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Bruno Senna

Perfil

Nome Bruno Senna Lalli
País Brasil
Nascimento: 15 de outubro de 1983
Local São Paulo
Altura: 1,80
Peso: 69 kg
Estado civil: Solteiro
Residência Londres/S. Paulo
Preferências:

Comida:Lasanha de berinjela;Música: house music, pop, rock, clássica

Hobbies: Música, internet, vídeo game, wakeboard, boxe

Desempenho no GP2 Europa

Temporadas

2007/2008

Equipe

iSport International

GPs

2007 – 21

2008 – 20

Vitórias:

2007 – 1

2008 – 2

Pódios

2007 – 3

2008 – 6

Poles

2008 – 2

Pontos

2007- 34

2008 – 64

Classificação

2007 – 8º

2008 – 2º

Voltas + rápidas

4

Carreira

Ano Competição Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição

2012

Fórmula 1 Williams

20

1

31

16º

2011

Fórmula 1 Renault

8

2

18º

2010

Fórmula 1 Hispania

18

23º

2009

24h Le Mans AIM

1

N/C

Série Le Mans

3

2

12

2008

GP2 Asia iSport

9

4

2

23

GP2

20

2

3

0

6

64

2007

GP de Macau Raikkonen

1

N/C

Desafio Ferrari Ferrari

2

2

2

2

N/C

Convidado

2006

Supercopa Porsche Porsche

1

N/C

Copa Porsche EMC

1

3

N/C

GP AustráliaGP3 Bronte

3

2

F3 Masters Raikkonen 

1

F3 inglesa

22

5

3

5

9

229

2005

GP Macau

1

N/C

F3 Masters

1

N/C

F3 inglesa

21

1

3

75

10º

2004

F.BMW inglesa Carlin

6

6

21º

F. Renault Ásia Shangsay

1

1

N/C

Convidado

História

“Se você acha que eu sou bom, espere para ver meu sobrinho Bruno.”

A frase é de Ayrton Senna para o chefe de equipe da Maclaren e se referia a Bruno Senna,  com quem o piloto disputava “rachas” de kart, na fazenda da família, em Tatuí, desde que o sobrinho tinha 5 anos. Já naquela época Bruno pensava em correr na Fórmula 1 e, aos 8 anos, indagado se seria igual ao tio, respondia de pronto: “Melhor!”.   Com a morte do tio em 1994 e do pai, num acidente de moto, no ano seguinte, e proibido pela mãe, Vivianne Senna, Bruno, durante 10 anos deixou de lado o sonho e se dedicou aos estudos, fazendo o curso de administração de empresas. Mas alguns anos depois, voltou ao kart, incentivado e orientado pelo avô, Milton Silva, e só o abandonou quando, devido à altura, quebrou algumas costelas (seis, segundo contagem dele).

Aos 17 anos, com a liberação pela mãe, fez um teste num carro da Fórmula Renault, em Interlagos, onde ficou a dois segundos do recorde da pista (1.19 para 1.17), e decidiu ir pára a Inglaterra, tentar de vez a carreira no automobilismo.

Depois de algumas corridas pela Formula Renault 2.000, com o incentivo e o apoio de Gerard Berger, que havia sido companheiro de equipe, na Maclaren, de 90 a 92, e amigo de Ayrton Senna, em setembro de 2004, Bruno passou para a Fórmula BMW inglesa. Correndo pela Carlin Motorsport, participou das últimas três rodadas duplas da temporada. Diante de pilotos muito mais experientes, conseguiu classificar-se para a primeira fila em duas corridas e conquistou um sexto lugar na corrida de Donington Park.

No fim do ano, correndo pela Shangai FDR (Formula Racing Devolopment) GT Tires, Bruno Senna obteve o primeiro resultado internacional expressivo, ao chegar em segundo lugar no Desafio da Fórmula Renault Asiática, corrida de 10 voltas, no circuito de estrada da Guia, que integrou o programa do GP de Macau da F3 2004.

Em 2005, tendo no currículo apenas as seis corridas da Fórmula BMW e desafio da Formula Renault, passou para a Fórmula 3 inglesa internacional, correndo pela Raikkonen Robertson Racing (ou Double R Racing), equipe fundada em novembro do ano anterior pelo piloto Kimi Raikkonen e seus empresários Davi e Steve Robertsen.

A  F3 inglesa internacional  é disputada por carros com motores de 2 litros, 4 cilindros, aspirados naturalmente, com velocidade de 160 milhas por hora, indo de 0 a60 milhas em três segundos e freando de 130-150 milhas por hora em 2,8 segundos. De 1969 a 2004, 11 brasileiros já foram campeão da categoria: Emerson Fittipaldi (1069), José Carlos Pace (1970), Nelson Piquet (1978), Chico Serra (1979), Ayrton Senna (1983). Mauricio Gugelmin (1985), Rubens Barrichello (1991), Gil de Ferran (1992), Mário Haberfeld (1998), Antonio Pizzonia (2.000) e Nelson Piquet Júnior (2004).

