Daniil Kvyat

Perfil

Nome: Daniil Vyacheslavovich Kvyat
País:  Rússia
Nascimento: 26 de abril de 1994
Local: Ufa, Bascortostão
Residência: Roma
Altura:  1,75
Peso: 58 kg
Hobbies: Futebol (torce pelo Roma), esqui, hóquei
Preferências: Musica: disco, house, eletrônica.
Comida: salsicha bávara,mussarela e comida russa
Línguas: Russo, inglês, italiano e espanhol
Talento especial: Pingue-pongue (confissão pessoal)

Estreia                  GP da Austrália 2014

Corridas                93

Vitórias                   0

Pódios                    3

Voltas                    1

Abandonos           20

Pontos                  170

 

Ano

Categoria

            Equipe

Corridas

Vitórias

Poles

Voltas

Abandonos

Pódios

Pontos

Posição

2019 Formula 1  Toro Rosso 21 3 1
Toro Rosso 37 13º

2016

Fórmula 1       Red Bull/ Toro Rosso  21  1  1  25   13º

2015

 Fórmula 1      Red Bull      19  1  95   7º

2014

Fórmula 1

Toro Rosso

19

8

15º

2013

F3 Europa

Carlin

21

1

5

1

7

0

N/C

GP3 Séries

MW Arden

16

3

2

4

5

168

2012

Renault 2.0 Alps

Koiranen Motorsport

14

7

4

4

8

217

Renault 2.0 Eurocup

14

7

3

5

8

234

2011

Renault 2.0 UK

Koiranen Motorsport

6

0

0

1

2

111

Renault 2.0
Eurocup

20

7

2

5

13

431

Renault 2.0 NEC

14

2

2

2

3

155

Série Toyota

Victory Motor

15

1

1

0

5

600

2010

Renault 2.0 Eurocup

Koiranen Motorsport

2

0

0

0

0

0

N/C

Renault Inglesa

6

0

1

0

2

109

BMW Pacífico

EuroInter.

8

2

2

0

5

0

N/C

BMW Europa

16

0

0

0

1

138

10º

2009

Vencedor da Copa de Inverno de Garda Sul, de KF3
Vencedor do Troféu Andre Margutti de KF3
2º na Série Internacional WSK de KF3
3º no Campeonato europeu da KF3

2008

Vencedor do Torneio da Indústria da KF3
3º no campeonato europeu da KF3
Vencedor da Copa Bridgestone europeia
Vencedor da Copa de Prata da KF3
Vice-campeão do Campeonato Ásia-Pacífico da KF3

2005

Começou a competir

2002

Começa a correr de kart

N/C – participou como convidado e não marcou ponto

História

Daniil Vyacheslavovich Kvyat, que os amigos chamam de Dany, nasceu no dia 26 de abril de 1994, em Ufa, capital e maior cidade da República do Bascortostão, o maior centro cultural da Rússia, localizado nas encostas dos Montes Urais. Começou a correr de kart em 2002, na cidade natal, mas, aos nove anos, foi com a família para a Itália e começou a competir oficialmente em Roma em 2008.

Nesse ano, venceu Copa de Prata, a Copa Bridgestone e o Torneio da Indústria; foi vice-campeão do Campeonato Ásia-Pacífico e 3º do campeonato europeu da KF3, categoria para pilotos entre 12 e 15 anos. Em 2009, venceu a Copa de Inverno de Sul Garda e do Troféu André Margutti, ambos em Limone Sul Garda, na Lombardia; foi 2º na Série Internacional WSK, em Lonato, também na Lombardia, e 3º no Campeonato europeu.

Em 2010, graduado pelo programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Red Bull, Dany começou a correr em monopostos, na Fórmula BMW. Na primeira competição, na Europa, participou de 16 corridas, fez o 2º lugar em Monza e, com 138 pontos, foi 10º colocado. Paralelamente, participou como convidado, sem contar pontos, da Formula BMW Pacífico, disputada entre 3 de abril, em Sepang, e 21 e novembro, em Macau.

