Esteban Ocon

Perfil

 Nome Esteban José Jean-Pierre Ocon-Khelfabne
País França
Nascimento: 17 de setembro de 1996
Local: Evreux
Pais Laurent e Sabrina Ocon
Altura: 1,86
Peso: 66 kg
Estado civil: solteiro
Equipe Racing Point Force India
Nº do carro 31
Corridas 50
Pontos 136

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitoria Pole Pódio Volta Pts Pos.
2018  

 

Fórmula 1

 

 

Force India

21 49 12°
2017 20 87
2016 Manor 9 0 23º
2015 GP2 ART GP 18 1 3 14 5 253
2014 Renault 3,5 Comtec 3 2 23º
F3 Europa Prema 33 9 15 21 7 478
 

2013

F 3 Inter Prema 2 10º
Renault 2.0 ART JR 8 1 3 3 122 12º
Renault 2.0 Eur 14 2 1 5 1 159
2012 Renault 2.0 Alps Koiranen 9 0 2 1 69
Renault 2.0 Eur 14 1 31 14º
2004/11 Carreira no Kart

História

Esteban Ocon, nascido em Evreux, na França, a 17 de setembro de 1996, é filho de Lauren Ocon e Sabrina Ocon, procedentes de Málaga, na Espanha. Ele é o 72º francês a ingressar na Fórmula 1 e estreou na categoria principal no GP da Bélgica de 2016, pela Manor, substituindo o indonésio Rio Haryanto. Antes, por três anos, foi piloto de testes da Force India, Mercedes e Renault. No final da temporada de 2016, foi contratado pela Force India.

Ocon começou no kart, aos 4 anos e meio, num centro de recreação e no jardim dos pais, antes de participar de competições de minikart, em 2004 e 2005. Em 2006, participou de diversas competições locais, do campeonato da França, terminando no 8º lugar e sendo considerado o primeiro calouro. Em 2007, ganhou o campeonato da França de minikart em 2008, o campeonato de cadetes.

Em 2009, pela equipe liderada por Eric Boullier, passou para a KF3 disputando a WSK International na qual se classificou no 35º lugar. Também ocupou o 35º na liga espanhola e o 4º na Copa Bridgestone KF3 da Europa. No ano seguinte, ainda na KF3, foi 35º Aberto de Masters da Itália, 7º na Copa de Inverno, 6º Copa das Nações WSK e na Copa Bridgestone. No Troféu Andrea Margutti foi segundo colocado.

Em sua última temporada no karting, em 2011, Ocon foi o 27º do Troféu da Academia de Kart CIK-FIA e 26º da Copa do Mundo CIK-FIA de KF3. Foi 9º na FEDER Kart Masters; 6º no Troféu Andrea Margutti Júnior; terminou em 2º lugar na WSK Euro Series-KF3 e foi campeão da KF3.

Em 2012, o piloto francês estreou nos monopostos, na Copa da Europa da Renault 2.0, com a equipe Korainen GP e foi o 14º, com décimo quarto, com 31 pontos, com quatro entradas na zona de pontuação e um pódio em casa, Le Castellet. Ele também disputou parte da temporada da Renault 2.0 Alpes, com a Koiranen, terminando com dois pódios, ambos no Red Bull Ring, na Áustria.

Em 2013, ele decidiu mudar para a ART Junior e conquistou três pódios, assim como a primeira vitória, em Le Castellet, e terminou a temporada na 3ª colocação. No mesmo ano, fez a estreia na Fórmula 3, no Grande Prêmio de Macau, correndo pela Prema Powerteam.

Em 2014, ainda com a Prema, participou do campeonato europeu da Fórmula 3. Ele esteve na primeira colocação desde a primeira rodada, em Silverstone, e venceu o campeonato com uma rodada de antecipação, tendo superado, entre outros mas Verstappen.

Em 2015, com a ART Grand Prix, Ocon conquistou o campeonato da GP 3, apesar de ter obtido apenas uma vitória (duas outras foram negadas devido a penalidades) e da pressão de Luca Ghiotto.