Em  2005. a F3 britânica foi  disputada em 22 corridas, nos circuitos de Silverstone, Donington Park, Thruston e Castle Combe, da Inglaterra; Spa-Francorchamps, na Bélgica; Knockhill, na Escócia; Mondello Park, na Irlanda; Monza, na Itália e Nurburgring, na Alemanha.

No início da temporada, Bruno Senna pagou pelo noviciado, mas na segunda metade do campeonato passou a competir em igualdade de condições com pilotos com pelo menos 80 horas de pista. Em agosto, em Silverstone, na 16ª corrida, saiu na 7ª posição do grid e chegou em 3º, conquistando o primeiro pódio da carreira. Em Nurburgring, fez a pole position e terminou em 2º lugar. De novo em Silverstone, última prova da etapa de encerramento do campeonato, Bruno largou da 2ª posição e manteve essa condição até o final. Com esses resultados e mais dois 5ºs lugares; dois 6ºs, três 8ºs e dois 10º, o brasileiro terminou o campeonato em 10º lugar.

No GP de Macau,disputado no dia 20 de novembro e vencido por outro brasileiro, Lucas di Grassi, Bruno Senna foi apenas o 22º no grid e o 17º colocado na classificação final.

Senna começou a temporada de 2006 em grande estilo, vencendo três das quatro provas do campeonato australiano da Fórmula 3, que serviram de preliminares para o GP da Austrália da Fórmula 1, no primeiro fim de semana de abril, no circuito de Albert Park, em Melbourne..

Correndo pela BMW, na primeira prova, na quinta-feira, dia 30, o brasileiro foi tocado por Martin Trimble, na penúltima volta, quando ocupava a liderança, e chegou em 4º lugar, depois de ter estabelecido novo recorde para a pista.

Na sexta-feira (31), Bruno largou em 3º e em menos de meia volta assumiu a liderança e, não a perdeu mais, esmo sob a chuva que obrigou o encerramento da prova com uma volta a menos.

No sábado (1º), largando na pole position, Bruno voltou a vencer de ponta a ponta, e no domingo (2), depois de abrir uma boa vantagem, liderou as oito voltas com tranqüilidade e ainda fez a melhor volta da corrida.

Em entrevista ao Estadão, depois de dizer da “sensação incrível de ver a bandeira quadriculada em primeiro”, Bruno Senna fez uma revelação: o macacão que usava não era lavado   desde os treinos na Inglaterra.:

“Antes era branco; agora está amarelo. Os velcros da cintura e do pescoço não seguram mais nada. Isso para não falar do cheirinho. Eu treinei na Inglaterra, sai do carro e o joguei na mala para vir direto para a Austrália. Corri quinta e sexta-feira e, com a vitória, ficou encharcado de champagne”.

Bianca, irmã e empresária do piloto, disse que tentou lavar o macacão na sexta-feira à noite, mas não conseguiram e, completa Bruno, “o jeito foi pegar o macacão sujo, fedido, duro e usá-lo no sábado”. No domingo, depois de outro banho  de champagne, Bruno avisava: “Não chega perto que a coisa ficou brava, agora!”.

Depois de 34 corridas no cartel (6 da Fórmula BMW 2004; 22 da F3 2005; 2 da Fórmula Renault em Macau, em 2005 e 4 da Fórmula 3 australiana), Bruno renovou contrato para temporada de 2006 com a Double R Racing, que passou a usar os motores Mercedes HWA nos carros Dallara F306.

Continuando a boa fase iniciada na Austrália, Bruno Senna venceu as duas primeiras corridas do campeonato, disputadas no dia 17 de abril, em pista molhada, no circuito de Oulton Park, na Inglaterra. Na primeira prova, que teve três intervenções do safety car, o brasileiro, que foi o pole position, mostrou grande controle dos nervos a cada nova largada, para manter a liderança. A 21 de maio, na segunda rodada do campeonato, Bruno foi 4º colocado nas duas corridas e em Mondello Park, na Irlanda, a 25 de junho, foi 5º nas duas provas, caindo para a vice-liderança do campeonato..

.No dia 16 de julho, no circuito de Snertterton, em Norfolk, na Inglaterra, Bruno Senna sofreu o primeiro grande acidente da carreira.  Logo na segunda volta da primeira prova da rodada, na reta Revett, a mais veloz do circuito, o carro do brasileiro, a 150 milhas por hora, atingido pelo mexicano Salvador Duran, voou, capotou várias vezes e aterrissou na área de escape, perto da ponte que atravessa a pista. Bruno nada sofreu e, sob aplausos do público, voltou correndo para os boxes, sem precisar passar pelo centro médico. No box, ele contou como foi o acidente:

“Eu vinha pela reta oposta e tentei a ultrapassagem na freada do S. O Duran se assustou, fechou a porta e as rodas dos carros se engancharam. Depois disso, virei passageiro. Fechei os olhos e só esperei o desfecho da pancada. Tudo aconteceu num ponto muito rápido da pista, mas nada sofri, apesar do forte impacto. Foi só um susto, esmo!”.

