Felipe Massa

Perfil

Nome Felipe Massa
País Brasil
Nascimento: 25 de abril de 1981
Local:  São Paulo
Altura: 1,66m
Peso: 59 kg
Residência Monte Carlo
Estado civil: casado
Preferências: Música, cinema
Hobbies:  Futebol, esqui aquático e acelerar a 300 km/h
Web site: Site: www.felipemassa.com.br

Desempenho

Estreia

GP da Austrália – 03/04/2002

Corridas

265

Títulos

0

Vitórias

11

Pódios

41

Poles

16

Voltas + rápidas

15

Hat-tricks

4

Pontos

1.158

Ano Categoria Equipe

Corridas

Vitórias

Poles

Voltas

Pódios

Pontos

Posição

2017 Formula 1 Williams 15      34 11º
2016 Fórmula 1 Williams 21      53        11º
2015  Fórmula 1 Williams  19  2      121       6º
2014 Fórmula 1 Williams

19

0

      1

1

3

134

Carreira

 

2014

Com 134 pontos, Felipe Massa foi o 7º colocado entre os pilotos e se tivesse feito uma primeira fase da temporada mais consistente, poderia ter obtido uma colocação final bem melhor.  Das 11 corridas antes das férias, ele não fez pontos em 6. Na segunda fase, pontuou em 6 das 8 corridas, terminando com os expressivos resultados no Brasil e Abu Dhabi.

2013

Sem ter completado duas corridas (Mônaco e Alemanha) e ter ficado fora da zona de pontuação em outras duas (Bahrein, 15º e Estados Unidos, 12º), Massa totalizou 112 pontos e terminou o campeonato em 8º lugar. Antes do fim da termporada foi dispensado pela Ferrari e, em seguida, assinou contrato com a Williams.

2012

Depois de um início medíocre, recuperou-se na segunda metade da temporada, terminando todas as últimas 10 corridas na zona de pontuação, culminando com o terceiro lugar no GP do Brasil. Com 112 pontos, foi o 7º colocado entre os pilotos.

2011

Embora só não tenha completado três corridas (Espanha, Mônaco e India) e nas outras, só uma vez terminado fora da zona de pontuação, Felipe Massa não conseguiu mais do que 118 pontos, sendo o 6º colocado na classificação final dos pilotos, bem longe do companheiro de equipe, Fernando Alonso, 4º colocado, com 257 pontos.

2010

Recuperado, Massa disputa as 19 provas do campeonato, conseguindo 5 pódios (2º, no Bahrein e Alemanha, e 3º, na Austrália, Itália e Coreia). Com 144 pontos, foi o 6º colocado no campeonato.

2009

Sofre acidente no treino para o GP da Hungria, no dia 25 de julho, e é obrigado a abandonar o campeonato. Até então, tinha disputado 10 GPs,com uma volta mais rápida, um pódio e era o11º colocado, com 22 pontos.

2008

Ganha 6 GPs (Bahrein, Turquia, França, Europa, Bélgica e Brasil). Faz 10 pódios, 6 poles e 3 voltas mais rápidas. É vice-campeão, com 97 pontos, contra 98, de Lewis Hamilton.

2007

Ganha os GPs do Bahrein, Espanha e Turquia; faz 10 pódios, 6 poles  e 6 voltas mais rápidas. É  4º colocado no campeonato, com 94 pontos, atrás de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, com 109, e Kimi Raikkonen, com 110

2006

Transfere-se para a Ferrari. Ganha os GPs da Turquia e do Brasil. Consegue 7 pódios; 3 poles e 2 melhores voltas. Termina em 3º lugar no campeoanto, com  80 pontos, atrás de Michael Schumacher (121)  e Fernando Alonso (134)

2005

Corre pela Sauber,  É 13º no campeonato, com  11 pontos. O melhor resultado foi o 4º lugar, no GP do Canadá

2004

Volta a correr pela Sauber. Disputa todas as corridas do calendário e o melhor resultado foi o 4º lugar, no GP da Bélgica. Foi o 12º no campeonato,  com 12 pontos

2003

Afastado da Sauber, torna-se piloto de testes da Ferrari

2002

Estréia na Fórmula 1 pela equipe Sauber e marca pontos, com um sexto lugar, na sua segunda corrida, em Sepang, igualando-se ao feito conseguido por Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna. Marcou pontos também em Barcelona (5º) e Nurburgring (6º), totalizando quatro pontos e terminando as 16 corridas em 13º lugar.  Não participou da etapa dos Estados Unidos, devido à uma punição da FIA.

2001

Campeão da Fórmula 3000 européia por antecipação, com seis vitórias e seis poles em oito etapas.

2000

Campeão italiano (cinco vitórias) e europeu (três vitórias) da Fórmula Renault.

1999

Campeão brasileiro de Fórmula Chevrolet com três vitórias (Curitiba, Londrina e Interlagos) e duas poles.

1998

Estréia na Fórmula Chevrolet. Venceu em Interlagos, onde conquistou a pole e fez a volta mais rápida.

1997

Terceiro colocado no Brasileiro de Kart Graduados e campeão das 500 Milhas da Granja Viana.

História

Felipe Massa fez uma das carreiras mais rápidas na Fórmula 1. Tanto para entrar, como para sair, voltar e se consagrar. Bastou uma temporada na F3000 para passar direto à Fórmula 1. Mas bastou também uma temporada para deixar a categoria de elite. E mais um ano para voltar. E outros dois para entrar para a elite do automobilismo mundial.

Em 2002, na Sauber, depois de corridas consideradas sensacionais (pontuando duas vezes em apenas cinco corridas), talvez por inexperiência ou por não querer aceitar calado as imposições da equipe, ficou sem carro para 2003 e tornou-se piloto de testes da Ferrari.

GP da Inglaterra – Largada de Massa

No final desse ano, voltou à Sauber, para o campeonato de 2004; dois anos depois chegou à Ferrari, para ser terceiro colocado em 2006; quarto colocado em 2007 e quase campeão (vice), em 2008.

Felipe Massa nasceu em São Paulo, mas mudou para Botucatu, no interior paulista, com dez anos. Filho de um piloto de corridas, desde pequeno foi sempre muito ligado a velocidade.

Na infância, ganhou uma motinha e já queria andar rápido. Quando tinha oito anos, o pai achou que correr de moto era perigoso e lhe deu um kart, que pelo menos tinha quatro rodas! Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele admitiu que não  gostava de estudar e na escola só queria fazer bagunça. Apesar do tamanho, era da turma do “fundão”.  Além de “bagunceiro”, Felipe se  admite como “”desorganizado”, incapaz até de fazer suas malas, tarefa que deixa para a sua mulher. Em entrevista à BBC, o piloto brasileiro  diz o que o move na F1: adrenalina, prazer e paixão. Disse também prefere Senna a Prost; James Bond a Austin Powers; Spa a Mônaco. Considera Pelé o maior esportistas de todos os tempos e Ralf Schumacher o mais mal vestido da F1. Gostaria de jantar com George W. Bush, não porque seja seu fã, ,mas para  porque seria interessante ouvir o que ele tem a dize.

Em 1999, aos 18 anos, depois de completar o ensino médio, Felipe Massa voltou para São Paulo. Embora só pensasse em correr, por insistência da mãe, que até o inscreveu no vestibular, entrou na faculdade de propaganda e marketing. Só se dispôs a prestar o exame quando viu que lá “só tinha mulher”. Passou, mas depois de seis meses largou tudo e foi para a Europa.

Levou no seu currículo uma terceira colocação no Brasileiro de Kart Graduados e o título de campeão das 500 Milhas da Granja Viana, em 1997: uma vitória em corrida da Fórmula Chevrolet, em Interlagos, depois de ter feito a pole e a volta mais rápida, em 1999, e o título de campeão brasileiro da Fórmula Chevrolet, de 1999, com vitórias Curitiba, Londrina e Interlagos e duas poles.

Pouco antes dessas conquistas, quando ainda era só piloto de kart, Massa teve a primeira oportunidade de conhecer por dentro um carro igual ao que ele pretendia guiar na Europa.

Para ficar o mais próximo possível da Fórmula 1, ele se ofereceu para ajudar o amigo Ricardo Tedeschi, depois seu empresário, no fornecimento de alimentação para uma equipe, em Interlagos. Carregando batatas, arroz e bananas para a improvisada cozinha do time, o garoto de 16 anos conquistou os mecânicos e ganhou até o direito de entrar no carro e o primeiro cockpit da Fórmula 1 que Massa conheceu foi o da Benetton.

Felipe Massa viajou com dinheiro suficiente para disputar apenas a metade do campeonato italiano. Já na estréia, porém, com uma vitória em Mugello, despertou interesse da equipe Cram, que depois de mais três vitórias e recordes quebrados nas pistas nas quais o garoto fez testes, resolveu bancar a disputa, também, do campeonato europeu. Em dezembro, em Valência, na Espanha, num mesmo fim de semana, Massa ganhou os títulos italiano e  europeu da Fórmula Renault. E ele, que imaginava fazer seis corridas, não mais, acabou o ano com oito vitórias e dois títulos.

