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Chico Landi

Nome

Francisco Sacco Landi

Nacionalidade

Brasileiro

Nascimento

14/07/1907

Local

São Paulo

Morte

7/06/1989

Carreira

1951-1952, 1956

Equipes

Maserati e Ferrari, avulso

Largadas

6

1ª corrida

GP da Itália de 1951

Última corrida

GP da Argentina de 1956

Pontos

1,5

4ºs lugares

1

Francisco Landi nasceu em São Paulo, em 1907, e herdou do pai, um imigrante italiano, o gosto pela velocidade. Ainda garotinho, acompanhava “seu” Paschoal nas corridas que os carroceiros de Santana disputavam nas ruas do bairro paulistano.

Aos 11 anos, curso primário completo, foi trabalhar como mecânico e, ao 14 passou para a oficina de um amigo do seu irmão Quirino, os carros Hudson, os mais velozes daqueles tempos, eram preparados. A diversão do menino era assistir os rachas noturnos que mecânicos e motoristas de praça disputavam nas ruas.

A estréia oficial no automobilismo aconteceu em 1934, no II Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, no circuito da Gávea. Liderou boa parte da corrida, mas quando faltavam apenas oito voltas seu carro quebrou. No ano seguinte, Landi alcançaria sua primeira vitória, correndo no circuito do Chapadão, em Campinas.

Mas, o primeiro lugar que ele cobiçava mesmo, era o da corrida internacional da Gávea. E  essa almejada vitória no Trampolim do Diabo, ele só conseguiu em 1941 e  repetiu em 1947 e 1948.

Nessa época, já contabilizando inúmeras vitórias no autódromo de Interlagos, Landi, um piloto veloz e impetuoso foi disputar as primeiras corridas na Europa. As portas do Velho Mundo lhe foram abertas quando, em 1947, assistia ao Grande Prêmio da Itália, em Monza. Os organizadores das corridas italianas convidaram o piloto brasileiro que tinha vencido Luigi Viloresi e Achile Varzi, no Rio de Janeiro, para participar do Grande Prêmio de Bari. Francisco Landi correu, mas não teve sorte: a máquina quebrou. Mesmo assim, seu desempenho impressionou tanto os empresários que foi convidado para correr de novo em Bari, no ano seguinte.

Em 20 de maio de 1948, o ex-mecânico paulistano vence a primeira corrida fora do Brasil. Superando grandes  nomes do automobilismo europeu, chegou em primeiro no II Grande Prêmio de Bari, o primeiro grande feito de um piloto brasileiro no estrangeiro.

Naquele mesmo ano, Landi disputou várias corridas na Europa. Suas  atuações espetaculares, se não renderam vitórias importante, deixaram público e empresários assombrados. Na corrida de Silverstone, por exemplo, liderava a prova e parou para trocar pneus, perdendo várias posições. Com uma recuperação impressionante, chegou sem segundo lugar.

No final d e 1948, Francisco Landi era o segundo colocado no Mundial de Automobilismo, campeonato que precedeu a Fórmula 1, e, graças ao seu desempenho, foi contratado pela Ferrari. Pilotando um carro vermelho, em 1949, foi quarto colocado no III Grande Prêmio de Bari, repetiu a atuação em Monza e conseguiu boas colocações nos GPs da Holanda e Suíça.

Em 1951, no segundo ano do campeonato mundial de pilotos, ainda pela Ferrari, Landi participou apenas do Grande Prêmio da Itália, mas abandou a prova logo na primeira volta. Em 1942, na Maserati, disputou duas corridas válidas pelo Mundial. Chegou em nono lugar no GP da Holanda e em oitavo no GP da Itália. No ano seguinte, ainda pela Maserati, abandonou o GP da Suíça, após 54 voltas, e o da Itália, depois de 14 voltas. Landi só voltou à Fórmula 1 em 1956, disputando apenas um GP. Com a Maserati, ficou em quarto lugar na Argentina, o que lhe valeu a 25ª colocação no Mundial de Pilotos.

Mesmo correndo na Europa, Francisco Landi nunca deixou de participar de provas no Brasil. Aqui, foi não apenas um corredor vitorioso, que associou seu nome às corridas mais importantes do automobilismo brasileiro, como Mil Milhas, 500 Quilômetros e 24 Horas de Interlagos. Foi o mestre de todos os pilotos que se formaram nas pistas do Brasil. A paixão pelas corridas era tão grande que só parou de correr em 1974, aos 66 anos de idade.

Deixou as pistas, mas não se desligou do esporte. Em 1986, assumiu a direção do autódromo José Carlos Pace (Interlagos), sonhando com o retorno da Fórmula 1 a São Paulo. Mas não pode ver seu sonho tornar-se realidade: morreu de infarto no dia 7 de junho de 1989.