Alain Prost

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Nome

Alain Marie Pascal Prost

Nacionalidade

Francês

Nascimento

24/02/1956

Local

Lorette – Loire

Carreira

1980-1993

Equipes

McLaren, Renault, Ferrari, Williams

Largadas

199

1ª corrida

GP da Argentina 1980

1ª vitória

GP da França 1981

Última vitória

GP da Alemanha 1993

Última corrida

GP da Austrália 1993

Títulos

1985,1986, 1989, 1993

Pontos

 788.5

Vitórias

51

Pódios

106

Poles

33

Voltas+rápidas

41

2ºs lugares

35

3ºs lugares

20

4ºs lugares

10

5ºs lugares

6

6ºs lugares

7

1ª fila

86

Voltas na liderança

2712

Km na liderança

12616

 

 

 

 

Nascido em 24 de fevereiro de 1956, em Saint Chamond, magro, narigudo, feio e baixinho, chamado pelos franceses de “o piloto com gabarito de jóquei”, tranquilo, vestindo-se de maneira simples, até deselegante, Alain Prost foi o 7° piloto francês a conquistar uma vitória na F1. Casado com Anne-Marie, pai de dois filhos: Andreas (em homenagem a Andreas Nicolas Lauda seu amigo) e Sacha, tem como hobby principal o golfe.

É muito conhecida a Rua Dugas-Montbel, em Saint-Chamond, que desce da estação até o centro hospitalar. Alí, no n° 21, André Prost, pai de Alain, montava bagageiros para bicicletas motorizadas e armação para móveis de cozinha. A família vivia em cima da oficina. Muito generosos, os pais de Prost permitiram que ele deixasse o colégio para dirigir karts. Aos 14 anos, Mini, apelido de Prost, foi a um clube de kart, em Rive-de-Gier, e desde esse dia passou a dominar o volante.

Trocou a paixão pelo futebol pelo volante. Começou com o kart em 71 e sagrou-se tricampeão europeu júnior em 73/74 e 75. Em 75, foi escolhido como o “volante ELF’, o melhor aluno de todas as escolas ELF de pilotagem da França. Em 76, foi campeão francês de Fórmula Renault. Na F3 conquistou o Campeonato Francês em 78 e o Europeu em 79.

Estreou na Fórmula 1 em 1980, na equipe McLaren, durante o GP da Argentina, como 2° piloto e chegou em 6°, quando deixou as asas da ELF para virar o “professor” na McLaren. Passou à Renault no início da temporada de 81, quando fez 5 pontos.

Sua primeira vitória em Grande Prêmio  aconteceu no 18° disputado,  no sinuoso e veloz circuito de Dijon-Prenois, anotando a 5° vitória dos Renault turbocompressores , desde que a fábrica francesa entrou para o circo da F1, em julho de 76.

Alain permaneceu na Renault por 3 anos (81 a 83), obtendo o vice campeonato em 1983. Perdeu o Mundial por uma diferença de 3 pontos para Nélson Piquet.

Quase abandonou tudo, menos a pista ao mudar-se para a Suiça em 13/5/83. Deixou as partidas de futebol, os jogos de tarô no Bar Continental. Cartas anônimas , estragos em seu carro, recados anônimos notificando sua morte pouco antes de corridas o cansaram.

 

Despedido da Renault em 83, embora tenha estado perto de ganhar o campeonato, foi para a McLaren-Porsche, onde venceu na estréia de 84, no GP Brasil, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Nesse ano, voltou a ser vice, desta vez atrás de Niki Lauda,  e com meio ponto a menos que o austríaco. A equipe ganhou 12 corridas na temporada, 7 com Prost e 5 com Lauda.

O GP da Europa disputado no circuito inglês de Brands Hatch em 06/10/85 entrou para a história da F 1. Foi a 1° vez que 2 pilotos do Brasil – Senna e Piquet, largaram juntos na fila da frente em uma prova. Mas, mais que para qualquer povo, o campeonato de  85,  foi marcante para os franceses: depois de 2 temporadas de perseguição, Prost chegou ao título mundial, aos 30 anos de idade, com 2 provas ainda a serem disputadas, vencendo com 20 pontos de vantagem sobre Michele Alboreto. Igualou outro recorde: foi o piloto que mais pontos acumulou em uma só temporada. Venceu praticamente 1 em cada 4 provas em que atuou (21 vitórias). Foi o piloto francês com mais vitórias na F1. Foi também quem venceu mais vezes com um motor turbo; quem mais vitórias deu à equipe McLaren. Ao lado de Jim Clark foi o piloto com o maior número de vitórias numa só temporada, obteve 7, em 84.