Nas 8 provas, teve 2 vitórias, em Sepang; dois 2ºs (1 em Sepang e outro em Cingapura) e um 3º (em Sepang) e 2 poles. Em novembro, Daniil participou das 6 provas do campeonato de inverno da Fórmula Renault do Reino Unido, obtendo a pole position e o 3º lugar na segunda etapa de Norfolk e o 2º lugar em Pembrey; com 109 pontos, foi o 4º colocado. Também como convidado, sem nenhum resultado de destaque, correu duas provas da Formula Renault 2.0 Europa.

Em julho de 2010, durante sessão de testes para jovens pilotos, Daniil Kvyat teve a sua primeira experiência num carro da Fórmula 1: com um carro da Toro Rosso, deu 22 voltas no circuito de Silverstone. Ao deixar o carro disse que o sonho de correr na F1 passou a ser ainda maior e que estava de olho numa vaga na Red Bull. “Sem dúvida, um dia eu quero estar na F1; hoje tive certeza disso”. Mas, certamente, nem ele esperava que fosse tão rápido.

Em 2011, Daniil mostrou a sua gana em busca do sonho de chegar à F1. Em quase toda a temporada, praticamente não saiu da pista, intercalando torneios e correndo todo fim de semana. Ele começou o ano participando, pela Victor Motor Racing, da Série Toyota, 15 corridas disputadas, de 15 de janeiro a 13 de março, em autódromos da Nova Zelândia.

No torneio, com pontuação de 75 pontos para o 1º lugar e de 1 para o 30º, ficou em 5º lugar, com 600 pontos. O seu resultado mais expressivo foi a vitória no circuito de Feilding, depois de fazer a pole position com 0s1 de vantagem. Além disso, fez dois 2ºs e dois 3ºs lugares e subiu 5 vezes ao pódio.

Entre 9 de abril e 25 de setembro, pela Koiranen Motorsport, equipe do ex-piloto Marko Koiranen, com base em Barcelona, ao lado do companheiro da Red Bull Júnior, Carlos Sainz, Jr., disputou a Formula Renault 2.0 NEC, nas pistas do norte da Europa. Começou com uma vitória na Alemanha e voltou a vencer na Bélgica, mas durante quase todo o campeonato foi superado por Sainz Jr. Ele reagiu nas últimas 4 corridas, com uma vitória na República Checa e três em Monza, mas não conseguiu superar o companheiro; foi vice-campeão, com 441 pontos, contra 489 de Sainz Jr.

Nas 20 corridas do campeonato, venceu 7 (Alemanha, Bélgica, República Chega e Monza [3]); foi 2º em duas (Holanda e República Checa) e 3º em outras duas (Hockenheim e Oschersleben, na Alemanha). Fez 2 poles positions (Monza); 5 voltas mais rápidas e subiu 13 vezes ao pódio.

De 16 de abril a 9 de outubro, Daniil participou da Eurocopa da Formula Renault 2.0. Em 14 corridas de 30 minutos de duração, sendo duas em cada etapa, obteve duas vitórias (Spa-Francorchamps e Nurburgring), um 2º lugar (Paul Ricard) e três 3ºs (Hungaroring, Paul Ricard e Montmeló). Foi pole position 2 vezes (Nurburgring e Hungaroring) e fez duas voltas mais rápidas (Hungaroring e Paul Ricard). Com 155 pontos, foi o 3º colocado, atrás Robin Frijns (245) e de Sainz (200).

Em 5, 6 e 25 de novembro, Daniil disputou seis provas da série final de inverno da Formula Renault UK (Reino Unido), sendo 3º colocado, com 111 pontos, contra 190 do campeão, Oliver Rowland, e 136 do vice, Dan Wells. Seus melhores resultados foram dois 2ºs lugares, em Snetterton e Rockingham, e a melhor volta na segunda corrida de Snetterton.

Daniil Kvyat permaneceu na Formula Renault no início de 2012 e começou a temporada pela disputa da Renault 2.0 Alps, de 24 de março a 21 de outubro, nos autódromos de Monza, Pau (França, Imola, Spa-Francorchamps, Spielberg (Red Bull Ring), Mugello e Barcelona, em 7 etapas de 2 provas cada uma. E, em Monza, teve um início avassalador.

Fez a pole position; duas voltas mais rápidas e venceu as duas corridas da primeira etapa, conquistando 53 dos 54 pontos possíveis. Além de fazer 4 poles e 4 voltas mais rápidas, com 7 vitórias e um 3º lugar, foi campeão com 217 pontos, dando-se ao luxo e não correr a última etapa do circuito de Barcelona, por coincidir com prova da Eurocup.

