber, Honda ou Toyota, embora o que ele quisesse, mesmo, era o lugar de Felipe Massa, na Ferrari. Mas nada disso se confirmou e ele continuou a correr pela Renault, como se nada tivesse acontecido.

Mas os resultados não melhoraram. Alonso foi 10º na 3ª corrida, no Bahrein; teve de abandonar, por estouro do motor, na volta 35, quando estava em 5º, depois de ter saído na 2ª posição, no GP da Espanha. Na Turquia, esboçou uma reação, largando da 7ª posição e chegando em 6°; em Mônaco foi 10º, depois de colidir com Nick Heidfeld; no Canadá, saiu em 4º, foi contra o muro na volta 45 e terminou em 4º. Na França, Alonso foi o 4º na Q3, mas ganhou uma posição, com punição imposta a Lewis Hamilton, e saiu logo atrás das Ferrari de Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Mas largou mal; foi ultrapassado por Jarno Trulli e Robert Kubica; conseguiu dar o troco em Kubica, mas acabou mesmo no 8º lugar, atrás do companheiro de equipe, Nelsinho Piquet, que foi 7º e conquistou seus primeiros pontos na F1. Na Inglaterra, chegou em 6º, por perder muito tempo em várias partes da pista, embora tenha usado todos os tipos de pneus disponíveis para pista molhada. Na Alemanha, foi 11º, após rodar durante uma disputa com Nico Rosberg e na Hungria, favorecido pelo furo de um pneu de Hamilton e falha do motor de Massa, chegou em 4º, depois de largar em 7°.

Alonso saiu logo na largada do GP da Europa, em Valência, devido a avarias no carro provocadas por uma tocada de Kazuki Nakajima, e foi 4º na Bélgica e na Itália, mas subiu ao primeiro lugar do pódio pela primeira vez na temporada, em Cingapura e no Japão.  Em Cingapura, por problema de pressão do óleo, não pode participar da Q2 e largou da 15ª posição. Depois de uma parada no boxe para troca de pneus; de um acidente sofrido por Nelsinho Piquet e da entrada do safety car na pista, Alonso assumiu a liderança e venceu a corrida. Um ano mais tarde, demitido da Renault, Piquet revelou que todo o episodio foi tramado prévia e detalhadamente por Flávio Briatore e Pat Symonds, chefe de equipe e engenheiro da Renault. Ele recebeu instruções sobre como, onde e quando provocar o acidente: na 14ª volta, na entrada da pit lane, local de difícil acesso do resgate. Alonso foi inocentado e o resultado mantido, mas Briatore foi banido da F1 e Symonds, suspenso por cinco anos. No Japão, o asturiano largou da 4ª posição, mas ao final da primeira volta já estava em segundo, após ultrapassar Kimi Raikkonen e Heikki Kovalainen. E, aproveitando-se da confusão dos pilotos da Ferrari e da McLaren, assumiu a liderança, após a primeira rodada de pit stops, para não mais perder. Alonso fez o 4º lugar no Brasil, e o 2º, em Abu Dhabi, terminando o campeonato em 5º lugar, com 61 pontos, bem longe do campeão, Lewis Hamilton, que somou 98 pontos.

Como a farsa ainda não tinha sido revelada, Fernando Alonso, Nelsinho Piquet e a Renault começaram a temporada de 2009 como se nada tivesse acontecido. Mas, afora o de 2001, ano da estreia, com um carro, o R29, que não correspondeu às expectativas, o campeonato de 2009 foi o de pior desempenho de Alonso na Fórmula 1.

Na Austrália, não passou da Q2, em 10° lugar, mas na corrida, beneficiado pela entrada do safety car depois de um choque entre Robert Kubica e Sebastian Vettel, acabou chegando em 5°. Na Malásia, o resultado foi ainda pior, pois largando em 9°, caiu para o 11° lugar, e na China, depois de surpreender com a 2ª posição no grid, acabou em 9°, mais uma vez sem marcar ponto. No Bahrein, saiu em 7°, terminou em 8º, obtendo seu primeiro ponto, e após a corrida teve problema de desidratação, porque a sua garrafa de água se quebrou durante a corrida. Ele voltou a marcar na Espanha (5º), Mônaco (7º), Alemanha (7º), Valência (6º) e Itália (5º). O primeiro e único pódio da temporada foi conquistado em Cingapura, onde saiu em 5° e subiu para o 3° lugar. Alonso dedicou o resultado aos fiscais de pista, que obrigaram Mark Webber a lhe devolver a posição, por ter feito uma ultrapassagem ilegal. Na Hungria, onde logrou a única pole da temporada, teve de abandonar a pista logo na 15ª volta, quando liderava, por causa de um erro da equipe do box na fixação de uma roda. Na Bélgica, largou na 13ª posição e teve um problema quase igual ao da Hungria, os mecânicos colocaram mal um pneu danificado num choque com Adrian Sutil e ele foi obrigado, por medida de segurança, a se retirar na 26ª volta. Com apenas 26 pontos, Alonso terminou a temporada na 9ª colocação.

A revelação de Nelsinho Piquet da trama do ano anterior em Cingapura, durante o GP da Hungria, conturbou o clima na Renault e apressou a há tanto tempo esperada saída de Fernando Alonso. No dia 30 de setembro, faltando ainda três corridas para o final do campeonato, a Ferrari anunciou a sua contratação, por três temporadas, para o lugar de Kimi Raikkonen. Segundo especulações, na verdade, o contrato, de 25 milhões por temporada, já estaria assinado desde 2008.

