Daniil Kvyat

Perfil

Nome: Daniil Vyacheslavovich Kvyat
País:  Rússia
Nascimento: 26 de abril de 1994
Local: Ufa, Bascortostão
Residência: Roma
Altura:  1,75
Peso: 58 kg
Hobbies: Futebol (torce pelo Roma), esqui, hóquei
Preferências: Musica: disco, house, eletrônica.
Comida: salsicha bávara,mussarela e comida russa
Línguas: Russo, inglês, italiano e espanhol
Talento especial: Pingue-pongue (confissão pessoal)

Ano

Categoria

            Equipe

Corridas

Vitórias

Poles

Voltas

Pódios

Pontos

Posição

2017

Formula 1 Toro Rosso  14 4 19º

2016

Fórmula 1       Red Bull/ Toro Rosso  21  1  1  25   14º

2015

 Fórmula 1      Red Bull      19  1  95   7º

2014

Fórmula 1

Toro Rosso

19

8

15º

2013

F3 Europa

Carlin

21

1

5

1

7

0

N/C

GP3 Séries

MW Arden

16

3

2

4

5

168

2012

Renault 2.0 Alps

Koiranen Motorsport

14

7

4

4

8

217

Renault 2.0 Eurocup

14

7

3

5

8

234

2011

Renault 2.0 UK

Koiranen Motorsport

6

0

0

1

2

111

Renault 2.0
Eurocup

20

7

2

5

13

431

Renault 2.0 NEC

14

2

2

2

3

155

Série Toyota

Victory Motor

15

1

1

0

5

600

2010

Renault 2.0 Eurocup

Koiranen Motorsport

2

0

0

0

0

0

N/C

Renault Inglesa

6

0

1

0

2

109

BMW Pacífico

EuroInter.

8

2

2

0

5

0

N/C

BMW Europa

16

0

0

0

1

138

10º

2009

Vencedor da Copa de Inverno de Garda Sul, de KF3
Vencedor do Troféu Andre Margutti de KF3
2º na Série Internacional WSK de KF3
3º no Campeonato europeu da KF3

2008

Vencedor do Torneio da Indústria da KF3
3º no campeonato europeu da KF3
Vencedor da Copa Bridgestone europeia
Vencedor da Copa de Prata da KF3
Vice-campeão do Campeonato Ásia-Pacífico da KF3

2005

Começou a competir

2002

Começa a correr de kart

N/C – participou como convidado e não marcou ponto

História

Daniil Vyacheslavovich Kvyat, que os amigos chamam de Dany, nasceu no dia 26 de abril de 1994, em Ufa, capital e maior cidade da República do Bascortostão, o maior centro cultural da Rússia, localizado nas encostas dos Montes Urais. Começou a correr de kart em 2002, na cidade natal, mas, aos nove anos, foi com a família para a Itália e começou a competir oficialmente em Roma em 2008.

Nesse ano, venceu Copa de Prata, a Copa Bridgestone e o Torneio da Indústria; foi vice-campeão do Campeonato Ásia-Pacífico e 3º do campeonato europeu da KF3, categoria para pilotos entre 12 e 15 anos. Em 2009, venceu a Copa de Inverno de Sul Garda e do Troféu André Margutti, ambos em Limone Sul Garda, na Lombardia; foi 2º na Série Internacional WSK, em Lonato, também na Lombardia, e 3º no Campeonato europeu.

Em 2010, graduado pelo programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Red Bull, Dany começou a correr em monopostos, na Fórmula BMW. Na primeira competição, na Europa, participou de 16 corridas, fez o 2º lugar em Monza e, com 138 pontos, foi 10º colocado. Paralelamente, participou como convidado, sem contar pontos, da Formula BMW Pacífico, disputada entre 3 de abril, em Sepang, e 21 e novembro, em Macau.

Nas 8 provas, teve 2 vitórias, em Sepang; dois 2ºs (1 em Sepang e outro em Cingapura) e um 3º (em Sepang) e 2 poles. Em novembro, Daniil participou das 6 provas do campeonato de inverno da Fórmula Renault do Reino Unido, obtendo a pole position e o 3º lugar na segunda etapa de Norfolk e o 2º lugar em Pembrey; com 109 pontos, foi o 4º colocado. Também como convidado, sem nenhum resultado de destaque, correu duas provas da Formula Renault 2.0 Europa.

