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Daniel Ricciardo

Perfil

Nome Daniel Ricciardo
País Austrália
Nascimento 1º de julho de 1989
Local Perth

Desempenho

Estreia

GP da Inglaterra – 10/07/2011

Corridas

125

Títulos

0

Vitórias

5

Pódios

27

Poles

1

Voltas + rápidas

9

Pontos

798

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição
2017 Fórmula 1 Red Bull 16  1 3 192
2016 Fórmula 1 Red Bull 21  1  1 4  8 256
2015 Fórmula 1 Red Bull      19  2  2  92    8º
2014 Fórmula 1 Red Bull

19

3 1 8

238

2013 Toro Rosso

19

20

14º

2012

20

10

18º

2011 Hispania

11

_

_

_

_

27º

Toro Rosso

Piloto de testes

F.Renault ISR

12

1

2

3

6

144

2010 Fórmula 1 Toro Rosso

Piloto de testes

F. Renault Tech 1

16

4

8

5

8

136

2009 GP Macau Carlin

1

N/C

F. Renault Tech 1

2

34º

F. 3 Master Carlin

1

N/C

F3 inglesa

20

7

6

5

13

275

2008 F.3 Master SG Formula

1

N/C

F.3 Euro

2

N/C

F.Renault 2.0

Eurocopa

18

6

5

5

7

136

F.Renault 2.0

WEC

15

8

9

7

11

192

2007

F.Renault 2.0

Eurocopa

Motorsport

4

N/C

F.3 Renault

Itália

14

196

2006

F.BMW

Mundial

Fortec

1

F. BMW

inglesa

Motaworld

2

3

20º

F. BMW

Ásia

Eurásia

19

2

3

3

12

231

2005

F. Ford

Austrália

Privateer

3

74

História

Sorridente e simpático, o jovem australiano Daniel Ricciardo foi recebido na Fórmula 1, em 2011, como um dos maiores talentos surgidos na categoria até então. Alguns chegaram a apontá-lo como o substituto de Mark Webber, na Red Bull, em 2013, com possibilidades de se tornar um novo Sebastian Vettel e campeão mundial. O piloto parecia concordar com esse vaticínio, ao declarar nas primeiras entrevistas que quer ser “diferente dos outros” e “melhor que eles”. E se definiu como um piloto arrojado, que gosta de curvas de alta velocidade, dirige com delicadeza e não costuma errar.

Também disse que ao receber o convite da Hispania para ser seu piloto titular, sentiu-se como uma criança numa loja de doce. “Foi uma surpresa. Neste ano, esperava claramente pilotar só as sextas de manhã, pela Toro Rosso e fazer a World Séries, mas estou aqui mais cedo do que imaginava”. Disse ainda que depois de receber o telefonema do dirigente da Red Bull comunicando o acordo para a ida dele para a equipe espanhola, saiu andando pela casa toda, se beliscando e tentando acreditar no que acabara de ouvir. Chegar à Fórmula 1 era o que queria, havia muito tempo.

A convivência de Daniel com o automobilismo começou aos três anos de idade, quando era levado pela mãe, Graça, australiana, para ver pai, Joe Ricciardo, imigrante italiano que trabalhava com terraplenagem e era piloto amador, correr na Barbagallo Raceway, circuito localizado em Waneroo, a cerca de 50 quilômetros de ao norte de Perth, no oeste da Austrália.

Aos seis anos, começou a andar de kart, em Duncraig, subúrbio de Perth-Norte, onde nasceu, e aos nove passou a participar de competições locais. Aos 11 anos, ganhou o campeonato da divisão infantil do Waneroo Tiger Kart Club. Nesse período acompanhava também as corridas da Motogp, era fã de Valentino Rossi, e parecia interessado em correr de motos, apesar da oposição da mãe, que achava o esporte a motor muito perigoso e preferia que ele jogasse críquete ou futebol. Por insistência do pai, porém, continuou com o kart e, aos 15 anos já estava correndo em carros de Fórmula, com um Van-Diemen, 1989, fabricado na Inglaterra, a mesma marca do primeiro carro de corrida (modelo 1981) usado por Ayrton Senna.

Em 2005, foi o 8° colocado no campeonato da Fórmula Ford do oeste da Austrália, e, com outro Van-Diemen, modelo 1991, alugado, disputou duas das três provas do campeonato nacional, no circuito Sandown Raceway, em Melbourne, terminando em 16° e 17°. No ano seguinte, participou, em agosto, pela Motaworld Racing do campeonato britânico da Fórmula BMW, sendo 20° colocado; da Formula Renault 2.0 italiana, ficando em 6° lugar, e da Fórmula BMW da Ásia, na qual, correndo pela Eurásia Motorsport, com 2 vitórias; 12 pódios; 3 poles positions; 3 voltas mais rápidas e um total de 231 pontos, contra 272 e 290 dos dois primeiros, foi o 3° colocado. No final do ano, Ricciardo disputou a Formula BMW Final, pela Fortec Motosport, em Valência, na Espanha, e foi 5° colocado, a 14s7 do vencedor.

