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Adrian Sutil

Perfil

Nome  Adrian Sutil
País  Alemanha
Nascimento:  11 de janeiro de 1983
Local:  Stanberg
Altura:  1,83
Peso:  75 kg
Residência: Oensingen (Suíça)
Estado civil:  solteiro
Línguas: Alemão, inglês e espanhol
Web site:  www.adriansutil.com

Carreira

Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Voltas Pódios Pontos Posição
2014 Fórmula 1 Sauber

19

0

0

0

0

0

18º

2013 Force India

19

0

0

0

0

29

13º

2011

19

0

0

0

0

42

2010

19

0

0

0

0

47

11º

2009

17

0

0

1

0

5

17º

2008

18

0

0

0

0

0

20º

2007 Spyker F1

17

0

0

0

0

1

19º

2006 Midland

Piloto de testes

Super GT TOM’s

1

0

0

0

0

6

26º

GP Macau

1

0

0

0

1

F3 Japão

18

5

3

5

12

212

2005/06 A1 GP Alemanha

6

0

0

0

0

38

15º

2005 F3 Master ASM

1

0

0

0

1

F3 Euro

18

2

1

3

11

94

KollesKolles F3 Master Kolles

1

0

0

0

0

0

20º

F3  Euro

20

0

2

0

0

9

17º

F3 Master

1

0

0

0

0

0

20º

F3 Euro

20

0

2

0

0

9

17º

2003 ADAC HBR

20

0

2

1

3

86

2002 F Ford 1800 SSPT

12

12

12

12

2001 Kart Europa Birel

1

2000 ICA alemã PCR

Desempenho

Estreia

GP da Austrália 2007

Corridas

113

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Voltas + rápidas

1 (GP da Itália – 2009)

Pontos

124

História

Que grande artista o mundo pode estar perdendo!

Talvez, se tivesse seguido a carreira dos pais, Adrian Sutil tivesse sido um excelente músico, em vez de um piloto apenas promissor.

Filho de Jorge Sutil, uruguaio que aos 28 anos emigrou para a Alemanha e foi violinista da Filarmônica de Monique, e da alemã Monika, pianista e arranjadora musical, até os 14 anos, Adrian estudava piano, sem pensar nos esportes motorizados. Nessa idade, porém, começou a correr de kart e desde então seu sonho passou a ser correr na Fórmula 1. O som dos motores passou a ser música para seus ouvidos.

Mas, se não fosse piloto, Adrian Sutil gostaria de ser dublê (stuntman), pois, segundo disse na tradicional entrevista da BBC, ama adrenalina e assumir riscos. Na mesma entrevista, revelou que seus principais atributos são determinação, comprometimento e foco; que se considera uma pessoa passional e louca e quer ser lembrado como um piloto que assume riscos. Revelou também: as piores coisas da F1 são as viagens e a espera nos aeroportos; preferia que todos os carros da F1 fossem iguais; gostaria de ter corrido nos anos 1980, quando os carros tinham alta potência, não havia aderência e as pistas eram impressionantes; entre Senna e Prost, prefere Senna e entre Mônaco e Spa, prefere Spa, que é “corrida pura”. Ele inclui Muhammad Ali, Tiger e Michael Schumacher entre os maiores esportistas de todos os tempos, mas acha que Roger Federer, que pode mudar o rumo de uma partida, esmo quando está perdendo, é realmente o melhor.

Adrian Sutil começou a correr em monopostos em 2002, depois de ser o 3º colocado no campeonato alemão da ICA, em 2000, e disputar o campeonato europeu de 2001, pela Birel Motorsport. Nesse ano, ganhou o campeonato suíço da Fórmula Ford 1.800, com 10 poles e 10 vitórias em 10 corridas.

Em 2003, disputou o campeonato da Fórmula BMW ADAC (Allgemeiner Deutscher Automobil Club – Clube Alemão de Automobilismo Geral), e pela HBR Motorsport, e, embora tivesse largado na pole por duas vezes, não teve nenhuma vitória e terminou em 6º lugar, com 86 pontos, enquanto o campeão, Maximilian Götz fazia 249. No ano seguinte, Adrian ingressou na Fórmula 3, pela equipe de Colin Kolles, dentista, filho de romenos, que depois viria a ser dirigente da Force Índia. No campeonato da categoria, em 20 corridas, pontuou apenas duas vezes, mas a convivência com Kolles viria a ser muito importante na sua carreira no automobilismo. Ainda nesse ano, disputou o Máster de Zandvoort, ficando em 20º lugar.