Com 1,68m, nariz grande que parece achatado pelo capacete, os olhos miúdos movem-se rápidos com uma curiosidade infantil. Os cabelos compridos e fora de moda,  camisa simples e calça jeans, larga e surrada, não fazem a imagem de um piloto de Grand Prix. Sua figura se encaixaria melhor num entalhador de madeira, como queria o pai, um fabricante de móveis. Dono de um rosto precocemente envelhecido pelas tensões, ficava roendo as unhas enquanro os mecânicos preparavam seu carro. Praticamente não comia em dias de treinos e corridas; limitava-se a uma simples salada de frutas, com muita banana. Não comemorava suas vitórias, pelo menos publicamente.

Em 86, na MacLaren, Prost se torna um dos monstros da F 1, conqustando pelo 2° ano consecutivo, o título de Campeão Mundial, com a vitória na Austrália.

Em 87, na abertura do Mundial, no Rio de Janeiro, uma nova vitória do bicampeão, que acumula 4 vitórias no Brasil: 82,84,85 e 87. Nesse ano, ao vencer o GP de Portugal, no autódromo do Estoril em 20/09/87, Prost torna-se o recordista mundial de vitórias na F 1, 28 vitórias, superando o escocês Jackie Stewart, com 27.

 

Em 1988, na sua 9° temporada da F 1, completa 5 vitórias em Jacarepaguá.Nesse ano, Alain, um dos desportistas mais bem pagos da Europa, tendo como seu maior rival o brasileiro Ayrton Senna, seu companheiro de equipe, torna-se vice campeão mundial pela 3° vez, sendo o 1° a marcar mais de 100 pontos em uma temporada.

Em julho de 89, Alain Prost, depois de ameaçar sair da McLaren, conquista o tricampeonato, no ano do bicentenário  da Revolução Francesa. Em 15 provas disputadas, só não terminou 2 e chegou nos 2 primeiros lugares em 10. Ainda nesse ano, ele se transfere para a Ferrari. A assinatura do contrato, com 67 páginas, aconteceu às 16h57 do dia 6/8/89.

Em 1990, já na Ferrari, Prost obtém a sua a 6° vitória no GP Brasil. Em junho, no GP da França, Alain comemora sua 42° vitória, 3° consecutiva em Paul Ricard, e a Ferrari sua 100° vitória na F 1:  festa na França e na Itália.

O duelo Senna – Prost, esteve sempre presente desde a segunda metade da temporada de 88, quando eram companheiros de equipe. A disputa dos dois não se limitou à velocidade; sempre foram duas batalhas: uma na pista e outra nos bastidores. Senna venceu o confronto direto em 88 com seu 1° título, e em 89 ainda juntos na McLaren, o relacionamento piorou. A briga estourou no GP de San Marino, a 2° corrida de 89.

Nunca, em 40 anos anteriores se assistira a uma disputa tão acirrada e com tanta repercussão. Na temporada de 89, a decisão do título: GP do Japão; Senna força uma ultrapassagem, Prost atravessa seu caminho, batem; Senna desclassificado, Prost tricampeão. Em 90, eles se revezam em vitórias; e outra vez no Japão, Senna joga seu McLaren contra a Ferrari de Prost; Senna bicampeão. Prost que já tinha problemas com a Ferrari, acaba passando 91 sem correr. No final de 92, Prost bloqueia a entrada de Senna na Williams, para correr no ano seguinte.

Em 1993, em Silverstone, o francês conquista sua 50° vitória. Após os treinos do GP de Portugal, em 24 de setembro, Alain anuncia que vai abandonar a F 1 no final da temporada. A decisão de encerrar a carreira vinha sendo amadurecida há alguns meses. Retirou-se depois de se tornar tetracampeão mundial, e o 2° piloto mais importante da história da F 1, apesar de ter ficado um ano fora das pistas.

Em 20 anos de carreira, 13 na F 1, Alain Prost detém todos os recordes da categoria, exceto poles (61 de Senna) e títulos (5 de Fangio). Foram 199 corridas, 33 poles, 51 vitórias, 35 segundos, 20 terceiros, 10 quartos, 5 quintos  e 7 sexto lugares, 41 voltas mais rápidas, 2.712 voltas na liderança, num total de 798,5 pontos.