Daniel conta que no início corria por diversão e não levava a sério o automobilismo. Mas depois de ganhar a bolsa de 50 mil dólares da Formula BMW Ásia, percebeu que poderia viver das corridas e resolveu, contra a vontade do seu mentor, o ex-mecânico da F1, Brett Lupton, favorável à sua permanência na Austrália, ir para a Europa. Fixou-se na Itália e viveu um período difícil, solitário, e chegou a pensar em voltar para casa. Além da televisão, seu único divertimento eram as corridas.

Em 2007, Daniel Ricciardo se engajou na equipe italiana RP Motosport e passou a competir na Formula Renault 2.0. Inicialmente, de 1° de abril a 14 de outubro, participou da Formula Renault 2.0 da Itália, fazendo 196 pontos, em 14 corridas, com cinco 4°s, um 5° e um 6° lugares. Seu companheiro de equipe, Patrick Kronenberg, foi o 19° colocado, com apenas 31 pontos. Na última quinzena de outubro, correu as quatro últimas provas da Eurocopa da Fórmula Renault 2.0 (2 em Estoril e 2 em Barcelona), mas não conseguiu classificação em nenhuma delas.

Na mira da Red Bull, correndo pela escuderia francesa SG Formula, com um carro competitivo, o Tatuus FR2000, em 2008, Ricciardo foi campeão da Fórmula Renault 2.0 WEC (Copa do Oeste Europeu), disputada em 16 corridas, entre 23 de março e 19 de outubro. Teve 8 vitórias, 9 poles, 11 pódios, 7 voltas mais rápidas e um total de 192 pontos, contra 184 do segundo colocado. Só não conseguiu uma 9ª vitória porque na primeira prova da Itália, depois obter um lugar na primeira fila do grid, foi punido por uma irregularidade na asa traseira do carro e teve de largar da 24ª e última posição. Apesar disso, com um ritmo intenso e regularidade, acabou chegando em 6° lugar. Na corrida seguinte, foi jogado para fora da pista pelo francês Jean-Enric Vergne, mas herdou a vitória depois de o rival, da Red Bull Junior, que chegou na frente, ter sido punido por ter cortado uma chicane.

Simultaneamente, no período de 3 de maio a 19 de outubro, Ricciardo disputou a Eurocopa Formula Renault 2.0, com 14 corridas, em 7 paises. Terminou o campeonato em 2° lugar, com 6 vitórias, 6 poles e 136 pontos, 3 a menos que o campeão, o finlandês Walttery Bottas, que teve só 5 vitórias.   Em meio a essa maratona, Ricciardo ainda teve tempo e disposição para participar de prova Fórmula 3 Euroséries, em Nurburgring, na Alemanha, nos dias 26 e 27 de julho. Na primeira etapa, no sábado, foi o 8° no grid e chegou no 6° lugar, porque os motores dos dois adversários da frente, James Jakes e Christian Vietoris, morreram no grid. No dia seguinte, foi apenas o 15°. No dia 10 de agosto, ele voltou a fazer uma experiência na categoria, disputando a prova da Fórmula 3 Masters, em Zolder, na Bélgica. Foi o 27° no grid e teve de abandonar a pista logo depois da largada.

Em 2009, já participando do programa de jovens pilotos da Red Bull, Ricciardo se dedicou à Formula 3, correndo pela Carlin Motosport, de Trevor Carlin, que de 2008 a 2010 foi bancada pela equipe da fábrica de energéticos. Com um Dallara 39, de motor Volkswagen, de 13 de abril a 20 de setembro, disputou Formula 3 britânica, participando de todas as 20 provas das 10 etapas, que incluíram, alem dos circuitos ingleses, pistas da Alemanha (Hockenheim), Bélgica (Spa) e Portugal (Portimão). Obteve 6 vitórias, seis poles e 12 pódios (8 consecutivos) e sagrou-se campeão com 275 pontos, 87 a mais do que o vice-campeão, o austríaco Walter Grübmuller.

No dia 1° de agosto, num intervalo da Formula 3 britânica, Ricciardo, ao lado de Charles Pic, pela equipe Tech 1 Racing, fez sua primeira experiência na Série Mundial da Renault 3,5. No autódromo internacional de Algarve, em Portugal, teve de abandonar a primeira bateria e na segunda ficou no 15° lugar.