GP do Canadá – 2008

Em 2001, Felipe Massa conquistou o título europeu da Fórmula 3000 e foi convidado a fazer testes para a Fórmula 1, na Sauber. Nos dois dias de treinos, em outubro, foi o mais rápido dos pilotos que treinavam em Mugello, na Itália, e pouco depois a equipe suíça anunciou a sua contratação, que se confirmou em novembro. Massa ocupava a vaga deixada por Kimi Raikkonen, outro piloto revelado pela Sauber, que tinha se transferido para a McLaren. Com se verá adiante, na verdade, o ingresso de Massa na Sauber era resultado de um acerto entre a equipe de Peter Sauber e a Ferrari.

Em Melbourne, na Austrália, no dia 3 de março de 2002, apenas dois anos depois de ter deixado o Brasil, Felipe Massa, que já se consagrara como campeão europeu, começava a sua carreira na categoria principal do automobilismo mundial.

A estréia não foi muito feliz e o brasileiro saiu da corrida logo na largada, envolvido num acidente com mais cinco carros. Apesar do fracasso inicial, Massa se empolgou com a vida agitada da Fórmula 1. Na Malásia, local da segunda corrida do ano, e sede da Petronas, empresa de petróleo patrocinadora da Sauber, ele “deitou e rolou”.

Apareceu em público várias vezes; participou de demonstração de pit stop numa avenida da cidade de Kuantan e foi cumprimentado por um sultão; visitou uma das maiores plataformas de extração de petróleo do mundo e ainda assistiu e até participou de um show musical.

A agitada agenda social não impediu que igualasse, em Sepang, um feito dos seus patrícios Emerson Fittipaldi e Ayrton Sena: marcar pontos na Fórmula 1 logo na segunda corrida. Ele foi sexto e garantiu um ponto importante para a Sauber.

Na 5ª prova, em Barcelona, o resultado foi ainda melhor, um quinto lugar, e na 9ª prova, Massa voltou a marcar, com um quinto lugar em Nurburgring. Das outras 13 provas (exceto Melbourne, Barcelona e Nurburgring), Massa só terminou 5; em 8, teve de abandonar, 6 por problemas mecânicos e 2 por rodada para fora da pista.

Em agosto, depois de 13 GPs, a performance de Felipe Massa estava sendo elogiada e ele era considerado uma grande promessa da F1. Por isso, a surpresa foi geral quando Peter Sauber, dono da equipe, anunciou que ele estava fora dos planos para 2003 e seria substituído pelo alemão Hans-Harald Frentzen.

A reação a uma ordem do patrão parecia ser a única razão da dispensa. Pouco antes, no GP da Alemanha, Peter Sauber determinou que Massa cedesse passagem a Nick Heidfeld. O brasileiro obedeceu, mas como o companheiro de equipe não conseguia ultrapassar Olivier Panis e ele tinha condições de passar e chegar em sexto, Massa esperava que a ordem fosse modificada. Peter Sauber manteve a decisão e provocou reclamação do brasileiro.

Só mais tarde, Peter Sauber explicou os seus motivos para a demissão. Na sua versão, Massa foi demitido por ser “demasiadamente imaturo” e não se empenhar nas questões técnicas do carro “convencido de que poderia compensar essa falha com seu inegável talento nas pistas”.

A partir do anúncio de dispensa, surgiram várias especulações sobre o destino de Felipe Massa. O seu empresário, Rogério Tedeschi, reuniu-se com várias equipes, mas nenhum contato teve resultado. A transferência para a Jordan chegou a ser dada como certa, mas não se confirmou, porque a equipe inglesa preferiu optar pelo inglês Ralph Firma. O mesmo aconteceu com a Toyota e a Jaguar. A Sauber chegou a convidá-lo para piloto de testes, porém Massa não aceitou.

No final do ano, demitido e sem destino certo, recebeu um prêmio de consolação. Em concurso promovido pela revista Autosport, foi escolhido pelos jornalistas europeus “O piloto mais arrojado de 2002”.

A outra notícia boa demorou um pouco mais, mas também chegou. Em fevereiro, a Ferrari anunciou a contratação de Massa para piloto de testes em 2003. Para a imprensa italiana, essa seria a preparação do piloto brasileiro para ser um dos pilotos da equipe em 2004. E, em outubro, a Sauber anunciou que Felipe Massa fechou um contrato de dois anos com a equipe e iria disputar o campeonato de 2004 ao lado do italiano Giancarlo Fisichella.

Nessa temporada. Chegou quatro vezes à zona de pontuação: 4º lugar em Spa Francorchamps; 5º, nos Estados Unidos e na Malásia,  e 8º no GP do Brasil, que chegou a liderar nas voltas 6 e 7. Terminou o campeonato no 12º lugar, com 12 pontos.

Em 2005, Massa passou a ter como companheiro de equipe o ex-campeão do mundo Jacques Villeneuve. Embora não tenha conseguido grandes resultados (o melhor foi o 4º lugar no Canadá), Felipe terminou o campeonato à frente do canadense, na 13ª posição, com 11 pontos contra 9.

Antes de terminar o campeonato surgiu a confirmação da informação que Felipe Massa esperava havia quatro anos: em comunicado divulgado no dia 2 de agosto, a Ferrari anunciou a sua contratação para substituir  Rubens Barrichello em 2006. A própria escuderia informava também que, na verdade, o contrato estava assinado desde 2001, com uma clausula de silêncio, que anulava o contrato, caso uma das partes o revelasse.

Conforme noticiário da época, para vencer a concorrência de Flávio Briatore, da Renault, também interessado no piloto, a Ferrari dois trunfos: a garantia de vaga na F1 e a redução no preço dos motores que vendia à Sauber, em troca de um lugar na equipe, para dar experiência a Felipe. Também por não poderem garantir assento num F1, Pedro Paulo Diniz e Alain Prost não conseguiram  levar Massa para a Prost Grand Prix.

A contratação, aprovada por Jean Todt, só foi referendada por Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, depois que a revista italiana Autosprint, em reportagem de capa, apresentou Felipe como um provável novo Senna.

No comunicado anunciado a contratação, a Ferrari informava: “A Ferrari anuncia que está exercendo uma opção de renovação de um contrato que existe desde 2001 ligando o piloto Felipe Massa à escuderia. O acordo estabelece que Massa irá correr pelo time em 2006. Rubens Barrichello deixará a Ferrari ao fim deste ano, após uma bem-sucedida colaboração que vem desde 2000 e que foi fundamental para a conquista de cinco Mundiais de Construtores”.

Muitos estranharam que a Ferrari tivesse  contratado um piloto com currículo tão  inexpressivo, sem nenhuma pole ou pódio. Em comunicado oficial da equipe, di Montezemolo respondeu: “Apesar de ser novo, ele tem experiência na F1 e era alguém que estávamos observando de perto desde 2001”.

No dia 24 de agosto, Felipe Massa fez o primeiro de dois dias de testes no F2005, o carro da Ferrari daquele ano.

Embora já na quinta corrida, o GP da Europa, em Nurburgring, Massa tenha conseguido seu primeiro pódio,  a Ferrari fez questão de deixar claro que o brasileiro era o segundo piloto da equipe, com a função de defender Michael Schumacher na disputa contra Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.

E, desde as vésperas dessa conquista, Massa já vivia um tempo de pressão e apreensão, com as noticias de que a Ferrari já tinha contrato assinado com o finlandês Kimi Raikkonen, para substituir Michael Schumacher ou ele, caso o alemão não confirmasse a sua aposentadoria.

Em julho, os boatos aumentaram e, por via das dúvidas, Massa passou a procurar outras equipes, para garantir um carro para o ano seguinte. Uma das escuderias procuradas teria sido a Williams, que preferiu manter a dupla Nico Rosberg e Mark Weber. A Toro Rosso também chegou a anunciar a possibilidade de Massa correr com suas cores em 2007. Em agosto, a revista alemã “Auto Bild Motorsport” chegou a anunciar que Schumacher correria mais um ano, ao lado de Raikkonen e que Felipe Massa voltaria a ser piloto de testes da Ferrari.

A recuperação do brasileiro na segunda metade da temporada, com três segundos, um terceiro e dois primeiros lugares, e a confirmação da saída de Schumacher acabaram de vez com as especulações e a presença de Felipe Massa deixou de ser posta em dúvida.

A primeira vitória de Massa na Fórmula 1, no GP da Turquia, 14º do calendário, no dia 27 de agosto, aconteceu graças à participação do carro de segurança na pista, na 13ª volta.  O brasileiro liderava a corrida, seguido por Schumacher, quando o italiano Vitantonio Liuzzi, da Toro Rosso, rodou e o carro ficou num ponto perigoso da pista. Com entrada do carro de segurança, todos os pilotos foram para os boxes, onde Fernando Alonso ganhou a segunda posição de Schumacher. Como o alemão não conseguiu recuperar oposto, ultrapassando o espanhol, Massa  não recebeu a ordem de deixar passar o companheiro (que seria mesmo dada se Schumacher estivesse em segundo, conforme admitiu Jean Todt) e ganhou sem dificuldade.

