Christian Fittipaldi

Nome

Christian Fittipaldi

Nacionalidade

Brasileiro

Nascimento

18/01/1971

Local

São Paulo

Carreira

1992-1994

Equipes

Minardi, Footwoek

Largadas

40 (em 43 corridas)

1ª corrida

GP da África do Sul de 1992

Última corrida

GP da Áustrália de 1994

Pontos

12

4ºs lugares

3

5ºs lugares

1

6ºs lugares

1

Acidentes

6

Christian Fittipaldi, nascido a 18 de janeiro de 1971, neto de um apaixonado pelo velocidade; filho de um dos principais corredores brasileiros e sobrinho de um bicampeão mundial de Fórmula 1 e campeão da Fórmula Indy, não poderia ter outro destino senão as pistas de corrida. E, em 1992, começou a reescrever  uma história interrompida 12 anos antes, quando o tio Emerson se retirou da Fórmula 1.

Esse foi o ano em que Christian, com 21 anos, ingressou na categoria principal do automobilismo, depois de uma trajetória planejada pelo pai Wilsinho. Como herdeiro da dinastia Fittipaldi, Christian fez do kart mais que uma diversão. Desde pequeno, aos oito anos, sem ainda poder participar de competições, ficava rodando no kartódromo de Interlagos para, sob o olhar atento do pai, acertar a melhor forma de fazer as curvas ou descobrir o momento ideal para cutucar o pedal do freio.

Esses dias gastos com tanto treino e com a preocupação com detalhes aproximaram Christian do estilo de pilotagem do tio. Os duelos travados com o também menino Rubens Barrichello ficaram marcados na carreira do kartista Christian, que pode duas vezes, em 1982 e 1984, ganhou o Campeonato Paulista da categoria.

Quando passou a pilotar monopostos, ele mostrou a todo mundo que não precisava do sobrenome famoso para ser um sucesso. Em 1988, foi vice-campeão brasileiro da Fórmula Ford. Em 1989, passou para a Fórmula 3 e  conquistou o título brasileiro. No ano seguinte, ainda na Fórmula 3, foi campeão sul-americano.

Mas o grande feito de Christian Fittipaldi aconteceu em 1991. Nesse ano, sagrou-se campeão mundial da Fórmula 3.000 e abriu as portas para a Fórmula 1 e defendeu a equipe Minardi em duas temporadas. A melhor delas foi a de 1993. Na primeira prova do Campeonato Mundial desse ano, a sétima fila do grid de largada do GP da África do Sul estava ocupada pelos dois brasileiros, Christian Fittipaldi e Rubens Barrichello, como se fosse uma reedição dos “pegas” do tempo do kart.  Na corrida, Rubino parou quando estava em sétimo lugar e Christian chegou na quarta colocação.

Com esse resultado, ele superou a carreira do pai na Fórmula 1 (em 36 GPs, disputados entre 1972 e 1975, Wilsinho marcou apenas três pontos. Christian, que havia sido o sexto no GP do Japão de 92, acumulou quatro pontos). Na temporada de 93,  ainda Christian protagonizou um dos mais espetaculares  acidentes da F1. A 220 metros da linha de chegada, no GP da Itália, em Monza, a roda dianteira esquerda da Minardi esbarrou na traseira do carro do companheiro Pierluigi Martini. A máquina de Christian decolou, descreveu um looping, voltou ao chão com os pneus tocando a pista e continuou em linha reta pelo asfalto até cruzar  a linha em oitavo lugar.

Apesar dos resultados, o ano não terminou bem. A crônica falta de dinheiro da Minardi fez com que Christian deixasse a equipe antes da penúltima prova. E 1994 foi o último ano dele na Fórmula 1. Correu pela Arrows, uma equipe que começou o campeonato com esperança de lhe dar um carro melhor, mas não conseguiu. No final da temporada, os magros resultados fizeram Christian repensar a carreira. Em 1995, foi para a Fórmula Indy, na qual chegou em segundo lugar nas 500 Milhas de Indianápolis.  Em 1966, quando tinha tudo para uma boa carreira na Indy, num  acidente em treino sofreu fratura das duas pernas e teve seu futuro no automobilismo  comprometido. Ainda assim, de 2001 a 2003, correu na NASCAR; em 2005 na Stock Car brasileira e, em 2008, pilotava um carro da equipe brasileira na A1, a segunda divisão d a Fórmula 1.

Nos três anos de Fórmula 1, de 1992 a 1994, Christian correu pela Minardi e Arrows, disputou 40 GPs e obteve os seguintes resultados:

Três quartos lugares:  em 93, África do Sul; em 94, Austrália e Alemanha.

Um quinto lugar: Mônaco, em 93.

Um sexto lugar: Japão, em 92.

Totalizou 12 pontos e no campeonato dos pilotos foi 17°, com 1 ponto, em 92; 13°, com 5 pontos, em 93, e 14°, 6 pontos, em 94.