30/01/19

O México também sai em defesa da Liberty

Assim como os russos, os promotores do GP do México não apoiam a contestação à administração da Liberty Media, feita por 16 outros organizadores de corridas da F1. Os mexicanos, que não estiveram na reunião em que a medida foi adotada, dizem entender as queixas, mas destacam que os proprietários da categoria trabalham para resolver os problemas como a falta de transmissões gratuitas; a ameaça de novas corridas e as condições de contratos de alguns circuitos.
“Sobre o comunicado feito pela Associação de Promotores da Fórmula 1, os promotores do GP do México querem expressar suas solidariedade aos promotores de outros países, pois entendemos que cada país e cada corrida é diferente. Estamos a favor de colaborar e ter uma boa relação com o resto dos promotores. Mas o GP do México não participou da dita reunião a aprecia o trabalho que os novos proprietários da F1 fazem para entender as solicitações e preocupações dos promotores e dos fãs”, comentou a organização do GP do México, segundo o portal da web Race Fans.
“Os promotores do GP do México insistem que não apoiam as queixas e asseguram que trabalham para manter seu evento por muitos anos mais no calendário da F1. Os promotores do GP do México reconhecem que a nova administração da F1 escutou e foi sensata com suas preocupações e as duas partes trabalham juntas. Como resultado, não estão de acordo com o publicado pela Associação de Promotores em seu nome. Os promotores do GP do México e a F1 continuam as negociações de renovação do GP do México, em particular”, completa o comentário.
Além da Rússia e México, acredita-se que os promotores de Mônaco, Bahrein, Japão e Abu Dhabi também discordam da iniciativa dos demais organizadores de corridas.
E Bernie Ecclestone, apontado como o mentor da reação dos promotores, interessado em comprar de volta a F1, diz estar disposto a ajudar na solução do conflito. Embora crítico da Liberty, diz que continua empregado da empresa e fará o que lhe for pedido.
“Se a disserem que tenho de me envolver, é coisa deles. Sou empregado da companhia e farei o que me disserem. Se quiserem que ajude, estarei satisfeito por fazê-lo. Não quero estar no leito de morte e ver o esporte que criei ladeira abaixo”, comentou Ecclestone ao jornal britânico Daily Mail.