A segunda vitória de Felipe Massa veio em Interlagos, no GP do Brasil, de 22 de outubro e foi a primeira de um piloto brasileiro, desde o triunfo de Ayrton Senna, em 1993. Massa fez a pole (a terceira do campeonato),  manteve a  posição ma primeira curva e livrou-se do assédio de Kimi Raikkonen na chegada ao S do Senna e não encontrou dificuldades para vencer. Nem a entrada do carro de segurança, depois de uma batida de Nico Rosberg, e a largada em movimento comprometeram a corrida de Massa, apesar da perseguição de Raikkonen, Trulli e Fernando Alonso. Na despedida, Michael Schumacher teve de contentar-se com a quarta colocação, um bom resultado, levando-se em conta que, por causa de um pneu furado, caiu para o último lugar e, numa boa recuperação, fez 13 ultrapassagens.

Com 80 pontos, Felipe Massa foi o terceiro colocado no campeonato, atrás de Schumacher, com 121, e Fernando Alonso, o campeão, com 134.

Felipe Massa foi muito bem nos testes da pré-temporada, sendo o mais rápido em cinco ocasiões e estabelecendo a volta mais rápida para quatro circuitos, mas não teve os mesmos resultados nas duas primeiras provas do campeonato. Na Austrália, teve problemas na caixa de câmbio e teve de trocar o motor e sair na 22º lugar do grid, punido com a perda de 10 posições. Fez só um pit stop, fez uma corrida de recuperação, mas não foi além do sexto lugar.

Na Malásia, Felipe fez a pole, mas logo na primeira curva da primeira volta foi ultrapassado por Fernando Alonso e Lewis Hamilton, saiu da pista e caiu para o quinto lugar, posição em que terminou a corrida.

A recuperação, todavia, veio logo a seguir, com a pole position e a vitória em Bahrein e na Espanha e o terceiro em Mônaco. No Canadá foi desclassificado, por não respeitar o sinal vermelho na saída dos boxes, mas voltou a vencer na Turquia e subiu mais cinco vezes ao pódio antes de chegar a Interlagos.

No GP do Brasil, no dia 21 de outubro, fez a pole e liderava a corrida, com a vitória praticamente garantida, quando teve de dar passagem ao seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que, com a vitória, ganhou o campeonato com um ponto de vantagem sobre Lewis Hamilton (110 a 109). Massa terminou o campeonato em quarto lugar, com 94 pontos, atrás de Fernando Alonso, também com 109.

GP do Bahrein 2007 – Vitória de Felipe Massa

Embora pouco depois tenha se mostrado desgostoso com o fato, a atitude pode ter sido uma das razões ou efeito da renovação do seu contrato até 2010. As falhas e erros da Ferrari e de Felipe, que marcaram a temporada de 2007, voltaram a ocorrer com conseqüências mais graves em 2008.

Na Austrália, Massa começou mal, ficando em quarto lugar e na corrida foi pior ainda: saiu da pista logo na primeira curva, bateu em David Coulthard na volta 26 e teve de abandonar a corrida. Na Malásia, parecia que as coisas iriam melhorar, mas isso não aconteceu. Massa saiu na pole e liderou até a volta 16, porém, foi ultrapassado por Raikkonen no pit stop, rodou na pista e teve de abandonar na volta 31. Para a corrida do Bahrein, por ordem da Ferrari, Felipe fez um curso intensivo de largada, para não repetir o erro da Malásia. Ao lado do técnico Mario Delmondo, viu vídeos da corrida do ano anterior e do GP de Sepang para analisar e corrigir as falhas. E ele fez a lição de casa.

Logo na primeira curva, Felipe, que largou em segundo, ultrapassou Robert Kubica, que tinha a pole, antes da primeira curva e não perdeu mais. Foram a terceira vitória na Fórmula 1 (a primeira da temporada) e os primeiros 10 pontos do campeonato.

Na Espanha, ele passou Fernando Alonso na largada e acabou em segundo lugar, atrás do companheiro de equipe Kimi Raikkonen. Na Turquia, a dobradinha se inverteu. Massa saiu na pole, chegou a ser ultrapassado por Lewis Hamilton, mas recuperou a posição quando este teve de fazer um terceiro pit stop. Foi a sua terceira vitória consecutiva no circuito de Istambul.

Em Mônaco, fez  a pole e liderava a corrida, mas rodou na pista e foi superado por Robert Kubica. Não bastasse seu erro, a Ferrari também falhou na estratégia e o piloto teve de fazer um pit stop não previsto, para trocar  de novo os pneus, depois que a chuva parou. Ainda assim, garantiu o terceiro lugar e o pódio.

Na seqüência do campeonato, Felipe teve pelo menos três momentos que comprometeram o seu campeonato e impediram que chegasse ao título de campeão.

Em Silverstone, aonde chegou como líder do campeonato, foi mal na classificação e saiu na 9ª posição. Na corrida a equipe errou na escolha de pneus, ele rodou cinco vezes na pista molhada e acabou no 13º lugar, o último dos pilotos que completaram o GP da Inglaterra.

Na Hungria, a frustração foi ainda maior. Felipe largou em terceiro, ultrapassou Heikki Kovalainen, o segundo, e Lewis Hamilton, o pole, antes da primeira curva, e liderava a corrida com folga, quando, a três voltas, ou 13 quilômetros,  do final, seu motor estourou e ele deixou a pista chorando a perda de uma vitória que parecia  na mão.

Em Cingapura, o vexame foi dado pela equipe de pit stop da Ferrari. Felipe superou Hamilton por seis décimos de segundo para garantir a pole e estava liderando a corrida, quando parou para reabastecer e trocar pneu. O reabastecimento ainda não havia sido completado, quando o encarregado de dar a ordem de saída, que usava um sinal eletrônico luminoso, em vez do “pirulito” usual, deu luz verde. Felipe acelerou, saiu arrastando a mangueira pela pit lane e teve de parar pouco depois, enquanto os mecânicos, numa cena de filme de pastelão, corriam para retirá-la. Além desse tempo perdido, o piloto ainda teve de cumprir uma penalidade e acabou no 13º lugar.

Apesar de todos esses problemas, as vitórias no GP da  França  _ quando ele se tornou o primeiro brasileiro a liderar o campeonato, desde Ayrton Senna, em 1993_, no GP da Europa, em Valência  e no GP da Bélgica; o 3º lugar na Alemanha e o 2º na China, permitiram que ele chegasse à última corrida, no Brasil, em condições de ser campeão. Estava a sete pontos do líder Hamilton e conquistaria o título se fosse primeiro ou segundo e Hamilton não chegasse pelo menos em quinto.

Massa chegou a São Paulo tentando conter o entusiasmo da torcida. Ele os dirigentes da Ferrari reconheciam que a conquista do título seria um verdadeiro milagre. E o milagre quase aconteceu. A perspectiva do título aumentou com a conquista da pole position, no sábado, dia 1º de novembro. E a empolgação continuou até 38 segundos antes do final da corrida.

Massa liderava com folga, seguido de Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Timo Glock e o título parecia garantido quando, faltando duas voltas, Sebastian Vettel ultrapassou Hamilton, jogando-o para sexta posição. O brasileiro, sob a aclamação da torcida, chegou a levantar os braços, em comemoração, depois de ultrapassar a linha de chegada, certo de que era o campeão.  Logo, porém, torcida fez silêncio e Massa recebeu a informação pelo rádio: na Junção, penúltima curva do circuito, a cerca de 500 metros e a 38 segundos da chegada, Timo Glock, que sob a chuva corria com pneus para pista seca, não resistiu à pressão e foi ultrapassado por Vettel e Hamilton. O inglês terminou em 5º lugar e fez os pontos necessários para ser campeão: 98 a 97.

Só restou a Felipe Massa aproveitar os braços erguidos para enxugar as lagrimas de decepção.

O início da temporada de 2009 não foi compatível com a condição de vice-campeão. Na primeira corrida, na Austrália, Felipe teve problemas com pneus e foi obrigado a adotar a estratégia de 3 paradas nos boxes. E quando essa dificuldade, um problema mecânico o obrigou a abandonar a prova. Na Malásia, um erro de cálculo dele e da equipe o levou às últimas posições  do grid. Eles pensaram que o tempo conseguido logo no início da Q1 seria suficiente para a passagem para a Q2, mas não foi. E ele teve largar da 16ª posição e o máximo que conseguiu foi chegar em 9°. Os resultados não foram melhores nas duas corridas seguinte: abandonou o GP da China, por problemas elétricos e foi 14º no Bahrein, por causa de problemas no KERS e na asa dianteira do carro.

A sorte parecia começar a mudar na Espanha,. Com atualização aerodinâmica, Massa largou na 4ª posição, correu em 3º, na maior parte da prova, mas faltando 10 voltas teve de economizar combustível e foi superado por Sebastian Vettel e Fernando Alonso, chegando no 6° lugar. Em Mônaco, foi o 4º colocado, cravando a volta mais rápida. Na Turquia, foi 6º e na Inglaterra foi 4°. No GP da Alemanha, depois de se classificar num modesto 8º lugar, no grid, pulou para o 4º lugar na largada e chegou em 3º, indo pela primeira vez ao pódio.