No fim de 2004, Adrian transferiu-se para a equipe ASM, pela qual disputou o campeonato de 2005, tendo como principal adversário Lewis Hamilton. Mesmo sem ter participado das duas últimas corridas, porque foi representar a Alemanha na A1 em Portugal, Austrália e Doai, o piloto alemão foi o vice-campeão, com 11 pódios, em 188 corridas e duas vitórias a menos do que o inglês. Ele foi também o segundo colocado no Marlboro Máster de Zandvoort, vencido por Hamilton.

Em 2006, Adrian Sutil foi tentar a sorte no outro lado do mundo e acabou campeão da Fórmula 3 japonesa, pela equipe TOM, equipada com motor Toyota, com 5 vitórias e sete pódios, totalizando 212 pontos. Também em 2006, foi 3º no GP de Macau da F3 e participou de prova do campeonato da Sapir GT, do Japão. Mas, mas importante que isso foram os três testes pela Midland, que graças à ligação com Colin Kolles, fez no GP da Europa, na França e no Japão, e que lhe abriram as portas para a Fórmula 1. Ainda em 2006, Adrian foi confirmado como piloto de testes da Midland, ao lado de Markus Winkelhock e Giorgio Mondini.

Já no início da temporada de 2007, Adrian foi promovido a segundo piloto, no lugar do português Tiago Monteiro, tendo como companheiro Christijan Albers, na equipe que passou a chamar-se Spyker, depois da compra pela Spyke Cars N.V. da Midland F1 Racing, fundada pelo canadense nascido na Rússia, Alex Schneider, que, por sua vez comprara a Jordan, em 2005.

Na sua primeira participação no campeonato, no GP da Austrália, no dia 18 de março, além de ser tocado por Anthony Davidson, Sutil teve que pagar um drive&through, por ter retardado a passagem de Fernando Alonso, terminando em 17º, a 2 voltas do vencedor (Kimi Raikkonen), um bom resultado para um estreante que largara da 20ª posição no grid.

Do GP da Malásia, Sutil saiu logo na primeira curva, devido a acidente, o primeiro de uma série de sete abandonos durante todo o campeonato, a maioria por sua forma arrojada de pilotar.

Em 9 das 10 corridas que completou, Sutil esteve sempre acima da 10ª colocação, apesar de boa atuação em várias delas. Na Hungria foi mais rápido do que o experiente Rubens Barrichello. Na Turquia, teve problemas com o carro e teve de largar da pit lane, ficando 5 voltas atrás do vencedor. Em Monza, na Itália, o F8-VII B, da Spyker, não correspondeu e ele terminou em 19º, ainda assim à frente de Sakon Yamamoto. Durante a corrida da Bélgica, Sutil ultrapassou Jarno Trulli, Vitantonio Liuzzi e Alexander Wurz, chegou a ficar em 12º, mas terminou em 14º.

No antepenúltimo GP do ano, no Japão, largando da 20ª posição, foi o 8º colocado e conseguiu o primeiro ponto dele e da Spyker. Ele tinha chegado em 9º, atrás de Vitantonio Liuzzi, mas por ter ultrapassado Sutil com bandeira amarela, o piloto da Toro Rosso foi punido com 25 segundos de acréscimo no seu tempo, e perdeu a posição.

Embora tenha cometido vários erros, próprios de um estreante, e com um carro reconhecidamente menos competitivo que os demais, Sutil deixou boa impressão na sua primeira temporada, principalmente porque superou todos os companheiros de equipe. Foi mais rápido que Christijan Albers, Markus Winkelhock, que substituiu Albers depois do GP da Inglaterra, e o japonês Sakon Yamamoto, que assumiu o segundo carro da equipe nas últimas 7 corridas. Comentando o estilo do companheiro, Albers disse que Sutil era bom piloto, mas que ia aos limites, “sem pensar no que o cara do carro ao lado está fazendo”.

Em 2008, Adrian Sutil continuou na equipe que, comprada pelo empresário indiano Vijay Mallya, passou a se chamar Force Índia, equipada com motor da Ferrari 056. Sem um carro incapaz de rendimento igual aos demais concorrentes, tanto ele quanto seu companheiro de equipe, Giancarlo Fisichella, largaram sempre das últimas posições e, durante todo o campeonato não conseguiram um ponto sequer. Fischella foi o 19º colocado e Sutil, o 20º, no campeonato e só ficaram à frente de Takuma Sato e Anthony Davidson, que só participaram dos quatro GPs da temporada, devido à falência da equipe Super Agury.

