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Enrique Bernoldi

Nome

Enrique Antônio Langue e Silvério de Bertoldi

Nacionalidade

Ìtalo-brasileiro

Nascimento

19/10/1978

Local

                       Curitiba

Carreira

2011-2002

Equipe

Arrows

Largadas

28 (em 29 corridas)

1ª corrida

GP da Austrália de 2001

Última corrida

GP da Alemanha de 2002

Como a maioria dos pilotos brasileiros que se aventuraram na Fórmula 1, Enrique Bernoldi não passou de 28 corridas, em duas temporadas. Mas deixou seu nome na história da categoria por uma atuação condenada por uns, mas admitida e até elogiada por outros.

No Grande Prêmio de Mônaco, de 2001, ficou 44 voltas à frente de David Coulthard, da McLaren, que tinha conquistado a pole position, por problemas no grid teve de largar na última fila e lutava para recuperar posições e disputar a vitória com Michael Schumacher, pois àquela altura, ainda disputava o título do campeonato.

Ele se justificou dizendo que não viu razão para dar passagem a Coulthard, pois ambos estavam na mesma volta. Tom Walkinshaw, dono da Arrows, sua equipe e patrocinadores vibraram com a façanha e, talvez essa tenha sido uma das razões da renovação do seu contrato para o ano seguinte. Em entrevista no GP seguinte, Michael Schumacher defendeu e elogiou Bernoldi. Mas Coulthard e McLaren não gostaram nada do atrevimento do brasileiro. Coulthard o chamou de idiota; os dirigentes da McLaren, irritados, diziam que ele nunca seria um bom piloto. Ron Dennis chegou a ameaçar acabar com a carreira dele na Fórmula1, caso não aprendesse a “guiar direito”.

Enrique Antonio Langue e Silvério de Bernoldi, nascido em Curitiba, a 19 de outubro de 1978, queria mesmo era ser jóquei, mas, por insistência do pai, que tinha competido em motos e gostava de automobilismo, começou a correr de kart em 1987, aos nove anos. Ganhou vários títulos regionais e nacionais antes de, aos 16 anos, ir para a Europa, tentar fazer carreira de piloto de carro.

Começou na Fórmula Alfa Boxer, na Itália, onde terminou em quarto lugar na sua primeira tentativa. Disputou, também, com sucesso o campeonato da Fórmula Renault inglesa, vencendo a rodada final da série.

Em 1996, obteve nove vitórias e o título da categoria. Em seguida, foi para a Fórmula 3, com vitória em Spa e o quinto lugar no campeonato. Seu desempenho nessa temporada, e ainda na semana seguinte, foi bastante afetado por um acidente sofrido fora das pistas, em Curitiba. O acidente sofrido num carro dirigido por um tio dele, numa vinda ao Brasil, para um evento da Petrobrás, o deixou em estado de coma por duas semanas, pe4rdendo três provas do campeonato.

Em 1997, Bernoldi conquistou seis vitórias e, depois da sétima corrida, chegou a estar seis pontos à frente do segundo colocado no campeonato, mas ainda afetado psicologicamente pelo acidente, não conseguiu ser campeão.

Em 1999, além de correr a Fórmula 2000, pela Red Bull Jr., fez testes na Sauber, na esperança de chegar, afinal, à Fórmula 1. Entretanto, a equipe preferiu contratar Kimi Raikonnen para a temporada de 2001. Mas nesse mesmo ano, Bernoldi conseguiu um contrato com a Arrows, para ser companheiro de equipe de Jos Verstapen. Completou só 7 das 17 provas do calendário e os melhores resultados foram o 8º lugar, no GP da Alemanha, e o 9º, em Mônaco. Só foi notado por causa da disputa com David Coulthard, em Mônaco.

No ano seguinte, Bernoldi não se classificou para duas corridas e, das 10 disputadas, só completou duas, conseguindo o 12º lugar em Mônaco e o 6º, em Nurburgring, no GP da Europa. Em Interlagos, Bernoldi acabou provocando um incidente curioso. Ele perdeu o controle do volante, bateu numa das laterais da pista e o carro começou a pegar fogo. Quando o médico abriu a porta do carro médico para atendê-lo, ela foi atingida por Nikki Heidfeld, que teve de abandonar a corrida. Depois do GP da Alemanha, no dia 28 de julho, foi dispensado pela Arrows e encerrou a careira na Fórmula 1.

Em 2003, Bernoldi disputou a Fórmula Nissan; em 2004, chegou a ser piloto de testes da BAE; em 2007, correu na Stock Car brasileira, e em 2008, foi para a Indy Car norte-americana, correr pela Conquest Racine. Uma lesão nos ligamentos da mão esquerda o obrigou a abandonar as pistas depois de duas corridas, sendo substituído por Alex Taglini.