Bruno saiu ileso, mas o carro foi muito danificado e não pode ser usado para a segunda corrida da rodada. Para a etapa seguinte, em Spa-Francorchamps, a Doublé R teve de pedir um novo carro à fábrica da Dallara, na Alemanha.

Dois dias depois do acidente, Bruno Senna já estava no Brasil, acompanhando desfile da grife Cavalera, um dos seus patrocinadores, e, faltando 12 corridas para o fim do campeonato, ainda mantinha esperanças de recuperar a liderança, lembrando que no ano anterior marcou 90% dos seus pontos na segunda metade da temporada.

Realmente, na volta ao campeonato, Bruno parecia no caminho para atingir seu objetivo. Foi 2º na corrida de Spa-Francorchamps; 5º nas duas de Brands Hatch; 10º na primeira, mas primeiro na segunda prova no circuito de Mugello, na Itália, onde também fez a volta mais rápida. Porém, os resultados seguintes não foram suficientes para a recuperação da liderança. O 11º em Pau, na França; dois 2ºs, um 8º e 4º, em Silverstone; um 4º e 1º lugares, em Thurston, nas últimas etapas só lhe garantiram o 3º lugar, com 4 vitórias, 2 voltas mais rápidas e 269 pontos.

Fora do calendário da F3, durante o ano de 2006, Bruno Senna participou, em maio, como convidado, da Supercopa Porsche, que abandonou na primeira curva, com problemas na suspensão: do Masters de Zandvoort, onde foi 7 º colocado, e, em outubro, de um festival de velocidade do canal Sky One, chamado Vroom Vroom.

Em 2007, Bruno Senna deu outro importante passo rumo ao  seu objetivo final, a Fórmula 1. Com o apoio de cinco patrocinadores de peso (Banco Santander, Embratel, Carglass, AGF e Cavalera), assinou contrato com a Trust Team Arden Internacional, do inglês Christian Horner, diretor esportivo da Red Bull, para correr na GP2, categoria de acesso à Fórmula 1.

A GP2 tem duas séries. Uma é a GP2 Asia, com 5 etapas, num total de 10 GPs, disputada de circuitos asiáticos, de janeiro a abril. A outra é a GP2 Euroséries, com 20 corridas, disputadas em circuitos europeus. Duas etapas asiáticas servem como preliminares dos GPs da Malásia e do Bahrein, da Fórmula 1. A GP2 Euroséries coincide com os GPs europeus.

Em cada etapa das duas séries, na sexta-feira há uma sessão de treinos livres  e outra de classificação, de 30 minutos cada uma. O treino de classificação define o grid para a corrida de sábado, com 180 quilômetros. Na corrida de sábado, considerada a prova longa,  os pilotos são obrigados a um pit  stop, durante o qual  pelo menos dois pneus devem ser trocados. No domingo, há uma prova rápida de 120 quilômetros, com a inversão no grid dos oito primeiro colocados: o 8º passa a ser o 1º e o 1º passa a ser o 8º. Na corrida de sábado, os 8 primeiros pontuam e a vitória vale 10 pontos; no domingo, só os 6 primeiros marcam e o vencedor ganha 6 pontos..

Na primeira temporada na nova categoria, depois de pontuar quatro vezes  nas seis primeiras corridas, Bruno Senna só fez mais um terceiro lugar no resto do ano, ficando em 8º lugar na classificação geral, com 34 pontos. Mas, ainda assim, foi considerado o segundo melhor novato do ano, atrás de Kazuki Nakajima. Senna venceu a 3ª corrida e na 4ª foi 4º, em Barcelona; foi 3º em  Paul Ricard; 6º na Turquia  e  4º e 3º em Monza.

Na estreia, no Bahrein, Senna estranhou a duração da prova, pois estava acostumado às corridas da Fórmula 3, com não mais do que 30 minutos e embora queixando-se de cansaço, o piloto brasileiro ficou feliz com o resultado. Saindo na 5ª posição, chegou em 4º, nada mau para começar.

Depois de um 8º lugar na segunda corrida do Bahrein, Bruno finalmente alcançou o primeiro lugar no pódio na corrida longa de Barcelona, no sábado, 12 de maio. Saiu na 6ª posição e, com a acertada decisão de aproveitar uma entrada do safety car para trocar os pneus bem antes que os adversários, ultrapassou o alemão Timo Glock, o pole position, e Andreas Zuber, segundo no grid. No final, Bruno conseguiu resistir à pressão de Glock que, com pneus mais novos, era mais veloz. A vitória emocionou o mexicano Jo Ramirez, grande amigo de Ayrton dos tempos da McLaren, que chorou ao ouvir o hino brasileiro ser executado em comemoração de outro Senna. O brasileiro voltou a pontuar, no dia seguinte, na chamada corrida curta, na qual largou em 8º e chegou em 4º lugar.