Sutil não conseguiu completar 11 das 18 provas, 6 por problemas do carro e 5 por erros ou acidentes. Na Austrália e Malásia, parou por problemas hidráulicos; no Canadá, por falha mecânica; na Hungria, por problemas nos pneus e no freio; no Japão por estouro de pneu e na China, por quebra de motor. Na Espanha, saiu após colisão com Sebastian Vettel logo na largada;na Inglaterra rodou e em Mônaco, Nurburgring e Cingapura, por envolver-se em acidentes.

Em Mônaco, quando estava em 4º lugar, faltando seis voltas para o final, Sutil foi atingido por trás por Kimi Raikkonen, que perdeu o controle dos freios na saída do túnel. Mesmo tendo abandonado, Sutil ainda poderia ter ficado na zona de pontuação, não fosse uma punição de 25 segundos, por ter, antes do incidente, ultrapassado três carros sob bandeira amarela.

Nas corridas que completou, a melhor colocação de Sutil foi o 13º lugar, na Bélgica. Na Turquia, França, Alemanha e Brasil, foi 16º; no Bahrein e Itália, 19º.

Depois de muita especulação sobre sua saída, a Force Índia confirmou o contrato com Sutil por mais um ano e o piloto manifestou esperança de que a associação da equipe com a McLaren pudesse ajudá-lo a pontuar com mais frequência.

O início do campeonato parecia confirmar as expectativas do piloto. Na Austrália, depois de largar da 16ª posição do grid, chegou na zona de pontuação, na 9ª posição. Nas corridas seguintes, porém, não repetiu o desempenho. Na Malásia, saiu em 19º e estava 1m 15º, quando a corrida foi interrompida por causa da forte chuva, na volta 33. Na China, estava sem 6º, faltando 6 voltas, quando perdeu o controle do carro, sofreu uma aquaplanagem, bateu e teve de abandonar a prova. Foi 17°, por ter completado 90% do percurso. Em seguida, Sutil voltou a abandonar a corrida da Espanha; foi 14º em Mônaco; de novo 17º na Turquia e Alemanha; retirou-se na Hungria e só voltou a marcar 1 ponto, com o 10º lugar no GP da Europa, em Valência. Depois de um 11º lugar, na Bélgica, Sutil obteve o melhor resultado da carreira, até então, conquistando o 4º lugar em Monza, mesmo depois de um acidente nos boxes, quando atropelou um mecânico, felizmente sem consequencias graves. Nessa corrida também fez a sua _ assim como da Force India _ primeira volta mais rápida. Em Singapura, teve de abandonar, após choque com Nick |Heidfeld que lhe custou 20 mil dólares de multa. No Japão foi 13º. No Brasil, foi 3º no grid de largada, mas logo na primeira volta, na pista molhada, chocou-se com Jarno Trulli e os dois bateram em Fernando Alonso, obrigando a saída dos três. Sutil encerrou o campeoanto com um 17º lugar em Abu Dhabi e, com apenas 5 pontos, foi o 17º na classificação final.

Com o contrato com a Force India renovado desde novembro do ano anterior, e correndo com o VJM03, a temporada de 2010 marcou o primeiro grande momento de Adrian Sutil na F1. Das 19 corridas, pontuou em 9, totalizando 47 pontos e terminando na 11ª posição. Ele começou mal, com o 12º lugar no Bahrein e abandono na Malásia, mas marcou pontos em 7 das 8 corridas seguintes: 5º, na Malásia; 11°, no Bahrein; 7º, na Espanha; 8º, em Mônaco; 9º, na Turquia; 10º, no Canadá; 6º, em Valência, e 8º, na Inglaterra. Na Alemanha, foi 17°, e na Hungria, abandonou e voltou a marcar na Bélgica, com o 5º lugar. A partir dai, foi 16º, na Itália; 8º, na China; 18º, no Japão; abandonou na Coreia; foi 12º, no Brasil, e 13º, Emirados Árabes.

Na primeira parte da temporada de 2011, até a interrupção para as férias de verão, em 13 corridas, só terminou 5 na zona de pontuação. Os seus resultados foram: 9º, na Austrália; 11º, na Malásia; 15º, na China; 13º, na Turquia; 13º, na Espanha; 7º, em Mônaco; abandono, no Canadá; 9º, em Valência; 11º, na Inglaterra; 6°, na Alemanha; 14°, na Hungria; 7º, na Bélgica. Na Austrália, chegou em 11°, mas ganhou duas posições, devido à punição imposta aos dois carros da Sauber. Com 24 pontos, em 12 corridas, Sutil era o 12º colocado na classificação geral, no reinício do campeonato, com o GP da Itália, em Monza. Em seguida, Sutil foi 8º em Singapura e depois de dois 11º, no Japão e na Coreia, voltou a terminar na zona de pontuação na India (9º), Abu Dhabi (8º) e Brasil (6º). Mo Japão, esteve entre os 10 primeiros até o final, mas nas últimas voltas foi ultrapassado por Vitaly Petrov e Nico Rosberg. No Brasil, conseguiu seu melhor resultado, e deu o troco, com uma bela ultrapassagem sobre Rosberg.  Terminou o campeonato em 9º lugar, com 42 pontos.

