Esteban Gutierrez

Perfil

Nome Esteban M. Gutierrez Gutierrez
País México
Nascimento 5 de agosto de 1991
Local Monterrey
Peso 63 kg
Altura 1,80 m
Hobbies  Kart, trilha de motocicleta, golfe. Corrida virtual, esqui
Línguas Espanhol, inglês, francês

Desempenho

Estreia

GP da Austrália

17-03 2013

Corridas

59

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Voltas + rápidas

1

Pontos

6

Carreira

Ano

Competição

Equipe

Provas

Vitória

Pole

Pódio

Pontos

Posição

2016

Fórmula 1 Haas

20

    0    21º

2014

Fórmula 1 Sauber

19

0

20º

2013

Sauber

19

0

0

0

6

16º

2012

Piloto de testes

GP2 Lotus GP

24

3

0

6

176

2011

Fórmula 1 Sauber

                Piloto de testes

GP2 Final Lotus ART

2

0

0

0

2

GP2 Ásia

4

0

0

0

3

11º

GP2 Séries

18

1

0

2

15

13º

2010 Fórmula 3 inglesa

ART GP

3

0

0

0

N/C

Fórmula 3 Europa

2

0

0

0

N/C

GP3 Séries

16

5

3

9

88

2009

Fórmula 3 Masters

ART GP

1

0

0

0

0

17º

Fórmula 3 inglesa

4

0

0

0

1

N/C

Fórmula 3 Europa

20

0

0

2

26

2008

F. Máster Internacional

Tridente

2

0

0

1

8

19º

Fórmula 3 alemã

Josef Kaufmann

2

0

0

0

N/C

F. BMW Final Mundial

1

0

1

0

Fórmula BMW Europa

16

7

3

12

353

2007 Fórmula BMW ASAC

Esteban Gutierrez

2

0

0

0

46

20º

Fórmula BMW Mundial

Autotécnica

1

0

0

0

25º

Formula BMW EUA

14’

4

9

8

436

2006 Fórmula Renault 2000

Três dias de Testes , com volta recorde pela Dynamics Motorsports, em Zacatecas

Desafio Rotax de kart

Desafio nacional – México

Desafio Camkart

5

5

2005

Desafio Rotax de kart

Desafio Malásia

22º

2004

Desafio Rotax México

3

Esteban Gutierrez tem 26voltas mais rápidas na carreira: 2007 –Fórmula BMW EUA, 2; Fórmula BMW ADAC, 1; 2008 – Fórmula BMW Europa, 9; 2009 – Fórmula 3 inglesa, 1; 2010 – GP3 Séries, 6; 2011 – GP2 Séries, 1; 2012 – GP 2 Séries, 5; 2013 Formula 1, 1 (GP da Espanha)

História

O mexicano Esteban Gutierrez é piloto da equipe Sauber para o campeonato de 2013 da Fórmula 1, ao lado do alemão Nico Hülkenberg.  A chegada à principal categoria do automobilismo aos 22 anos é a coroação de uma carreira que começou muito cedo no kart, como a maioria dos pilotos da elite do esporte a motor e acontece dois anos depois que ele começou como reserva na equipe suíça. Por ter, desde o início da carreira, o apoio da escuderia mexicana Pelmex, do milionário Carlos Slim, apontado como o homem mais rico do mundo, há quem diga que, mais do que os dotes como piloto, o respaldo publicitário pesou na sua contração.

Esteban M. Gutierrez Gutierrez nasceu em Monterrey, no México, em 5 de agosto de 1991. O quinto de seis filhos, entusiasmado com o kart de um primo, insistiu e conseguiu que o pai comprasse um também. Começou a correr, em 2004, aos 13 anos e sua primeira experiência oficial foi nas três últimas provas da temporada do Desafio Rotax Max Mexicano, quando se revelou um dos talentos mais promissores do país.

Em 2005, também no Desafio Rotax Max, ganhou o direito de disputar a Grands Nationals, em South Bend, nos Estados Unidos, onde foi 3º e ganhou vaga para a final mundial, na Malásia, sendo apenas o 22º, por problemas técnicos do kart. Em 2006, venceu as cinco corridas do Desafio Camkart do México e foi 4º no Desafio Rotax.

Em 2007, subiu para a categoria dos monopostos, correndo na Fórmula BMW dos Estados Unidos. Terminou em 2º (embora a 87 pontos do campeão Daniel Morad) com 4 vitórias 8 pódios, 9 poles e 3 voltas mais rápidas, em 16 corridas, sendo apontado como o calouro do ano. Na final mundial da Fórmula BMW foi o 25º e último colocado.