No dia 22 de novembro, com a equipe Carlin, Ricciardo participou da 56º edição do GP de Macau da Fórmula 3, na sua primeira experiência num circuito de rua e, no caso, um trajeto desafiador, com retas rápidas, curvas estreitas e chicanes complicadas. Na primeira etapa de classificação, ficou na 5ª posição, com o tempo de 2m10s780, a 0,738. 5 do líder. Na bateria final de classificação, foi o 6° colocado, a 4s598 do pole position, o francês Jean-Karl Vernay. Na corrida, porém, não chegou a completar a primeira volta, por causa de num acidente que provocou e que envolveu outros sete pilotos. O vencedor da prova foi o italiano Edoardo Mortara, que viria a repetir o feito em 2010.

No dia 29 de outubro, Ricciardo anunciou a assinatura de contrato com a Tech 1, equipe pela qual fez sua primeira corrida da categoria, para disputar o campeonato da Formula 3, 5, em 2010. Todavia, depois de participar, nos dias 1° e 2 de dezembro, em Jerez de la Frontera, na Espanha, dos testes para jovens pilotos, dos quais foi o mais rápido, Ricciardo foi contratado como piloto de testes da Toro Rosso e, em 2010, passou a acumular o campeonato da Formula 3.5 e os treinos de sexta-feira da Fórmula 1.

Ricciardo começou bem o campeonato, obtendo a pole position nas duas primeiras etapas, no circuito de Aragon, em Alcañiz, na Espanha. Sob chuva e apesar da inexperiência na categoria, terminou em 3° no sábado e 2°, no domingo, assumindo a liderança. Em Spa Francorchamps, foi punido por prejudicar volta de classificação de outros pilotos, saiu em último e chegou em 13° na primeira etapa e 5°, na segunda, e ainda garantiu a segunda colocação na classificação geral, devido a punições aos concorrentes diretos, por violação da regras para o parque fechado, antes da corrida.

Em Mônaco, Ricciardo conquistou sua terceira pole position, com 3/10 de vantagem sobre o principal adversário, o monegasco Stefano Coletti, e a primeira vitória. Voltou a vencer em Hungaroring e Hockenheim e, com 6 poles e 3 vitórias em 12 corridas, era o mais sério candidato ao título. Em Silverstone, porém, a sorte começou a mudar. Na largada da primeira corrida, ele, que saia em 3°, ao tentar ultrapassar o pole position, Jon Lancaster, foi jogado por este para fora da pista, capotou e foi obrigado a abandonar. Na segunda prova inglesa, terminou em 2°, recuperou pontos, mas chegou ao circuito de Barcelona, para a rodada final, a três pontos atrás do líder, o russo Mikhail Aleshin. Na primeira etapa, Ricciardo saiu em 8°, fez a volta mais rápida e venceu a corrida, empatando a contagem em 128 pontos. Quem chegasse na frente na prova final, seria o campeão. Se os dois não completassem o percurso, Ricciardo seria o campeão, por ter uma vitória a mais. O australiano largou na 2ª posição do grid e caiu para 3°, mas manteve-se à frente de Aleshin (que largara em 5°) até faltarem duas voltas para o final. À essa altura, porém, cochilou e foi ultrapassado pelo rival, que chegou em 3° e conquistou o título de campeão da Formula Renault 3.5 de 2010, com dois pontos de vantagem (138 a 136).

O campeonato terminou no dia 29 de outubro e, duas semanas depois, Daniel Ricciardo fez o seu mais importante teste para a Fórmula 1, como único representante da Red Bull nos treinos para jovens pilotos, no circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. Num desempenho surpreendente, dominou os treinos, fazendo um tempo 1s3 mais rápido do que o da pole position de Sebastien Vettel, três dias antes, na classificação para a última prova do campeonato da Fórmula 1.

O desempenho de Ricciardo na F3 e no teste,reforçou a esperança da Red Bull no seu futuro. Mas como tanto os seus pilotos como os da subsidiaria Toro Rosso estavam indo bem, para dar mais experiência ao jovem, a equipe inglesa conseguiu para ele uma vaga na Hispania Racing Team (HRT). Ele começou como piloto reserva, porém no meio do campeonato assumiu o lugar de Narain Karthikeyan e fez sua estreia no GP da Inglaterra, no dia 10 de julho.

