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Emerson Fittipaldi

Perfil

Nome

Emerson Fittipaldi

Apelidos

No Brasil, Rato; nos EUA, Emmo

País

Brasil

Nascimento

12/12/1946

Local

São Paulo

Pais

Wilson Fittipaldi e Jozefina Wojciechowska (Juzy)

Familia

Tem 7 filhos de três casamentos: com Maria Helena Dowding (1970-1982), Juliana (1974), Jayson (1976), e Tatiana (1981); com Teresa Christina Hott (1983-2000), Joana (1987) e Lucca (1991); com Roseana (Rox) Fanuchi (2001), Emerson (2007) e Vitória (2010).

Altura

1,74

Desempenho

 1º GP

GP da Inglaterra – 18/07/1970

Circuito de Brands Hatch

1ª vitória

GP dos Estados Unidos – 04/10/1970

Circuito de Watkins Glen

Última vitória

GP da Inglaterra – 19/07/1975

Circuito de Silverstone

Último GP

GP dois Estados Unidos – 5/10/1980

Watkins Glenn

Equipes

Lotus, McLaren, Fittipaldi Automotive

GPs

144

4ºs lugares

9

Títulos

1972/74

5ºs lugares

2

Vice-campeonato

1975

6ºs lugares

8

Pontos

281

1ª fila

16

Poles

55

Voltas na liderança

459

Vitórias

14

Km na liderança

2122

Volta+rápida

19

Acidentes

4

3ºs lugares

3

Não classificado

1
De 1984 a 1996, Emerson Fittipaldi disputou o campeonato da CART, dos Estados Unidos, sendo campeão em 1986 e vice-campeão em 1993 e 1994. Entre 1984 e 1995, disputou 12 edições das 500 Milhas de Indianápolis; ganhou em 1989 e 1993 e foi 2º colocado em 1998.

Carreira na F1

Ano

Equipe

Chassi

Motor

Corridas

Pts

Pos.