A estreia na nova equipe não poderia ter sido melhor. No Bahrein, Alonso largou da 3ª posição, atrás do novo companheiro de equipe, Felipe Massa, que foi 2º, e Sebastian Vettel, 3º, mas já na primeira volta ultrapassou o brasileiro e na última parte da corrida passou também pelo alemão, para vencer sua primeira prova pela equipe italiana. Na Austrália, Alonso largou em 3º, à frente de Massa, que foi o 5°, rodou pressionado por Jenson Button, mas terminou em 4º, uma posição atrás do companheiro, e ainda assim garantiu a liderança do campeonato. Na Malásia, os dois pilotos da Ferrari interromperam a Q1, esperando a chuva passar e quando voltaram à pista, não conseguiram tempo para a etapa seguinte: Alonso largou em 19º e Massa, em 21º. Na corrida, o motor de Alonso estourou na 54ª volta, quando era 9º, e ele só foi classificado em 13º por ter completado 90% do percurso. A partir daí, Alonso só não esteve na zona de pontuação (que nessa temporada ia do 1º ao 10° lugar, começando com 25 pontos) em duas ocasiões: na Inglaterra, onde foi 14º, e na Bélgica, quando foi 10º no grid; ganhou uma posição na largada;foi tocado por Rubens Barrichello; recuperou o 8º lugar, mas depois rodou e teve de deixar a pista na 37ª das 44 voltas da corrida. Nos outros GPs, foi 4° na China; 2º, na Espanha; 6º, em Mônaco; 8º, na Turquia; 3°. no Canadá; 1º, na Alemanha; 2°, na Hungria; 1º, na Itália, Cingapura e Coreia e 3º, no Japão e Brasil.

Graças aos 5 últimos resultados, Alonso chegou a Abu Dhabi na liderança do campeonato, com 246 pontos, contra 238, de Mark Webber, e 231, de Sebastian Vettel, precisando apenas de um 4º lugar para conquistar o título. Classificado na 3ª posição do grid, já na largada perdeu a posição para Webber e depois, num erro de estratégia da equipe, saiu do pit atrás de Petrov, que o segurou até o final da corrida. Com o 7º lugar e 6 pontos, somando 252 pontos, Alonso foi superado por Sebastian Vettel, que marcou 25 e totalizou 256, tirando do espanhol um título que parecia já ter endereço certo.

Para muitos brasileiros, esse desfecho foi um castigo merecido por quem, em duas ocasiões, durante o campeonato, tinha prejudicado Felipe Massa. A primeira, no GP da China, quando ele passou, ostensivamente, na frente do brasileiro para fazer o pit stop. A segunda, no GP da Alemanha, onde Massa, por determinação da direção da equipe, foi obrigado a lhe dar passagem para vencer a corrida.

O 150 Itália, da Ferrari, assim denominado em homenagem aos 150 anos de unificação da Itália, mostrou desde o início que não tinha condições de competir com o carro concebido pelo “mago” Adrian Newey, para a Red Bull. Desde o primeiro GP de 2011, o RB7 se impôs de forma avassaladora, levando Sebastian Vettel a sete vitórias, quatro 2ºs lugares, um 4º, e 10 poles, nas 12 corridas disputadas até a interrupção do campeonato para as férias de verão. Dessas 12 corridas, Fernando Alonso só conseguiu vencer a da Inglaterra, apenas 16 segundos à frente de Sebastian Vettel. O asturiano, a exceção do GP do Canadá, que abandonou na 36ª das 70 voltas, terminou sempre na zona de pontuação e chegou ao 3º lugar da classificação geral, mas bem longe de Vettel, que a essa altura já era apontado como virtual campeão. Alonso foi 4º, na Austrália: 6º, na Malásia; 7º, na China; 3º, na Turquia; 5º, na Espanha; 2º, em Mônaco; 2º, em Valência; 1º, na Inglaterra; 2º, na Alemanha; 3º, na Hungria, e 4º, na Bélgica. Com esses resultados, totalizou 157 pontos, enquanto Vettel tinha 257 e Mark Webber, 157.

Na segunda fase do campeonato, Alonso  melhorou a sua atuação e esteve sempre entre os primeiros colocados nas últimas sete corridas, subindo ao pódio 4 vezes: foi  3º na Itália; 4º em Cingapura; 2º no Japão; 5º na Coreia; 3º na India; 2º em Abu Dhabi e 4º no Brasil. Com esses resultados, disputou o vice-campeonato até a última prova, mas o 4º lugar no GP do Brasil dissipou suas esperanças: com o total de 257 pontos, foi o 4º colocado, atrás de Mark Webber, com 258, e Jenson Button, com 270. Sebastian Vettel, que totalizou 382 pontos, já tinha assegurado o título com três corridas de antecipação.

Fernando Alonso, na opinião dos comentaristas, fez em 2012 a melhor temporada de sua carreira. Com um carro inferior aos das concorrentes Red Bull e McLaren, liderou o campeonato por oito etapas consecutivas e chegou à última corrida, em Interlagos, com chances de ser campeão. Mas mesmo perdendo o título, foi considerado o melhor piloto da temporada por Reginaldo Leme e pelos chefes das 12 equipes da Fórmula 1. E ele mesmo comemorou essa como a sua melhor temporada na Fórmula 1. “Acredito que esse tenha sido um ano perto da perfeição e será quase impossível repeti-lo durante o que me resta da carreira”, disse o espanhol.

Alonso ganhou três corridas no ano, na Malásia, Valência e Alemanha; esteve no pódio 14 vezes e só em duas ocasiões, nas 20 provas do calendário, não terminou na zona de pontuação, por ter abandonado a pista por causa de acidentes não causados por ele. Foi 5º na Austrália; 1º na Malásia; 9º na China; 7º no Bahrein; 2º na Espanha; 3º em Mônaco; 5º no Canadá; 1º em Valência; 2º na Inglaterra; 1º na Alemanha; 5º na Hungria; abandonou  na Bélgica e Japão; foi 3º na Itália e Cingapura; 3º na Coreia; 2º na India, Abu Dhabi e Brasil e 3º nos Estados Unidos. Com 278 pontos, foi o vice-campeão, a apenas três pontos do campeão Sebastian Vettel, que somou 281. A sua vitória em Valência foi apontada como a mais sensacional do ano: largou da 11ª posição e chegou à liderança com belas ultrapassagens sobre os principais adversários.