O 3º lugar na 6ª corrida do calendário, em Paul Ricard, depois de, na véspera, ter sido apenas o 11º colocado, fazia prever uma boa temporada para Bruno Senna, apesar de  sua inexperiência na categoria e a maior  potência dos carros concorrentes. Todavia, só 9 corridas depois dessa, na 15ª etapa do campeonato, o brasileiro voltou a pontuar. Na Turquia, chegou em 6º lugar , ganhando um ponto. Na rodada seguinte, na Itália, Bruno saiu da 14ª posição no grid para chegar em 4º na corrida longa, de sábado, e no domingo chegou em 3º, marcando seus últimos seis pontos no campeonato.

Nos dias 9 e 10 de junho, num intervalo do campeonato da GP2, entre as rodadas de Mônaco e da França, Bruno Senna disputou e ganhou duas corridas do Troféu Pirelli do Desafio Ferrari, comemorativo do 60º aniversário da escuderia italiana, em Silverstone. Nas duas provas, Bruno saiu na pole e liderou até a bandeirada final, embora na corrida de domingo tenha sofrido forte pressão do italiano Giacomo Piccini.

Em novembro, Bruno Senna sofreu novo grave acidente na prova de sábado do GP de Macau, da Fórmula 3. Na sétima volta, para escapar do alemão Nico Hülkenberg, o brasileiro de novo voou para fora da pista, bateu forte na barreira de proteção. Bruno foi levado para o centro médico, de onde saiu logo depois, e a corrida foi interrompida. Por precaução, Bruno não participou da prova do dia seguinte.

No fim do ano, depois de fazer testes também com Barwa International Campos Grand Prix, equipe criada pelo ex-piloto espanhol Adrian Campos Suñer, no dia 19 de dezembro anunciou a assinatura de contrato com a equipe inglesa iSport International, campeã da GP2 em 2007, para substituir o alemão Timo Glock, que subiu para a Fórmula1.

Num comunicado oficial, a iSport informava ter observado a evolução de Bruno ao longo da temporada anterior e manifesta certeza de que “ele está pronto para lutar pelo campeonato”. Paul Jackson, diretor geral da equipe declarou: “Vejo em Bruno uma daquelas personalidades singulares, com determinação para chegar ao topo do automobilismo”.

Além da GP2 da Europa, ao lado do indiano Karum Chandhock, Bruno iria disputar também, em 2008, a GP2  Ásia, em 5 rodadas duplas, de janeiro a abril, em pistas asiáticas. E foi nesse campeonato que o brasileiro fez sua estreia na nova equipe, na rodada de Dubai, local  da abertura e do encerramento do certame. No sábado, na corrida curta, de 28 voltas, Bruno largou na 2ª posição do grid, caiu para 3º, superado por Andy Soucek, mas nas últimas voltas conseguiu ultrapassar o espanhol. Além dos 8 pontos da classificação, ganhou mais um pela volta mais rápida. No domingo, largando em 7º no grid invertido, o brasileiro chegou a estar em 8º, mas, obrigado a ir para os boxes para trocar um pneu furado, terminou uma volta atrás do francês  Romain Grosjean, na 19ª colocação.

No circuito de Sentul, na Indonésia, na segunda roda do campeonato, Bruno Senna foi 7º no sábado e no domingo, numa corrida tumultuada, com pista molhada e muitos acidentes, Bruno saiu na 2ª posição, disputou a liderança com o pole position e vencedor, o malaio Fairuz Fauzi, mas terminou mesmo no 2º lugar, mantendo a vice-liderança do campeonato, com 17 pontos, contra 27  de Romain Grosjean.

No sábado, 22 de março, em Sepang, Bruno saiu em 4º mas não conseguiu completar a prova  e no dia seguinte, na preliminar do GP d Malásia da Fórmula 1, foi apenas o 8º, porém com  nova bonificação de um ponto, pela volta mais rápida.

Na abertura da rodada dupla no circuito de Sakhir, do Bahrein, na  corrida longa de sábado, Bruno, terceiro colocado no grid, perdeu tempo no box, à espera da troca de pneus do companheiro Karum Chandock, chegou a estar em 12º, mas se recuperou e chegou em 4º. No domingo, por um problema que os engenheiros não conseguiram identificar, Bruno não conseguiu nem chegar ao grid de largada. Com isso, viu se dissiparem  as esperanças de lutar pelo título. Ramain Grosjean, mesmo não tendo também completado a corrida, tornou-se campeão com duas corridas de antecipação, com 48 pontos. Restava ao brasileiro lutar pelo vice-campeonato na rodada dupla final, de novo em Dubai.