No ano seguinte, com 26 pontos de vantagem sobre o 2º colocado, Marco Wittman (353 a 327) foi campeão da Fórmula BMW europeia, com 7 vitórias (6 delas consecutivas) e 5 pódios, em 16 corridas, sendo, aos 17 anos, o piloto mexicano mais novo a vencer um campeonato internacional. Sua atuação chamou a atenção da poderosa equipe da Fórmula 3, ART, pela qual correu a série europeia de 2009, sendo o 9º colocado, seis posições atrás do companheiro de equipe Valtteri Bottas. No mesmo ano, na final mundial da Fórmula BMW, foi pole position e terminou no 3º lugar.

Em 2009, na Fórmula 3 europeia, correndo pela ART GP, foi 9º na classificação geral do campeonato, com 26 pontos, subindo ao pódio em Nurburgring e Dijon Prenois.  Disputou também 4 corridas da Formula 3 inglesa, como convidado, sem contar pontos, e uma corrida da Fórmula 3 Masters, na qual foi o 17º. Em 6 de outubro de 2009, entrou pela primeira vez num carro da GP, para testes em Jerez de la Frontera, a convite da ART GP.  Na sessão da manhã, terminou como o 11º mais rápido e à tarde foi o 6º, apenas meio segundo mais lento do que Jules Bianchi, que fez o melhor tempo, e foi reconhecido como o novato mais rápido do dia. Participou também, em novembro, de um teste em Paul Ricard, pela Telmex Arden Internacional. No dia 10, foi o 10º de manhã e o 11º à tarde. Chamado para uma nova sessão, no dia 12, foi 7º, de manhã, e 11º à tarde. Ainda em 2009, como prêmio pela vitória na Fórmula BMW, fez seu primeiro teste com carro da F1.

Em 2010, com 5 vitórias, 3 poles e 9 pódios, 6 voltas mais rápidas e um total de 88 pontos, em 16 corridas, venceu o campeonato da GP3 séries. No dia 10 de setembro foi oficialmente nomeado piloto de testes da Sauber para a temporada de 2011. Em novembro, participou dos testes do final do ano em Abu Dhabi. No dia 23, foi 6º na sessão da manhã e 2º à tarde. Dois dias depois, terminou em 5º de manhã, mas caiu para 24º à tarde. No 4º e último dia dos testes, marcou a 5ª volta mais rápida pela manhã, mas de novo, foi mal à tarde, caindo para 24º e sendo o 16º na classificação final.

Em 2011, ainda com a ART GP, que passou a se chamar Lotus ART, ao lado de Jules Bianchi, Esteban Gutierrez disputou a GP2 Séries e a GP2 Ásia. Terminou em 11º na GP2 Ásia, depois de obter o 4º lugar no sprint de Imola e deixar de pontuar nas outras três corridas. Na série principal, marcou seus primeiros pontos com o 7º lugar em Valência. Terminou o campeonato em 13º lugar, depois de só pontuar duas vezes mais, incluindo o 2º lugar no sprint da Hungria. No dia 28 de julho de 2011, a Sauber anunciou que ele continuaria como piloto reserva da equipe em 2012 e, em 19 de dezembro, ele esteve de novo nos testes para jovens pilotos em Abu Dhabi, onde foi 7º na classificação final dos tempos. Em junho, Gutierrez esteve a ponto de estrear na F1, no GP do Canadá, substituindo Sergio Pérez, que tinha se contundido em Mônaco, mas a Sauber não quis correr risco e optou por Pedro de la Rosa, então piloto de testes da McLaren.

Em 12 de novembro de 2011, participou da final da GP2, em Abu Dhabi e foi o 1º no treino para a corrida, meio segundo mais rápido do que o competidor mais próximo. Classificou-se na 8ª posição do grid, mas teve e ir para o box, para reparos numa asa danificada num choque com Stefano Colleti na curva 1, após a largada, e terminou a prova uma volta atrás do vencedor, no 21º lugar. No sprinter foi diferente: largou da 10ª fila, na 21ª posição; fez uma excelente corrida e terminou em 5º, depois de estar em 9º na última volta. Foi o 8º colocado na classificação final.