Fernando Alonso não repetiu em 2013 a performance do ano anterior. Embora tenha mantido o título de vice-campeão, a diferença em relação ao tetracampeão Sebastian Vettel foi muito maior: 397 pontos a 242. O piloto admitiu que não esteve tão bem na nova temporada e 2012 oi o melhor ano de sua carreira. “Ser segundo é como ser o primeiro dos ‘mortais’”, disse ao final do campeonato. Plagiou Ayrton Senna, para quem o segundo era “o primeiro dos últimos”.

Bernie Ecclestone também se disse desapontado com Alonso, que, na opinião dele, se descuidou um pouco durante o campeonato, parecendo que estava procurando uma nova equipe. Essa possibilidade foi aventada principalmente depois da advertência feita pelo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, por causa das reclama coes e Alonso, após o GP da Hungria. A campanha de Alonso em 2012, quando, com um carro considerado pior, só viu esfumar a possibilidade do titulo em duas corridas, fazia prever que ele seria um forte candidato para interromper a série de três campeonatos de Sebastian Vettel.  As vitórias na China e na Espanha reforçaram essas expectativas, mas no decorrer da temporada, Alonso não manteve o nível e o vice-campeonato acabou sendo um bom resultado. Alguns comentaristas atribuem o declínio à falta de desenvolvimento do carro. Um deles afirma que “Alonso ganhou seu dinheiro desafiando as limitações do F138, um carro visivelmente abandonado na segunda metade da temporada”.  De fato, dos 242 pontos do piloto espanhol, 143 foram obtidos nas primeiras 10 corridas do campeonato assim distribuídos: 2° na Austrália; 1º na China; 8º no Bahrein; 1º na Espanha; 7º em Mônaco; 2º no Canadá3º na Inglaterra; 4º na Alemanha; 5º na Hungria; Os outros 99 pontos foram resultado do 2º lugar na Bélgica, Itália e Cingapura; 6º na Coreia; 4º no Japão; 5º em Abu Dhabi e Estados Unidos, e 3º no Brasil. Ele não pontuou na Malásia, por não ter completado a corrida, e na India, onde foi 11º.

Em resumo, a campanha de Alonso foi assim:

Austrália – Saiu em 5º, atrás de Felipe Massa, o 4º, chegou a liderar a corrida por duas vezes (voltas 8 e 34-38) e ser apontado como favorito da corrida, mas no final, não conseguiu alcançar Kimi Raikkonen. Comemorou o fato de ter chegado à frente dos dois carros da Red Bull. Malásia – Um leve toque de Sebastian Vettel danificou a asa dianteira do carro e Alonso foi obrigado a abandonar no final da primeira volta. China – Depois de um jejum de oito anos, Alonso vence em Xangai. Saiu da 3ª posição do grid, alternou-se na liderança com vários pilotos e na volta 42 passou por Sebastian Vettel para definir a corrida. Chegou 10s1 à frente de Kimi Raikkonen, na sua 31ª vitória na F1, marca igual à de Nigel Mansell. Bahrein – Com problemas na asa móvel, que abriu e não fechava, mesmo tendo feito duas paradas a mais para tentar resolver o problema, teve de lutar muito para chegar em 8º. Espanha – Saiu em 5º, com pilotagem agressiva, assumiu a liderança na volta 39 e teve uma vitória tranquila. Foi a primeira vez, depois de 23 anos, que um piloto ganhou na Espanha sem ter largado entre os três primeiros. Mônaco – Depois de um frustrante 6º lugar no grid. Fernando Alonso fez uma corrida contida, mais preocupado em chegar na zona de pontuação e com a disputa do título. Terminou em 7º e depois da corrida admitiu que não reagiu ao ser ultrapassado por Adrian Sutil porque estava pensando no campeonato: “Se você tem dois ou três pontos no campeonato, pode arriscar. Eu não posso”. Canadá – Depois de ser o mais rápido nos treinos livres, Alonso voltou a um decepcionante 6º lugar no grid, mas com corrida agressiva, chegou em 2º. A 15 voltas do final passou por Mark Webber, assumindo a 3ª colocação, e faltando 7 giros, com bela ultrapassagem por fora, na reta dos boxes, tomou o segundo lugar de Lewis Hamilton. Inglaterra – Em Silverstone, o feito de Alonso foi mais notável do que em Montreal. Saindo da 9ª posição, lutou muito, fez uma corrida consistente e foi favorecido por uma bandeira amarela, chegando ao 3º lugar, após outra bela ultrapassagem, desta vez sobre Kimi Raikkonen. Alemanha – Embora tenha largado três posições atrás do franco-suíço da Lotus, Alonso pressionou no final, mas não pode tomar o 3º lugar de Romain Grosjean. Terminou em 4º e viu aumentar de 21 para 34 pontos (157 a 123) a desvantagem para Sebastian Vettel. Hungria – O carro, mais uma vez, não ajudou e, apesar de dar o máximo do seu talento, o piloto espanhol não evoluiu na corrida, saiu em chegou em 5º. A Ferrari foi multada em 15 mil euros, por ter, em três vezes, acionado irregularmente DRS dele, quando estava a mais de um segundo dos rivais. Após a corrida, Alonso reclamou do carro e, veladamente, da equipe, recebendo dura advertência de Luca di Montezemolo. Bélgica – Como sempre, Alonso não teve bom desempenho no sábado, ficando na 9ª posição do grid. Na corrida, porém, repetiu a garra de sempre e chegou em 2º, a 16s869 do imbatível Sebastian Vettel. Itália – A história se repetiu em Monza. Alonso largou num modesto 5º lugar, na 3ª volta, passou por Mark Webber para conquistar o 3º lugar e na 8ª deixou para trás Felipe Massa, assumindo o 2º lugar, que não perdeu mais. Na classificação geral, porém, o espanhol continuou a ver aumentar a distância para Sebastian Vettel: 222 a 169. Cingapura – Uma largada espetacular marcou a atuação de Alonso em Marina Bay. Da 7ª posição no grid, passou vários adversários por fora e pulou para o 3º lugar ainda antes da primeira curva. E depois de seis voltas de disputa, ganhou o 2º lugar de Mika Raikkonen. Mas diferença para Vettel continuou aumentando: 247 a 187. Na volta aos boxes, Alonso deu carona a Mark Webber e, recebendo a terceira advertência da temporada, o piloto da Red Bull foi punido com a perda de 10 posições no GP seguinte, na Coreia. Coreia – A degradação dos pneus da Pirelli, que, segundo ele, não duram nem 5 quilômetros, foi a justificativa de Alonso para o mau resultado em Yeongam. Ele amargou um frustrante 6º lugar e ficou ainda mais longe do líder Vettel: 272 a 195. Japão – O único consolo de Alonso depois da corrida em Suzuka foi ter adiado a conquista do título por Sebastian Vettel, e faltando corridas, mantido possibilidades matemáticas de ainda chegar ao título. De novo o espanhol fez uma corrida de recuperação e chegou em 4º, a 36s950 do terceiro colocado, Romain Grosjean. India – No circuito de Budh, se desfizeram as últimas esperanças de Fernando Alonso de ainda disputar o título de campeão. Sebastian Vettel ganhou de novo, estabelecendo uma diferença (322 a 207) impossível de ser desfeita nas três corridas finais. Mas, mesmo que o alemão não tivesse vencido, o desfecho, certamente, poderia ser adiado por não mais de uma corrida, pois no seu segundo pior resultado da temporada (o outro foi na Malásia, que abandonou), Alonso não chegou à zona de pontuação. Ele saiu da 8ª posição, foi tocado na largada, teve de parar, na segunda volta, para trocar o bico do carro e acabou no 11º lugar. Abu Dhabi – Sem chances de título, nas últimas três corridas, Alonso passou a se preocupar com a manutenção do segundo lugar, ameaçado por Kimi Raikkonen, que chegou a Yas Marina 13 pontos apenas atrás (207 a 183). Uma jornada desastrada do finlandês, todavia, deu alívio ao espanhol. Primeiro, Raikkonen foi punido e rebaixado à última posição do grid, por irregularidade no defletor do assoalho. Depois, perdeu a suspensão, ao se chocar com Giedo van der Garde, e teve de deixar a pista na primeira curva. Um incidente com Jean-Éric Vergne, da Toro Rosso, na 46ª volta, porém, pôs em risco a corrida e até a continuação de Alonso no campeonato. Depois da segunda parada, a 150 km/h, para se desviar de Vergne, Alonso passou sobre uma zebra. O choque provocou dores nas costas, que o levaram ao hospital e deixaram em dúvida a participação na prova dos Estados Unidos. Estados Unidos – Ainda com dores nas costas, Alonso marcou a presença na pista de Austin com dois momentos que mostraram todo o seu talento. Na volta 41, fez uma bela ultrapassagem, por dentro, sobre Nico Hulkenberg no final da reta dos boxes e faltando duas volta para o final, deu o x no alemão, para garantir o 5º lugar. Com Kimi Raikkonen fora do campeonato, para se submeter a operação nas costas, o resultado garantiu a Alonso, pelo terceiro ano consecutivo, o vice-campeonato da F1. Brasil – Numa corrida praticamente para “cumprir tabela”, Alonso teve em Interlagos um desempenho à altura de seu talento, só sendo superado pelos carros nitidamente mais competitivos da dupla da Red Bull. Ele largou em 3º, caiu para 4º, mas com duas ultrapassagens na primeira volta chegou a estar em 2º, e terminou em 3º, voltando ao pódio, que não frequentava desde o GP de Cingapura.

Em 2014, Fernando Alonso teve um dos quatro piores resultados da carreira, terminando o campeonato no 6º lugar, com 161 pontos. Os outros maus resultados foram o 23º, pela Minardi, sem marcar nenhum ponto; 6º, em 2003, pela Renault, com 55 pontos, e o 9º lugar, em 2009, ainda pela Renault, com 26 pontos.

Se nos dois anos anteriores o piloto espanhol teve a decepção de perder a luta pelo título e terminar na segunda colocação, em 2014, a frustração foi maior ainda. Nunca, desde a primeira corrida, ele esteve na disputa na estreia dos novos motores turbo V6 híbridos. O máximo que conseguiu foram dois pódios, na China e na Hungria.

Descontente com a situação, o piloto decidiu deixar a Ferrari, que no dia 20 de novembro anunciou oficialmente o rompimento de seu contrato, que deveria vigorar até o final de 2016. Após um suspense de quase um mês sem revelar seu novo destino, no dia 11 de dezembro, a McLaren anunciou a volta do piloto, que deixará a equipe num clima de turbulência, em 2007.