Durante o restante da temporada de 2011, Ricciardo participou de 11 corridas e teve os seguintes resultados (grid-chegada): Inglaterra, 24-19; Alemanha, 23-19; Hungria, 22-18; Bélgica, 23-21; Itália, 23-16; Singapura, 23-19; Japão, 22-22; Coreia, 24-19; India, 23-18; Abu Dhabi, 20-21 e Brasil, 22-20.

Em 2012, Ricciardo participou de todas as 20 corridas da temporada, só teve um abandono (em Mônaco) e seus melhores resultados foram quatro 9ºs lugares (Austrália, Bélgica, Cingapura e Coreia). Foi 10º no Japão e nos Estados Unidos, somando 10 pontos e ocupando o 18º lugar na classificação final.

Depois de um ano e meio na Formula 1, não só não confirmou os prognósticos de que poderia chegar a ser campeão, e,  para a maioria dos comentaristas,  não se mostrou à altura de ocupar uma vaga em equipe de ponta da categoria. Surpreendentemente, porém, a Toro Rosso renovou o seu contrato para 2013 e, no final da temporada, a Red Bull o contratou para substituir Mark Webber, que deixava a F1. Adrian Newey, o projetista da Red Bull, explicou que a escuderia poderia ter escolhido um piloto mais experiente, mas decidiu dar oportunidade a um jovem promissor, para elevá-lo a num nível superior. Disse que a decisão o fez lembrar-se do tempo em que estava na Williams e precisavam escolher alguém para substituir Nigel Mansell. Poderiam ter escolhido Ricardo Patrese, mas preferiram um “jovem piloto chamado Damon Hill”, então piloto de teste.

De fato, Ricciardo mostrou, em 2013, algum progresso em relação ao campeonato anterior. Começou mal, com abandonos na Austrália e na Malásia, ambos por problemas no exaustor, mas recuperou-se na corrida da China. No circuito de Xangai, não só se classificou para a Q3 e largou em 7º, como conseguiu, na corrida, manter a posição, conquistando o melhor resultado da carreira, feito que viria a repetir na Itália. Além dessa, Ricciardo obteve mais 8 classificações na Q3, com um  5º lugar na Inglaterra e um 6º na Alemanha, mas nem sempre repetiu o desempenho na prova.

Em algumas corridas, fatores alheios  à sua pilotagem foram responsáveis por isso:  em Monte Carlo, retirou-se, depois de colisão com Romain Grosjean. Na Bélgica, foi punido e teve de partir da 19ª posição. Em Cingapura, é obrigado a abandonar, devido a incidente na pista. Na Coreia, abandonou por problemas nos freios. No Japão, um drive-through o impediu de terminar entre os primeiros. A partir da 4ª etapa do campeonato seus resultados (grid-final) foram os seguintes: Bahrein, 13-16; Espanha, 11-10; Mônaco, 12-n/c; Canadá, 11-15; Inglaterra, 5-8; Alemanha, 6-12; Hungria, 8-13; Bélgica, 19-10; Itália, 7-7; Cingapura, 9-n/c; Coreia, 12-19; Japão, 16-13; India, 11-10; Abu Dhabi, 9-16; Estados Unidos, 10-11, e Brasil, 7-10. Com 20 pontos, Daniel Ricciardo foi o 14º entre os pilotos, uma posição à frente do companheiro de equipe, Jean-Éric Vergne, que fez 13 pontos.

Depois dessa temporada até certo ponto decepcionante, Daniel Ricciardo mostrou, em 2014, que a Red Bull acertou na aposta. Para muitos comentaristas, Lewis Hamilton ganhou título, mas Ricciardo foi o melhor piloto do campeonato.

Daniel Johnson, do UK Telegraph o considerou o piloto de 2014: “Em sua primeira temporada com uma equipe de ponta, ele ganhou três corridas que deveriam ter sido da Mercedes e, absolutamente, bateu o atual tetracampeão. Suas ultrapassagens foram de tirar o fôlego”, escreveu.

Outro comentarista, diz: “Um campeão do mundo em formação, Ricciardo tem mostrado que é, ao mesmo tempo, extremamente talentoso e um dos caras mais legais do grid”. Outros analistas lembram que o fato de o chassis da Red Bull ser, no máximo, o terceiro do grid, torna mais notáveis os feitos do piloto australiano.

De fato, a campanha na temporada de 2014 fez Daniel Ricciardo merecedor de todos os elogios. Nas 19 corridas do campeonato, foi o único piloto a afrontar o domínio das Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, e não só uma vez; foram três: Canadá. Hungria e Bélgica. E, além disso, suplantou amplamente o companheiro de equipe, o tetra campeão Sebastian Vettel. Foi o 3º colocado na classificação final dos pilotos, com 238 pontos, enquanto o alemão.com 167 pontos, foi apenas o 5º, com uma diferença e 71 pontos.