Quando tudo parecia ir bem e que a fase de  recuperação, afinal,  havia chegado, Felipe Massa foi vítima de uma fatalidade. No dia 25 de julho de 2009, durante a  Q2 do GP da Hungria, uma peça escapada do carro de Rubens Barrichello, furou seu capacete e atingiu a região dos olhos, provocando sua saída da pista, inconsciente,  em direção à barreira de pneus. Depois de operado no hospital militar de Budapeste, Massa passou por um longo período de recuperação no Brasil e só voltou a correr no ano seguinte.

Massa voltou às pistas no GP do Bahrein.  Na fase de classificação, obteve a 2ª posição no grid, atrás de Sebastian Vettel e na frente do companheiro de equipe, Fernando Alonso. Na corrida, foi de novo segundo, 16s099 atrás de Alonso, mesmo tendo de economizar combustível nas 12 últimas voltas. Na Austrália, largou na 5ª posição e chegou em 3°, numa prova conturbada pela mudança de tempo que provocou o abandono de 10 pilotos. Depois de colocações intermediárias nas 5 corridas seguintes  (7°, na Malásia; 9°, na China; 6º, Espanha; 4º, em Mônaco, e 7º, na Turquia), Massa despencou nas três provas posteriores. Foi 15°, no Canadá; 11º, em Valência e 15º, na Inglaterra.

Na Alemanha, o piloto brasileiro saiu na 3ª posição e liderava a corrida quando recebeu uma mensagem de seu engenheiro: “O Fernando está mais rápido do que você. Confirme que você entendeu esta mensagem.” Massa entendeu. Reduziu a marcha e deixou que Fernando Alonso o ultrapassasse e vencesse a corrida. Em seguida, o engenheiro Rob Smedley voltou a falar com ele: “Ok, bom companheiro, agora fique com ele. Desculpe.” Smedelhey disse que o pedido de desculpas tinha sido por causa da ultrapassagem, mas a Ferrari foi multada em 100 mil euros, por fazer jogo de equipe, até então proibido pelo regulamento. Talvez o fato de a Ferrari ter, poucos dias antes, anunciado a prorrogação do seu contrato até o final de 2012 tenha influenciado na decisão do brasileiro de atender à determinação.

Nas últimas oito corridas do calendário, Felipe só voltou duas vezes ao pódio, com o 3º lugar  na Itália e na Coreia. Na Hungria e na Bélgica foi 4º; em Singapura, foi 8º;  no Japão abandonou; no Brasil foi 15º, e em Abu Dhabi, 10º. Terminou o campeonato em 6º lugar, com 144 pontos contra 252 de Fernando Alonso, vice-campeão. O campeão foi Sebastian Vettel, com 256 pontos.

No dia 29 de janeiro de 2011, Felipe Massa sentou pela primeira vez no seu novo carro, o 150º Itália, cujo nome lembrava os 150 anos da unificação italiana. Mas o novo carro não foi suficiente para dar um novo impulso à carreira de Felipe. Começou mal a temporada, com o 7º lugar na Austrália, três posições atrás de Fernando Alonso, e não conseguiu nenhum pódio até a interrupção do campeonato, após o GP da Bélgica. Na Malásia, largou bem, perdeu muito tempo na troca de pneus, mas ainda assim chegou em 5º, uma posição à frente de Alonso, que teve a asa dianteira do carro danificada num choque com Lewis Hamilton. Na China, voltou a ficar 15 segundos à frente de Alonso, no 6º lugar.  Na Turquia, Felipe largou em 10º, mas chegou no 11º lugar. Na Espanha, abandonou na 57ª, das 66 voltas, por quebra de câmbio, e em Mônaco, saiu na 32ª volta, depois de um choque com Lewis Hamilton. No Canadá, foi 3º no grid e chegou em 6º, enquanto Alonso teve de abandonar por acidente. Nas três corridas seguintes, em Valência, Inglaterra e Alemanha, ficou no 5º lugar. Na Hungria, foi 6º e na Bélgica, 8º, completando as 12 corridas da primeira etapa do campeonato em 6º lugar, com 76 pontos.

Massa pontuou em 6 das 7 corridas da segunda fase da temporada, mas nunca em condições de lutar pelas primeiras posições no campeonato. Foi 6º, na Itália; 9º, em Singapura;  7º, no Japão; 6º na Coreia; abandonou na Índia e ficou em 5º em Abu Dhabi e Brasil. Com 118 pontos, Felipe Massa foi o 6º colocado no campeonato. Foi o primeiro piloto da Ferrari, em 20 anos, a terminar um campeonato sem ter isso uma vez ao pódio.

Durante a temporada de 2011, o maior problema de Felipe Massa na pista foi Lewis Hamilton, que em temporadas anteriores já havia provocado três incidentes em que a vítima foi o brasileiro. No GP de Mônaco, ao tentar forçar uma ultrapassagem, o inglês bateu no carro do brasileiro, obrigando-o a abandonar a corrida. Na Q3 do GP de Singapura, com atitude considerada agressiva, Hamilton frustrou a volta lançada de Massa, impedindo que este conseguisse mais do que.o 6º lugar. Na corrida, Hamilton forçou a ultrapassagem na curva 7, errou a manobra e tocou o carro de Massa, provocando furo no pneu traseiro direito. O brasileiro, que tinha feito um pit stop pouco antes, foi obrigado a voltar aos boxes, caiu do 6º para o 12º lugar e a muito custo conseguiu terminar em 9º. Hamilton, que teve de trocar o bico do carro, caiu para a 19º, mas terminou na 5ª posição. Depois da corrida, quando dava uma entrevista, foi surpreendido por Massa, que bateu com força no seu ombro, dizendo rispidamente: “Bom trabalho!”.

Na temporada de 2012, Felipe Massa mostrou uma capacidade de recuperação pouco vista na Fórmula 1, depois de um início decepcionante, quando não conseguiu entender-se com o carro, que não o agradou desde os primeiros treinos: “Vamos ter muito trabalho”, disse. Nesse período, Felipe esteve até  ameaçado de demissão pela Ferrari, que chegou a conversar com Mark Webber, para substituí-lo. O piloto brasileiro, porém, fez uma ótima segunda metade do calendário, ficando sempre entre os 10 primeiros, com um 2º lugar no Japão e um 3º no Brasil, e afastando o perigo de demissão anunciada ainda durante o campeonato.

Massa começou mal a temporada, na Austrália, não chegando à Q3, largando da 16ª posição e tendo de deixar a pista na 46ª das 58 voltas, por causa e danos no carro provocadas por um choque com Bruno Senna.  Na Malásia, as coisas não foram muito melhores e ele chegou em 15°, enquanto via o companheiro de equipe, Fernando Alonso, subir ao lugar mais alto do pódio. Nas corridas seguintes continuou sempre atrás de Alonso: Na China, foi 13º e Alonso 9º; no Bahrein, foram 9º e 7º, respectivamente, e na Espanha, 15º e 2º. Em Mônaco, Massa deu os primeiros sinais de que a recuperação seria possível, ao chegar em 6º, todavia, no Canadá perdeu a chance de voltar ao pódio e acabar no 10º lugar. Ele rodou sozinho na curva 1 e admitiu: “Na verdade, para falar a palavra certa, foi uma cagada. Cheguei na curva e não tentei nada demais, não perdi o ponto de freada. Na hora de pegar a zebra, perdi a traseira do carro do nada.. Foi uma pena, porque seria uma ótima corrida”.  Em Valência, no GP da Europa, foi 16º; na Inglaterra foi 4º, mas os boatos sobre a demissão se acentuaram mesmo depois do vexame na Alemanha, onde saiu da 13ª posição e chegou em 12º, ao passo que Fernando Alonso, de novo, subia ao primeiro lugar do pódio. A partir da corrida seguinte, o GP da Hungria, tudo mudou; Felipe Massa parecia um outro piloto. Daí até o final do campeonato esteve sempre na zona de pontuação e fez a Ferrari mudar de ideia e anunciar a renovação do seu contrato. Ele foi 9º, na Hungria; 5º na Bélgica; 4º na Itália; 8º em Cingapura; 2º no Japão; 4º na Coreia; 6º na India; 7º em Abu Dhabi; 4º nos Estados Unidos, e 3º no Brasil. Com 122 pontos, foi o 7º colocado na classificação final.