Em julho de 2010, durante sessão de testes para jovens pilotos, Daniil Kvyat teve a sua primeira experiência num carro da Fórmula 1: com um carro da Toro Rosso, deu 22 voltas no circuito de Silverstone. Ao deixar o carro disse que o sonho de correr na F1 passou a ser ainda maior e que estava de olho numa vaga na Red Bull. “Sem dúvida, um dia eu quero estar na F1; hoje tive certeza disso”. Mas, certamente, nem ele esperava que fosse tão rápido.

Em 2011, Daniil mostrou a sua gana em busca do sonho de chegar à F1. Em quase toda a temporada, praticamente não saiu da pista, intercalando torneios e correndo todo fim de semana. Ele começou o ano participando, pela Victor Motor Racing, da Série Toyota, 15 corridas disputadas, de 15 de janeiro a 13 de março, em autódromos da Nova Zelândia.

No torneio, com pontuação de 75 pontos para o 1º lugar e de 1 para o 30º, ficou em 5º lugar, com 600 pontos. O seu resultado mais expressivo foi a vitória no circuito de Feilding, depois de fazer a pole position com 0s1 de vantagem. Além disso, fez dois 2ºs e dois 3ºs lugares e subiu 5 vezes ao pódio.

Entre 9 de abril e 25 de setembro, pela Koiranen Motorsport, equipe do ex-piloto Marko Koiranen, com base em Barcelona, ao lado do companheiro da Red Bull Júnior, Carlos Sainz, Jr., disputou a Formula Renault 2.0 NEC, nas pistas do norte da Europa. Começou com uma vitória na Alemanha e voltou a vencer na Bélgica, mas durante quase todo o campeonato foi superado por Sainz Jr. Ele reagiu nas últimas 4 corridas, com uma vitória na República Checa e três em Monza, mas não conseguiu superar o companheiro; foi vice-campeão, com 441 pontos, contra 489 de Sainz Jr.

Nas 20 corridas do campeonato, venceu 7 (Alemanha, Bélgica, República Chega e Monza [3]); foi 2º em duas (Holanda e República Checa) e 3º em outras duas (Hockenheim e Oschersleben, na Alemanha). Fez 2 poles positions (Monza); 5 voltas mais rápidas e subiu 13 vezes ao pódio.

De 16 de abril a 9 de outubro, Daniil participou da Eurocopa da Formula Renault 2.0. Em 14 corridas de 30 minutos de duração, sendo duas em cada etapa, obteve duas vitórias (Spa-Francorchamps e Nurburgring), um 2º lugar (Paul Ricard) e três 3ºs (Hungaroring, Paul Ricard e Montmeló). Foi pole position 2 vezes (Nurburgring e Hungaroring) e fez duas voltas mais rápidas (Hungaroring e Paul Ricard). Com 155 pontos, foi o 3º colocado, atrás Robin Frijns (245) e de Sainz (200).

Em 5, 6 e 25 de novembro, Daniil disputou seis provas da série final de inverno da Formula Renault UK (Reino Unido), sendo 3º colocado, com 111 pontos, contra 190 do campeão, Oliver Rowland, e 136 do vice, Dan Wells. Seus melhores resultados foram dois 2ºs lugares, em Snetterton e Rockingham, e a melhor volta na segunda corrida de Snetterton.

Daniil Kvyat permaneceu na Formula Renault no início de 2012 e começou a temporada pela disputa da Renault 2.0 Alps, de 24 de março a 21 de outubro, nos autódromos de Monza, Pau (França, Imola, Spa-Francorchamps, Spielberg (Red Bull Ring), Mugello e Barcelona, em 7 etapas de 2 provas cada uma. E, em Monza, teve um início avassalador.

Fez a pole position; duas voltas mais rápidas e venceu as duas corridas da primeira etapa, conquistando 53 dos 54 pontos possíveis. Além de fazer 4 poles e 4 voltas mais rápidas, com 7 vitórias e um 3º lugar, foi campeão com 217 pontos, dando-se ao luxo e não correr a última etapa do circuito de Barcelona, por coincidir com prova da Eurocup.

Na Renault 2.0 Eurocup, de 5 de maio a 21 de outubro, Daniil participou de 14 corridas, em 7 etapas, nos autódromos de Alcañiz e Montmeló (na Espanha), Spa-Francorchamps, Nurburgring, Moscou, Hungaroring e Paul Ricard. Começou com duas vitórias em Alcañiz, onde fez, também, 1 pole position (com vantagem de 0s1.) e 2 voltas mais rápidas. Em todo o campeonato, fez 3 poles; 5 voltas mais rápidas e venceu 7 corridas, subindo 8 vezes ao pódio e totalizando 234 pontos. Foi vice-campeão, 10 pontos atrás do campeão Stofell Vandoome.