Essa possibilidade também se desfez já na corrida de sábado, quando uma confusão na troca de pneus fez o brasileiro perder uma corrida praticamente ganha. Bruno liderava a prova longa, com 12 segundos de vantagem sobre Grosjean, parou para a troca obrigatória de dois pneus e os mecânicos só trocaram um deles. O brasileiro teve de voltar pouco depois para a segunda troca e  terminou a corrida em 9º lugar. Depois da corrida, porém, foi desclassificado, porque os dois pneus deveriam ter sido trocados ao mesmo tempo. Por isso, perdeu a bonificação pela volta mais rápida e no dia seguinte largou da 26ª e última posição. .Numa prova curta, de apenas 45 minutos, Bruno não teve de recuperação. Terminou em 11º, e dividiu o 4º lugar na classificação final do campeonato, com 23 pontos,.atrás de Romain Grosjean (61), Sebastien Buemi (37) e Vitaly Petrov (33).

Assim como já havia acontecido na abertura da GP2 Ásia, Bruno começou bem também a disputa do campeonato da série européia da GP2. Em Barcelona, na Espanha, na corrida longa do sábado, na abertura do campeonato, largou em 4º e  chegou em 2º lugar, perto do vencedor, o português Álvaro Parente. O brasileiro se aproveitou de um problema enfrentado pelo venezuelano Pastor Maldonado, que era o pole , mas deixou o  motor apagar e parou na pista; saiu na frente do austríaco Andréas Zubar, depois do pit stop obrigatório, já na 3ª volta, e depois disso perseguiu Parente até a linha de chegada.

Na prova curta de domingo, Bruno foi o 7º no grid invertido e mesmo enfrentando dificuldades com o câmbio do carro, terminou na 4ª colocação, passando a liderar a competição juntamente com Álvaro Parente, vencedor da etapa, ambos com 11 pontos.

Na Turquia, na segunda rodada do campeonato. Bruno Senna voltou a ser vítima da fatalidade. No sábado, bateu ainda antes da primeira curva; teve a asa dianteira danificada e, depois de duas paradas no box, terminou em 15º. No domingo, na preliminar do GP da Turquia da Fórmula1, protagonizou um incidente inusitado. No topo da subida da reta, a 282 km/h, Bruno atropelou um cachorro que atravessava a pista. O choque lateral provocou a quebra da asa dianteira do carro obrigando o piloto a abandonar a prova. A essa altura, Bruno já tinha conseguido a melhor volta da corrida e entrava na zona de pontuação, na 6ª colocação. O cachorro morreu.

Com os maus resultados, Bruno caiu para o 15º lugar na classificação geral, mas a recuperação veio logo, na etapa seguinte, em Mônaco. Na prova da sexta-feira, 23 de maio, saindo na 2ª posição do grid, já na largada, Bruno tomou a ponta do venezuelano Pastor Maldonado e só teve dificuldades para manter a posição quando o carro de Giorgio Pântano, líder do campeonato, ficou atravessado na curva Mirabeau, provocando múltiplo acidente e bandeira amarela. Sem seus principais competidores, que tiveram de abandonar a prova, Bruno resistiu à pressão de Maldonado, que chegou a fazer a melhor volta da corrida, tempo superado pelo brasileiro logo depois. Com os 11 pontos conquistados (10 pela vitória e  1 pela melhor volta), Bruno pulou para a vice-liderança, com 22 pontos, dois a menos do que Pântano. O resultado foi bastante comemorado pela família Senna (a mãe Viviane e a irmã Bianca), lembrando a última vitória de Ayrton naquele circuito, quinze anos antes. Na corrida curta de domingo, em que largou em 8º, Bruno Senna foi 5º colocado e passou a dividir a liderança do campeonato com Giorgio Pântano, ambos com 24 pontos.

No circuito de Magny Cours, na França, o brasileiro assumiu a liderança sozinho, ao ganhar um ponto de bonificação pela volta mais rápida, que terminou com uma batida na barreira de pneus, logo depois da linha de chegada mas valeu a pole position. Na prova longa do sábado, porém, Bruno não teve a mesma sorte. Ultrapassado na     largada; voltou à liderança após o pit stop obrigatório, mas teve de ir para os boxes logo depois, devido à quebra da embreagem. A má sorte persistiu no dia seguinte, 22 de junho. Mesmo largando em 23º lugar, na penúltima fila do grid, Bruno fez uma excelente corrida de recuperação. Beneficiado pela escolha de pneus para pista seca, enquanto os demais concorrentes começaram com pneus para molhado e tiveram que parar para a troca, na metade das 28 voltas já estava na 3ª colocação. A partir daí, porém, teve pane no sistema de .marchas  e só com muito esforço conseguiu chegar em 5º, permanecendo na vice-liderança, com 28 pontos, contra 35 de Giorgio Pântano.

