16/05/19

A Liberty quer levar a F1 de volta à África

Circuito de Kyalami

Sean Bratches, chefe de operações comerciais da Liberty Media, revelou que está em andamento um trabalho para levar a F1 de volta à África com um GP e Marrocos pode voltar a sediar um Grande Prêmio de F1.
A primeira e última vez aconteceu em 1958, quando o estado africano sediou o último GP daquela temporada em uma pista da cidade de Casablanca. Recentemente, no entanto, o Marrocos sediou o WTCC de 2009 a 2017, e de 2016 a 2019 sediou a Fórmula E e o GP de Marrocos.
A última aparição da Fórmula 1 na África foi em 1992, com o Grande Prêmio da África do Sul na pista de Kyalami.
“Corremos pelos 5 continentes e o último continente em que não estamos é a África”, disse Sean Bratches, chefe das operações comerciais da Liberty Media. “Tivemos conversas muito produtivas com a África do Sul e, em menor grau, com o Marrocos.”
“Na África, já corremos há alguns anos, mas, devido a problemas políticos, paramos de concorrer nesse continente. É muito importante para nós voltar e fazer isso. A África é um mercado onde gostaríamos de voltar pois a F1 é um esporte global”, disse Bratches à Reuters. “Há uma pista histórica na África do Sul, a Kyalami. Tivemos contato com o Marrocos para correr em Marrakech. Há também um circuito lá, mas suspeito que não seja uma pista de primeiro nível. No entanto, o grau de interesse é realmente muito alto”.
Bratches apontou que a ajuda de governos ou conselhos regionais e municipais tornou-se essencial para desenvolver projetos esportivos envolvendo a Fórmula 1.
“Onde quer que você vá no mundo, nossas corridas são motores econômicos para todos os países, cidades, estados, municípios e regiões. A grande maioria dos nossos GPs é apoiada pelos governos porque é um método que funciona”.
Ainda de acordo com Bratches, a categoria planeja um Fã Festival no continente, em Ruanda e na Nigéria.