Na noite de 17 de abril, depois do GP da China, Adrian Sutil envolveu-se numa briga séria, atingindo no pescoço, com uma taça de champagne quebrada, o CEO do grupo Genii Capital, Eric Lux, numa boate de Xangai. O piloto pediu desculpas, dizendo que a agressão “não foi intencional”, mas Lux, que correu o risco de ter uma artéria facial atingida e morrer (levou 24 pontos), não aceitou, dizendo que uma ligação telefônica não era suficiente para reparar a agressão. A Force India não adotou nenhuma medida judicial contra ele, mas no dia 16 de dezembro, Vijay Mallya, dono da escuderia, anunciou que o contrato do piloto não seria renovado. Para a sua vaga foi promovido o piloto de testes Nico Hulkenberg. Em janeiro de 2012, Sutil foi julgado, em Munique, condenado a 18 meses de prisão e multa de 200 mil euros, a serem distribuídos entre entidades de caridade, e posto em liberdade condicional. Decidida a questão judicial, em 28 de fevereiro, a Force India anunciou a reabilitação de Sutil, com a recontratação de dele para formar a dupla com Paul di Resta na temporada de 2013.

A reestreia, na Austrália, foi animadora. Depois de largar na 12ª posição do grid, Sutil chegou a liderar a corrida em dois momentos, entre as voltas 14 e 20 e 39 e 42; correu em 3º, mas, por causa do desgaste dos pneus supermacios, acabou no 7º lugar. Na Malásia, saiu na 27ª das 56 voltas, por causa de falha no sistema de fixação das porcas roda, e na China abandonou na 5ª volta, depois de colisão com Esteban Gutierrez. Foi 13º no Bahrein e na Espanha, mas voltou à zona de pontuação nas três corridas seguinte, sendo 5º em Mônaco; 10º no Canadá, e 7º na Inglaterra. A partir da corrida em Silverstone, o desempenho do piloto alemão teve um declínio sensível. Ele, que nas seis primeiras corridas tinha acumulado 23 pontos, não fez mais do que 6 pontos nas 13 provas seguintes. Foi 13º na Alemanha; não completou na Hungria e Estados Unidos; ficou em 9º na Bélgica; 16º na Itália; 10º em Cingapura; 20º na Coreia; 14° no Japão; 9º na India; 10º em Abu Dhabi e 13º no Brasil. Terminou o campeonato em 13º lugar, com 29 pontos, 19 atrás do companheiro Paul di Resta, o 14º colocado.

No dia 13 de dezembro de 2013, a Sauber anunciou a contratação de Adrian Sutil para a temporada de 2014, em substituição a Nico Hulkenberg, que fez o caminho contrário, voltando a Force India.

Na nova equipe, o desempenho de Sutil foi ainda pior do que o do final do ano anterior. Ele, assim como a Sauber, não marcou nenhum ponto e terminou o campeonato no 18º lugar entre 24 participantes.  Uma das causas desse fracasso, é justo dizer, foi à falta de confiabilidade do carro e dos motores Renault, superados até pela pequena Marussia, em Mônaco.

O melhor resultado do piloto alemão foram dois 11ºs lugares, obtidos na  Austrália e na Hungria. Ele abandonou três corridas seguidas, na Maláisa, Bahrein e China,  e mais quatro no decorrer da temporada: Mônaco, Alemanha, Cingapura e Estados Unidos. Foi 17º na Espanha; 13º no Canadá, Áustria e Inglaterra; 14º na Bélgica; 15º na Itália; 21º no Japão e 16º na Rússia e Brasil.

Em setembro, a Sauber anunciou que ele seria substituído e em novembro, antes do GP do Brasil, confirmou a contratação do brasileiro Felipe Nars para ocupar a sua vaga. A decisão surpreendeu o piloto, que tinha contrato pro mais um ano, mas a Sauber alegou que ele não cumpriu uma das cláusulas do contrato, pela qual se comprometia a procurar e levar patrocinadores.