Na Renault 2.0 Eurocup, de 5 de maio a 21 de outubro, Daniil participou de 14 corridas, em 7 etapas, nos autódromos de Alcañiz e Montmeló (na Espanha), Spa-Francorchamps, Nurburgring, Moscou, Hungaroring e Paul Ricard. Começou com duas vitórias em Alcañiz, onde fez, também, 1 pole position (com vantagem de 0s1.) e 2 voltas mais rápidas. Em todo o campeonato, fez 3 poles; 5 voltas mais rápidas e venceu 7 corridas, subindo 8 vezes ao pódio e totalizando 234 pontos. Foi vice-campeão, 10 pontos atrás do campeão Stofell Vandoome.

Daniil continuou no seu ritmo frenético em 2013, participando simultaneamente de dois campeonatos e ainda participando de testes de jovens pilotos. Correu a Fórmula 3 (F3), pela Carlin, equipe inglesa de Trevor Carlin, e a GP3, pela MW Arden, time ligado à Red Bull e dirigida por Christian Hommer, chefe de equipe da Red Bull, seu pai, Garry Homer, e o ex-piloto da F1, Mark Webber.

O campeonato da F3 começou em 23 de março e foi até 20 de outubro, mas ele só participou de 21 das 30 corridas, entre 4 de maio e 13 de outubro, sem contar pontos: perdeu o prazo para a inscrição e correu como convidado. Fez 5 poles (em Hockenheim, Spielberg [3] e Zandvoort; venceu em Zandvoort; fez três 2º lugares (Spielberg) e três 3ºs (Hockenheim, Zandvoort e Valência). Totalizou 156 pontos e, se estivesse inscrito oficialmente, ocuparia o 7º lugar na classificação final.

De 11 de maio a 3 de novembro, Daniil participou das 16 corridas, com 4 voltas mais rápidas (Silverstone, Spa, Monza e Abu Dhabi), 2 poles (Monza e Abu Dhabi), 3 vitórias (Spa, Monza e Abu Dhabi); um 2º lugar (Monza) e um 3º lugar (Hungaroring). Totalizou 168 pontos e foi campeão com 30 pontos de vantagem sobre o argentino Facundo (Facu) Regalia.

Dany começou o campeonato muito mal. Foi 20º na primeira prova e não correu a segunda, em Barcelona. Nas 4 provas seguintes, em Valência e Silverstone, fez três 4º e um 5º lugar. Voltou a decair, não completando a primeira e terminando em 16º a segunda prova da Alemanha. Na segunda metade do campeonato, seu desempenho melhorou, a partir do 3º e do º lugares, em Hungaroring.

Em seguida, venceu a primeira prova e foi 6º na segunda em Spa-Francorchamps, iniciando a escalada rumo ao titulo, que culminou com a pole, volta mais rápida e vitória, no sábado, e 2º lugar no domingo, em Monza, e outro hat-trick, e depois um 5º lugar Abu Dhabi.

No dia 21 e outubro, 10 dias antes de sua última participação no campeonato da GP3 e sem ter assegurado ainda o título de campeão, Daniil Kvyat foi anunciado como o novo piloto da Fórmula 1, da Toro Rosso, para 2014. O anúncio surpreendeu não só pelo fato inusitado de um piloto passar diretamente da GP3 para a categoria principal (normalmente eles têm de passar pela GP2), mas também por causa de sua juventude e porque o mais cotado para a vaga na escuderia austríaca era o português Antonio Felix da Costa, também ligado à Red Bull. Franz Tost disse que a equipe cogitou da contratação de Felix da Costa e também de Carlos Sainz Jr, mas que o Daniil impressionou pelo desempenho mais consistente do que o português em 2013 e melhores resultados do que Sainz na GP3.

Os argumentos de Tost, todavia, não convenceram os portugueses, frustrados, atribuíram a preterição do patrício ao “dinheiro avançado pelos russos (…) Falou mais alto o dinheiro”, O piloto brasileiro Luis Razia ecoa as reclamações portuguesas: “Não é porque eu sou amigo de Antonio, mas acho que ele estava numa posição muito mais forte.