No seu último ano de Ferrari, Felipe Massa só teve pouca coisa a comemorar: uma efêmera vantagem sobre Fernando Alonso depois das duas primeiras corridas, porque o espanhol não completou a prova da Malásia; 8 melhores posições no grid (Austrália, 4-5; Malásia, 2-3; Alemanha, 7-8; Itália, 4-5), Cingapura, 6-7; Japão, 5-8; India, 5-8 e Abu Dhabi, 7-10); o último pódio pela equipe italiana, conquistado no GP da Espanha e as duas chegadas à frente de Alonso, em provas que o espanhol não completou (Malásia e India). Sem ter completado duas corridas (Mônaco e Alemanha) e ter ficado fora da zona de pontuação em outras duas (Bahrein, 15º e Estados Unidos, 12º), Massa totalizou 112 pontos e ficou muito aquém do companheiro de equipe, que fez 242 e foi vice-campeão.
Em resumo, a campanha de Felipe Massa em 2013 foi assim:

Austrália – Largou bem e pulou do 4º para o segundo lugar; resistiu à pressão de Alonso e só foi ultrapassado porque o espanhol antecipou sua segunda parada. Chegou a liderar uma volta, mas a demorar na troca os pneus, já desgastados, perdeu posições e acabou em 4º. Malásia – Saiu da 2ª posição, à frente de Alonso, o 3º, porém, largou mal, perdendo várias posições e errou na escolha dos pneus. O desempenho melhorou na segunda metade da prova, quando a pista estava mais seca, mas não o suficiente para chegar ao pódio. Depois de passar por Romain Grosjean nas voltas finais, terminou em 5º, com o consolo de ficar à frente de Alonso na classificação dos pilotos. China – Começou bem, pulando de 5º para 3º na largada, mas perdeu posições na segunda bateria de paradas e passou a correr no pelotão intermediário. Chegou em 6º, após perder a disputa com Jenson Button nas últimas voltas. Bahrein – Felipe ganhou duas posições no grid, graças a punições a Webber e Hamilton, e largou do 4º lugar, mas o mau rendimento dos pneus duros antes da primeira parada e o estouro de dois deles durante a corrida, fizeram com que o piloto brasileiro acabasse no 15º lugar. Espanha – Felipe foi punido com a perda de 3 posições no grid, por ter bloqueado Webber na classificação, e saiu em 9º. Na primeira volta, passou por três adversários, e pulou para 6º. Levou vantagem no jogo dos pit stops, superou vários concorrentes e chegou em 3º, atrás de Alonso e Kimi Raikkonen. Foi o primeiro pódio de Massa desde o GP do Brasil 2008. Mônaco – Em Monte Carlo, Felipe Massa viveu o segundo pior momento da sua carreira (o primeiro foi o acidente na Hungria). O seu drama começou na manhã de sábado, nos treinos livres. A 180 km/h na reta, na entrada da curva Saint Devote, as rodas dianteiras travaram e o carro foi contra a mureta de proteção e depois para a área de escape. O carro não pode ser recuperado a tempo para a etapa de classificação e, devido à troca da caixa de câmbio, Felipe teve de largar da 21ª posição, à frente apenas de Max Chilton. Na corrida, não conseguiu passar por carros até mais lentos e na 9ª volta era o 17º. Na volta 28, voltou a sofrer acidente idêntico ao da véspera, tendo até de ir ao hospital, para comprovar que não nada sofrera. Uma investigação da Ferrari mostrou que os acidentes tinham sido causados por falha na suspensão e não por erro do piloto, como a equipe tinha acusado antes. Canadá – Depois de mais um acidente, dessa vez no treino oficial, quando foi de encontro à barreira de pneus, interrompendo a Q2, Massa largou da 16ª posição e fez uma boa corrida de recuperação. Na volta 54, passou por Romain Grosjean e subiu para o 10º lugar e na última volta ultrapassou Kimi Raikkonen, para chegar em 8°.

Inglaterra – Em Silverstone, Felipe fez uma largada sensacional. Depois de sair da 11ª posição no grid, já no fim da primeira volta era o 5º colocado. Na 7ª volta, na saída da curva 5, porém, o pneu traseiro esquerdo do seu carro estourou, obrigando-o a uma parada não prevista e a voltar à pista em último. Depois de mais duas trocas ainda conseguiu chegar em 6º. Alemanha – Largando da 6ª posição, duas à frente e Alonso, Felipe voltou a fazer uma boa largada, passando por vários carros. Mas na 4ª volta, errou; travou os pneus traseiros; rodou e, com problemas na caixa de câmbio e sem poder reduzir da 5ª para a 1ª marcha, só lhe restou abandonar a corrida. Hungria – Um choque com Nico Rosberg ainda na primeira volta comprometeu a corrida e em Hungaroring. A Ferrari optou por não trocar a asa danificada e assim, Felipe que largara em 7º e ganhara uma posição pouco antes do choque, não teve condições de lutar por um lugar melhor e terminou em 8ª. Bélgica – Um dos mais rápidos nos treinos livres, graças à troca acertada dos pneus de pista seca pelos intermediários, chegou a cravar o segundo melhor tempo da Q3, 2m04s059. Mas, como pista secou de vez, essa marca foi logo superada e ele acabou em 10º. Na corrida, teve problemas nas primeiras voltas, mas se recuperou na segunda metade do percurso e terminou em 7º. Itália – Mais uma vez, Felipe saiu na frente de Alonso (4º e 5º), e com um motor novo, fez uma largada excepcional, pulando para o 2º lugar. Fez jogo de equipe, abrindo caminho para Alonso, mas foi prejudicado pela demora dos mecânicos na última parada , perdendo o lugar no pódio para Mark Webber. Na quarta-feira, depois da corrida, Massa foi comunicado pela Ferrari que sue contrato não seria renovado. Cingapura – Em 6º no grid, Felipe fez, de novo, uma excelente largada, mas, segundo seu relato, ficou preso pelos carros que frearam mais cedo na primeira curva e perdeu posições, em vez de ganhar. A estratégia de três paradas, uma a mais do que a maioria dos concorrentes não funcionou e só nas voltas finais reagiu , deixou adversários com pneus mais gastos para trás e chegou na mesma posição da largada, o 6º lugar. Coreia – Numa largada equivocada, Massa rodou na terceira curva, tocou em Alonso; caiu do 6º para o 21º lugar; correu sempre no pelotão intermediário e deu-se por feliz ao chegar em 9º. Japão – De novo largando à frente de Alonso (5º e 8º), Massa marcou a corrida com a desobediência a uma ordem da pitwall, para que facilitasse a passagem do companheiro, quando eram respectivamente 5º e 6º. Após duas tentativas frustradas, Alonso acabou conseguindo passar, depois do primeiro pit stop, para chegar em 4º. Quando corria em 6°, Felipe Massa foi punido com drive-through, por exceder o limite de velocidade na pit lane, e na última volta foi surpreendido por Jenson Button, caindo para o 10º lugar. O drive-through não foi a única punição de Felipe no Japão: no caminho do autódromo, foi multado em quantia equivalente a 480 reais, por excesso de velocidade. India – Como já havia acontecido em corridas anteriores, Felipe foi o personagem principal da largada no circuito de Budh. Largou da 5ª posição, pulou para a 2ª ainda nas primeiras curvas e chegou a assumir a liderança entre as voltas 3 e 8, depois que Vettel foi obrigado a fazer um pit stop ainda na 2ª volta. Depois da parada, o brasileiro voltou em 8º lugar; a dez voltas do final brigou com Grosjean e Hamilton pela 4ª posição, ganhou do inglês, mas foi superado pelo franco-suíço na disputa pelo lugar no pódio. Terminou em 4º. Alonso foi 11º. Abu Dhabi – De novo à frente no grid (7º e 10º), Massa não confirmou na corrida a vantagem sobre o companheiro. Os dois chegaram a disputar posição, porém, beneficiado pelo trabalho mais rápido no box, o espanhol passou à frente, chegando em 5º, enquanto o brasileiro caia para o 8º lugar. Após a corrida, Felipe falava como se fosse continuar na Ferrari: “Hoje, eu fui competitivo do começo ao fim e pude ultrapassar vários carros. Foi uma corrida muito boa. Nossa estratégia era de apena suma para , mas quando percebemos que o desgaste era maior do que o previsto, decidimos fazer uma segunda parada. Agora, vamos para o Texas e para o Brasil. Espero poder ser tão ou mais competitivo do que aqui”. Estados Unidos – Sem conseguir um bom acerto do carro durante todo o fim de semana, teve uma corrida frustrante, em Austin. Largou da 13ª posição e só ganhou mais uma na corrida; chegou em 12º. Largou bem, mas não teve chance de ganhar posições e na relargada, na 5ª volta, ainda continuava em 13º. Uma parada extra, na expectativa da entrada do safety car ou algum outro incidente, que não aconteceram, frustrou as suas esperanças de ganhar posições e de uma classificação melhor. Brasil – Um descuido quando era o 4º colocado e mantinha perspectivas de pódio pôs a perder a corrida de Massa em Interlagos. Por passar com as quatro rodas sobre as linhas que demarcam a entrada dos boxes, foi punido com um drive-through e cruzou a linha de chegada em 7º lugar. O resultado foi desastroso para a Ferrari, que com a chance de superar a Mercedes na classificação das equipes, perdeu também alguns milhões de dólares.

Números de Felipe Massa pela Ferrari:
GPs – 139
Pódios – 36
Vitórias – 11 – 3 na Turquia; 2 no Bahrein; 2 no Brasil e 1 na França, Espanha, GP da Europa e Bélgica
Voltas mais rápidas – 1 4 – 2 na Espanha, GP da Europa e Hungria; 1 no Bahrein, França, Bélgica, China, Japão, Brasil, Mônaco e Austrália
Poles – 15 – Turquia (2006,2007,2008), Japão (2006), Brasil (2006, 2007,2008), Malásia (2007, 2008), Bahrein (2007), Espanha (2007), França (2007), Mônaco (2008), Valência (2008) e Singapura (2008).