Em resumo, a temporada de Fernando Alonso em 2014 foi a assim:

Na Austrália, teve uma corrida que considerou muito estranha e muito difícil. No início, teve problemas com o motor  elétrico, corrigidos através do volante. Terminou no 4º lugar, a 35s do vencedor, mas as voltas que deu atrás de Nico Rosberg, o 3º no pódio, disse ele, serviram para recolher informações sobre os pontos fortes e fracos do carro.  Na Malásia, o carro teve boa confiabilidade, mas faltou velocidade. O piloto, que largou e chegou, de novo, no 4º lugar, disse que essa não era uma boa maneira de começar o campeonato, mas comemorou o fato de, sem grandes resultados, a Ferrari ser a 3ª no campeonato. No Bahrein, depois de largar da 9ª posição, com a ajuda do safety car, Alonso conseguiu se aproximar, mas não teve condições de superar os oito carros da frente que, ele mesmo reconheceu, faziam um trabalho melhor. Na China, largou da 5ª posição, mas, na largada, quando tinha pulado para o 3º lugar, foi tocado por Felipe Massa, perdeu posições e acabou em 5º mesmo. Na Espanha, depois de três paradas, na volta 64, passou pelo companheiro Kimi Raikkonen para garantir a sexta colocação. Em Mônaco, chegou em 4º e foi o único carro a cruzar a linha de chegada na mesma volta dos que subiram ao pódio, Hamilton, Rosberg e Ricciardo. No Canadá, depois de um início ruim, o ritmo melhorou no segundo stint, mas o espanhol não foi rápido o suficiente para disputar as primeiras posições. Largou em 7º e chegou em 6º. Na Áustria, Alonso tentou tomar o 4º lugar de Felipe Massa, mas o motor Mercedes, da Williams, falou mais alto, ele não conseguiu e terminou em 5º. Ainda assim, considerou que essa foi a sua melhor corrida do campeonato. Chegar a apenas 18s de Nico Rosberg, o vencedor, em uma prova sem carro de segurança e incidente foi um bom resultado, na opinião dele. Na Inglaterra, Alonso largou em 8º e chegou em 6º, mas considerou a corrida espetacular e extremamente agitada, com punição por estar fora da posição de largada e pelos duelos com Button e Vettel. Na Alemanha, o espanhol fez uma boa corrida de recuperação: saiu da 10ª posição e chegou em 5º, trocando a estratégia de duas para três paradas. Com economia de combustível e pneus novos, no final conseguiu se defender e ficar à frente de Daniel Ricciardo. Na Hungria, fazendo as 31 voltas finais com pneus macios usados, conseguiu o seu melhor resultado: com o segundo lugar, foi ao pódio pela segunda vez na temporada. Terminou a apenas 5s2 de Daniel Ricciardo, que conquistou a sua segunda vitória no campeonato. Na Bélgica, Alonso teve uma corrida complicada. No grid, a bateria pifou e os mecânicos tiveram que fazer a troca durante a volta de apresentação. Não bastasse isso, que lhe causou um sto&go de 5 segundos, no final foi tocado por Kevin Magnussen e teve a dianteira danificada. Assim, numa prova em que saiu da 4ª posição e poderia ter chegado ao pódio, cruzou a linha no 7º lugar. Na Itália, o piloto espanhol teve, talvez, a sua maior frustração do campeonato. Diante dos tifosi da Ferrari, depois de largar da 7ª posição, teve de abandonar a pista na 28ª das 53 voltas, por quebra do motor. Em Cingapura, depois de liderar o primeiro dia de treinos, Alonso fez uma corrida de recuperação, largando da 12ª e chegando na 4ª posição. Com um carro competitivo, chegou a correr entre os ponteiros e só não obteve resultado melhor porque quando estava em segundo, acabou prejudicado pela entrada do safety car, e depois cometeu alguns pequenos erros. No Japão, a corrida de Alonso durou pouco. Já na segunda volta teve de abandonar a pista, por causa de problemas eletrônicos. Na Rússia, teve de economizar combustível; na parada o macaco da frente não funcionou, retardando o pit stop, e assim a 6ª colocação foi um bom resultado para quem tinha largado da 8ª posição. Nos Estados Unidos, depois de um bom começo, Alonso decidiu administrar o 6º lugar da largada, a fim de terminar à frente da McLaren e garantir pontos para a equipe. A estratégia funcionou, com a primeira parada na hora certa e mais tempo na pista antes de parar de novo para colocar pneu macios e ir mais rápido. No Brasil, o resultado foi repetido, apesar de os pneus macios terem durado menos do que o esperado, devido à granulação e no final, mais uma vez ele ter de administrar o consumo de combustível. Em Abu Dhabi, Alonso saiu da 4ª posição, chegou na 9ª e, depois da corrida, fez uma emocionada despedida da Ferrari:

“Hoje, o meu tempo com a Ferrari chega ao fim, numa temporada muito complicada, em que, mesmo que não tenhamos sido capazes de fazer muito contra o domínio técnico dos nossos rivais, lutamos por todo o caminho até o fim. Todos nós fizemos o nosso melhor, colocando nossos corações nisto. A corrida de hoje foi difícil de administrar, mas ao mesmo tempo foi muito emocionante para mim: depois de cinco anos não é fácil dizer adeus a uma equipe na qual eu cresci muito, tanto como piloto quanto como pessoa. Agradeço a todos os ferraristas pelo seu apoio. Vou sentir falta da equipe, dos fãs e da Itália. Eu vivi uma experiência única, que qualquer piloto de Fórmula 1 teria gostado de ter vivido”.

O início de Fernando Alonso na McLaren não poderia ter sido mais infeliz. A largada da equipe, inaugurando a nova parceria com a fábrica japonesa de motores Honda foi um verdadeiro desastre, como registrou na época Reginaldo Leme. “A equipe inglesa enfrentou mais problemas do que o esperado e não apenas com o motor estreante. O carro também falhou bastante. Em consequência de tudo isso, nos quatro dias de treinos, Alonso e Jenson Button mal conseguiram superar os 350 quilômetros, sempre muito longe dos tempos de todos os outros carros. A coisa andou tão mal que, depois de fazer seis voltas no primeiro dia e outras seis no segundo, o objetivo passou a ser apenas conseguir que o carro pudesse permanecer na pista por dez voltas consecutivas”.