Mas todos sabemos que não é tudo. Estava muito claro que no ano seguinte haveria  corrida na Rússia e a Formula 1 precisava de um piloto russo. (…) e ainda patrocinado por um banco russo.
Daniil Kvyat, porém, negou que tenham sido os patrocínios de investidores russos que decidiram a sua contratação para o lugar de Daniel Ricciardo. A promoção que definiu como “fantástica” e “um sonho que vira realidade”, segundo ele, foi conseguida graças à performance e os resultados na pista: “Para chegar à F1, especialmente à Toro Rosso, tudo que importa é a performance e os resultados”.

No dia 11 de novembro Daniil recebeu a Super Licença, necessária para disputar o campeonato da FIA. No dia 8, ele, tinha corrido 400 quilômetros, com o STR6, num teste e filmagens no circuito de Misano, na Itália. Na semana seguinte estava com a equipe em Austin, nos Estados Unidos e foi à pista, no primeiro treino livre, com o STR8, da Toro Rosso.Voltou aos boxes feliz, por ter feito um tempo dois décimos de segundo. mais baixo do que Daniel Ricciardo. No Brasil, voltou a treinar na sexta-feira, de novo com o carro de Ricciardo.

Kvyat começou bem o campeonato de 2014, marcando pontos nas duas primeiras corridas. Na Austrália, com o 9º lugar, aos 19 anos, tornou-se o piloto mais jovem a marcar pontos na estreia. Com o 10º lugar no Bahrein e na China e somando 4 pontos nas quatro primeiras corridas, tudo fazia prever que o jovem russo faria uma boa temporada, com boa pontuação e uma posição no mínimo intermediária. A partir da 5ª corrida, porém, os resultados minguaram e ele só voltou a marcar na 9ª prova, na Inglaterra, e na 12ª, na Bélgica, de novo com o 9º lugar.

Apesar de ter totalizado apenas 8 pontos e terminado o campeonato no 15º lugar da classificação dos pilotos, Daniil Kvyat teve dois grandes prêmios na temporada de 2014. Primeiro sendo escolhido para ser o substituo de Sebastian Vettel, na Red Bull, ao lado de Daniel Ricciardo. Depois, receber o título de Calouro do Ano de diversas categorias, da revista Autosport, com o qual já foram também contemplados Jenson Button (2000), Juan Pablo Montoya (2001), Mark Webber (2012), Lewis Hamilton (2006 e 2007) e Sebastian Vettel (2008).

Em 2015, pagando tributo ao noviciado, Daniil Kvyat não teve um bom início da sua primeira temporada na Fórmula 1. Ele chegou a ser ameaçado de demissão pelo consultor da Red Bull, Helmut Marko. Nas cinco primeiras corridas, ele marcou apenas 5 pontos, enquanto o companheiro Daniel Ricciardo já tinha feito 25. Muitos chegaram a considerar prematura a sua promoção a piloto titular de uma equipe como a Red Bull. Todavia, quando o motor Renault da equipe austríaca se mostrou mais confiável, Kvyat melhorou de desempenho e confirmou ser um piloto de talento. Isso ficou demonstrado principalmente a Hungria, onde ele largou melhor que Ricciardo e chegou em 2º lugar, conquistando seu primeiro pódio.

O russo cometeu alguns erros, como o que causou o violento acidente em Suzuka, no Japão, mas mostrou evolução durante a temporada. No final, embora tenha perdido nas classificações por 11 a 8, só não ficou entre os 10 primeiros em 4 das 18 corridas que fez; somou mais pontos do que Ricciardo (95 a 92) e terminou o campeonato no 6º lugar, um posto à frente do companheiro.