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

1970

Lotus

Lotus 49C

Ford V8

AFS

ESP

MON

BEL

HOL

FRA

ING

ALE

AUT

15º

12

10º

Lotus 75C

Ford V8

ITA

des

CAN

EUA

MEX

ab

1971

Lotus

Lotus 72C

Ford V8

AFS

as

ESP

ab

16

Lotus

Lotus 72 D

Ford V8

MON

HOL

FRA

ING

ALE

ab

AUT

CAN

EUA

n/c

World Wide

Lotus 56B

P&W

turbina

ITA

1972

Lotus

Lotus 72D

Ford V8

ARG

ab

BRA

ESP

MON

BEL

FRA

ING

ALE

ab

AUT

CAN

11º

EUA

ab

61

World Wide

ITA

1973

Lotus

Lotus 72D

Ford V8

BRA

ARG

AFS

55

Lotus 72E

ESP

BEL

MON

SUE

12º

FRA

ab

ING

ab

HOL

ab

ALE

AUT

ab

ITA

CAN

EUA

1974

Malboro

McLaren M23

Ford V8

ARG

10º

BRA

AFS

ESP

BEL

MON

SUE

HOL

FRA

ab

ING

ALE

ab

AUT

ab

ITA

CAN

EUA

55

1975

McLaren

McLaren M23

Ford V8

ARG

BRA

AFS

n/c

ESP

des

MON

BEL

SUE

HOL

ab

FRA

ING

ALE

ab

AUT

ITA

EUA

45

1976

Coopersucar

Fittipaldi FD04

Ford v8

BRA

13º

AFS

17º

EUA

ESP

ab

BEL

des

MON

SUE

ab

FRA

ab

ING

ALE

13°

AUT

ab

HOL

ab

ITA

15º

CAN

ab

EUA

JAP

ab

3

17º

1977

Coopersucar

Fittipaldi

FD04

Ford v8

ARG

BRA

AFS

10º

EUA

ESP

14º

MON

ab

SUE

18º

11

12º

Ftiipaldi

F5

BEL

ab

FRA

11º

ING

ab

ALE

des

AUT

11º

HOL

ITA

des

EUA

13º

CAN

ab

1978

Fittipaldi

Automotive

Fittipaldi F5A

Ford V8

ARG

BRA

AFS

ab

EUA

MON

BEL

ab

ESP

ab

SUE

FRA

ab

ING

ab

ALE

AUT

HOL

ITA

EUA

CAN

ab

17

10º

1979

Fittipaldi Automotive

Fittipaldi F5A

Ford V8

ARG

BRA

11º

EUA

ab

ESP

11º

BEL

MON

ab

FRA

ab

ING

ab

1

21º

Fittipaldi

F6

AFS

13º

Fittipaldi F6A

ALE

ab

AUT

ab

HOL

ab

ITA

CAN

EUA

1980

Skol Fittipaldi

Fittipaldi F7

Ford v8

ARG

n/c

BRA

15º

AFS

EUA

BEL

ab

MON

FRA

ab

5

15º

Fittipaldi F8

ING

12º

ALE

ab

AUT

11º

HOL

ab

ITA

ab

CAN

ab

EUA

ab

Emerson Fittipaldi, nascido a 12 de dezembro de 1946, foi o primeiro brasileiro a ganhar uma prova da Fórmula 1 e fez bem mais do que isso. Por duas vezes, em 1972 e 1974, venceu o campeonato mundial da categoria.

Emerson nasceu em São Paulo e começou a correr inspirado pelo irmão Wilsinho e também pela paixão que o pai, Wilson Fittipaldi, tinha pelas corridas. Chamado de Barão, por causa da elegância com que se vestia, Wilson Fittipaldi era radialista, transmitia as provas e organizava a maioria das corridas disputadas no autódromo de Interlagos.

1987

Aos dez anos de idade, Emerson corria de carrinho de rolimã; aos 11, de bicicleta motorizada, que ele mesmo  transformou numa motocicleta de corrida com a qual ganhou várias provas. Quando o irmão ganhou um kart e começou a correr, Emerson se tornou o mecânico de Wilsinho.

E foi nessa época que ganhou o apelido de Rato, pelos dentes salientes e a rapidez  com que atingia qualquer ponto da pista para consertar o carro do irmão. Com pouco mais de 15 anos, Emerson herdou o kart de Wilsinho e desenvolveu uma arte que iria diferencia-lo para sempre dos outros pilotos: fazendo as curvas com precisão quase matemática, ganhava vários segundos a cada volta. Foi esse pequeno segredo que ajudou Emerson Fittipaldi a ser um dos pilotos mais técnicos da história.

Em 1964, Emerson foi campeão paulista e brasileiro de kart. A estréia no automobilismo aconteceu no ano seguinte. No Campeonato Carioca de 1965, no circuito da ilha do Fundão,  venceu a prova da categoria Estreantes, pilotando um Gordini. Wilson Fittipaldi Júnior já era piloto oficial da equipe Willys, comandada por  Luis Antonio Greco. E foi Greco quem convidou Emerson para correr oficialmente pela fábrica.

Mas ele correu também com Alfa Zagato, da equipe Jolly-Gancia e com a DKW Malzoni, da equipe Puma, enquanto com o irmão construía protótipos, como o famoso Fiiti-Porsche, e monopostos da Fórmula Vê.  O sucesso que alcançou nas pistas brasileiras levou Emerson a tentar a sorte na Europa.

No primeiro ano, 1969, participou de algumas provas da Fórmula Ford. Ganhou três corridas, obteve dois segundos lugares e uma quarta colocação. Em uma das vitórias, no circuito de Snetterton, na Inglaterra, recebeu convite de Jim Russel para correr na Fórmula 3. Pilotando uma Lotus da equipe, disputou 11 provas do campeonato inglês. Venceu oito corridas e foi campeão.