Daniil continuou no seu ritmo frenético em 2013, participando simultaneamente de dois campeonatos e ainda participando de testes de jovens pilotos. Correu a Fórmula 3 (F3), pela Carlin, equipe inglesa de Trevor Carlin, e a GP3, pela MW Arden, time ligado à Red Bull e dirigida por Christian Hommer, chefe de equipe da Red Bull, seu pai, Garry Homer, e o ex-piloto da F1, Mark Webber.

O campeonato da F3 começou em 23 de março e foi até 20 de outubro, mas ele só participou de 21 das 30 corridas, entre 4 de maio e 13 de outubro, sem contar pontos: perdeu o prazo para a inscrição e correu como convidado. Fez 5 poles (em Hockenheim, Spielberg [3] e Zandvoort; venceu em Zandvoort; fez três 2º lugares (Spielberg) e três 3ºs (Hockenheim, Zandvoort e Valência). Totalizou 156 pontos e, se estivesse inscrito oficialmente, ocuparia o 7º lugar na classificação final.

De 11 de maio a 3 de novembro, Daniil participou das 16 corridas, com 4 voltas mais rápidas (Silverstone, Spa, Monza e Abu Dhabi), 2 poles (Monza e Abu Dhabi), 3 vitórias (Spa, Monza e Abu Dhabi); um 2º lugar (Monza) e um 3º lugar (Hungaroring). Totalizou 168 pontos e foi campeão com 30 pontos de vantagem sobre o argentino Facundo (Facu) Regalia.

Dany começou o campeonato muito mal. Foi 20º na primeira prova e não correu a segunda, em Barcelona. Nas 4 provas seguintes, em Valência e Silverstone, fez três 4º e um 5º lugar. Voltou a decair, não completando a primeira e terminando em 16º a segunda prova da Alemanha. Na segunda metade do campeonato, seu desempenho melhorou, a partir do 3º e do º lugares, em Hungaroring.

Em seguida, venceu a primeira prova e foi 6º na segunda em Spa-Francorchamps, iniciando a escalada rumo ao titulo, que culminou com a pole, volta mais rápida e vitória, no sábado, e 2º lugar no domingo, em Monza, e outro hat-trick, e depois um 5º lugar Abu Dhabi.

No dia 21 e outubro, 10 dias antes de sua última participação no campeonato da GP3 e sem ter assegurado ainda o título de campeão, Daniil Kvyat foi anunciado como o novo piloto da Fórmula 1, da Toro Rosso, para 2014. O anúncio surpreendeu não só pelo fato inusitado de um piloto passar diretamente da GP3 para a categoria principal (normalmente eles têm de passar pela GP2), mas também por causa de sua juventude e porque o mais cotado para a vaga na escuderia austríaca era o português Antonio Felix da Costa, também ligado à Red Bull. Franz Tost disse que a equipe cogitou da contratação de Felix da Costa e também de Carlos Sainz Jr, mas que o Daniil impressionou pelo desempenho mais consistente do que o português em 2013 e melhores resultados do que Sainz na GP3.

Os argumentos de Tost, todavia, não convenceram os portugueses, frustrados, atribuíram a preterição do patrício ao “dinheiro avançado pelos russos (…) Falou mais alto o dinheiro”, O piloto brasileiro Luis Razia ecoa as reclamações portuguesas: “Não é porque eu sou amigo de Antonio, mas acho que ele estava numa posição muito mais forte.

Mas todos sabemos que não é tudo. Estava muito claro que no ano seguinte haveria  corrida na Rússia e a Formula 1 precisava de um piloto russo. (…) e ainda patrocinado por um banco russo.
Daniil Kvyat, porém, negou que tenham sido os patrocínios de investidores russos que decidiram a sua contratação para o lugar de Daniel Ricciardo. A promoção que definiu como “fantástica” e “um sonho que vira realidade”, segundo ele, foi conseguida graças à performance e os resultados na pista: “Para chegar à F1, especialmente à Toro Rosso, tudo que importa é a performance e os resultados”.

No dia 11 de novembro Daniil recebeu a Super Licença, necessária para disputar o campeonato da FIA. No dia 8, ele, tinha corrido 400 quilômetros, com o STR6, num teste e filmagens no circuito de Misano, na Itália. Na semana seguinte estava com a equipe em Austin, nos Estados Unidos e foi à pista, no primeiro treino livre, com o STR8, da Toro Rosso.Voltou aos boxes feliz, por ter feito um tempo dois décimos de segundo. mais baixo do que Daniel Ricciardo. No Brasil, voltou a treinar na sexta-feira, de novo com o carro de Ricciardo.