E para completar o desastrado começo. No último dia de testes, no domingo, 22 de fevereiro, Alonso sofreu um grave acidente, que por pouco não interrompeu sua carreira ou até mesmo lhe tirou a vida. O piloto espanhol bate fortemente contra o muro na curva 3 do circuito de Montmeló, a mais de 249 km/h, exatamente às 12 e 26, faltando menos de 20 minutos para o encerramento dos testes da manhã. Recolhido na pista por uma ambulância, o piloto foi, em seguida, levado de helicóptero Hospital Geral de Catalunya em Sant Cugat del Vallès, onde se constatou que ele tinha sofrido uma concussão.

Alonso saiu dos boxes, percorreu a parte final da grande reta, contornou as curvas 1 e 2, lentas, e acelerou e trocou marchas para passar pela curva 3, longa e rápida. No meio da curva, porém, perdeu o controle da McLaren MP4/30-Honda e tomou a direção interna da curva, e foi de encontro ao muro.

Alguns jornais noticiaram que, depois de recobrar a consciência, Alonso sofreu amnésia retrógrada, não se lembrando de nada após 1995 e se dizia ainda um corredor de kart, que queria ser como Ayrton Senna.

No retorno às pistas, depois de vários dias hospitalizado, na Malásia, o piloto negou essa versão, dizendo que era uma história divertida, que leu nos jornais, mas não chegou a acontecer. Segundo o perfil publicado na Wikipédia, ele disse que não perdeu a consciência no momento do impacto e não se lembrava do que aconteceu depois por causa da medicação recebida ainda no helicóptero para o exame de ressonância magnética.  Alonso recebeu alta do hospital no dia 4 de março e foi aconselhado a não correr o Grande Prêmio da Austrália, na abertura da temporada, no dia 15, a fim de evitar a probabilidade de sofrer a chamada síndrome do segundo impacto. Magnussen foi anunciado para tomar seu lugar.

Na Malásia, de Sebastian Vettel, seu substituto na Ferrari, ter subido ao pódio, pelo terceiro lugar na Austrália, enquanto os carros da McLaren ocuparam as últimas posições, Alonso afirmou que não estava arrependido de deixar a Ferrar, pois já não se contentava só com pódios, depois de 14 anos de Fórmula 1 e estava preparado para assumir riscos, a fim de vencer. Alonso não conseguiu terminar a corrida em Sepang por causa do superaquecimento da unidade de energia do seu carro. Na China, Alonso terminou fora da zona de pontuação, no 12º lugar, mas se disse feliz por ter terminado a corrida e reunido informações sobre o carro. No Bahrein, o espanhol reconheceu que seu carro não estava rápido o suficiente para chegar entre os 10 primeiros, mas continua satisfeito por ter terminado a corrida e obtido mais informações sobre o carro. Na Espanha, Alonso não passou da 27ª das 66 voltas, problemas nos freios e por pouco ele não atingiu algum mecânico na chegada ao box. Na corrida seguinte, em Mônaco, ele também não chegou ao final, retirando-se na volta 41, por quebra do câmbio, depois de ter sido punido com 5 segundos no pit por ter atingido Sergio Perez. Segundo ele, o carro começou a ficar estranho ao trocar de marchas na volta de apresentação e na primeira curva já não tinha freios. O carro ficou em ponto morto e não conseguia engatar nenhuma marcha. No Canadá, uma nova frustração. Alonso teve seu terceiro abandono consecutivo, outra vez por causa do motor, e começou a manifestar sua insatisfação: “Definitivamente, precisamos colocar algumas coisas em ordem”. Na Áustria, Alonso perdeu um total de 22 posições do grid e largou da 19ª, por troca de três componentes do motor e da caixa de câmbio. E deixou a pista logo na primeira volta, depois de um espetacular acidente com Kimi Raikkonen. O finlandês da Ferrari perdeu o controle do carro, bateu violentamente, ficou debaixo do McLaren e por sorte os dois pilotos saíram ilesos. Na Inglaterra, o espanhol obteve seu primeiro ponto no campeonato, chegando em 10º, depois de ter largado da 17ª posição. Na Hungria, onde largou da 15ª posição, Alonso resistiu à pressão de Hamilton, e garantiu o 5º lugar, o melhor resultado dele e da McLaren na temporada. Foi também o 350º GP da Honda na F1 e a primeira vez que os dois pilotos da parceria McLaren-Honda chegaram nos pontos. Jenson Button foi o 9º. Na Bélgica, Alonso foi punido com a inédita perda de 55 posições no grid, devido a várias trocas feitas no seu motor, e largou da 20º e último lugar do grid. Com uma boa largada, ele pulou logo para o 12º, mas não conseguiu manter a posição, caindo para 13º. Na Itália, Alonso voltou a sofrer a perda de 10 posições e deveria largar da 17ª posição, mas saiu da 16ª, por causa da punições a outros pilotos que estavam à sua frente. Devido a problemas elétricos, ele não chegou a completar a corrida, mas, por ter cumprido mais de 90% do percurso, acabou classificado no 18º e último lugar.  Em Cingapura, o espanhol abandonou a pista na 34ª das 61 voltas, por quebra da caixa de câmbio, depois de ter estado entre os 10 primeiros, e lamentou a falta de confiabilidade e desempenho do motor Honda. No Japão, Alonso esteve mais uma vez perto dos pontos, na 11ª colocação e começou a fazer comentários mais ácidos a respeito do carro e do motor: “É difícil quando os outros pilotos ultrapassam nas retas e você os vê perdendo o ponto de freada ou cometendo erros nas curvas. Então, é frustrante quando você faz a curva perfeitamente e é ultrapassado novamente na reta. Precisamos melhorar o programa”. Na Rússia, Alonso voltou a ser punido com perda de 35 lugares no grid, por várias trocas na sua unidade de potência. Na primeira sessão de treinos ele usou um novo motor de combustão interna, que havia sido preparado pela Honda com as últimas quatro fichas da fábrica na temporada, mas depois preferiu voltar à unidade mais antiga, embora elogiando a unidade mais antiga, Largando da 19ª posição, cruzou a linha de chegada no 10º lugar, mas perdeu uma posição, por ter excedido os limites da pista durante a corrida. Nos Estados Unidos, Alonso largou em 9º, chegou a correr em 5º, mas a falta de potência do motor o fez cair para o 11º lugar. No México, Fernando Alonso continuou a sua saga de punições. Perdeu 10 posições por troca de motor e mais 5 por troca não autorizada da caixa de câmbio. E novo motor não resistiu a nem mesmo uma volta; o espanhol teve de abandonar a corrida logo depois da largada. O problema na rotação do MGU-H já havia sido detectado na noite anterior, a equipe e o piloto resolveram tentar a sorte, mas não tiveram sucesso, No Brasil, os comissários permitiram que Alonso participasse da corrida, embora na classificação não tenha obtido tempo menor do 107% do pole position Nico Rosberg. Ele largou do 20º e último lugar e chegou em 16º e comemorou o fato de ver a bandeira quadriculada no final da corrida, coisa que não acontecia há algum tempo. Ele disse ter coletado bons dados sobre o chassi, que melhorou muito em aerodinâmica e velocidade nas curvas e o problema ainda aera a potência do motor. Em Abu Dhabi, na largada, Alonso tocou em Felipe Nasr e depois bateu em Pastor Maldonado, tirando-o da corrida. Ele trocou a asa dianteira e pode voltar à pista, mas sofreu um drive&through, que o jogou para o fim do pelotão. Depois ainda teve que fazer mais duas paradas, mas ainda assim conseguiu chegar em 17º.

