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Antônio Pizzonia

Perfil

Nome Antônio Reginaldo Pizzonia Júnior
País Brasil
Nascimento: 11 de setembro de 1980
Local: Manaus
Altura: 1,73
Peso: 68 kg
Residência Mônaco
Estado civil: Solteiro

Desempenho

Estréia na F1  09 de março de 2003, no GP da Austrália
Última corrida  20 de julho de 2003
Equipes  Williams (2002, testes) e Jaguar (2003)
GPs:  20
Vitórias:  0
Pódios  0
Melhor grid  8º
Melhore resultado  9º
Poles:  0
Pontos:  0
Volta mais rápida  0
Abandonos  5

Carreira

2007

2006

2005

2004

2003

Estréia na Fórmula 1, pela Jaguar e é dispensado depois de 11 das 17 provas

2002

Disputa Fórmula 3000, pela equipe da Petrobrás; Piloto de testes da Williams

2001

6º na Formula 3000, pela equipe Petrobras, com 1 vitória; 1 pole e 2 voltas mais rápidas

2000

Campeão e Estreante do ano da F 3 britânica; piloto mais jovem a vencer o campeonato.

1999

Campeão da  Formula Renault britânica, com 15 vitórias, recorde da história do campeonato;  2º  no  campeonato europeu da Formula Renault

1998

Campeão da Formula Vauxhall Junior britânica.Recordista de pontos, vitórias, poles e voltas mais rápidas da Formula Vauxhall britânica. Piloto mais jovem a vencer  o campeonato da Formula Renault britânica

1997

2º no campeonato da Formula Vauxhall Junior britânica. Campeão do Inverno da Fórmula Vauxhall júnior  britânica

1996

 2º no campeonato de São Paulo de Kart. Campeão brasileiro de Kart.  2º no campeonato Skip Barber Dodge, da Formula América, correndo 10 das 20 provas

1995

Campeão da categoria B e 2º na classificação  geral do campeonato de Kart de São

1994

3 vezes campeão de Kart júnior em São Paulo. 2º no campeonato brasileiro de kart

1993

Campeão Júniro de Kart em São Paulo2 vezes campeão da Copa MG Pneus de Kart Junior  Campeão da Taça Cidade de São Paulo de Kart Junior

1992

Campeão júniro de kart em São Paulo2 vezes campeão da Copa MG Pneus de Kart Junior

1991

 Campeão do Torneio de kart de Manaus, cadete;  Campeão da  Copa TV Amazona de Kart

História

Uma das maiores promessas do automobilismo mundial não durou mais de cinco meses, na sua primeira experiência na Fórmula 1. O brasileiro Antônio Pizzonia,  apontado como um  dos melhores pilotos do final da década de 90, foi dispensado pela Jaguar, depois de 11 corridas e 5 abandonos,  no campeonato de 2003. O “Jungle Boy” (Garoto da Selva), apelido que ganhou dos companheiros, por ser natural do Amazonas, ficou mais três anos na categoria, mas sem sucesso, tendo sido demitido pelo menos mais duas vezes por causa dos maus resultados.

Antes de chegar à Fórmula 1, Pizzonia tinha vencido os campeonatos ingleses da Fórmula Vauxhall Junior (uma espécie de F-Ford) em 1998;  da F-Renault ,em 99 e da Fórmula 3, em 2000. Tinha  os títulos dos torneios de inverno da F-Vauxhall Junior,  em 97, e da F-Renault em 98.  Na Fórmula 3000, ficou em 6°, em 2001,  e em 8° lugar em 2002.

Pizzonia, que começou a correr de kart aos 10 anos, depois de vencer campeonatos regionais no Amazonas, viajava a São Paulo, para participar de campeonatos mais competitivos e aos 15 anos conquistava seu primeiro título brasileiro. Em 1997, foi aos Estados Unidos, para disputar o Torneio Barber Dodge e em seguida foi para a Inglaterra, ingressando na Formula Vauxhall Junior britânica.

