23/02/19

A Toro Rosso nega vibração do motor Honda

Jody Egginton, diretor técnico da Toro Rosso, negou os rumores de que houve uma vibração no motor 2019 da Honda (foto ilustração), nos testes das duas equipes às quais a fábrica japonesa passou a fornecer unidade de potência. Ao contrário o dirigente explica que a semana foi muito produtiva, já que sua nova equipe, a Red Bull, e a parceira Toro Rosso, registraram quase mil voltas entre elas
Jody Egginton, disse:
“O programa do motor tem sido fantástico. A Honda tem trabalhado no plano de fundo fazendo suas coisas. É fantástico. Eles não estão causando nenhum problema, tem sido tudo ótimo. A situação da unidade de potência tem sido fantástica. Além disso, estamos familiarizados com eles agora, é bastante fácil para nós, a maioria dos caras na garagem é a mesma. Então, do lado da Honda, eles estão apenas seguindo em frente e estamos os deixando para executar o programa deles.”
Egginton acredita que a Honda deu “um grande passo” no ano passado, com ganhos de potência e confiabilidade.
“A Honda foi forte no desenvolvimento no ano passado, encontrou muitos quilowatts, avançamos muito rapidamente. Como todos os fabricantes de motores, a Honda tem estado muito ocupada durante o inverno, trabalhando nos próximos passos e estamos validando cuidadosamente o que aprenderam durante o inverno. Estamos introduzindo, passo a passo, esses desenvolvimentos e avançando. Desde o ano passado, o motor deu um passo fantástico à frente. Ficou claro até o final do ano passado que eles deram esse passo e estão apenas seguindo em frente, por isso estamos muito felizes.”
O novo piloto da Red Bull em 2019, Pierre Gasly já está familiarizado com a nova unidade de potência da equipe, fabricada pela Honda. O francês utilizou o motor durante o ano passado, quando corria pela Toro Rosso, escuderia júnior da Red Bull. Agora, defenderá o time principal, ao lado de Max Verstappen, ocupando vaga deixada por Daniel Ricciardo, que rumou para a Renault.
Na primeira semana de testes de pré-temporada, em Barcelona, o desempenho da equipe austríaca foi discreto. O foco foi alcançar uma grande quilometragem para testar a confiabilidade da unidade da Honda.
“Por enquanto, foi muito bom. Não fomos ao limite, mas já dá pra sentir que a performance melhorou”, disse Gasly. “Isso é o principal. Quanto à confiabilidade, não tivemos nenhum problema. Só tivemos boas notícias nestes quatro dias, mas precisamos continuar trabalhando. Os outros estão muito rápidos, mas, neste momento, estamos testando um monte de coisas em nosso carro. Precisamos entender o que funciona melhor”.
No começo da semana, o chefe da Red Bull, Christian Horner se referiu à implementação do novo motor como uma “coisa linda”. O diretor técnico da Honda, Toyoharu Tanabe, disse que o novo design, mais compacto, não prejudicou a performance. Já Gasly disse que a montadora japonesa fez um “trabalho realmente bom” no intervalo da temporada.
Nos testes, os problemas do francês não foram culpa da Honda. Ele rodou em seu primeiro dia ao volante e terminou a semana levemente desconfortável no assento. Segundo o piloto, a peça deve ser trocada para a segunda, e última, semana de testes.
“Foi o único problema que tivemos”, disse o francês sobre o assento. “Estou me mexendo um pouco demais no banco, então devemos melhorar isso para a semana que vem. Mas ao todo, foi bem positivo. Nenhum problema grande com o carro, nem com o motor. Primeiros quatro dias bastante bons”.
Ao fim de uma semana sem incidentes, a Honda conseguiu, com Red Bull e Toro Rosso, quase 1000 voltas – mais que a Renault e a Mercedes. “Foi encorajador conseguirmos cumprir todo o planejamento com as duas equipes”, disse Toyoharu Tanabe. “É a primeira vez na era híbrida em que fornecemos para dois times e, neste teste, aprendemos muito em termos de como operar com ambas”.
“Não houve grandes problemas com as unidades de potência. Agora vamos trabalhar analisando os dados obtidos para avançar com o desenvolvimento nos testes da semana que vem, antes da primeira corrida.