No dia 11 de novembro de 2013, a Williams anunciou a contratação de Felipe Massa por três anos, a partir de 2014, quando, como primeiro piloto, formaria dupla com o finlandês Valtteri Bottas.

A primeira corrida de Massa pela nova equipe não durou mais do que alguns segundos. Dado o sinal de largada para o GP da Austrália, ele, Kamui Kobayashi e Kimi Raikkonen se envolveram numa tripla colisão que o tirou da pista antes da primeira curva. Depois da corrida o brasileiro pediu a punição do adversário, por direção perigosa, mas foi apurado que o japonês tinha perdido os freios traseiros e por isso não foi punido.  Na Malásia, Massa provocou um principio de crise, que poderia comprometer o futuro da equipe no campeonato, mas foi logo superado. Depois de largar da 13ª posição, o brasileiro subiu três lugares e fazia uma boa corria de recuperação, quando foi tocado por Valtteri Bottas. Ele reclamou pelo rádio e o companheiro foi advertido pela equipe. Logo depois, ele recebeu mensagem repetida duas vezes pelo engenheiro Rod Nelson “Valtteri está mais rápido do que você. Não o segure”. Certamente, lembrando os tempos da Ferrari, quando foi obrigado a dar passagem a Schumacher, Massa ignorou a ordem e defendeu o 7º lugar até o final da corrida. No Bahrein, após uma largada fantástica, Massa teve desgaste de pneus maior do que esperava, foi também prejudicado pela entrada do safety car e acabou chegando no mesmo 7º lugar de onde tinha largado. Na China, ele largou da 6ª posição, ganhou mais uma, mas ao tentar ganhar outra tocou na roda dianteira de Fernando Alonso e não conseguiu passar. Na 11ª volta, na primeira troca de pneus, os mecânicos da Williams se confundiram na colocação do pneu traseiro e o retiveram no box por quase um minuto. Ele voltou para a pista no último lugar, longe dos adversários e teve de lutar muito para chegar no 15º lugar.  Na Espanha, na 9ª posição do grid, voltou a fazer uma boa largada, mas teve o azar de ter pela frente Daniel Ricciardo e não conseguiu passar. Depois não encontrou pista limpa nos dois stints que tentou e acabou chegando no 13º lugar. Em Mônaco, depois de largar da 16ª posição, com boa gestão dos pneus e aproveitando os erros ou abandonos de adversários, conseguiu um razoável 7º lugar. No volta final no Canadá, na tentativa de uma colocação melhor ou até um lugar no pódio, Massa que estava em 4º, atinge a roda traseira de Sergio Perez, os dois saem da pista, batem na barreira de pneus e, felizmente ilesos, são obrigados a deixar a pista. Como já tinha completado mais de 90% do percurso, Massa se classificou no 12º lugar. Na Áustria, Massa interrompe a série da Mercedes e, depois de cinco anos e 93 corridas de jejum, conquista a pole position. Ele liderou a prova até a primeira bateria de pit stops e, de novo, devido à lentidão do pessoal do box, foi ultrapassado por Lewis Hamilton e Nico Rosberg e por Valtteri Bottas e teve de se contentar com o 4º lugar, o seu melhor resultado até então.  O GP da Inglaterra, em Silverstone, o 200º da carreira, não deixou boas lembranças a Massa. Saindo na 15ª posição, ele teve problemas com o caro na largada e foi ultrapassado por todos os que estavam atrás dele. Quando conseguiu acelerar, passou dois carros, mas ao tentar desviar de Raikkonen, que estava atravessado na pista, acabou batendo no caro do finlandês. Mesmo com um pneu furando, voltou ao boxe, para tentar continuar na corrida, mas o carro estava bastante avariado, obrigando-o a deixar a pista. Na Alemanha, Massa voltou a ter uma corrida frustrada logo na saída. Na primeira curva, em 3º no grid, ele foi atingido violentamente por Kevin Magnussen, o 4º, capotou e teve sorte de não sofrer nenhum dano físico. Ele pegou carona com o carro médico e passou pelo centro médico, mas foi liberado em seguida. Na Hungria, largando da 6ª posição, Massa fez uma das suas melhores corridas da temporada. Começou com cautela, evitando ser fechado e chegou a correr na liderança da prova. No final, resistiu à pressão de Kimi Raikkonen durante 10 voltas e terminou em 5º. Depois da prova, admitiu ter sido um erro colocar pneus mais duros na 3ª parada, pois, na opinião dele, com os macios poderia ter chance de melhor colocação. Na Bélgica, Felipe Massa foi vítima involuntária de um incidente e teve sua prova comprometida, chegando no 13º lugar, depois de sair em 9º.  No inicio da corrida, pedaços do pneu furado de Lewis Hamilton se prenderam no assoalho do carro, tornando muito lento e perdendo quase dois segundos por volta. Os detritos só foram retirados na 3ª parada e aí já era tarde para uma reação efetiva. Na Itália, a sorte de Massa começou a mudar. Ele saiu de 4º e chegou em 3º, atrás apenas dos dois carros da Mercedes, no primeiro pódio pela Williams, o primeiro desde o GP da Espanha de 2013 e o 37º da carreira. E no pódio, foi aclamado pela torcida da Ferrari, que aplaudiu e gritou seu nome, e depois pode comemorar também a extensão do contrato com a Williams para 2015, anunciada pela equipe antes da corrida. Em Cingapura, Massa, que largou da 6ª posição e fez só duas paradas, teve que fazer um grande esforço para poupar pneus e chegar em 5º. Depois da corrida ele disse ter de “guiar como vovó” para preservar os pneus da 22ª volta até final das 60. No Japão, maior que a decepção de ter largado em 4º, enfrentado a acquaplanagem ou o escuro do final da corrida e ser ultrapassado pelo companheiro Botas, por Vettel e Ricciardo, e chegar em 7º, foi a preocupação com o colega de profissão Jules Bianchi, acidentado durante a corrida.  Na Rússia, o brasileiro foi obrigado a fazer uma segunda parada, não programada, e isso o impediu de chegar à zona de pontuação. Ele largou da 18ª posição e parou logo na primeira volta, para tentar ganhar posições com o pneus macios, mas, por duas vezes, ficou atrás de Sergio Perez e, não conseguindo ultrapassá-lo teve de contentar-se com o 11º lugar. Nos Estados Unidos, Felipe teve um bom começo, subindo do 12º para o 3º lugar, mas num erro na estratégia de parada foi ultrapassado por Ricciardo e perdeu o lugar no pódio. Em vez de chamar para troca o brasileiro, que, na volta 33, estava com pneus desgastados e pressionado por Ricciardo, a Williams chamou primeiro Valtteri Bottas. O tempo perdido por Massa permitiu que o piloto da Red Bull assumisse o 3º lugar. No Brasil, porém, Felipe Massa deu a volta por cima e sentiu o gosto da champagne do pódio. Mesmo tendo sofrido punição de 5 segundos de stop&go, por excesso de velocidade na pit lane e, por engano, tendo parado no box da McLaren, e não no da Williams, chegou em 3º, a 41s031 do vencedor, Nico Rosberg.  Em Abu Dhabi, Felipe Massa fechou com chave de ouro a temporada, com a melhor corrida e a melhor classificação do ano, o segundo lugar. Ele largou da 4ª posição, passou por Bottas, que era o 3º no grid e nas últimas 10 voltas fez uma caçada implacável ao líder, chegando perto da vitória.

Com 134 pontos, Felipe Massa foi o 7º colocado entre os pilotos e se tivesse feito uma primeira fase da temporada mais consistente, poderia ter obtido uma colocação final bem melhor.  Das 11 corridas antes das férias, ele não fez pontos em 6. Na segunda fase, pontuou em 6 das 8 corridas, terminando com os expressivos resultados no Brasil e Abu Dhabi. O desempenho do piloto brasileiro mereceu rasgados elogios do dono da equipe Williams, Frank Williams:

“Felipe é um dos maiores talentos do esporte na última década. Ele traz consigo uma boa cabeça e muita experiência, tanto para desenvolver o carro quanto para tirar o máximo dele em um Grande Prêmio. Ele ainda tem muito apetite e sua paixão por corrida me impressionou imediatamente quando negociamos no ano passado. Adoro trabalhar com pilotos natos e Felipe está nessa categoria. Ele também tem um charme especial e se encaixou rapidamente na equipe”.

A temporada de 2015 de Felipe Massa foi o inverso dos anos anteriores. Antes ele costumava começar mal, ou no máximo regularmente, mas subia de rendimento na segunda fase do campeonato, melhorando de posição. Em 2015, foi diferente. Depois de um bom início, por alguns erros próprios e pelas deficiências do carro, piorou de desempenho depois das férias de verão. O fato mais emblemático dessa etapa foi a desclassificação no GP do Brasil, que lhe tirou a possibilidade de ser o quarto colocado entre os pilotos. Com 121 pontos e dois pódios, pelos terceiros lugares na Áustria e na Itália,  acabou na 6ª posição na classificação final, o que não deixa de ser um resultado positivo.