Ricciardo começou a mostrar o seu potencial já na primeira corrida do campeonato, na Austrália.  Foi o 2º no grid, atrás de Lewis Hamilton, e completou a prova também em 2º, apesar da pressão do estreante Kevin Magnussen, nas voltas finais. Quando ele cruzou a linha de chegada na segunda posição, a torcida foi ao delírio, pois pela primeira vez um piloto australiano subiria ao pódio “em casa”.  Ele saiu do carro ovacionado, subiu uma escada imitando canguru e abraçou todo mundo da equipe com o sorriso que se tornou sua marca registrada. Algumas horas depois, porém, a direção da prova comunicou a desclassificação dele, por ter excedido o limite do fluxo de combustível. A Red Bull recorreu, mas o Tribunal Internacional de Recursos manteve a decisão.

Na Malásia, o australiano voltou a ter um domingo decepcionante, não por sua culpa, mas por causa do carro e da equipe. No terceiro pit stop, quando estava no 4º lugar, os mecânicos da Red Bull não fixaram corretamente o pneu dianteiro e ele teve de parar no fim da pit lane e voltar ao box para que a falha fosse corrigida. Com a perda de tempo, caiu para a 14ª posição, uma volta atrás dos lideres e quando iniciava uma corrida de recuperação sofreu outro contratempo. A asa dianteira quebrou e ele teve de parar para fazer a troca. Liberado em condições perigosas, foi punido com um sto&go e preferiu abandonar a corrida, depois de perder 10 posições do grid da prova seguinte. .

No Bahrein, mesmo tendo largado da 13ª posição, Ricciardo fez uma boa corrida, chegando em 4º, à frente de Vettel, que foi 6º, e marcou seus primeiros pontos. Na China, foi, de novo, melhor que o companheiro e repetiu o resultado.  Na Espanha, Ricciardo saiu da 3ª posição, atrás de Hamilton e Rosberg e, na largada, resistiu à pressão de Valtteri Bottas. Na 15ª volta fez a primeira parada, continuou com pneus médios e caiu para o 9º lugar. Na 31ª, porém, já tinha recuperado o terceiro lugar, que sustentou até o fim, para conquistar o primeiro pódio da temporada. Em Mônaco, o australiano foi 3º no grid e no final tentou se aproveitar de um problema de Hamilton (alguma coisa entrou olho dele), mas não conseguiu passar, terminando na mesma posição, a os404 do inglês.

No Canadá, depois de largar da 6ª posição do grid, num resultado surpreendente, Daniel Ricciardo quebrou a hegemonia dos carros da Mercedes e venceu pela primeira vez na carreira. A primeira vitória do piloto australiano se desenhou na volta 68,quando ele passou por Nico Rosberg e se confirmou no início da última volta, quando foi agitada a bandeira amarela, por causa de um acidente entre Felipe Massa e Sérgio Perez. Ricciardo tornou-se o quarto australiano a ganhar um GP da F1, depois de Jack Brabham, Alan Jones e Mark Webber.

Na Áustria, os motores da Mercedes e da Ferrari voltaram a roncar mais alto e, diante deles, os dois pilotos da Red Bull, Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, com os Renault, nada puderam fazer. Ricciardo, que largou em 4º, chegou no 8º lugar, atrás da Mercedes, Williams, Force India e até da Ferrari; Vettel teve sorte pior, sendo obrigado a deixar a pista por problemas eletrônicos na metade da corida. Na Inglaterra, numa corrida tumultuada, com paralisação de mais de uma hora, Ricciardo, que tinha largado da 8ª posição, se aproveitou da entrada do safety car para avançar e, após várias trocas de lugar, chegar em 3º. Na Alemanha, largando em 5º, depois de perder varias posições na largada, para desviar de Kevin Magnussen e Felipe Massa, que colidiram na frente ele, caiu para 15ª colocação no final da primeira volta. Todavia, beneficiado de novo pela entrada da safety car, ultrapassou vários adversários para chegar na mesma 5ª posição.

Na Hungria, depois de largar da 4ª posição, o australiano fez uma corrida perfeita. Recuperou-se atraso provocado pelo safety car, que juntou todos os carros, assumiu a liderança na volta 15 e a partir daí alternou-se na ponta com Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Na antepenúltima das 70 voltas, passou pelo inglês e depois pelo espanhol, para conquistar a sua segunda vitória no campeonato e na F1 e firmar-se na terceira colocação entre os pilotos. Na corrida seguinte, na Bélgica, foi um choque entre os dois pilotos da Mercedes, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, com o abandono do inglês e problemas técnicos do alemão, que deu chance a Ricciardo para obter a segunda vitória consecutiva. O australiano largou da 5ª posição e depois da primeira parada, na 12ª volta, tomou a liderança de Valtteri Bottas na 13ª e a manteve até cruzar a linha de chegada. Depois de sair do carro, foi carregado nos ombros pela equipe.

