15/03/19

Mercedes está muito mais forte, diz Vettel

Sebastian Vettel disse que a Mercedes se mostrou “muito mais forte do que antes do fim de semana” nesta sexta-feira, em Melbourne. “Foi uma surpresa. Eles pareciam muito rápidos”, exclamou o piloto alemão.
Após os testes de pré-temporada em Barcelona, a Ferrari de Vettel foi apontada como favorita, enquanto a equipe alemã reconhecia publicamente que os italianos pareciam ter vantagem. Antes do fim de semana, em Melbourne, Hamilton insistiu que as preocupações da Mercedes não eram “besteira”.
O inglês, porém, foi o mais rápido nas duas sessões de treinos livres, sendo quase oito décimos mais rápido do que Max Verstappen, da Red Bull. O holandês foi o terceiro no TL2, atrás de Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton.
Depois dos treinos, Vettel disse: “Na verdade eu acho que eles estavam em uma competição própria. Parecem muito fortes e certamente muito mais fortes do que afirmavam antes do fim de semana”. O alemão e seu novo companheiro de equipe, Charles Leclerc, ficaram a um décimo de Hamilton no TL1, mas caíram para a quinta e nona posições, respectivamente, na segunda sessão.
“Não sabemos as razões, mas estamos investigando. Se você souber, avise-nos. Posso sentir que tenho o mesmo carro que tinha em testes, mas ele não faz as mesmas coisas. Não está fazendo exatamente o que eu gosto aqui e ali, e por isso não tenho confiança. Não foi horrível, houve pontos realmente muito bons, e nós podemos recuperar”.
Novo piloto da Ferrari, Leclerc admitiu que a primeira sessão foi “muito positiva”, mas disse que estava com dificuldades para aquecer os pneus e lidar com o vento no FP2. O monegasco, porém, insistiu que não havia pânico na Ferrari para o treino classificatório. “Veremos apenas na qualificação onde estamos exatamente. Estamos em pânico? Não, ainda não”, disse o campeão de 2017 da Fórmula 2.
De volta à F1 pela Williams depois de oito anos sem disputar um GP, Robert Kubica disse que seus treinos livres na Austrália, nesta sexta-feira, foram comprometidos por falta de peças do FW42. Por isso, o polonês teve que evitar zebras. “Especialmente a segunda prática foi bastante comprometida. Lutamos bastante com a aderência geral. Já é difícil quando está funcionando bem, e agora temos que ficar longe das zebras, então não é fácil. Especialmente quando você está lutando para permanecer na pista”.
Segundo o piloto, os problemas podem ser resolvidos para o treino classificatório deste sábado e a Williams tem os equipamentos necessários. Entretanto, o companheiro de George Russell fez um alerta: a equipe não tem “um monte de peças de reposição”. O polonês ainda disse que “o carro é difícil de dirigir e, se você tiver danos, ainda mais difícil”.
Daniel Ricciardo teve um problema pouco comum, no primeiro dia de treinos livres para o GP da Austrália. Segundo o piloto, um problema “estranho” no cinto de segurança atrapalhou seu trabalho. “Estávamos um pouco atrasados para os dois treinos. Foram algumas coisinhas com os cintos”, disse o piloto, que terminou em oitavo na segunda sessão.
“Foi realmente estranho, porque eles estavam soltos. Fizeram um pequeno ajuste, mas não conseguiram nem apertá-los. É como se as travas estivessem fora. Vamos descobrir o que aconteceu. Poderíamos ter feito mais algumas voltas em ambas as sessões, mas fizemos o que deu. É um circuito acidentado, então temos que treinar forte, forçar os freios e atacar as zebras para tirar o máximo do carro”.