Ocon dirigiu para Mercedes-Benz nas primeiras 10 corridas da temporada da DTM de 2016, ao mesmo tempo em que atuava como piloto reserva da Renault Sport F1. Ele participou da primeira sessão de treinos livres do Grande Prêmio de Abu Dhabi, em 21 de novembro de 2014, dirigindo para a Lotus, e de testes em Barcelona com a Force India.

Em fevereiro de 2016, foi anunciado que Ocon atuaria como piloto reserva da Renault e a 10 de agosto de 2016, que dirigiria para o Manor na segunda metade da temporada de 2016, substituindo Rio Haryanto.

Esteban Ocon fez sua estreia na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Bélgica, no dia 28 de agosto, classificando-se no 16º lugar, uma volta atrás do vencedor, Nico Rosberg. Em seguida teve uma série de últimos lugares, até chegar em 12º, no GP do Brasil, após deixar a zona dos pontos na última volta.

Ele terminou o campeonato no 23º lugar, sem marcar nenhum ponto. Fez a estreia na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Bélgica, classificando-se no 16º lugar. Em seguida, foi 18º, na Itália e Cingapura; 1º na Malásia; 21º no Japão; 18º nos Estados Unidos e 21° no México. No Brasil, estava na zona de pontuação na última volta, quando foi ultrapassado por Fernando Alonso e Valtteri Bottas.

Em 10 de novembro de 2016, a Force India anunciou que tinha assinado contrato com ele para 2017, como parte de seu contrato de vários anos com a Mercedes. A escuderia alemã, que investe na carreira do piloto, o indicou à equipe anglo-indiana em troca de um desconto no fornecimento dos motores.

Ao entrar para a Fórmula 1, Esteban Ocon escolheu o número 31, igual ao que usava quando corria de kart com uniforme igual ao de Michael Schumacher nos seus dias de Ferrari.

Na primeira corrida de 2017, o GP da Austrália, Esteban Ocon obteve o 10º lugar, marcando seu primeiro ponto na Fórmula 1. Na China, o piloto repetiu a posição, somando mais um ponto.  No Bahrein  repetiu a colocação e na Rússia foi 7º, totalizando 9 pontos. Na Espanha, foi 5º colocado, pulando para 19 pontos.

No restante do campeonato, Ocon só não pontuou em Mônaco, quando foi 12º colocado, e no Brasil, onde abandonou a corrida. Depois da Espanha, foi 5º no México; 6º no Canadá, Azerbaijão, Itália, Japão e Estados Unidos; 9º na Hungria e Bélgica; e 10º em Cingapura e Malásia. Terminou n 8ª colocação entre os pilotos, com 87 pontos. Sergio Perez foi 7º, com 100 pontos e a Force India ficou na 4ª colocação entre as equipes, com 187 pontos, atrás, da Mercedes, Ferrari e Red Bull.