Kvyat começou bem o campeonato de 2014, marcando pontos nas duas primeiras corridas. Na Austrália, com o 9º lugar, aos 19 anos, tornou-se o piloto mais jovem a marcar pontos na estreia. Com o 10º lugar no Bahrein e na China e somando 4 pontos nas quatro primeiras corridas, tudo fazia prever que o jovem russo faria uma boa temporada, com boa pontuação e uma posição no mínimo intermediária. A partir da 5ª corrida, porém, os resultados minguaram e ele só voltou a marcar na 9ª prova, na Inglaterra, e na 12ª, na Bélgica, de novo com o 9º lugar.

Apesar de ter totalizado apenas 8 pontos e terminado o campeonato no 15º lugar da classificação dos pilotos, Daniil Kvyat teve dois grandes prêmios na temporada de 2014. Primeiro sendo escolhido para ser o substituo de Sebastian Vettel, na Red Bull, ao lado de Daniel Ricciardo. Depois, receber o título de Calouro do Ano de diversas categorias, da revista Autosport, com o qual já foram também contemplados Jenson Button (2000), Juan Pablo Montoya (2001), Mark Webber (2012), Lewis Hamilton (2006 e 2007) e Sebastian Vettel (2008).

Em 2015, pagando tributo ao noviciado, Daniil Kvyat não teve um bom início da sua primeira temporada na Fórmula 1. Ele chegou a ser ameaçado de demissão pelo consultor da Red Bull, Helmut Marko. Nas cinco primeiras corridas, ele marcou apenas 5 pontos, enquanto o companheiro Daniel Ricciardo já tinha feito 25. Muitos chegaram a considerar prematura a sua promoção a piloto titular de uma equipe como a Red Bull. Todavia, quando o motor Renault da equipe austríaca se mostrou mais confiável, Kvyat melhorou de desempenho e confirmou ser um piloto de talento. Isso ficou demonstrado principalmente a Hungria, onde ele largou melhor que Ricciardo e chegou em 2º lugar, conquistando seu primeiro pódio. O russo cometeu alguns erros, como o que causou o violento acidente em Suzuka, no Japão, mas mostrou evolução durante a temporada. No final, embora tenha perdido nas classificações por 11 a 8, só não ficou entre os 10 primeiros em 4 das 18 corridas que fez; somou mais pontos do que Ricciardo (95 a 92) e terminou o campeonato no 6º lugar, um posto à frente do companheiro.