Com apenas 11 pontos, conquistados com um 5º lugar na Hungria e um 10na Inglaterra, Fernando Alonso foi o 17º entre os pilotos, uma das duas cinco piores colocações durante os 14 anos de carreira na Fórmula 1,

Considerado por muitos como o melhor do grid, com potencial para disputar o título, a classificação de Fernando Alonso, o piloto mais bem pago da Fórmula 1, foi decepcionante. Sem um carro competitivo e reclamando do motor da Honda, em várias ocasiões o piloto não se conteve e manifestou sua insatisfação.  No Japão, por exemplo, chegou a dizer pelo rádio que seu motor parecia de GP2, acrescentando que estar sendo ultrapassado pelos outros carros nas retas era “muito embaraçoso”. Mas a demonstração mais evidente de sua frustração o piloto espanhol deu durante o GP do Brasil. Depois de ser obrigado a abandonar o treino de classificação sem dar uma volta sequer, sentou-se numa cadeirinha ao lado da pista, com os pés apoiados no capacete, chamou para si a atenção de todo o autódromo e especialmente da mídia e deu até piscadinha para a TV. Depois, ele e Jenson Button subiram no pódio, que não frequentaram nenhuma vez no ano, e foram fotografados como se estivessem comemorando uma vitória.

Apesar dessas manifestações, Fernando Alonso nunca falou em deixar a McLaren. Ao contrário chegou até a dizer que pretende encerrar a carreira na equipe inglesa. Na Rússia, negou os boatos que circulavam pelo paddock de que poderia deixa-la antes do fim do contrato. Indagado se em 2016 estaria no grid pela McLaren, respondeu: “Sim, é claro. E em 2017 também”. No twitter foi categórico: “Ninguém tenha dúvida de que tenho três anos com a McLaren e minha carreira terminará nessa equipe e espero ganhando tudo”.

Embora tenha pontuado em apenas 9 das 21 corridas e ficado em 10º lugar entre os pilotos, com 54 pontos, Fernando Alonso considerou a temporada de 2016 uma das melhores de sua carreira, atrás somente de 2012, a sua melhor época na F1, e 2014.  Comparando 2016 com 2015, Alonso acrescentou que a diferença e o progresso na McLaren-Honda foram grandes.