Na Austrália, a transmissão do carro de Kvyat quebrou ainda na volta de apresentação e ele não pode participar da corrida.  Na Malásia, depois de largar da 5ª posição, Daniil foi abalroado por Hulkenberg, mas conseguiu continuar na pista e terminar no 13º lugar. Na China, o motor estourou e o russo teve de abandonar a corrida logo na 15ª das 56 voltas. No Bahrein, Daniil foi mal na classificação e largou da 17ª posição, mas fez uma boa corrida de recuperação e chegou em 9º. Na Espanha, saindo da 8ª posição, Kvyat foi ultrapassado por Felipe Massa e Daniel Ricciardo, chegando no 10º lugar.  Em Mônaco, Kvyat, que largou da 5ª posição, terminou em 4º, ultrapassando o companheiro Ricciardo, que foi 4º no grid e ficou no 5º lugar. No Canadá, o russo, que era 8º, perdeu a posição, na volta21, a posição para Felipe Massa, que acabou em 6º.  Na Áustria, Daniil se envolveu num incidente, teve que fazer uma pit stop para trocar a asa dianteira e não conseguiu passar do 12º lugar, depois de ter largado em 15º. Na Inglaterra, sob chuva, Kvyat saiu da 7ª posição e chegou em 6º.

Na Hungria, mesmo tendo sofrido punição d e 10 segundos, por exceder os limites da pista, Kvyat, que largara em 7º, cruzou a linha de chegada em 2º, no seu primeiro pódio da carreira na F1. Na Bélgica, onde largou da 12ª posição, com pneus novos, Kvyat passou por Valtteri Bottas, Kimi Raikkonen. Felipe Massa e Sergio Perez, para terminar na 4ª colocação. Na Itália, o russo fez outra boa corrida de recuperação. Largou da 18ª posição e chegou ao 10º lugar, assumido depois de uma disputa com Daniel Ricciardo, que acabou no terceiro lugar do pódio.  Em Cingapura, Kvyat deu azar, fazendo o pit stop pouco antes da entrada do safety car. Ele, que era 4º no grid, perdeu duas posições nessa primeira parada e outra para Bottas, na segunda, determinada por problemas nos pneus. Ele chegou a estar em 9º, mas conseguiu se recuperar e cruzar a, linha em 6º.

No Japão, no final da sessão de classificação, Daniil Kvyat sofreu o mais espetacular acidente da temporada da F1. Ele cometeu um erro na curva 10, foi para a grama e bateu violentamente nas barreiras, capotando em seguida. Apesar do susto, ele saiu do carro sozinho e ileso. Daniil largou da pit lane e chegou no 13º lugar. Na Rússia, na primeira vez diante da sua torcida num carro da F1, Kvyat teve uma corrida que ele mesmo considerou complicada, com uma estratégia que não teria sido a melhor, mas ainda assim, largando da 11ª posição, mas tirando tudo do carro, chegou em 5º lugar. Nos Estados Unidos, após um bom 4º lugar no grid e disputa pelas primeiras posições, na 41ª das 56 voltas, Kvyat sofre uma forte batida e teve de deixar a corrida.

No México, o russo saiu da 4ª posição, atrás de Vettel e das duas Mercedes, mas na relargada não teve potência para melhorar de colocação, foi ultrapassado por Valtteri Bottas e acabou, mesmo, no 4º lugar. No Brasil, onde foi 6º no grid e chegou em 7º, ele comentou: “Infelizmente, fomos ultrapassados pela Force India no primeiro pit-stop, o que comprometeu um pouco a nossa prova. Depois disso, fiquei atrás de Hulkenberg o tempo todo e foi impossível encontrar um lugar para ultrapassar. Fiquei preso atrás dele tentando atacá-lo, mas ele estava me controlando nas retas; cheguei na zona do DRS algumas vezes, mas isso não ajudou tanto. De qualquer maneira, temos de ficar satisfeitos com estes seis pontos nesta pista”.

Em Abu Dhabi, até o meio d aprova, Kvyat defendia-se de Massa e atacava Hulkenberg, mas, então, teve problemas eletrônicos e começou a perder bastante tempo na retas. Na 53ª das 55 voltas, perdeu a 9ª colocação para Romain Grosjean, terminando em 10º.

Em 2016, Daniil Kvyat passou pela maior humilhação que um trabalhador comum e, mais ainda, uma figura pública como ele, pode sofrer. Foi rebaixado. Depois de uma lambança no GP da Rússia, onde bateu em Sebastian Vettel e causou a saída deste e de Daniel Ricciardo, atingido pelo alemão, ele foi trocado por Max Verstappen, indo para a Toro Rosso. O piloto russo começou a temporada como no ano anterior, sem poder correr no GP da Austrália, devido ao superaquecimento da caixa de câmbio, que impedia a troca de marcha, ainda a caminho do grid.