Em 1998, depois de ser campeão da categoria, passou à Formula Renault, da qual foi campeão em 1999. Em 2000, passou à Fórmula 3 britânica, sendo campeão logo no primeiro ano. Nessa época, Pizzonia era um dos pilotos mais em evidência na Europa, com destaque na imprensa e nos bastidores das corridas. O prestígio era tanto que ele se deu ao luxo de recusar duas propostas da Benetton e uma da Prost.

Muitos atribuíram essas negativas à suposta arrogância do piloto. Outros desconfiaram que ele já devia ter algum contrato de gaveta com uma grande equipe e aceitou correr pela Petrobrás, na Fórmula 3000 para conhecer os circuitos e ganhar experiência antes, de entrar na Fórmula 1. O exemplo de Jenson Button mostrou a Pizzonia, porém, que a experiência na Fórmula 3000 não era essencial para o sucesso na F1. O estreante inglês, que não passou pela F3000, pontuou duas vezes na quatro primeiras corridas que disputou. Uma prova de que o brasileiro assimilou a lição, foi a sua presença no paddock do GP da Inglaterra de 2000, obviamente para ser visto e notado pelos dirigentes.  Como contou Reginaldo Leme, na sua coluna “Grand Prix”, no “Estadão”, muita gente quis conhecer aquele piloto cujos resultados na Fórmula-3 despertavam tanta atenção. E os encontros com Flávio Briatore, chefe da Benetton, até então mantidos em segredo, tornaram-se assunto de domínio público. Já não havia  mais o que esconder, e a equipe admitiu que iria programar quatro testes para o brasileiro. Foi o próprio Briatore quem escolheu o número de testes, porque queria avaliar corretamente o nível de adaptação do piloto a um carro que tem quatro vezes mais potência; pneus duas vezes maiores; dirigibilidade e freio infinitamente mais precisos que os da Fórmula-3.

Pizzonia encontrou em Briatore outro partidário da idéia de que a F-3000 é um degrau que pode ser dispensado, embora proporcione o conhecimento das pistas européias, porque as corridas são preliminares de Grande Prêmio. O piloto dizia confiar na sua capacidade de “pegar o jeito” de qualquer tipo de pista, e ninguém com essa dose de autoconfiança mudaria de opinião facilmente.

A performance e o comportamento Pizzonia no Marlboro Master, em Zandvoort, em julho de 2000, porém, detonaram as chances de o brasileiro correr pela Benetton. Ele foi mal nos treinos; chegou atrasado para a corrida e, sem motivo aparente,  abandonou a pista depois de 13 voltas, desagradando a torcida e os dirigentes da equipe. O brasileiro voltou a ser tachado de arrogante e presunçoso.

Talvez por não querer em sua equipe um “ego” tão inflado, Flávio Briatore não contratou o jovem que conquistou o título de campeão inglês de Fórmula-3, aos 20 anos de idade, somou 11 pódios na temporada de 2000, 5  com vitória e 6 com o 2º lugar e, no total de 90 provas internacionais disputadas na carreira, somava 75 pódios e 49 vitórias, vencendo. mais da metade das corridas que disputou.

Sem acordo coma Bentton e recusando o convite de Pedro Paulo Diniz para ingressar na Prost, Pizzonia acabou assinando contrato par ser piloto de testes da Williams, durante a temporada de 2002, ao mesmo tempo em que disputava o campeonato da Fórmula 3000, pela equipe Petrobrás. Depois de longas conversações, todavia, em setembro daquele ano, a Williams resolveu atender pedido da  Jaguar e cedeu o piloto para disputar a temporada seguinte pela equipe inglesa, tendo como companheiro Mark Webber, ambos substituindo os “veteranos”  Eddie Irvine e Pedro de la Rosa. O contrato era válido por três anos, com a opção para a volta à Williams, no final da temporada de 2003.