Na primeira corrida da temporada de 2018, na Austrália, Esteban Ocon foi 15º na qualificação, ganhou um posto, com punição de Valtteri Bottas, e chegou em 12º, com atuação inexpressiva. Fez pro gasto!
No Bahrein, depois de ser ultrapassado por Lewis Hamilton, que passou por ele e mais dois de uma só vez, Ocon conquistou seu primeiro ponto da temporada. Largou da 8ª posição e a duas voltas do final passou por Carlos Sainz para ser o 10º colocado.
Na China, Ocon largou de 12º e estava perto de terminar na zona de pontuação, mas, depois de perder muito tempo atrás Romain Grosjean, não conseguiu passar por Kevin Magnussen e terminou em 11º.
No Azerbaijão, o piloto francês chegou a se revezar com Vettel e Hamilton na liderança da Q3 e terminou na 7ª posição. Na corrida, porém, foi tocado por Kimi Raikkonen, na curva 3, logo na primeira volta, e os danos no carro obrigaram-no a deixar a pista.
Ocon não foi feliz também no GP seguinte, na Espanha. De novo passou à Q2 e foi 13º colocado, mas teve que se retirar na 40ª das 66 voltas, por vazamento de óleo. Como parou na área interna da curva, foi preciso impor segurança virtual em toda a pista. Depois da corrida ele reclamou e de erro no pit stop e da perda de 20 segundos na troca do pneus traseiro esquerdo, que o colocou no fim da fila.
Em Mônaco, Ocon recuperou o prejuízo das corridas anteriores e obteve valiosos 8 pontos, com o 6º lugar, que foi também a posição dele no grid. Durante a prova, a pedido de Toto Wolf, chefe da equipe da Mercedes, Ocon, que é faz parte do programa de formação da equipe alemã, abriu passagem a Lewis Hamilton, que ainda lutava pela liderança.
No Canadá, Ocon foi de novo vítima de erro no pit stop, que lhe custou pelo menos um lugar na classificação final. Largou da 8ª posição, ultrapassou Nico Hulkenberg e estava correndo em 7º, quando perdeu alguns segundos na parada, sendo superado de novo por Hulkenberg e Pierre Gasly.
Na França, assim como o compatriota Pierre Gasly, Ocon não teve a satisfação de completar uma corrida em casa. Na largada, depois de tocados por outro francês, Romain Grosjean, eles se chocaram e, com os carros bastante danificados, tiveram que abandonar a pista.
Na Áustria, o piloto da ainda Force índia largou da 11ª posição e voltou à zona dos pontos, terminando em 6º. Ele conseguiu preservar os pneus até o fim e se revezou como companheiro Sergio Perez na perseguição a Kevin Magnussen, mas terminou atrás do dinamarquês.
Na Inglaterra, Ocon completou uma sequência de 5 corridas, desde Mônaco, nas quais conquistou mais pontos do que todos os outros pilotos do pelotão intermediário. Com os 6 pontos do 7º lugar, totalizou 25 pontos (4 a mais do que Nico Hulkenberg) passou ao 11º lugar da classificação, com 2 pontos à frente do companheiro Sergio Perez.
O francês voltou a pontuar na Alemanha, onde largou da 15ª posição, depois de ganhar um posto por punição a Pierre Gasly, e cruzou a linha no 8º lugar. Totalizou 29 pontos e subiu para 10ª colocação, ainda à frente de Checo Perez.
Em Hungaroring, na Hungria, Ocon teve corrida decepcionante. Foi 17º na qualificação, subiu pata 16º, por punição a Lance Stroll, e completou em 13º. Começou bem, subiu algumas posições, teve boas disputas com as Renault, mas lhe faltou ritmo para sair de trás do pelotão.
Na Bélgica, a Force India colocou seus dois carros na Q3. Ocon foi 3º e Sergio Perez, 4º e os dois formaram a segunda fila do grid, atrás de Hamilton e Vettel. Na largada, Ocon tentou ultrapassar Hamilton, mas o inglês fechou a porta, e deu chance a que Sergio Perez tomasse a posição do companheiro. Ocon terminou no 6º lugar e totalizou 37 pontos, mas foi superado por Perez, que foi 5º, somou 40 pontos e manteve a 10ª colocação. Em Spa, Ocon teve a notícia que acabaria por abalaria sua carreira. A Force India foi comprada por um consórcio presidido por Laurence Stroll, pai de Lance Stroll, que, como se confirmou mais tarde, iria dar a vaga dele ao filho.
Na Itália, Ocon voltou a ter desempenho consistente. Mais uma vez chegou à Q3, na 8ª posição, e terminou em 6º, beneficiado pela desclassificação de Romain Grosjean. Com a conquista, Ocon subiu para a 10ª posição do Mundial de Pilotos, com 45 pontos e ficou a um ponto de Sergio Pérez, que, com o sétimo lugar, foi para 46 pontos.
