Alex Dias Ribeiro

Alex Dias Ribeiro nasceu em Belo Horizonte, no dia 7 de novembro de 1948, mas foi em Brasília que entrou para o mundo da velocidade. Em 1966, ele e três amigos de escola construíram um protótipo para participar dos Mil Quilômetros de Brasília. O carro  era tão esquisito que recebeu o apelido de Patinho Feio. Na corrida, porém, Alex  e o estranho carro fizeram bonito: chegaram em segundo lugar.

Quando, no início dos anos 70, a Fórmula Ford foi lançada no Brasil, Alex Dias Ribeiro enfrentou novos desafios. Como piloto independente, sem dispor da estrutura das grandes equipes, conseguiu o vice-campeonato na primeira temporada da nova categoria. Em 1973, já como piloto oficial da equipe Hollywood, conseguia o título de campeão brasileiro da Fórmula Ford.

No ano seguinte, sempre superando obstáculos, foi tentar a Fórmula 3, na Europa. Formou sua própria equipe e na temporada de estréia foi vice-campeão. Em 1975, já participando da organização Atletas de Cristo, que reunia atletas de diversas modalidades, e correndo com a inscrição “Cristo salva” no capacete, Alex foi novamente vice-campeão e apontado como o piloto mais rápido da Fórmula 3. Mas, além de veloz, era muito afoito e se envolvia em muitas batidas com adversários, sendo chamado de “Terror da F3 e conhecido como o piloto que “pisando fundo leva o nome de Cristo para os quatro cantos do mundo”.

O campeonato europeu da Fórmula 2 foi o caminho natural, correndo pela March. Mas a primeira corrida na Fórmula 1 foi pilotando um Hesketh, no Grande  Prêmio dos Estados Unidos, em 1976. Na  temporada de 1977, correu pela March, mas não marcou ponto em nenhuam prova. Ficou fora do campeonato de 1978 e, no ano seguinte, correu apenas três GPs pela Copersucar-Fittipaldi, também sem marcar.

Alex correu até 1992, totalizando 218 provas; com  24 vitórias, em 16 categorias,  do kart à Fórmula 1. Foi bicampeão brasiliense de kart; campeão brasileiro de F-Ford, em 1973; campeão da F-3 inglesa, em 1974; campeão da taça européia de F-3, em 1975, e participou de seis temporadas, não consecutivas, da Fórmula 1.

Entre 1999 e 2001, foi o motorista do carro de emergência médica  dos GPs da F1 e da Fórmula 3000.