No Bahrein, foi 7º colocado e na China obteve um resultado excepcional, o 3º lugar no pódio. Na Rússia, em casa, porém, sua temporada desandou. Quando ele e Vettel (com quem já tinha quase se chocado e trocado acusações, na China) entraram na curva 2, ele bateu na traseira do alemão, que por sua vez bateu em Daniel Ricciardo. O alemão não sofreu nenhum prejuízo, mas o australiano, companheiro de equipe de Kvyat, perdeu várias posições. Na curva seguinte, Kvyat voltou a bater em Vettel, que foi jogado para fora da pista, foi de encontro ao muro e teve de deixar a pista. Ainda no carro, pelo rádio, Vettel “explodiu”. Proferiu diversos xingamentos, contra o colega russo, mas depois, mais calmo, adotou um tom menos agressivo. A lambança, porém, custou caro. A Red Bull aproveitou o incidente para antecipar um plano para o futuro: promover Max Verstappen, que vinha agradando a cúpula da equipe com as boas atuações na STR.

No dia 5 de maio, Kvyat foi rebaixado para equipe que defendeu em 2014, a partir do GP da Espanha, a 5ª corrida do campeonato. Em comunicado, Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, disse que “Dany deveria continuar seu desenvolvimento na Toro Rosso. time que lhe é familiar, com a chance de retomar sua forma e desenvolver seu potencial”. Após a troca seus resultados caíram verticalmente e a melhor colocação de Kvyat foi o 10º lugar na Espanha. Ele terminou o campeonato no 14° lugar, com 25 pontos, 21 a menos que o novo companheiro, Carlos Sainz Jr. No final do ano, depois de muita especulação sobre seu futuro, a Toro Rosso anunciou a renovação do contrato de Daniil Kvyat para 2017.

