07/02/19

Horner considera um erro novo regulamento

Christian Horner acha que todas as equipes concordariam em que a Liberty Media e a FIA cometeram um erro ao altera os regulamentos aerodinâmicos para 2019. Ele considera inúteis as mudanças na asa dianteira para facilitarem a ultrapassagem e estima que isso custará 15 milhões de euros às equipes.
“A Mercedes e a Ferrari defenderam essas mudanças e, infelizmente, ela fora aprovadas. Em retrospecto, todas as equipe concordariam que não estava certo. Eu não acho que nada vai mudar. Com base nos dados e nas simulações, reconhecemos que a dinâmica do carro é diferente em algumas partes dos circuitos. Mas quanto a um carro ser capaz de seguir de perto outro, não faz diferença nenhuma. Escolher a asa dianteira e acreditar que as corridas serão melhores é ingênuo e caro. Essas mudanças são um grande erro”, disse Horner à revista Speed Week.
Horner falou também da disputa entre os promotores de corridas e a Liberty Media, dona da F1:
“Você nunca teria ouvido um promotor falar sobre Bernie, porque eles não teriam um grande prêmio no ano seguinte. Ele tinha uma maneira diferente de fazer negócios. O problema é a maneira democrática pela qual a Liberty está tentando operar… os promotores estão obtendo muito mais da Liberty do que jamais conseguiram antes em termos de liberdade e capacidade de fazer coisas em que houvesse restrições mais fortes. Quanto mais você dá, mais instintivamente eles querem. Bernie exercia uma ditadura em que se você não gostou, não teria uma corrida no ano seguinte. É apenas um diferente modo de funcionamento.
Horner acha que a empresa americana ainda está tentando se adaptar à cultura da F1:
“Acho que uma coisa que Liberty acha frustrante é que muitos desses negócios são conduzidos através da mídia. Isso é algo com o qual eles não estão acostumados no esporte americano. Há aquela comparação constante entre o esporte americano e as franquias. A América não funciona globalmente como a Fórmula 1 e eles têm de ter um apelo diferente em diferentes mercados. A F1 ainda é um dos maiores esportes do mundo e você não pode necessariamente aplicar abordagens dos esportes nos EUA em algo que já tem 60, 70 anos como um campeonato mundial global “.