Em 2012, continuou na Lotus, agora denominada Lotus GP, e foi o primeirograduado da GP3 a terminar entre os três primeiros da GP2, em 2012. Começou a temporada pontuando, inclusive com um 2º lugar, na Malásia. No Bahrein, obteve o 3º e o 2º lugares nas duas etapas. Na Catalunha, foi 10º e 17º, com a volta mais rápida no sábado. Em Mônaco, na etapa de sábado, corria em 8º, quando foi de encontro à barreira de pneus, teve de trocar o bico do carro e não pode completar a corrida, sendo, todavia, classificado, por ter completado 90% do percurso. No sprint, foi bem melhor. A batida envolvendo 10 carros na primeira volta permitiu-lhe pular da 23º para o 12º lugar em poucas curvas e chegar em 8º. Em Valência, era 3º no grid, mas foi punido por prejudicar outros concorrentes e largou em 5º. Ganhou algumas posições na largada e depois de duas entradas do safety car, cruzou a linha de chegada em 1º lugar. No sprint, atingido por trás por dois concorrentes, pela primeira vez na temporada teve de abandonar a pista. Em Silverstone conquistou a segunda vitória no sábado e no dia seguinte, no sprint, foi 4º. Após a corrida, foi acusado de atingir deliberadamente Johnny Cecotto Jr e perdeu 10 posições na corrida seguinte. Assim, em Hockenheim, foi 12º na classificação, mas largou da 22ª posição e, em pista molhada, terminou em 10º. No sprint, fez uma boa largada dos boxes, e gradualmente foi ganhando posições para chegar em 5º.

Uma semana mais tarde, na Hungria, saiu na 7ª posição, liderou a corrida com 20 segundos de vantagem, mas errou na estratégia de apenas uma parada e terminou em 8º. No sprint, largando na pole, cruzou a linha em 1º, pela terceira vez, e passou a 3º na classificação geral. Na Bélgica, teve sua pior jornada no campeonato e, apesar de se classificar em 3º e largar bem, saiu da pista, sofreu drive-through e acabou em 11º. No domingo, no sprint, um choque entre Luiz Razia e Valsecchi na primeira volta deu-lhe a chance de chegar à zona de pontuação, mas quando corria em 5º, ao tentar uma ultrapassagem sobre Julian Leal, provocou rodada dos dois e ele acabou em 13º, caindo para 4º na classificação geral. A etapa de Monza não foi boa, de novo. Chegou em 9º na corrida principal e, no dia seguinte, com danos no carro, devido a um choque logo na primeira volta, voltou a abandonar a pista. Na etapa final, em Cingapura, fora da luta pelo título, foi 3º no grid, pulou para 2º, fez a volta mais rápida e manteve a posição até o final. No sprint, foi 6º. Com o resultado, foi o 3º colocado na classificação geral, com 176 pontos, 3 vitórias, 4 pódios e 5 voltas mais rápidas.

No dia 26 de outubro de 2012, Gutierrez participou do primeiro treino livre do GP da India, substituindo Sergio Pérez e a 23 de novembro foi anunciado como piloto titular da Sauber para 2013, ao lado de Nico Hülkenberg. Nas primeiras declarações nessa condição, Esteban Gutierrez admitiu que ainda tinha muito a aprender, mas pretendia ser um piloto consistente no ano seguinte. E num excesso de humildade (ou ingenuidade) disse: “Para ser honesto, não sei se estou pronto ainda. Acho que quando estiver vivendo a situação de piloto da F1, vou saber se estava pronto ou não”.

As primeiras participações pareceram dar razão ao piloto; ele não estava, mesmo, preparado para os possantes nervosos bólidos da F1. Na Austrália, bateu durante a primeira sessão de classificação, mas se redimiu na corrida, chegando em 13º, o primeiro entre os 5 novatos da temporada. Na China, teve de abandonar na 4ª volta, depois de perder o ponto de freada e bater na traseira de Adrian Sutil. O erro custou-lhe a perda de 5 posições na corrida do Bahrein, sendo obrigado a largar da última posição do grid e o máximo que conseguiu foi chegar em 18º. Na Espanha, por prejudicar Kimi Raikkonen na Q2, também perdeu 3 posições e largou do 19º lugar. Na corrida, porém, recuperou-se. Fez a volta mais rápida, tornando-se o segundo piloto mais jovem a fazer isso (o primeiro foi Nico Rosberg); liderou a corrida nas voltas 11 e 12 e, por três décimos, perdeu, nas últimas voltas, o 10º lugar para Daniel Ricciardo.