Daniil Kvyat diz ter chegado a 2017 cheio de confiança e que os seus piores dias na Toro Rosso teriam ficado para trás.
“Boas notícias. Eu gostaria de agradecer a Red Bull, Dr Marko e toda a equipe por seu apoio e pela fé que demonstraram em mim desde que voltei para a equipe no início deste ano. Estou muito feliz em ficar com uma equipe isso é como lar para mim, estou muito feliz! ”, comemorou o  piloto russo.
Mas, embora a fase de abertura do campeonato parecesse promissora, com o carro e os pilotos demonstrando uma velocidade sólida, chegando ao top 10, em duas das cinco primeiras corridas, a temporada de Kvyat sofreu muitos problemas, incluindo vários abandonos devido a falhas técnicas e erros ocasionais dele. Entre estes, incluíram-se uma colisão com seu companheiro de equipe no Grande Prêmio da Inglaterra e o encerramento do Grande Prêmio de Cingapura contra o muro.
Os dois companheiros de equipe andaram lado a lado no trecho das velozes curvas Maggots, Becketts e Chapel, mas o russo não conseguiu evitar o toque e se chocou contra o carro de Sainz, que abandonou. Kvyat foi considerado culpado por ter voltado à pista de forma não segura e sofreu um drive-through, além de dois pontos na carteira.
Foi a segunda vez seguida que Kvyat se envolveu em um incidente. Na semana anterior, na largada do GP da Áustria, o russo cometeu um erro e acabou acertando a McLaren de Fernando Alonso, que não conseguiu evitar o choque na Red Bull de Max Verstappen.
Em Cingapura, Kvyat conseguiu ultrapassar Magnussen, mas em seguida errou, travou as rodas dianteiras e foi em frente, contra o muro.
No Azerbaijão, ele também causou uma rodada de Sainz Jr, que se assustou com a volta repentina dele à pista, após ter aberto demais a curva. Em Sochi, Kvyat desenhou um torpedo no capacete, numa referência ao incidente com Vettel, em 2016. Vettel disse que Kvyat “veio como um torpedo” na largada do GP da China, quando causou um acidente entre e Kimi Räikkönen.
Em Mônaco, Kvyat também envolveu em incidente, mas dessa vez não teve culpa. Sergio Pérez, com pneus novos, tentou ultrapassa-lo na curva rascasse, na briga pela nona posição, faltando seis voltas para o fim, mas os dois acabaram se chocando. O russo abandonou após o impacto, e Perez terminou em 13°, punido com acréscimo de tempo na prova. Além desses, o piloto somou um incidente com Lance Stroll ainda nos treinos classificatórios para o GP da Hungria.
Faltando sete etapas para a sua última corrida, nos Estados Unidos, Kvyat acumulava, desde 2016, 9 pontos de punição e com mais três poderia ser automaticamente suspenso, o que não aconteceu.
As performances de 2017 ficaram bem abaixo das do companheiro de equipe e, no dia 26 de setembro, depois de ele obter somente 4 pontos contra 48 de Carlos Sainz, a Toro Rosso anunciou a decisão de substitui-lo no Grande Prêmio da Malásia pelo francês Pierre Gasly, embora continuasse na equipe como piloto reserva.
Em um comunicado, a escuderia italiana informou que o afastamento do piloto não deveria ser considerado permanente dizendo: “Este não é um caso de adeus ao nosso Daniil, pois ele ainda continua sendo parte de a família Red Bull’.
E, de fato, Kvyat voltou a correr para a Toro Rosso no Grande Prêmio dos Estados Unidos, no lufar de Carlos Sainz Jr., que se transferira para a Renault. Mas o ponto conseguido em Austin não foi suficiente, mais uma vez, para assegurar seu lugar e a equipe optou por continuar com o neozelandês Brendon Hartley e promover o retorno de Pierre Gasly para completar a dupla no México.
Em 25 de outubro de 2017, Helmut Marko confirmou que Kvyat não voltaria à equipe e seria liberado do programa de desenvolvimento de pilotos da Red Bull.
Nas 15 corridas que disputou durante a temporada de 2017, Kvyat somou apenas 5 pontos, sendo 4 pelos 9º lugares na Austrália e Espanha e 1 pelo 10º lugar nos Estados Unidos, e foi o 19º colocado entre 23 competidores. Ele foi 11’º na Hungria; 12º no Bahrein, Rússia, Bélgica e Itália; 14º em Mônaco; 15º na Inglaterra e 16] na Áustria. Não completou as provas da China, Canadá, Azerbaijão e Cingapura.
Em 10 de janeiro de 2018, a Scuderia Ferrari anunciou ter contratado Kvyat como piloto de desenvolvimento e de simulador para a temporada de 2018 e ele pilotou a Ferrari SF71H pela primeira vez em Fiorano, durante um teste de clima úmido, da Pirelli, em abril de 2018.
Em 29 de setembro de 2018, Kvyat foi confirmado um dos pilotos da Toro Rosso para a temporada de 2019, substituindo Pierre Gasly, que foi para a Red Bull e tendo como parceiro o tailandês Alexander Albon, que saiu do Campeonato de Fórmula 2 da FIA. No meio da temporada, Gasly  voltou à Toro Rosso e Albon foi promovido para o seu lugar na Red Bull.