Antonio Pizzonia estreou na Jaguar no GP da Austrália, no dia 9 de março de 2003. E não foi um bom começo. Depois de largar na 18ª posição, ele terminou em 13º, sem nenhum lance que confirmasse a sua fama de piloto hábil e arrojado. Nas duas provas seguintes, em Sepang e Interlagos, foi ainda píor. Em Sepang, na volta 42 das 56, ele bateu na traseira de Juan Pablo Montoya, rodou e saiu da corrida. Em Interlagos, saiu da pit lane, com o tanque cheio, para fazer só um pit stop, mas a estratégia acabou desnecessária. Na volta 24 das 54, quando estava em 14º lugar, na tentativa de evitar a água empoçada na segunda curva da pista, rodou e também teve de abandonar a corrida. Na Hungria, terminar a corrida a duas voltas do vencedor, na 14ª posição, pode ser considerada uma vitória. De novo ele largou da pit lane, mas o arranque falhou e o carro teve de ser empurrado pelos mecânicos, entrando na pista já com uma volta a menos.

A má performance de Pizzonia começou a provocar boatos sobre a sua demissão logo depois da terceira prova do campeonato, em Imola, onde ele largou no 18º lugar e não completou a corrida.  E as fofocas cresceram antes da quarta corrida. Em Barcelona, na primeira semana de maio, já circulava a informação de que a Jaguar tinha procurado a McLaren, pedindo a liberação do seu piloto de testes Alexander Wurz para substituir o brasileiro e não teria sido atendida. Luciano Burti, também procurado para substituir o brasileiro, não teria chegado a acordo financeiro para assinar contrato.

Sob pressão, Pizzonia continuou sem marcar um só ponto nas seis provas seguintes (abandono em Barcelona, Monte Carlo; Hungroring, Montreal, Nurburgring e Magny-Cours)  e o GP da Inglaterra, em Silverstone, que ele não terminou por quebra de motor, foi o ponto de não retorno.

Já no dia seguinte ao GP, na segunda-feira, dia 21 de julho, a Jaguar anunciava a substituição do piloto brasileiro pelo inglês Justin Wilson, que corria pela Minardi e, por sua vez, foi substituído por Nicolas Kiesa. . No anúncio, encerrando a novela que se arrastava por três meses, a Jaguar afirmava que, nos 11 GPs disputados, Pizzonia  não mostrou todo o seu potencial, mas a equipe ainda confiava no seu futuro, oferecendo-lhe, por isso, o posto de piloto reserva e de testes  para o resto da temporada.

A decisão da Jaguar, embora esperada, chocou o piloto. Pizzonia disse não ter tido oportunidade de preparar seu carro devidamente e mostrar a sua competência; recusou o convite para piloto de testes e garantiu que iria lutar pelos seus direitos, reclamando pagamento até final da temporada.

Em setembro de 2003, em férias em Manaus com a então namorada, a atleta Maurren Maggi, o piloto declarou que viveu um inferno na equipe inglesa. Em entrevista ao programa “Esporte Espetacular” da TV Globo declarou:

“O que eu passei na Jaguar eu não desejo para ninguém!”, ,

 

Em 2004, Pizzonia foi contratado como piloto de testes da Williams e substituiu Ralf Schumacher nos GPs da Alemanha, Hungria, Bélgica e Itália. Nos dois primeiros e no último acabou em sétimo lugar. Na Bélgica não terminou a corrida. Foi o 15º no campeonato, com seis pontos. O ano seguinte, também substituiu Nick Heidfeld nas últimas cinco provas do campeonato, foi sétimo na Itália; 15º, na Bélgica; não terminou no Brasil e Japão. Com dois pontos, foi o 22º colocado entre os 27 pilotos que participaram da temporada.

Em 2006, Pizzonia foi substituído pelo novato Nico Rosberg, deixou a Williams e no final do ano foi contratado pela FMS para correr na GP2, em 2007. O contrato não durou  nem seis meses; em junho foi demitido, devido aos maus resultados. Nesse ano ainda disputou uma corrida da Fórmula Mundial, ficando 1m 10º lugar, mas não conseguiu patrocínio para continuar na categoria. Em julho, voltou ao Brasil, para correr na Stock Car, onde permaneceu até setembro de 2008, quando foi contratado para dirigir o carro do Corinthians no campeonato da Superliga, categoria com carros representando times de futebol do mundo inteiro.