O 6º lugar na corrida de sábado em Silverstone, no GP da Inglaterra, que poderia ter sido um resultado negativo, levando-se em conta que tinha largado na pole position,  acabou sendo benéfico para Bruno na corrida do dia seguinte. Com a inversão do grid, largou da 3ª posição e sob chuva e numa pista molhada, condições às quais já se acostumara nos seus dois anos na Inglaterra, assumiu a ponta logo na primeira volta, conseguiu uma  boa vantagem, que manteve até o final, na sua segunda vitória no campeonato. Pela primeira vez na GP2, o pódio teve dois brasileiros, com Bruno e Lucas di Grassi, que  chegou em segundo lugar. Com o resultado, Bruno manteve-se na vice-liderança, com 39 pontos, 11 atrás de Giorgio Pântano (50) e 14 à frente do terceiro colocado, Sebastien Buemi (25).

Na Alemanha, no circuito de Hockenheim, outra vez sob chuva, Bruno foi o 4º colocado na corrida longa de sábado, depois de largar em 6º, ultrapassar Andréas Zuber, na largada, e Lucas de Grassi, a 12 voltas do final. O brasileiro, todavia, não tirou nenhuma  vantagem do resultado porque o italiano Giorgio Pântano chegou em 1º e totalizou 61 pontos, enquanto ele somava 44. Na prova de 27 voltas do domingo, Bruno ficou em 3º e ai sim reduziu para 9 pontos a vantagem de Pântano que não completou a corrida.

A diferença entre os dois ponteiros diminuiu ainda mais com os dois terceiros lugares que Bruno Senna obteve nas duas provas no circuito de Hungaroring, na Hungria. No sábado, partindo da 8ª posição, o piloto brasileiro passou para o 4º lugar na primeira volta, assumiu o 3º ao ultrapassar o pole Romain Grosjean, mas não conseguiu superar Andréas Zuber e Lucas de Grassi, que saiu em 3º e venceu a prova. Pântano chegou em 14º.  No domingo, 3 de agosto, Bruno saiu no 6ª posto e aproveitou-se dos problemas dos concorrentes que estavam à frente para galgar posições. Primeiro, ganhou uma posição com ida para os boxes do companheiro Karun Chandok, que não conseguiu movimentar o carro nem para a volta de apresentação. Depois, beneficiou-se de uma tocada de Lucas Grassi que mandou o Mike Conway para o 12º lugar; da puinição que fez com que Di Grassi  acabasse em 10º e do abandono de Pastor Maldonado. Com esses resultados, Bruno, que somou 58 pontos, só não diminuiu ainda mais a diferença porque Pântano chegou no 5º lugar na segunda prova, e chegou aos 67 pontos.

No circuito de rua de Valência, no GP da Europa, porém, Bruno Senna começou a ficar mais distante de Pantano e do título do campeonato. Na prova de abertura da rodada, o brasileiro não conseguiu tirar proveito do fato de o líder ter ficado sem combustível na última volta e nem cruzar a linha de chegada. É que ele também só teve gasolina para chegar ao final em 9º lugar. Se tivesse chegado em 8º, pelo menos, além de marcar 1 ponto, teria oportunidade de, no dia seguinte, largar na pole, com possibilidade de alcançar ou até ultrapassar o rival, que largaria em 14º. O desfecho da corrida de domingo foi ainda pior. Tendo largado na 9ª posição, Bruno passou a 6º ainda na primeira volta e logo subiu para o 5º lugar e depois para o 4º, mas por alguma razão que nem ele soube explicar (sujeira na pista, pneu furado, erro?) foi de encontro ao muro e teve de abandonar a prova.

Bruno chegou à Bélgica com possibilidades, ainda que remotas, de alcançar a liderança, pois restavam 4 corridas, com pelo menos 40 pontos em jogo. Mas os resultados no circuito de Spa-Francorchamps ainda não foram suficientes para isso. Na prova de 46 voltas do sábado, Bruno largou na pole, perdeu, mas recuperou a liderança depois das paradas obrigatórias e fazia uma excelente corrida, quando foi punido por ter tocado o carro de outro brasileiro, Alberto Valério, na saída dos boxes. Devido ao drive-through, Bruno acabou a corrida em 11º, com os mesmos 60 pontos, enquanto Pantano, que não terminou a prova, conservava a liderança, com 71 pontos. Na prova de 16 voltas do domingo, Bruno perdeu a oportunidade de pelo menos se aproximar de Pantano, punido com a exclusão da prova, por conduta anti-esportiva na véspera, envolvido num acidente com Lucas de Grassi. Senna largou na 11ª posição, fez uma corrida agressiva, mas preferiu abandonar quando disputava o 5º lugar e teve um pneu furado num choque com Sebastien Buemi.

