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Aguri Suzuki

Nome

Aguri Suzuki

Nacionalidade

                         Japonês

Nascimento

8/09/1960

Carreira

1988/1995

Equipes

Larousse, Zakspeed, Footwork, Jordan, Ligier

Largadas

64

1ª corrida

GP do Japão de 1988

Última corrida

GP do Japão de 1995

Pontos

8

Pódios

1

3ºs lugares

1

6ºs lugares

3

Aguri Suzuki é um japonês muito pouco oriental. Nascido em Tóquio, em 8 de setembro de 1960, viveu boa parte de sua vida em Mônaco, na Cote D’Azur.  Folho de mãe é francesa, isso explica a sua fluência no idioma francês, algo muito difícil para japoneses em geral. De pele bronzeada, “bom vivant”, Aguri passa bom tempo do ano passeando de iate pelo Mediterrâneo.

Mas foi no Japão, mesmo, que começou a correr, aos 12 anos. Como a maioria dos pilotos, o início e deu no kart. Foi campeão japonês da classe A2, em 1977. No ano seguinte, resolveu dar o salto para os carros e disputou uma temporada da F3 japonesa. Não se deu bem e voltou ao kart, onde ficou até 1982. Em 1981, ganhou mais um título da categoria A2.

Finalmente, em 1983, Suzuki começou a carreira de piloto profissional, na F3 do Japão. Em 1986, correu de esporte protótipo, pela Nissan, no Campeonato Japonês de Marcas. No mesmo ano, ainda foi campeão japonês de Turismo e, nas horas vagas, disputou provas da Fórmula 2. Em 1987, Aguri centralizou suas atividades nos monopostos e disputou a temporada da F 3000. Foi campeão em 1988 e, no embalo do sucesso japonês na F1, com a Honda, pulou logo para a principal categoria do automobilismo mundial. Ainda em 1988, estreou na F1, em Suzuka, alugando um carro da Lola.

Seu primeiro ano na íntegra na F1, 1989, foi um retumbante fracasso. Aguri assinou com a equipe alemã Zackspped, que, por sua vez, tinha acertado um contrato com a Yamaha, para receber seus motores, então estreantes na F1. A equipe só se classificou para duas corridas e Suzuki não esteve em nenhuma delas. Seu companheiro de equipe, o alemão Bernd Schneideer foi quem largou. A Zackspeed foi para o vinagre, mas Suzuki tinha um bom cacife nas mãos. Contava com o patrocínio da Toshiba, marca que levaria para a equipe que o contratasse.

E foi a Lola, que teria novos motores Lamborghini, que se apresentou, em 1990, para embolsar 5 milhões de dólares de verba que Suzuki levava. Não se arrependeu. O piloto japonês conseguiu dois 6ºs lugares, na Inglaterra e na Espanha, e, glória suprema, subiu ao pódio no GP do seu país, em Suzuka, com um inesquecível terceiro lugar. Ao seu lado, dois brasileiros: Nelson Piquet, o vencedor, e Roberto Moreno, segundo colocado, ambos da Benetton.  Naquele 21 de outubro de 1990, Ayrton Senna conquistou o seu segundo título mundial, depois da nunca esquecida trombada deliberada contra Alain Prost, logo depois da primeira curva. Pupo Moreno mereceu manchete da revista Autosport: Do zero a herói.

Com seis pontos, Suzuki terminou o campeonato na 10ªº posição. Ele voltaria a marcar em 1991, ainda pela Lola, com um 6º lugar em Phoenix, nos Estados Unidos.  As temporadas de 1992 e 1993, que disputou pela Footwork, como motor Mugen-Honda, foram frustrantes. Aguri não chegou à zona de pontuação nenhuma vez. A decepção com a falta de resultados fez a Toshiba fechar as torneiras e o piloto ficou sem equipe em 1994. Conseguiu apenas disputar uma prova, o GP do Pacífico, no lugar de Eddie Irvine, pela Jordan. Como a corrida aconteceu no Japão, em Aida, ele conseguiu verba para alugar o cockpit da equipe de Eddie Jordan.

Em 1995, Suzuki assinou contrato com a Ligier com uma forcinha da Honda. A ideia era revezar com Martin Brundle, na longa temporada, no segundo carro da equipe francesa. Aguri conseguiu um 6º lugar no GP da Alemanha, em Hockenheim, mas ficou nisso. Voltou, no fim do ano, para  disputar as provas de Ainda, Suzuka e Adelaide. No GP do Japão, sofreu um sério acidente nos treinos e não pode largar. No hospital, perto de Suzuka, onde passou uma semana se recuperando de uma fratura de costela, Aguri revelou que estava abandonando a carreira, aos 35 anos de idade. “A ideia era anunciar minha decisão depois da corrida, mas, infelizmente, isso não foi possível”, lamentou. Entre 1986 e 1999, Aguri disputou também as 24 horas de Le Mans e seu melhor resultado foi o 3º lugar, em 1998. Nos outros anos, não conseguiu completar a prova.

Suzuki dizia que, longe das pistas, pretendia se dedicar mais à esposa Akiko e ao filho Mizuha. Dividindo seu tempo entre Mônaco e Tóquio, queria aproveitar também para passear mais de ultraleve e jogar golfe, seus hobbies prediletos. E, quando desse, chamar os amigos para um jantar japonês, pois se considerava um sushi-man de mão cheia.

Mas em 2000, ele voltou a se envolver com corridas e, em 2002 ganhou o título da GT300, pela sua equipe Autobacs Racing Team Super Aguri. Em 2003, passou para a DTM e nos anos seguintes, com Adrian Fernandes, fundou a Super Aguri Fernandes Racing, para corre na Indy. Depois de participar de várias categorias, em 2006, com apoio da Honda, criou a sua equipe da Fórmula 1 e fez a estreia no GP do Bahrein, em 12 de março. Com os japoneses Takuma Sato e Sakon Yamamoto, como principais pilotos, nesse ano, a equipe foi a 11ª entre as construtoras, sem marcar nenhum ponto. Em 2007, com Takuma Sato e Anthony Davidson, fez 4 pontos, ficando em 9º, e em 2008, com a mesma dupla, voltou a ficar em 11º, sem nenhum ponto.  Em 2008, depois de 4 corridas, por problemas financeiros, a equipe retirou-se do campeonato da F1. O fato mais marcante da equipe foi a ultrapassagem de Takuma Sato sobre Fernando Alonso, da Ferrari, antes da curva do circuito Gilles Villeneuve, no GP do Canadá de 2007.