Na Itália, Ricciardo não largou bem, por falta de tração, foi superado por Sebastian Vettel, mas se recuperou durante a corrida e chegou em 5º. E, sorridente, como sempre, explicou que, mesmo que tivesse largado bem, não conseguiria um resultado melhor, devido aos problemas do carro. Em Cingapura, Ricciardo largou da 2ª posição, mas na freada da curva foi ultrapassado por Sebastian Vettel e comboiou o companheiro até o final. A sua esperança de reassumir o 2º lugar se dissiparam quando, no meio da corrida, recebeu aviso da equipe que seus pneus dianteiros estavam muito aquecidos e ele deveria longe do vácuo. No Japão, onde soube que Vettel deixaria a Red Bull, sendo substituído por Daniil Kvyat, o australiano chegou no 4º lugar, de novo atrás do alemão, depois de sair da 6ª posição do grid. Na volta 16, ele passou por Massa e na 17ª, por Bottas. Na volta 40, no grampo, passou por Button, levou um X do inglês, porém na volta seguinte tornou a ultrapassar Button, para garantir o 4º lugar. A partir do GP da Rússia, Ricciardo passou a exigir tratamento diferenciado da Red Bull, porque estava em 3º entre os pilotos e Vettel, que estava deixando a equipe, já não tinha chances, mas não foi atendido. Em Sochi, na pista molhada, foi apenas o 7º no grid. Na corrida, chegou a ser ultrapassado por Vettel, porém, antecipando o primeiro pit stop, recuperou a posição e terminou mesmo em 7º.

Nos Estados Unidos, onde foi anunciada renovação do seu contrato, 5º no grid, o piloto australiano largou muito mal e caiu para o 9° lugar. Antes da primeira curva, porém, conseguiu recuperar várias posições e acabou cruzando a linha de chegada em 3º. No Brasil, Ricciardo foi mal na última etapa da classificação,sendo apenas o 9º no grid e na corrida não teve melhor sorte. A quebra da suspensão o obrigou a deixar a pista na volta 38; A compensação para o mau fim de semana foi a garantia do 3º lugar na classificação dos pilotos. Em Abu Dhabi, depois ter sido, assim como Sebastian Vettel, excluído da classificação e obrigado a largar da pit lane, por causa de irregularidade na asa dianteira do carro da Red Bull, Ricciardo fez uma boa corrida de recuperação terminou no 4º lugar.

Embora nunca tenha tirado do rosto o sorriso largo que é a sua marca como um dos pilotos mais simpáticos da Fórmula1, Daniel Ricciardo não repetiu, em 2015, a performance do ano anterior. Não só por causa da sua atuação, mas também, e principalmente, pelo baixo rendimento do motor da Renault, que equipava os carros da Red Bull. O chassi da equipe austríaca, projetado por Rob Marshall, também não apresentou o mesmo equilíbrio dos modelos anteriores, concebidos por Adrian Newey.

Ricciardo começou bem, marcando pontos em oito das dez primeiras corridas, mas na, segunda metade do campeonato passou a ser superado pelo seu jovem companheiro de equipe, o russo Daniil Kvyat. O excesso de punições por troca de motores de combustão interna (foram oito, quatro a mais do que o permitido) e de sistemas de recuperação de energia cinética (MGU-K) e energia térmica (MGU-H) também contribuíram para a má colocação final no campeonato. Ricciardo, que no ano anterior tinha sido o terceiro colocado, atrás apenas de Hamilton e Rosberg, acabou na 8ª colocação, com 92 pontos, três a menos do que o companheiro Daniil Kvyat, 7º colocado.