Em Cingapura, a largada que parecia tranquila acabou conturbada. Logo na saída da primeira curva, Sergio Perez praticamente jogou Esteban Ocon contra o muro. O piloto francês, que tinha de novo disputado a Q3, sendo como 9º do grid, foi obrigado a deixar a pista. Perez acabou na 17ª colocação e a Force India (já Racing Point) saiu de Marina Bay sem nenhum ponto.
Na Rússia, Esteban Ocon saiu da 6ª posição e só terminou em 9º devido a uma atitude elogiável do companheiro Checo Perez. Na volta 26, assim como a Mercedes, a Racing Point recorreu a ordem de equipe e aceitou pedido de Perez para passar por Ocon, na tentativa de ultrapassar Kevin Magnussen. Sem conseguir o intento, o mexicano devolveu a posição na volta 38 e terminou no 10º lugar.
No Japão, Ocon começou em desvantagem, tendo caído da 8ª para a 11ª posição do grid, por excesso de velocidade durante bandeira vermelha, no 3º treino livre, além de levar dois pontos na carteira. Apesar disso, o francês fez boa corrida e chegou em 9º..
Nos Estados Unidos, em 6º, Ocon foi o mais bem classificado do pelotão intermediário, mas a boa colocação não teve resultado prático. Ele terminou no 8º lugar, mas, junto com Kevin Magnussen, foi desclassificado, por excesso de fluxo de combustível, na primeira volta.
No México, Esteban Ocon fez a que considerou a pior corrida da carreira. Na largada, acertou o radiador de Alonso e provocou o abandono do espanhol, cinco voltas depois, com pedaço da asa de Ocon grudada no seu carro. O francês teve de ir ao box para troca do bico do carro, Depois, freou, mas não conseguiu evitar o toque em Carlos Sainz, teve a asa dianteira quebrada, parou de novo, ainda na primeira volta, e complicou a sua prova. Largou e chegou em 11º.
No Brasil, Ocon brigou para escapar, nos minutos finais, da degola já na Q1, mas não passou da Q2 e deveria largar da 13ª posição, se não tivesse sofrido perda de 5 posições, por troca da caixa de câmbio. Acabou largando de 18º e chegou em 17º, depois de protagonizar o incidente que mais deu o que falar durante toda temporada. O francês tentava entrar na mesma volta do líder da corrida, Max Verstappen, e quando os dois se aproximaram, no S do Senna, Ocon atingiu o carro do holandês. Verstappen saiu da pista e deu chance a Hamilton de passar e ganhar a corrida. Na área de pesagem, Verstappen interpelou e chegou a agredir Ocon, o que rendeu uma punição da FIA. Durante dois dias, teve de trabalhar como auxiliar de comissário em corridas da Fórmula E.
Em Abu Dhabi, já dispensado pela Racing Point, Esteban Ocon teve despedida frustrante. Largou da 9ª posição e teve de abandonar na 44ª das 55 voltas do circuito, por problemas no motor. Antes disso, correu lado a lado com Verstappen, que o empurrou para fora da pista. O holandês confessou que fez de propósito, para se vingar do incidente no Brasil.
“Eu pensei comigo mesmo, se ele fechar a porta, vou empurrá-lo para fora da pista. Pode ser uma vingança pelo Brasil”, disse Verstappen à Servus TV.
Esteban Ocon terminou o campeonato na 12ª colocação, com 49 pontos, nem atrás de Sergio Perez, o 8º, com 62. Sem contar os pontos da Force India, que foram zerados, a Racing Point somou 52 pontos, em 10 corridas.
Nas 21 provas da temporada, Ocon foi 6º em Mônaco, Áustria, Bélgica e Itália; 7º na Inglaterra; 8º na Alemanha; 9º no Canadá, Rússia e Japão; 10º no Bahrein; 11º na China e México; 12º na Austrália; 13º na Hungria; 14º; no Brasil. Abandonou no Azerbaijão, Espanha, França, Cingapura e Abu Dhabi e foi desclassificado nos Estados Unidos.
Depois do campeonato, a Racing Point oficializou a troca de Ocon por Lance Stroll e o francês ficou sem equipe para a temporada de 2019. Tentou a Renault, a Mclaren e até a Williams e não teve êxito, até que a Toto Wolff, confirmou que ele será reserva e terceiro piloto da equipe da Mercedes. Nos bastidores e na mídia passou a circular a especulação de que o francês será usado como ameaça a Valtteri Bottas. Ocon poderá ser seu substituto, em 2020, se o finlandês não fizer uma temporada convincente.