Ele foi 10º no grid em Cingapura e 8º na Coreia, ganhando uma posição com punição aplicada a Mark Webber, mas só obteve os seus primeiros e únicos 6 pontos do campeonato no Japão, onde chegou em 7º, depois de ter largado da 14ª posição. Nos últimos três GPs fez corridas de recuperação, chegou perto, mas não pontuou. Os resultados (grid/chegada) foram: Abu Dhabi, 16-12; Estados Unidos, 20-13, e Brasil, 17-12. Com os escassos 6 pontos, Esteban Gutierrez foi o 16º entre os pilotos, bem longe do companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, que, com 51 pontos, foi o 10º colocado.

Além do desempenho no campeonato, boato sobre a perda dos patrocinadores levou a se considerar difícil que Esteban Gutierrez continuasse na Sauber na temporada de 2014. Mas, para surpresa dos observadores da F1, no dia 21 de dezembro de 2013, depois de renovar o contrato de patrocínio com o grupo mexicano de telecomunicações Telmex, a Sauber anunciou a renovação do compromisso com o piloto para o campeonato seguinte.

Com o um carro fraco e sem competência para enfrentar as dificuldades, o piloto mexicano não se confirmou como uma das promessas da F1 e o máximo que conseguiu foi terminar o campeonato no mesmo nível do companheiro Adrian Sutil, ambos sem marcar pontos na temporada. Seu melhor resultado foi o 12º lugar na primeira corrida, na Austrália, ainda assim o penúltimo colocado, pois oito concorrentes não completaram o percurso e um outro, Daniel Ricciardo foi desclassificado. No Japão foi 13º; no Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Brasil foi 14º; na Bélgica e Rússia, 15º.  Na China e Espanha, 16º; na Áustria, 19° e na Itália, o 20°. Não completou os GPs da Malásia, Bahrein, Alemanha, Hungria e Cingapura. Foi o 20º colocado na classificação final dos pilotos, à frente somente de Kamui Kobayashi e Max Chilton, que fizeram duas e uma corridas a menos, respectivamente. No final da temporada, Gutierrez foi substituido pelo sueco Marcus Ericsson que iria fazer dupla com o brasileiro Felipe Nars, que tomou a vaga de Adrian Sutil, Em dezembro, porém, certamente valendo-se do seu “pacote financeiro”, Estaben Gutierrez foi contratado como piloto de testes da Ferrari, para 2015;

Em  outubro de 2015, Esteban Gutierrez foi anunciado como piloto da nova equipe da F1, a norte-americana Haas F1 Team. Na primeira corrida, na Austrália, ele bateu em Fernando Alonso, jogando o espanhol contra a barreira e provocando o abandono dos dois. No Bahrein, largou em 18º, pulou para 8ª na primeira volta, mas teve de abandonar na 10ª das 57 voltas, por problema nos freios. No Grande Prêmio da China foi 14º, ultrapassando Nico Hulkenberg nas últimas voltas. Nas demais corridas, Gutierrez foi 17º na Rússia; 11º na Espanha, Mônaco, Áustria, Inglaterra e Cingapura; 13º, no Canadá, Hungria e Itália; 16º no Azerbaijão e Inglaterra; 12º na Bélgica e Abu Dhabi; 20º no Japão e 19º no México. Não completou também as corridas da Malásia, Estados Unidos e Brasil. Na Espanha ele foi 8º colocado até ser ultrapassado por Felipe Massa, Jenson Button e Daniil Kvyat. Em Mônaco foi posto fora da pista por Valtteri Bottas, mas recuperou a 11ª posição depois de o finlandês ter sido punido com 5 segundos. Na Hungria, foi criticado por Hamilton, por não deixá-lo passar, mesmo recebendo bandeiras azuis, e recebeu punição de 5 segundos. A mesma queixa foi feita por Daniel Ricciardo no GP da Alemanha e na Bélgica Gutierrez foi ouvido com 5 pontos na Licença, por bloquear Pascal Wehrlein na classificação. Na Malásia, um furo de pneu na primeira volta o fez cair para a 20ª posição e um na falha na roda o obrigou a deixar a corrida.

Esteban Gutierrez não marcou nenhum ponto e terminou na 21ª colocação entre os 24 concorrentes da F1. Em 11 de novembro de 2016, anunciou pelas redes sociais que estava deixando a Haas e, em 10 de janeiro de 2017, comunicou que iria corre na Fórmula E nas provas do ano.