29/09/19

“Não estivemos perfeitos”, justifica Binotto

“Eu tinha dito isso antes da corrida: para vencer, devemos ser perfeitos. E não fomos. A amargura é grande, mas também devemos ser encorajados por isso. Haverá outras corridas para se recuperar, mas hoje não fomos perfeitos “, declarou Mattia Binotto, chefe da equipe, para explicar o fracasso da Ferrari, em Sochi.
“Para vencer, você precisa ser confiável. É um dos pontos de partida. Não fomos este ano e também não fomos hoje. Tivemos um problema com a unidade de potência, no lado híbrido. Agora teremos que analisar bem os dados, mas pedimos ao piloto que parasse imediatamente por razões de segurança. Está claro que ele estava a 100 metros do pit lane e todas essas considerações podem ser feitas, mas a segurança deve sempre estar em primeiro lugar, especialmente quando conversamos com os motoristas. A escolha foi a certa”, acrescentou Binotto, explicando o abandono de Vettel.
Estava planejado que Leclerc abrisse caminho para Vettel, o que permitiu ao alemão assumir a liderança. Mas ele não devolveu a posição e isso deu origem a algumas conversas de rádio apimentadas.
“Pedimos a Charles que concedesse a Sebastian a liderança, porque era a melhor maneira de tentar ser primeiro e segundo na primeira volta. Talvez devêssemos ter sido ainda mais claros com os meninos antes da corrida, mas também aprendemos com isso”, acrescentou Binotto.
Assim de sair do carro, Leclerc pediu esclarecimentos à equipe, mas Binotto reiterou:
“Mudar de posição imediatamente, tendo um Sebastian tão rápido, não seria a coisa ideal. Era bom que ele estivesse na frente e fizesse o seu próprio ritmo, também porque houve outras ocasiões para mudar de posição. Agora, de qualquer maneira, quero falar com eles e discutir a largada”.
Ainda sobre Vettel, eleito o piloto do dia, Binotto afirmou:
“Estou muito feliz por ele. Mais uma vez, nos mostrou que seu ponto forte é a corrida. Ele se saiu muito bem no segundo e no terceiro setores. Também conseguiu ter mais de quatro segundos à frente de Charles. Hoje sua corrida foi muito bonita desse ponto de vista”.
Sebastian Vettel negou ter desobedecido ordens de equipe nas primeiras voltas. O alemão não acha que prejudicou a equipe ao não deixar Leclerc passar, embora reconheça que o resultado não foi o esperado.
“Não quero falar de ordens de equipe. Cumpri o combinado e é uma pena porque tínhamos uma grande oportunidade. Não queríamos ter um carro fora, outro em terceiro”.
Leclerc se sacrificou pela equipe e seguiu o plano, dando vácuo ao companheiro, mas Vettel não freou para devolver a posição. O alemão explicou pelo rádio que tinha mais ritmo ne não queria perder tempo ao abrir a porta, porque tinha ganhado a posição antes da primeira curva.
“Eu não sei exatamente o que aconteceu. Tínhamos um acordo, conversei com Charles antes da corrida e parecia bem claro. Talvez eu tenha perdido alguma coisa. Certamente falaremos sobre isso novamente, mas hoje estamos muito amargos. Queríamos marcar uma dobradinha, mas conseguimos apenas o terceiro lugar. Não é o resultado que queríamos “.
Charles Leclerc admitiu não estar contente como que aconteceu com a estratégia, mas assegurou que sempre apoiará as decisões da Ferrari:
“Sempre confiarei na Ferrari, mas nossa tática era de que eu daria vácuo na largada, para que me passasse e logo devolveria a posição. Combinou-se em dar vácuo na largada e trocarmos de posição mais tarde. Os engenheiros decidiram que era melhor fazê-lo na parada nos boxes. Não sei, tenho que falar com a equipe. Sei que tínhamos de trocar e perguntava quando iria ser. Era muito importante para minha corrida saber quando iríamos trocar, para gerir os pneus e tudo”, lamentou Leclerc.
“Podíamos ter ficado na frente de Valtteri, mas quando estava muito perto tudo se superaquecia. Terceiro era o melhor resultado possível. A segurança virtual nos prejudicou muito. Tive problemas com os pneus e perdi rendimento. Era algo que não esperava”, completou om piloto da Ferrari. (Com informações de motorsport.com/f1 e soymotor.com)