Na Austrália, a transmissão do carro de Kvyat quebrou ainda na volta de apresentação e ele não pode participar da corrida.  Na Malásia, depois de largar da 5ª posição, Daniil foi abalroado por Hulkenberg, mas conseguiu continuar na pista e terminar no 13º lugar. Na China, o motor estourou e o russo teve de abandonar a corrida logo na 15ª das 56 voltas. No Bahrein, Daniil foi mal na classificação e largou da 17ª posição, mas fez uma boa corrida de recuperação e chegou em 9º. Na Espanha, saindo da 8ª posição, Kvyat foi ultrapassado por Felipe Massa e Daniel Ricciardo, chegando no 10º lugar.  Em Mônaco, Kvyat, que largou da 5ª posição, terminou em 4º, ultrapassando o companheiro Ricciardo, que foi 4º no grid e ficou no 5º lugar. No Canadá, o russo, que era 8º, perdeu a posição, na volta21, a posição para Felipe Massa, que acabou em 6º.  Na Áustria, Daniil se envolveu num incidente, teve que fazer uma pit stop para trocar a asa dianteira e não conseguiu passar do 12º lugar, depois de ter largado em 15º. Na Inglaterra, sob chuva, Kvyat saiu da 7ª posição e chegou em 6º. Na Hungria, mesmo tendo sofrido punição d e 10 segundos, por exceder os limites da pista, Kvyat, que largara em 7º, cruzou a linha de chegada em 2º, no seu primeiro pódio da carreira na F1. Na Bélgica, onde largou da 12ª posição, com pneus novos, Kvyat passou por Valtteri Bottas, Kimi Raikkonen. Felipe Massa e Sergio Perez, para terminar na 4ª colocação. Na Itália, o russo fez outra boa corrida de recuperação. Largou da 18ª posição e chegou ao 10º lugar, assumido depois de uma disputa com Daniel Ricciardo, que acabou no terceiro lugar do pódio.  Em Cingapura, Kvyat deu azar, fazendo o pit stop pouco antes da entrada do safety car. Ele, que era 4º no grid, perdeu duas posições nessa primeira parada e outra para Bottas, na segunda, determinada por problemas nos pneus. Ele chegou a estar em 9º, mas conseguiu se recuperar e cruzar a, linha em 6º. No Japão, no final da sessão de classificação, Daniil Kvyat sofreu o mais espetacular acidente da temporada da F1. Ele cometeu um erro na curva 10, foi para a grama e bateu violentamente nas barreiras, capotando em seguida. Apesar do susto, ele saiu do carro sozinho e ileso. Daniil largou da pit lane e chegou no 13º lugar. Na Rússia, na primeira vez diante da sua torcida num carro da F1, Kvyat teve uma corrida que ele mesmo considerou complicada, com uma estratégia que não teria sido a melhor, mas ainda assim, largando da 11ª posição, mas tirando tudo do carro, chegou em 5º lugar. Nos Estados Unidos, após um bom 4º lugar no grid e disputa pelas primeiras posições, na 41ª das 56 voltas, Kvyat sofre uma forte batida e teve de deixar a corrida. No México, o russo saiu da 4ª posição, atrás de Vettel e das duas Mercedes, mas na relargada não teve potência para melhorar de colocação, foi ultrapassado por Valtteri Bottas e acabou, mesmo, no 4º lugar. No Brasil, onde foi 6º no grid e chegou em 7º, ele comentou: “Infelizmente, fomos ultrapassados pela Force India no primeiro pit-stop, o que comprometeu um pouco a nossa prova. Depois disso, fiquei atrás de Hulkenberg o tempo todo e foi impossível encontrar um lugar para ultrapassar. Fiquei preso atrás dele tentando atacá-lo, mas ele estava me controlando nas retas; cheguei na zona do DRS algumas vezes, mas isso não ajudou tanto. De qualquer maneira, temos de ficar satisfeitos com estes seis pontos nesta pista”. Em Abu Dhabi, até o meio d aprova, Kvyat defendia-se de Massa e atacava Hulkenberg, mas, então, teve problemas eletrônicos e começou a perder bastante tempo na retas. Na 53ª das 55 voltas, perdeu a 9ª colocação para Romain Grosjean, terminando em 10º.

Em 2016, Daniil Kvyat passou pela maior humilhação que um trabalhador comum e, mais ainda, uma figura pública como ele, pode sofrer. Foi rebaixado. Depois de uma lambança no GP da Rússia, onde bateu em Sebastian Vettel e causou a saída deste e de Daniel Ricciardo, atingido pelo alemão, ele foi trocado por Max Verstappen, indo para a Toro Rosso. O piloto russo começou a temporada como no ano anterior, sem poder correr no GP da Austrália, devido ao superaquecimento da caixa de câmbio, que impedia a troca de marcha, ainda a caminho do grid. No Bahrein, foi 7º colocado e na China obteve um resultado excepcional, o 3º lugar no pódio. Na Rússia, em casa, porém, sua temporada desandou. Quando ele e Vettel (com quem já tinha quase se chocado e trocado acusações, na China) entraram na curva 2, ele bateu na traseira do alemão, que por sua vez bateu em Daniel Ricciardo. O alemão não sofreu nenhum prejuízo, mas o australiano, companheiro de equipe de Kvyat, perdeu várias posições. Na curva seguinte, Kvyat voltou a bater em Vettel, que foi jogado para fora da pista, foi de encontro ao muro e teve de deixar a pista. Ainda no carro, pelo rádio, Vettel “explodiu”. Proferiu diversos xingamentos, contra o colega russo, mas depois, mais calmo, adotou um tom menos agressivo. A lambança, porém, custou caro. A Red Bull aproveitou o incidente para antecipar um plano para o futuro: promover Max Verstappen, que vinha agradando a cúpula da equipe com as boas atuações na STR. No dia 5 de maio, Kvyat foi rebaixado para equipe que defendeu em 2014, a partir do GP da Espanha, a 5ª corrida do campeonato. Em comunicado, Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, disse que “Dany deveria continuar seu desenvolvimento na Toro Rosso. time que lhe é familiar, com a chance de retomar sua forma e desenvolver seu potencial”. Após a troca seus resultados caíram verticalmente e a melhor colocação de Kvyat foi o 10º lugar na Espanha. Ele terminou o campeonato no 14° lugar, com 25 pontos, 21 a menos que o novo companheiro, Carlos Sainz Jr. No final do ano, depois de muita especulação sobre seu futuro, a Toro Rosso anunciou a renovação do contrato de Daniil Kvyat para 2017.