Os testes da pré-temporada, no circuito de Montmeló dão esperanças à McLaren-Honda, que supera a Manor, Sauber, Renault e Haas e fica mais perto da Williams e da Red Bull, ao contrário do ano anterior, quando só foi superior à Sauber e a Manor. Na primeira corrida, do ano, no Grande Prêmio da Austrália, o rendimento da do MP4/312 foi melhor do que o esperado e do que o carro de 2015, mas Alonso foi apenas o 12º no grid. Na corrida, o espanhol deu uma boa largada e esteve sempre na zona de pontuação, até sofrer, na volta 18, um violento acidente, que o tirou da pista e da prova seguinte. Ao errar uma manobra para ultrapassar Esteban Gutierrez, ele tocou a roda traseira esquerda do carro do mexicano e se choca contra o muro a 300 km/h. As fotos com o carro de rodas para cima, destroçado, são impactantes, mas o piloto consegue sair sem auxilio, parecendo nada ter sofrido. Todavia, os exames mostram problemas nas costelas e os médicos o proíbem de disputar o GP seguinte, no Bahrein, onde ele foi substituído por Stoffel Vandoorne. Alonso voltou no GP da China e não conseguiu avançar da posição da largada, saindo e chegando em 12º. Duas semanas depois, no GP da Rússia, apesar de não chegar ao Q3, Alonso faz uma grande largada, mantém um bom ritmo de corrida e termina no 6º lugar, embora bem longe dos líderes. Na Espanha, ele tem um bom rendimento na classificação, obtendo a 10ª posição, mas é obrigado a abandonar a corrida, por estouro do motor. Em Mônaco, onde se esperava que o chassi do MP4/31 suprisse as deficiências do motor Honda, Alonso voltou a ocupar a 10ª posição do grid. No dia seguinte, Alonso fez uma extraordinária corrida, conquistando o 5º lugar, após resistir à pressão de Nico Rosberg, com sua Mercedes, e Nico Hulkenberg. No Canadá, a Honda introduziu uma melhoria no seu motor, que permitiu a Alonso a entrada na Q3 em 4 corridas consecutivas. No circuito Gilles Villeneuve, porém, durante a corrida, os problemas se manifestaram e ele terminou no 11º lugar. Nas duas provas seguintes, no Azerbaijão, no GP da Europa, e na Áustria, ele teve que se retirar. Em Baku, deixou a pista na 42ª das 51 voltas, por quebra da caixa de marchas, e em Spielberg saiu na 64ª das 71 voltas, com problemas na bateria.  Na Inglaterra, embora tenha chegado à Q3, com a 10ª posição, completou quatro corridas seguidas sem pontuar. Na Hungria, o bom chassi do MP4/31 e uma surpreendente classificação na 7ª posição do grid, permitiram a Alonso a conquistar o 7º lugar no final, a sua melhor colocação no campeonato. Na Alemanha, o espanhol terminou Np 12º lugar e, para terminar a fase europeia da temporada, na Bélgica, onde a Honda introduziu uma importante melhoria no motor, voltou a ocupar o 7º lugar, indo para as férias no 12º lugar da classificação, com 30 pontos. Na Itália, Alonso não teve tão boa sorte e, embora tenha feito a volta mais rápida da corrida, acabou no 13º lugar. Em Cingapura e Malásia, onde foi punido com a perda de 45 posições e largou da última posição, voltou a ser o 7º colocado e subiu para o 10º entre os pilotos, com 42 pontos. No Japão, Alonso e a McLaren tiveram rendimento decepcionante e, depois de uma corrida complicada, ele foi apenas o 16º colocado. Nos Estados Unidos, o rendimento do carro foi parecido ao de Cingapura e Malásia e, após um final impecável, Alonso conquistou o 5º lugar, seu melhor resultado no campeonato. Ele largou em 12º, mas em poucas voltas, em manobras superagressivas, tirou uma diferença de 5 segundos para Sainz Jr e Felipe Massa. Algumas voltas mais tarde, depois de uma dura batalha entre espanhóis, ultrapassou Carlos Sainz Jr. para assegurar a colocação. No México, Alonso teve problemas na primeira volta e o incidente o colocou atrás de Carlos Sainz Jr. por 40 voltas. No final, conseguiu passar pelo patrício, mas o tempo perdido não lhe permitiu mais do que a 13ª colocação. No Brasil, depois de muito tempo, Alonso chegou à Q3, classificando-se na 9ª posição, e terminou no 10º lugar. Ele repetiu o resultado em Abu Dhabi, completando os 54 pontos que lhe deram o 10º lugar na classificação final.

 Arrogante, eu?

Em todas as equipes pelas quais passou, Fernando Alonso teve problemas de relacionamento com os companheiros. Foi assim com Giancarlo Fisichella, na Benetton; Jarno Trulli, na Renault, Lewis Hamilton, na McLaren e Felipe Massa, na Ferrari, embora publicamente os dois nunca tenham admitido a rivalidade.

Além dos incidentes com Massa, já citados, Alonso foi acusado de dar “brake tests” em David Coulthard no GP da Europa de 2003 e Robert Doombos, no GP da Hungria de 2006; de bloquear Felipe Massa, na classificação para o GP da Itália de 2006; de retardar a saída do pit, para prejudicar a volta rápida do companheiro Lewis Hamilton, no GP da Hungria de 2007. A tudo isso, se juntam a participação no episódio de espionagem da McLaren e farsa do acidente de Nelsinho Piquet, em Cingapura. Acusado de arrogante e polêmico, é, entretanto, apontado como o melhor acertador de carros entre os atuais pilotos da F1, rápido e excelente estrategista, que não erra, mesmo sob pressão.

Fora das pistas, porém, a imagem de Fernando Alonso, principalmente entre as pessoas que convivem com ele, é bastante diferente. O pai o considera “um menino tranquilo, mas com caráter”. Alberto Saráchaga, diretor do seu último colégio, o descreve como “equilibrado e tímido”. Alejandro Rodriguez e Ricardo Móran, seus amigos de futebol, na infância, e depois de corridas, corroboram essas impressões. Ricardo diz que ele é muito reservado, sempre foi muito tranquilo na família e as corridas o fizeram amadurecer bem cedo. Alejandro afirma que Alonso nunca teve problemas na escola e sempre faz bem tudo a que se dedica. Gente da equipe diz que ele tem bom humor e desde que chega à fábrica brinca e distribui sorrisos a todos. E a torcida espanhola, em especial a das Astúrias, que desde a sua estreia na F, mantém viva a alonsomania.

Na costumeira entrevista da BBC com os pilotos, Fernando Alonso diz que seu dia perfeito é o que passa em casa, com a família e têm um belo jantar juntos. Afirma que um piloto de F1 tem de ter talento e sorte, mas que tudo é muito divertido. Prefere Senna a Prost e Spa a Mônaco. Gosta de se vestir com jeans e musica pop. Gostaria de jantar com Jim Carrey, que o faria rir e acha que Tonio Liuzzi é o piloto mais mal vestido da F1.

Alonso esteve casado com a cantora e atriz Raquel de Rosário de 2005 a 2011. No final de 2011,  surgiram boatos de que estaria namorando a modelo russa, radicada na Suíça Xênia Tchoumitcheva, de 24 anos, mas ele desmentiu.  Em 2016, Alonso ficou noivo de Lara Alvarez, uma apresentadora de TV e jornalista, depois que ele encerrou namoro com outra russa, Dasha Kapustina.