Na volta à F1, depois de 17 meses, desde o GP dos Estados Unidos de 2017, Daniil Kvyat fez uma boa estreia no GP da Austrália. Largou da 15ª posição e, depois de sofrer forte pressão de Pierre Gasly durante 20 voltas, terminou em 10º. No Bahrein, Kvyat, 15º no grid, largou mal, perdeu posições, levou a pior num choque com Antonio Giovinazzi, na 6ª volta, e terminou em 12º. Na China, de novo, não passou da Q2, na 11ª posição do grid. Na corrida, acertou os dois carros da McLaren, sofreu drive-through e na volta 41 teve de deixar a pista, devido aos danos das batidas. No Azerbaijão, Kvyat envolveu-se num lance bizarro, quando Daniel Ricciardo o atingiu ao voltar de ré para a pista, após errar a curva 3 e sair pela variante. O incidente arruinou a corrida do piloto da Toro Rosso, que tinha largado da 6ª posição e teve de abandonar a pista na volta 33. Na Espanha, o russo voltou à Q3, obtendo a 9ª posição, na qual também completou a corrida, após ter perdido algum tempo quando foi para o box na entrada do safety car e a equipe não estava preparada para recebê-lo. Em Mônaco, foi 8º na qualificação, mas largou de 7º, devido a punição a Pierre Gasly, e chegou na mesma posição, completando o melhor fim de semana dele até então. No Canadá, continuou na Q3, mas na 10ª posição e na corrida, depois de tentar várias vezes entrar na zona de pontuação, conseguiu, nas últimas voltas, ultrapassar Carlos Sainz e chegar ainda em 10º. Na França, Kvyat saiu da 19º posição do grid, por usar um terceiro motor, e terminou em 14º. Na Áustria, atrapalhado por George Russell, foi eliminado na Q1, saiu da 16ª posição e, numa corrida sem nenhum abandono, chegou em 17º. Na Inglaterra, teve um mau começo de fim de semana, sendo apenas o 17º na qualificação, mas no domingo se redimiu e, depois de disputar o 8º lugar com Kimi Raikkonen, cruzou a linha de chegada em 9º. Na Alemanha, após largar da 14ª posição, Daniil Kvyat aproveitou as mudanças de clima em Hockenheim e, com uma excelente estratégia da equipe, na pista molhada, conquistou o primeiro pódio desde o obtido na China em 2016. Foi um ótimo desfecho de um grande fim de semana para o russo, que se tornou pai pela primeira vez na noite de sábado, com o nascimento de sua filha com Kelly Piquet, filha do tricampeão mundial de F1 Nelson Piquet, Na Hungria, o russo voltou a ter desempenho irregular, largou de 13º e chegou em 15º, completando a primeira metade do campeonato em 9º, com 27 pontos. Ele fez 63% dos pontos da Toro Rosso e Alexander Albon os outros 37%. Durante as férias, Kvyat passou a ter novo companheiro de equipe, com a troca de Alexander Albon por Pierre Gasly, rebaixado da Red Bull.
Na volta das férias, no GP da Bélgica, Kvyat largou da 19ª posição, por exceder o limite de trocas de elemento do motor, e de pois de uma corrida de recuperação, com muitas ultrapassagens, bom trabalho com os pneus, uma boa estratégia e ritmo para ser competitivo, terminou em 7º. Na Itália, ele largou da 12ª posição e abandonou na 29ª das 53 voltas, por causa de vazamento de óleo. Em Cingapura, Kvyat largou da 14ª posição e, depois de um choque com Kimi Raikkonen, na volta 48, a 10 voltas do final, cruzou a linha em 15º. Depois da corrida, o russo reclamou de Raikkonen: “Ele quis me matar! ”. Na Rússia, o motor do carro falhou no terceiro treino, a equipe não teve tempo de colocar um novo e Kvyat não pode participar da sessão de qualificação da corrida em casa. Ele largou da 19ª posição e chegou em 12º. No Japão, largou da 14ª posição e cruzou a linha em 12º, mas subiu para o 10º lugar, com a desclassificação de Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg, da Renault, por irregularidade nos freios. No México, Kvyat jogou Nico Hulkenberg contra a barreira, na curva 16, na disputa pelo 9º lugar, foi punido com 10 segundos no tempo final e caiu para o 11º lugar, embora tenha cruzado a bandeira quadriculada em 9º. Nos Estados Unidos, o russo voltou a atingir um concorrente, dessa vez o mexicano Sergio Perez. Foi punido com 5 segundos, perdeu duas posições, classificando-se em 12º e, com o ponto perdido, a Toro Rosso foi superada pela Racing Point na classificação das equipes (65 a 64). No Brasil, Kvyat não foi bem na qualificação, saiu da 16ª posição, mas, em boa recuperação, conseguiu salvar um ponto, chegando em 10º. Em Abu Dhabi, de novo, o russo se recuperou do 13º no grid para o 9º lugar, salvando mais dois pontos.
Daniil Kvyat terminou o campeonato no 13º lugar, com 37 pontos e tendo como destaque o 3º lugar e o pódio (3[ da carreira), na Alemanha.
O piloto classificou 2019 como um dos melhores anos da carreira dele e disse que nessa temporada se tornou “um piloto melhor”. Ele também destacou o desempenho da equipe: “Certamente foi um ano muito forte para a Toro Rosso, talvez o melhor da sua história, você pode dizer”.
A Toro Rosso, que em 2020 passará a se chamar Alpha Tauri, foi a 6ª colocada entre as construtoras, 85 pontos, o seu recorde de pontuação.