O piloto brasileiro começou bem a temporada com um quarto lugar na Austrália e só perdeu o 3º lugar, que ocupou no grid, para Vettel, depois que este trocou os pneus médios pelos macios. Na Malásia, uma falha da Williams no pit stop impediu que Massa conseguisse seu objetivo de terminar entre os cinco primeiros. Numa das paradas, perdeu dois preciosos segundos que acabaram fazendo falta no final. Ao faltarem três voltas para o encerramento da corrida, ele foi alcançado pelo companheiro Valtteri Bottas, que, com a abertura da asa, depois do duelo mais emocionante da prova, na última volta venceu a resistência do brasileiro, para ganhar o 5º lugar. Na China, na largada, Massa, o 4º no grid, foi surpreendido por Valtteri Bottas, que o ultrapassou por fora, e Kimi Raikkonen, que entrou por dentro na curva. Em seguida, o brasileiro conseguiu retomar a 5ª posição de Bottas, mas não conseguiu alcançar o finlandês da Ferrari. Massa teve problemas mecânicos na etapa seguinte da temporada, no Bahrein. Na volta de apresentação, o carro dele ficou parado na pista e teve de ser levado imediatamente para o box, a fim de ser reparado o problema elétrico que afetava a pressão do combustível. Ele largou da pit lane, depois da passagem do último carro  do grid. Ainda assim, conseguiu pular para o 8º lugar e terminar a corrida em 10º. Na Espanha, Massa, o 9º no grid, deu uma excelente partida, chegou a passar por quatro carros, mas depois foi apertado e quase jogado para fora da pista, e na freada perdeu três posições, voltando à 8ª e encerrando a prova em 6º, atrás do companheiro Valtteri Bottas, que largou e chegou em 4º. Em Mônaco, além de não ter conseguido um bom lugar no grid, ficando na 12ª posição, logo no início, tocado por Pastor Maldonado, teve a dianteira do carro danificada e teve de parar para a troca do bico. Voltou na última posição e, depois de mais duas paradas, terminou no 15º lugar. 15º. No Canadá, o brasileiro, um dos poucos com pneus macios, fez uma boa largada e já na 2ª volta tinha ganhado duas posições, ocupando o 13º lugar. Na 4ª volta, passou por Fernando Alonso e assumiu a 12º colocação, mas teve dificuldades para passar por Ericsson e chegar ao 11º. Só conseguiu isso na volta 9, quando pode abrir a asa, depois da curva 3. Na sequência, o brasileiro ultrapassou Daniel Ricciardo, Sergio Perez e Daniil Kvyat, para alcançar o 7º lugar. Com o pit stop dos concorrentes da frente, Massa era o 5º colocado na 38ª volta, quando fez sua única parada, para colocar os pneus supermacios. Voltou em 9º e, a seis voltas do fim, com a abertura da asa, ganhou a disputa com Pastor Maldonado pelo 6º lugar. Na Áustria, o brasileiro, que largou da 4ª posição, resistiu a uma forte pressão de Sebastian Vettel nas últimas 30 voltas, para garantir o 3º lugar e o primeiro pódio da temporada, o 40º das 218 corridas da sua carreira. Vettel foi prejudicado pelo mau trabalho de box da Ferrari. Os desastrados mecânicos da equipe italiana tiveram problemas com a roda traseira direita na sua única parada e ele perdeu a boa vantagem que tinha sobre Felipe Massa, que chegou a cair para 17º, mas se recuperou no final. Na Inglaterra, Massa se classificou em 3º no grid e fez a largada mais espetacular da temporada, tirando o carro de lado e colocando-se entre os dois carros da Mercedes, para assumir a liderança. Os dois carros da Williams assumiram a ponta da corrida e Bottas, por várias vezes tentou passar, porém Massa não deu espaço e o risco de um choque entre os dois fez a equipe recomendar que não brigassem entre si, para evitar incidente. A liderança de Massa durou até a 21ª volta, quando ele parou para trocar pneus. Hamilton, que tinha parado uma volta antes, assumiu o primeiro lugar. O brasileiro, que parou juntamente com Rosberg, saiu do box lado a lado com o alemão e conseguiu voltar em 2º, seguido de Bottas. Essas posições se mantiveram até a volta 39, quando Rosberg começou uma grande reação, passando pelos dois, com Massa cruzando a linha em 4º. Na Hungria, a corrida não começou bem para Massa. Além de largar mal, caindo da 8ª para 9ª posição, foi punido com 5 segundos de parada no box, por ter colocado o carro fora de lugar no grid, e acabou no 12º lugar. Na Bélgica, Massa, que teve chance de obter um resultado melhor, acabou chegando na mesma 6ª posição de onde tinha largado, por falta de rendimento dos pneus macios que calçou na segunda parada. Em Monza, Felipe Massa teve seu momento de glória, comemorando no pódio, diante da entusiasmada torcida italiana o seu terceiro lugar.  Ele saiu da 5ª posição, pulou para o terceiro lugar e perdeu a posição para Rosberg na primeira bateria de pit stops.  Mas, a duas voltas do final, Massa herdou o 3º lugar do alemão, que foi obrigado a parar por causa do estouro do seu velho motor, veterano de seis corridas. Todavia, para garantir o pódio, o brasileiro teve que resistir a violenta pressão do companheiro de equipe, Valtteri Bottas, inclusive a dois ataques de asa aberta na volta final. Em Cingapura, Felipe Massa teve uma corrida infeliz. Ele até começou bem, ganhando o 8º lugar de Max Verstappen, que ficou parado no grid, mas depois, tudo deu errado. No retorno de sua 1ª parada, na volta 13,  foi fechado por Nico Hulkenberg, escapou por pouco de ser jogado fora da pista, mas teve de voltar ao box para trocar o pneu direito dianteiro furado e caiu para a 14ª posição. Não bastasse isso, a partir da 27ª volta, Massa começou a enfrentar problemas com a caixa de câmbio. Segundo ele explicou, ele buscava a 7ª marcha e o câmbio ia para o ponto morto. Tentava a 6ª e acontecia a mesma coisa. Em dado momento, decidiu ir para o box, para buscar uma solução, porem, na entrada da pít lane as marchas começaram e entrar e, pensando que estava tudo resolvido, apenas passou diante dos boxes e voltou à pista, numa manobra que ninguém, a não ser ele, entendeu.  Na volta 30, todavia, a caixa de câmbio estourou de vez e ele teve de abandonar a prova. No Japão, Massa ficou praticamente fora da corrida antes da primeira curva, ao tocar em Daniel Ricciardo e ser obrigado a voltar ao box para trocar o pneu dianteiro direito, que furou, e o bico, também danificado. Estoicamente, Massa se manteve na pista até o final, mas sempre entre os últimos e terminando em 17º, a duas voltas do vencedor. Na Rússia, graças a um incidente entre os finlandeses Bottas e Raikkonen e alguns outros fatores favoráveis durante a prova, Felipe Massa, que tinha largado em 15º, chegou na 4ª posição. Nos Estados Unidos, depois de uma colisão que envolveu também Alonso, Ericsson, Nasr e Bottas, Massa teve problemas no carro que o obrigaram a deixar a corrida na volta 24. No México, com a estratégia de uma parada só, assim como o companheiro Valtteri Bottas, depois de uma boa disputa com Max Verstappen, Massa, que tinha largado em 8º, conseguiu terminar no 6º lugar. No Brasil, Felipe Massa teve a que deve ter sido a maior decepção da carreira. Ele largou e chegou em 8º, mas foi desclassificado, por irregularidade num dos pneus. Na verificação no grid, os comissários constataram que o pneu traseiro direito estava 27ºC acima da temperatura máxima estipulada de 110ºC e a pressão do composto ultrapassava o limite em 0.1psi. A Williams ameaçou recorrer, mas desistiu por considerar que não haveria ganhos nem para a equipe nem para o piloto. Em Abu Dhabi, Massa largou mal, porém  conseguiu recuperar a 8ª posição original uma volta depois de ultrapassar Marcus Ericsson na disputa pelo 9º lugar, na 13ª volta.

A temporada de 2016 de Felipe Massa foi praticamente a repetição da anterior. O piloto brasileiro não conseguiu nenhum resultado muito mais expressivo que o companheiro Valtteri Bottas e na classificação final ficou bem longe do finlandês. Foi o 11º, com 53 pontos, enquanto Bottas obteve a 8ª posição, com 85.

Assim como em 2015, Massa obteve seus melhores resultados no início do campeonato, quando fez 36 dos seus 53 pontos. Entre o Canadá, 7ª corrida, e a Malásia, 13ª, marcou apenas 4 pontos. No final, conseguiu relativa recuperação, terminando entre os 10 primeiros em quatro das cinco corridas e só deixando de pontuar no Brasil.