Em 1970, disputou o campeonato europeu da Fórmula 2. Embora não tivesse vencido nenhuma corrida, seu desempenho chamou a atenção de um homem que era considerado o mago da Fórmula 1. Colin Chapman, o dono da  equipe Lótus, convidou Emerson para fazer um teste na pista de Silverstone. Era junho de 1970 e o brasileiro levou a Lótus 49 a realizar uma volta quase dois segundos abaixo do recorde estabelecido por  Jackie Stewart.

Não foi preciso mais nada para Emerson Fittipaldi ser contratado por Chapman e pilotar oficialmente uma Lótus pelo resto da temporada da Fórmula 1. A estréia foi no dia 10 de julho, no GP da Inglaterra, no circuito de Brands Hatch. Emerson chegou em oitavo lugar na prova vencida pelo número 1 da equipe, Jochen Rindt. O piloto austríaco morreria no GP da Itália, em Monza, no dia 20 de setembro, mas seria considerado campeão mundial post mortem, graças a Emerson Fittipaldi.

A primeira vitória de Emerson na categoria aconteceu no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, no dia 4 de outubro de 1970. Com esse histórico primeiro lugar, Emerson não permitiu que os outros pilotos alcançassem  Rindt na pontuação do campeonato.

Emerson Fittipaldi se tornou o primeiro brasileiro a se sagrar campeão mundial de Fórmula 1 dois anos depois, em 1972. Com a Lotus negra, venceu cinco dos 12 grandes prêmios disputados e terminou o campeonato com 61 pontos. O legendário piloto escocês Jackie Stwart foi vice-campeão, com 45 pontos. Com 25 anos, 8 meses e 29 dias, foi o mais jovem piloto a er campeão da F1, recorde que só viria a ser quebrado 33 anos depois, em 2005, pelo espanhol Fernando Alonso, com 24 anos, 1 mês e 27 dias.

Na temporada de 1973, a situação se inverteu. Stewart, no seu último ano de Fórmula 1, foi o campeão e Emerson, o vice. Em 1974, Emerson trocou a Lotus pela McLaren e ganhou seu segundo título mundial. Embora tenha vencido menos corridas do que em 1972 (ganhou os GPs do Brasil, Bélgica e Canadá) foi pela força da regularidade e de um talento incomum que foi campeão. O título foi decidido apenas na última corrida, no dia 6 de outubro, em Watkins Glen, nos Estados Unidos. Emerson e Clay Regazzoni, da Ferrari, tinham 52 pontos. Jody Schekter, da Tyrrel, com 45 pontos, era o terceiro piloto com chances de conquistar o campeonato. Dos três, o brasileiro foi o único a marcar pontos. Ficou em quarto lugar, terminou o ano com 55 pontos e com o título de bicampeão da Fórmula 1.

Um novo vice-campeonato, em 1975, foi a derradeira conquista de Emerson Fittipaldi na categoria. Em 1976, ele embarcaria no sonho do irmão Wilsinho, iniciado no ano anterior. Mas a primeira equipe brasileira da história da Fórmula 1, a Copersucar-Fittipaldi, transformar-se-ia num mar de decepções para os torcedores brasileiros e também para Emerson. Com resultados inexpressivos (o melhor deles um emocionante segundo lugar no GP do Brasil, em 1978) e uma avalanche de problemas, a equipe naufragou nas pistas e manchou a imagem do bicampeão.

O último dos 144 GPs disputados por Emerson Fittipaldi foi o do dia 5 de outubro de 1980, na mesma pista de Watkins Glen, onde, 11 anos antes, ele havia conqusiatdo sua primeira vitória na  Fórmula 1.

Depois de deixar a categoria, Emerson correr de superkart no Brasil e mais tarde foi para Fórmula Indy, nos Estados Unidos. Lá, também foi campeão e, por duas  vezes, ganhou as 500 Milhas de Indianápolis, inscrevendo definitivamente o seu nome na história do automobilismo mundial.