18/04/19

Há 25 anos, o primeiro pódio de Barrichello

Na data de ontem, há 25 anos, no dia 17 de abril de 1994, Rubens Barrichello conquistava o seu primeiro pódio na Fórmula 1. Foi na segunda etapa do mundial de 1994, o GP do Pacífico em Aida, no Japão. A prova tinha Ayrton Senna na pole position, sua 64ª na carreira. Michael Schumacher, era segundo, com Damon Hill em terceiro e Mika Hakkinen na quarta posição. Rubinho, com a Jordan, conseguiu o oitavo lugar, logo à frente de Christian Fittipaldi, em nono,
A esperança de Senna de derrotar Schumacher, após ter rodado no Brasil e visto o alemão ganhar, ficou logo na primeira curva. O finlandês Mika Hakkinen tocou no brasileiro, que rodou e ainda foi acertado na suspensão dianteira pelo italiano Nicola Larini – que substituía Jean Alesi na Ferrari 27.
Com Senna fora, Schumacher rumou fácil para a vitória, conquistada com uma margem de 1min15s. Mais atrás, após os abandonos de Hakkinen, Hill e Martin Brundle, Rubinho – que havia deixado seu carro morrer em uma parada de box – acabou herdando o terceiro lugar após figurar durante a prova inteira entre o top-6 que pontuavam na época.
Após terminar no pódio logo atrás de Gerhard Berger, da Ferrari, Rubinho assumiu a vice-liderança do mundial atrás de Schumacher. O alemão tinha 20 pontos das duas vitórias e o brasileiro sete, após ter sido quarto no Brasil antes da corrida em Aida.
Falando ao F1 Memória, do GloboEsporte, o recordista de participações na história da categoria, falou sobre aquela prova.
“O oitavo lugar no grid comprovou que o carro estava indo superbem nos treinos, e eu podia conseguir algo melhor na corrida. Na batida do Senna eu já subi, e as condições eram boas. O meu carro estava muito bem balanceado, mas não dava para segurar o Hill, porque o motor dele andava muito mais. Mas as freadas eram boas, a estratégia de dois pit stops era a melhor possível. É lógico que contei com a sorte, mas o carro estava muito bem balanceado, Era um lugar longe, longe. Pensa num lugar que pegava, trem, metrô, táxi para chegar… desde os treinos, vi que era uma pista que não precisava muito de motor, e meu carro estava com um balanço especial. Aí vi que poderia ter um outro grande resultado depois do quarto lugar em Interlagos. Mas o pódio era sempre algo que eu almejava, quando começou o fim de semana vi que o carro ia bem naquelas condições, quando você entra nas últimas cinco voltas aí você se dá conta de que aquilo está acontecendo, e a gente tem a chance de ir para a frente. Mas só quando eu cruzei a bandeirada eu senti. Ali era o menininho de Interlagos vivendo um sonho. A felicidade de estar no pódio, a primeira sambadinha, ali foi um momento mágico. Recebi no box um copo de champanhe que o Senna mandou para mim. Ele disse que teve de ir embora, mas estava muito feliz por mim. Foi tudo muito especial”