O momento de mais destaque da campanha de Massa foi a despedida no Brasil. Quando abandonou a prova, aconteceu o momento mais emocionante da corrida e da carreira dele. Massa saiu do carro, colocou a bandeira brasileira nas costas e foi andando a pé para os boxes, chorando sob aplausos da torcida. Ao chegar ao pit lane, foi aplaudido pelos componentes de todas as equipes colocadas antes da garagem da Williams, especialmente o pessoal da Ferrari, que o abraçou, antes de, sempre aos prantos, ele receber os abraços emocionados da mulher Rafaela e do filho Filipinho.

Assim foi a temporada de 2016 de Felipe Massa, na descrição da Wikipédia, em tradução livre e adaptações:

“ A temporada de 2016 começou bem para Massa. Após a classificação em um sólido sexto lugar para a primeira prova na Austrália, ele fez uma corrida solitária para terminar em quinto lugar, obtendo 10 pontos. Na segunda rodada, no Bahrein, classificou-se em sétimo, 0,002 milésimos atrás de seu companheiro de equipe. Depois de um excelente início, subiu para segundo até a primeira rodada de paradas de boxes, que viu a Williams seguir uma estratégia conservadora de 2 pit stops, usando o composto médio. A estratégia não deu certo e Massa terminou a corrida em oitavo, depois de ser ultrapassado na última volta por Daniil Kvyat, da Red Bull.

Na etapa seguinte, o Grande Prêmio da China de 2016, se viu Massa ficar num decepcionante 11º lugar, depois de uma bandeira vermelha que o impediu fazer uma última volta lançada Q2. Na corrida, Massa seguiu uma estratégia de duas paradas, que o ajudou a terminar no sexto lugar, depois de uma longa luta com Lewis Hamilton. No Grande Prêmio da Rússia, Massa classificou-se no 5º lugar, mas subiu para 4º, beneficiado por perda de 5 posições por Sebastian Vettel, pela troca da caixa de cambio.  Depois, teve uma corrida tranquila para terminar no 5º lugar. Na quinta etapa da temporada, o Grande Prêmio da Espanha, Massa foi nocauteado Q1, depois de perder tempo com o tráfego durante sua primeira volta e depois não ter tempo suficiente para sair novamente para uma segunda tentativa. Foi a primeira vez, desde o GP da Rússia de 2014, que o piloto brasileiro foi eliminado na Q1. Na corrida, Massa fez progressos sólidos, para terminar em 8º após a utilização de uma agressiva estratégia de 3 paradas. O sexto evento do campeonato de 2016, o Grande Prêmio de Mônaco, não começou bem para Massa, que rodou na Saint Devote, no primeiro treino livre. No sábado, ele se classificou na P14, mas em uma corrida que começou em condições úmidas, progrediu para terminar em 10º e marcar um ponto.

Na corrida seguinte, o Grande Prêmio do Canadá, o fim de semana também não começou bem para Massa, de novo rodando na curva 1, na primeira sessão de treinos. Com problemas no DRS e nos freios, com falta de downforce traseira, teve que correr o restante do fim de semana sem algumas partes, após o acidente.  Ainda assim, se classificou na quarta linha, em 8º lugar. Todavia, na corrida, Massa teve de deixar a pista, devido a um vazamento de água que provocou superaquecimento do motor. Uma semana depois, no Grande Prêmio da Europa, em Baku, na primeira corrida de Fórmula 1 no Azerbaijão, Massa lutou durante as sessões de treinos e conseguiu se classificar sexto. Na corrida, sofreu com granulação do pneu traseiro e terminou no 10º lugar.

Nas quatro corridas seguintes, Massa não conseguiu marcar pontos, pois a maioria delas foi comprometida pela má sorte. Na Áustria, teve que começar da pit lane, devido a uma mudança de asa dianteira, após danos estruturais sofridos na classificação. Na corrida, apesar disso, tinha subido para a zona de pontuação, antes de ser forçado a abandonar, na 63ª das 71 voltas, devido à elevada temperatura dos freios. Na corrida seguinte, o Grande Prêmio da Inglaterra, Massa começou fora dos top 10 e foi prejudicado pela chuva torrencial que caiu antes do início da prova. O carro da Williams, como historicamente, não se adequou às condições de tempo úmido e Massa terminou em 11º. Na Hungria, Massa foi bastante exigido durante todo o fim de semana de corrida. No sábado, com pista molhada, classificou-se num 18º lugar decepcionante. Quando a pista começou a secar, para os intermediários, mas aquaplanou na curva 4, bateu forte na barreira e teve de encerrar a sessão. Na corrida, enfrentou problemas na direção no caminho para o grid. A equipe da Williams trabalhou duro para tentar corrigir o problema e chegou a um nível em que o piloto pode competir, mas de maneira extremamente comprometida. E ele completou a prova na mesma posição da largada, 18º. Na última corrida antes das férias de verão, na Alemanha, Massa largou em 10º, mas, foi atingido por Jolyon Palmer, na primeira volta, teve o ritmo do carro afetado e foi obrigado a abandonar na 36ª das 52 voltas. Em seguida, na Bélgica, Massa qualificou-se em 10º e só pode dar uma volta na Q3, pois travou os pneus na curva 1 e seu tempo ficou comprometido. No início da corrida, manteve-se fora de problemas e subiu para quarto, mas não conseguiu poupar os pneus e terminou em décimo.

Depois de, no dia 1º de setembro, anunciar sua aposentadoria da Fórmula 1, após 15 anos, Massa ficou em 11º lugar para o Grande Prêmio da Itália. Com um começo agressivo, ultrapassou três carros e terminou a que seria (mas que, provavelmente, não será) sua última corrida italiana em 9º. Após uma pausa de duas semanas, em Cingapura, na classificação, Massa foi apanhado em meio a bandeiras amarelas, causadas por Romain Grosjean e Jenson Button. Terminou em P12, mas foi promovido a P11, depois de Sergio Pérez ser penalizado por melhorar seu tempo na Q2 sob bandeiras amarelas. Na corrida, Massa adotou mal sucedida estratégia de 3 paradas e, apesar de correr entre os 10 primeiros a maior parte do percurso, terminou em 12º. No Grande Prêmio da Malásia, toda a corrida foi comprometida pela má sorte. Massa sofreu um problema de aceleração, deixando-o preso no grid quando a volta de apresentação começou. A equipe foi capaz de recuperar o carro e permitir-lhe partir do pit lane, mas apenas algumas voltas mais tarde sofreu furo do pneu e teve que parar. A essa altura, estava19º, mas com uma corrida consistente chegou em 3º. No Japão, Massa largou da13ª posição; perdeu dois lugares no início, porém, com estratégia de uma parada, terminou em 9º, na frente de seu companheiro de equipe. Em Austin, nos Estados Unidos, Massa se qualificou em 9º, fez excelente largada, ganhando duas posições na primeira curva e correndo em sexto lugar. No entanto, uma segurança virtual, implantada devido à saída de Max Verstappen, permitiu a Carlos Sainz Jr ganhar uma posição e ele avançar para o quinto lugar. No final, em uma batalha por esse posto, Fernando Alonso ganhou de Sainz e Massa, jogando os dois para o 6º e 7º lugares, respectivamente. Na disputa Massa teve um pneu furado, não se identificou por quem e como, e teve de fazer um pit stop na penúltima volta. Apesar disso foi capaz de manter a posição e terminar a corrida à frente de Sergio Pérez. Esse foi o melhor resultado do brasileiro, desde o Grande Prêmio da Rússia. No México, Massa foi o 9º no grid, fez um forte início, passou a 6º nas voltas de abertura, voltou ao 9º e segurou a posição, resistindo à pressão de Sergio Perez, que tinha pneus mais novos e DRS em grande parte da corrida. No Brasil, Felipe Massa, que começou na 12º posição, chegou a ameaçar entrar entre os 10 primeiros, mas depois de pagar punição de 5 segundos, por passar por Gutierrez, com carro de segurança, caiu para o 18º lugar e iniciava recuperação quando, na volta 46, rodou e teve de deixar a pista. Em Abu Dhabi, na sua 250ª corrida na F1 e que seria de despedida da categoria, largou e chegou no 10° lugar e, após a prova, recebeu eloquente homenagem da Williams.

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  • Felipe Massa é filho de Luiz Antonio Massa (Titônio) ex-piloto, e Ana Elena Massa. Seu avô, José Massa, foi o fundador da fábrica da carroceria de ônibus Caio. Desde 30 de novembro de 2007, é casado com Ana Raffaela Bassi. Seu empresário é Nicolas Todt, filho de Jean Todt, ex-diretor da Ferrari.
  • No Brasil, é torcedor do São Paulo e começou a torcer pelo Fernabahce quando Zico, seu ídolo, era técnico do time, que tinha também um dos seus melhores amigos, Roberto Carlos. E passou a gostar ainda mais do clube e da Turquia depois de ganhar pela terceira vez consecutiva o GP de Istambul.
  • No automobilismo, quando criança, torcia por Nelson Piquet. E numa  entrevista à revista Época explicou por que: “Eu era menino de sete ou oito anos e vi Ayrton (Senna) no bar de um iate clube. Me aproximei para pedir um autógrafo e ele recusou. Fiquei muito mal. Depois disso, passei a torcer pelo Nelson”.
  • Uma entre muitas superstições: se for bem nos treinos de classificação, só troca a cueca depois da corrida