Nessas circunstâncias a decisão do campeonato ficou para a última etapa, em Monza, onde, além de Pantano, com 71 pontos, e Bruno, com 60, também Romain Grosjean e Lucas di Grassi, com 53, tinham chances matemáticas de chegar ao título. E a definição só saiu mesmo na segunda prova da etapa, na corrida rápida de domingo. No sábado, Pantano terminou em 10º e não pontuou, ficando com 71 pontos. Senna foi 5º, marcou 4 pontos; atingiu 64 pontos e garantiu pelo menos o vice-campeonato, pois já não poderia ser alcançado nem por Lucas de Grassi, vencedor da prova, nem por Grosjean, que ficou em 4º. Na corrida final, vencida pelo italiano Davide Valsecchi, Senna largou em 4º, rodou, ao escapar de um acidente entre di Grassi e Mike Conway, e terminou no 8º lugar. Pantano, 4º colocado na corrida, foi o campeão, com 76 pontos; Bruno Senna, foi vice-campeão, com 64, seguido de Lucas di Grassi, terceiro colocado, com 63, e Romain Grosjean, quarto, com 62.

Em novembro de 2008, Bruno Senna sentou pela primeira vez num carro de Fórmula 1, em teste com o RA108, da Honda, em Barcelona. E chegou a vislumbrar a possibilidade de vir a ser o segundo piloto da equipe, no campeonato de 2009. A crise econômica que afetou a equipe japonesa e a obrigou a abandonar as corridas, frustraram os planos do brasileiro. Ele chegou a manter negociação com a Mercedes, que viria se tornar a Brown GP, campeã do ano, mas foi preterido por Rubens Barrichello. Sem lugar na Fórmula 1, mas sem desistir de seu sonho de chegar à categoria principal, Bruno Senna não quis disputar a DTM pela Mercedes; recusou propostas para continuar na à GP2 e dedicou o ano de 2009 à Série le Mans.

Depois de testes com o LMP1. ele se incorporou à Oreca Matmut para disputar as 24 horas de Le Mans e a Lês Mans Séries. Na corrida de estreia, os 100 km da Catalunha, em Barcelona, no dia 5 de abril, em dupla com Stéphane Ortelli, de Mônaco, foi o 3º colocado, embora não tivesse ainda intimidade com os rápidos protótipos da categoria. No dia 10 de maio, em Spa-Francorchamps, nos 100 km de Spa, a dupla da Oreca completou apenas 129 das 143 voltas e terminou no 37º lugar, entre 51 concorrentes. Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, na terceira prova e sua última participação na categoria, Bruno, em dupla com o piloto português Thiago Monteiro, obteve, de novo a 3ª colocação nos 100 km de Algarves, em Portugal. Entre 13 e 14 de junho, o piloto brasileiro formou com Stéphane Ortelli e Tiago Monteiro o trio da Oreca que não conseguiu completar as 24 horas de Lês Mans. Eles fizeram 219, enquanto a equipe vencedora, a Peugeot fez 382.  Depois dos 100 km de Algarves, por dificuldades financeiras, a Oreca abandonou o campeonato e mesmo sem ter onde correr, Bruno recusou convite da iSport para preparar o seu carro de 2010.

Em outubro de 2009, Bruno foi contratado pela equipe espanhola Campos Gran Prix e no dia 10 de novembro apresentado como piloto oficial da equipe que, vendida ao empresário José Ramon Carabante, em fevereiro passou a se chamar Hispania Racing. Das 18 provas do campeonato, o brasileiro participou de 18 e seu melhor resultado foi o 14º lugar no GP da Coreia do Sul. Terminou a temporada na 23ª colocação, sem marcar ponto. Segundo relata Livio Oricchio, no Estadão, a substituição na Inglaterra foi uma punição determinada pelo diretor técnico da equipe, Colin Kolles, que se sentiu atingido por críticas feitas pelo piloto. Um e-mail de Bruno, lamentando as dificuldades que enfrentava na equipe, foi parar por engano na caixa postal de Kolles.