Na estreia, na Austrália, Ricciardo manteve o 6º lugar da largada até o final, que garantiu depois de ultrapassar Carlos Sainz que o havia tomado, e não conseguir se aproximar o suficiente para passar por Felipe Nasr.  Depois da corida, lamentou a ausência do companheiro Daniil Kvyat, proibido de correr, por causa de um problema na coluna. E reclamou da falta de confiabilidade e potência do motor. Na Malásia, o australiano teve a sua primeira frustração. Largou em 4º e tinha esperança de subir de colocação, mas, logo na primeira volta, tomou um toque que influiu em toda a sua corrida. Demorou para ultrapassar outros carros, por falta de velocidade e problema nos freios e acabou na 10º colocação. Na China, o anti-stall não funcionou na largada, ele teve problemas com o motor e isso definiu a sua corrida. Depois de enfrentar dificuldades no tráfego e não conseguir passar pelo companheiro Kvyat, caiu da 7ª posição do grid para o 9º lugar na prova. No Bahrein, o desempenho de Ricciardo foi melhor, subido do 7º para o 6º lugar, mas o final da corrida foi espetacular. Seu motor estourou no final da reta e ele cruzou a linha cobrindo a pista de fumaça. Na Espanha, depois de outro fim de semana difícil e problemas constantes com as suas unidades de energia de fraca potência da Renault, a Red Bull repetiu ameaças expressas no início da temporada de sair do esporte. Seu conselheiro de automobilismo, Helmut Marko, teria dito:”Se não tivermos um motor competitivo em um futuro próximo, ou a Audi chega ou estamos fora”. Ricciardo, porém, terminou a corrida mais otimista. Após largar em 10º, terminou a prova em 7º, dizendo que foi tudo que pode tirar do carro, pois algumas atualizações não funcionaram, mas teve algumas partes da corrida encorajadoras. Em Mônaco, Ricciardo foi o 4º no grid e nas últimas voltas tentou se aproximar de Hamilton e Vettel, segundo e terceiro, para tentar um lugar no pódio. Nessa tentativa, teve até a ajuda de Kvyat, que lhe devolveu a 4ª posição, que tinha tomado dele na largada. Na última volta, quando a equipe sentiu que ele não conseguiria ultrapassar Hamilton, determinou que devolvesse o lugar ao companheiro. Durante essa fase, na 74º das 78, fez a volta mais rápida da prova. 1m18s063, para chegar em 5º. No Canadá, um na depois de sua vitória em Montreal, Ricciardo se frustrou com o péssimo rendimento do carro e o 13º lugar na classificação final. “Eu pensei que o pior já havia passado por nós, mas este fim de semana foi de longe o nosso pior do ano,” falou Ricciardo à TV Sky Sports F1. Na Áustria, o australiano começou mal o fim de semana, sofrendo a perda de 10 posições no grid, por exceder o número permitido de troca do motor de combustão interna. Largou da 18º posição, mas, com o um carro equilibrado e boa administração dos pneus, chegou em 10º.  Na Inglaterra, Ricciardo, no final do grid, bateu em Romain Grosjean, na 3ª volta, e continuou na pista, mas na volta 23 teve de abandonar a corrida, por problemas elétricos. Na Hungria, a Red Bull surpreendeu, colocando seus dois pilotos no pódio, com Kvyat em segundo, atrás de outra surpresa, Sebastian Vettel.Os dois pilotos da Mercedes ficaram para trás, com Hamilton em 6º e Rosberg em 8º. Ricciardo diz ter forçado ao máximo quando estava com pneus macios novos e teria até a chance de vencer, se não tivesse tocado em Nico Rosberg. Os dois carros tiveram que ir aos boxes, para reparos e Riccardo saiu na frente, em terceiro, mas já sem condições de alcançar os dois primeiros. Em Spa, na Bélgica, Ricciardo fez uma boa largada, e pulou do 5º para o 3º lugar, mas, de repente, já na volta 19, o motor perdeu a potência e tudo apagou, inclusive o painel, com certeza, devido a um problema elétrico, e ele teve de abandonar a corrida.Na Itália, Ricciardo recebeu a inédita punição de perda de 50 posições, devido a troca do sexto motor. Mas, mesmo tendo largado das 19ª posição, ainda chegou na zona de pontuação, no 8º lugar, depois de ganhar a disputa com o companheiro Daniil Kvyat pelo 10º lugar e, na última volta, ter ultrapassado Marcus Ericsson.  Em Cingapura, 2º no grid, Ricciardo teve sua melhor chance de ganhar uma corrida, mas foi prejudicado por ser obrigado a fazer duas paradas, durante a entrada do safety car. Isso afetou a sua corrida, impedindo-o de alcançar Sebastian Vettel. No Japão, largando em 7º, teve um pneu furado e o assoalho danificado, logo na largada, ao bater em Felipe Massa, quando tentava passar entre o brasileiro e Kimi Raikkonen. Foi para o fim do pelotão e chegou a ultrapassar alguns carros, mas acabou mesmo no 15º lugar. Na Rússia, com problemas na suspensão, deixou a corrida na 47ª das 51 voltas, quando parecei ter chances de fazer muitos pontos. No início da corida nos Estados Unidos, os dois carros da Red Bull travaram um bom duelo com a dupla da Mercedes, com Ricciardo em 3º e Kvyat em 4º.  Na volta 15, o australiano disputou a liderança com Hamilton e após a primeira bateria de pit stops liderava a corrida à frente de Rosberg, Kvyat e Hamilton, Nas voltas 22 e 23, porém os dois pilotos da Red Bull foram ultrapassados pelos da Mercedes, Na volta 42, Ricciardo e Nico Hulkenberg se tocaram, o alemão teve de deixar a pista e o australiano continuou, mas tendo de se contentar com o 10° lugar. Ricciardo considerou frustrante a corrida no Autódromo Hermanos Rodriguez, no México, insatisfeito, principalmente com escolha dos pneus.Lamentou não ter sido tão rápido e ultrapassado antes as Williams, o que só aconteceu na volta 53,quando, em disputa com Felipe Massa, retomou o 5º lugar de onde tinha largado. No Brasil, Ricciardo perdeu 10 posições no grid, por nova troca de pneus, caindo para o 19º lugar do grid. Nas primeiras voltas, ganhou algumas posições e quando fez a primeira troca, a vida útil dos pneus não foi a esperada, então ainda teve de fazer três paradas.Embora tenha andado no mesmo ritmo dos carros ao seu lado, a punição impediu uma recuperação maior e ele conseguiu no máximo chegar ao 11º lugar. Em Abu Dhabi, Ricciardo tentou se firmar na 5ª posição da qual largou, mas não pode segurar Sebastian Vettel e terminou no 6º lugar.

