24/03/19

FW42 tem problema fundamental, diz Russel

George Russell diz que a equipe Williams já descobriu o motivo de seu baixo desempenho e explica tratar-se de um problema “fundamental”, cuja solução não será imediata.
Williams é o time mais fraco do grid agora. Russell e Kubica terminaram em último no GP da Austrália com duas e três voltas atrás, respectivamente. Na classificação, o inglês permaneceu a 3,8 segundos da pole position e o polonês a 5,5.
É notório que o FW42 não nasceu bem. Ele chegou dois dias atrasado para a pré-temporada, depois de atrasos na fábrica. Mas Russell está confiante de que sua equipe será capaz de reverter a situação, embora explique que não será uma solução rápida, porque a origem do problema é tão “fundamental” que não pode ser alterada com um simples ajuste.
“Temos um problema fundamental que não quero discutir publicamente. Entendemos o que é, mas isso não significa que podemos acordar na segunda-feira e retificá-lo. Mudar algo tão fundamental levará meses de desenvolvimento, trabalho no simulador e trabalho dos designers, e é isso que temos que fazer neste momento. Infelizmente, temos algumas corridas antes de podermos lutar, mas quando resolvemos isso, daremos um grande salto, talvez possamos ficar para trás, mas podemos lutar. Agora, não temos nenhuma esperança, porque estamos longe demais”.
Ralf Schumacher, que teve seis vitórias da F1 com a equipe britânica, acredita que o problema na Williams é de gestão.
Ele disse à motorsport-total.com, da Alemanha, que o time de Oxfordshire está sendo trabalhado com “medo e terror”. Schumacher, de 43 anos, disse que é o mesmo de quando Sir Frank Williams comandou a equipe sozinho nos anos 70.
“Williams tem um estilo de liderança muito especial. Enquanto Patrick Head esteve lá, foi equilibrado. É um estilo de liderança dos anos 70 e 80, um pouco de reinado de medo e terror. É uma pena, porque acho que as pessoas precisam se motivar. Com a estrutura atual, a Williams não pode tirar o melhor proveito de seus funcionários, porque não há coesão da equipe”, disse Schumacher.
“Os engenheiros estão trabalhando uns contra os outros mais do que uns com os outros. Infelizmente, Claire manteve os hábitos de seu pai, e ela certamente deve se perguntar se esse é o trabalho certo para ela. Talvez o gerenciamento da equipe de Williams precise ser reestruturado. Um homem (Paddy Lowe) que acabou de ser demitido teve muito sucesso em outras equipes, e nem ele não conseguiu colocar Williams de volta nos trilhos. É o suficiente para começar a fazer perguntas”, concluiu Ralf.