Em janeiro de 2011, Bruno Senna transferiu-se para a Lotus Renault, como piloto reserva, e chegou a ser cogitado para substituir Robert Kubica, acidentado numa prova de rali, durante a pré-temporada, mas acabou preterido pelo alemão Nick Heidfeld. Na última semana de agosto, porém, o brasileiro teve sua primeira oportunidade na nova equipe, substituindo Heidfeld no GP da Bélgica. O início foi promissor, 7ª posição do grid, mas, na corrida, logo na primeira curva, ele colidiu com Jaime Alguersuari, foi punido e terminou no 13º lugar. No dia 11 de setembro, confirmado como piloto titular, em substituição a Heidfeld, Bruno foi o 9º colocado no GP da Itália, conquistando seus primeiros dois pontos na Fórmula 1. Em Singapura, Bruno largou e chegou em 15º, à frente do companheiro de equipe Petrov; no Japão foi 16º; na Coreia, 13º e na India, 12º. Pela terceira vez à frente do companheiro Vitaly Petrov, em Abu Dhabi, terminou em 16º, depois de uma punição por ignorar bandeiras azuis e falhas do KERS. E no Brasil, na última corrida do ano, conseguiu a 9ª posição no grid, mas na corrida não conseguiu repetir a performance. Na 10ª volta, colidiu com Michael Schumacher, foi punido com um drive-through e chegou em 17º.  A prova em Interlagos foi emocionante para Bruno, não só porque era a primeira vez que corria “em casa”, mas também porque levou para a pista as emoções provocadas pelo documentário sobre o tio Ayrton senna, que viu na véspera. Com os solitários 2 pontos da Itália, Bruno terminou o campeonato no 18º lugar.

Em dezembro, a Lotus decidiu substituir a dupla de pilotos por Romain Grosjean e o ex-campeão mundial Kimi Raikkonen, e Bruno Senna ficou sem vaga na Fórmula 1. Mas, no dia 17 de janeiro, apoiado pelo bilionário brasileiro Eike Batista, que lhe proporcionou o patrocínio de suas empresas, foi anunciado como piloto titular da Williams, no lugar de Rubens Barrichello, para disputar o campeonato de 2012.

O piloto brasileiro fez um campeonato regular, terminando na zona de pontuação em 10 das 20 corridas; chegou em 6º lugar na primeira corrida, na Austrália; fez a volta mais rápida no GP da Bélgica e sempre ganhou posições na corridas.Em Sepang, na Malásia,  Bruno senna fez a sua corrida inesquecível. Largou da 13ª posição; rodou na primeira volta, caindo para o último lugar; fez quatro paradas no box e ainda assim cruzou a linha de chegada no 6º lugar, sua melhor colocação em todo o campeonato. O brasileiro, no geral, teve um bom ritmo de corrida, e performances razoáveis na China, Hungria e Abu Dhabi e com 31 pontos, foi o 16º na classificação geral. No final do campeonato, porém, embora tivesse pontuado mais regularmente que o companheiro Pastor Maldonado, foi dispensado pela Williams, substituído pelo finlandês Valtteri Bottas, piloto de testes, que suava o carro de Bruno nos treinos de sexta-feira.

Jeito de ser

Algumas respostas à tradicional enquête da BBC:

BBC – Dê três atributos que um piloto da F1 deve ter.

Bruno – Dedicação, talento e instinto matador (não literalmente!)

BBC – Quais são as maiores dificuldades para o piloto da F1?

Bruno – É a alta pressão durante todo o tempo e para ter sucesso você precisa se entregar o tempo inteiro

BBC – Que mudanças faria na F1?

Bruno – Daria oportunidades iguais às equipes

BBC – Se você pudesse correr em qualquer época da F1, qual preferiria?

Bruno – Quando os caros tinham motores V10, por volta de 2003-2004. Eu adoro correr com deles a 100 kmp

BBC – Como você quer ser lembrado como piloto de F1?

Bruno – Como um piloto muito bem sucedido e rápido

BBC – Ayrton Senna ou Prost?

Bruno – Ayrton, sem dúvida

BBC – Se você não fosse piloto de F1, o que seria?

Bruno Trabalharia em alguma coisa ligada às corridas

BBC – Quem são seus amigos na F1?

Bruno – Os brasileiros e Karun Chandhok

BBC – Descreva-se em poucas palavras

Bruno – Frio e determinado

BBC – Você se destaca em algum outro esporte:

Bruno – Eu era bom no voleibol, mas, agora, pratico outros esportes, como o ciclismo, para meu preparo físico

BBC – Quem é o maior esportista de todos os tempos?

Bruno – Eu acredito que um grande esportista tem de usar a sua carreira para mudar a vida das pessoas de uma forma positiva. Ayrton fez isso no Brasil

BBC – Qual seu lugar preferido para ir no feriado?

Bruno – Eu gosto da casa de ir à casa de praia de minha família, no sul do Rio de Janeiro.É lugar espaçoso, onde eu posso relaxar e praticar esportes

BBC – Como é o se dia perfeito?

Bruno – Ficar em casa, vendo um bom filme, com o som em alto volume e comendo muito e dormindo por 12 horas

BBC – Com quem personagem você gostaria de jantar?

Bruno – Eu gostaria e me encontrar com Lance Armstrong, Nelson Mandela e, meu tio Ayrton, para discutir algumas questões interessantes

BBC – Diga alguma coisa que seus fãs podem não saber

Bruno – Eu sou um grande entusiasta de eletrônica/computador/áudio e essas são algumas das coisas que me relaxam quando não estou ocupado com minha profissão.