Conforme historia a Wikipédia, em uma Red Bull muito mais competitiva, Ricciardo começou bem a temporada de 2016, terminando em 4º na Austrália, onde fez a volta mais rápida, e no Bahrein, mesmo depois de colidir com Valtteri Bottas, e liderando o Grande Prêmio da China, antes de sofrer um estouro de pneus e terminar em 4º novamente. Após ser o 11º na Rússia, Ricciardo foi o 3º no grid do Grande Prêmio de Espanha e, depois que os dois carros Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg saíram ainda na primeira volta, ele liderou as primeiras etapas da corrida. Com estratégia de três paradas e um novo estouro de pneus no final, acabou, pela quarta vez, em 4º lugar, atrás do companheiro de equipe Max Verstappen, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel. Em Mônaco, Ricciardo marcou sua primeira pole position e liderou as primeiras voltas com pista molhada da corrida. No entanto, depois de um pit stop muito longo, em que sua equipe levou quase 40 segundos para trocar um conjunto de pneus, terminou em 2º.  Depois de dois 7ºs lugares no Canadá e Baku, no GP da Europa; do 5º, na Áustria, e do 4º lugar na Inglaterra, Ricciardo voltou ao pódio na Hungria, onde foi 3º colocado. Na Alemanha, depois de conquistar o 2º lugar do pódio, em seguida a Lewis Hamilton, celebrou a colocação bebendo champagne na sapatilha, comemoração tradicional australiana chamada “shoey”. Ele repetiu o gesto na Bélgica, após conquistar, de novo a segunda colocação, atrás de Nico Rosberg. Na Itália, o australiano foi o 5º colocado, mas na corrida seguinte, em Cingapura, largou da segunda posição do grid, tentou e não conseguiu ultrapassar Nico Rosberg na largada e também apertou o alemão, mas não pode alcançá-lo no final, terminando na mesma posição. Em Sepang, na Malásia, numa corrida empolgante, cheia de lances inesperados, Daniel Ricciardo obteve a 4ª vitória da carreira. Primeiro, um choque entre Vettel e Rosberg tirou o piloto da Ferrari da corrida e jogou o outro alemão para as últimas posições. Depois, um surpreendente estouro do motor alijou também Hamilton da pista e abriu caminho para a vitória de Ricciardo, seguido do jovem Max Verstappen. No Japão, Ricciardo largou e chegou em 6º, mas nas duas corridas seguintes, nos Estados Unidos e México voltou a subir ao pódio, com o 3º lugar nas duas ocasiões. Esses resultados lhe garantiram a 3ª colocação na classificação final dos pilotos, com 256 pontos, embora não tenha pontuado no Brasil, onde foi 8º, e em Abu Dhabi, 5º colocado.

Depois do campeonato, Ricciardo declarou que a de 2016 foi a sua melhor temporada na F1, embora tenha vencido apenas uma vez, enquanto em 2014 ganhou três corridas. Ele disse ter ficado satisfeito coma forma como respondeu a desafios de alta pressão, principalmente contra seu novo companheiro de equipe, Max Verstappen.

“Este ano eu senti que fiz tudo o que fiz em 14, mas em um nível mais alto quando eu realmente me empenhei”, afirmou o piloto.