17/08/16

Controle das regras, trabalho demorado

jo-bauerJo Bauer, delegado técnico da FIA, é o encarregado de controlar o cumprimento das normas técnicas das corridas da Fórmula 1. É um trabalho de supervisão que começa na terça-feira do grande prêmio e só termina cinco horas depois de a bandeira quadriculada ser agitada, no domingo.
A revista alemã Auto Motor und Sport teve acesso ao material usado pela equipe de Jo Bauer: três escritórios, dispositivos eletrônicos de medição, um laboratório de combustível, três caminhões de apoio, com plataformas de medição e dois caminhões com carros da caravana. Neles, diferentes analistas de combustíveis, eletrônica, pneus, unidades de potência e transmissões trabalham lado a lado para que tudo esteja de acordo com as regras.
A atividade começa oficialmente na quarta-feira de cada GP, às 12 horas, com os controles de peso e flexibilidade dos aerofólios. Ao mesmo tempo, se inicia o trabalho de quebrar o lacre dos motores, que não leva mais do que 15 minutos. Os técnicos verificam se os selos foram danificados ou alterados, assim como é permitido aos fabricantes observar se a transmissão teve algum dano.
Na quinta-feira, às 9h30, começa a primeira sessão de informações aos fiscais do país organizador da corrida. Cada promotor deve oferecer 30 inspetores à FIA. Posteriormente, às 10 horas, começa o processo de quebra do lacre de todos os componentes da transmissão, para mais tarde os motores serem postos em funcionamento.
Às 11 horas, é redigido um informe sobre a unidade de potência, com o estado real de cada componente utilizado até o momento e às 15 horas a inspeção técnica dos carros deve estar pronta. Isso é feito com as equipes nas garagens e, se tudo está em ordem, cada carro recebe um sinal de liberação.
Na sexta-feira, a atividade começa às 8h30, com a reunião diária com Charlie Whiting, o diretor de corridas da FIA. Às 9h15, se realiza uma reunião informativa com os inspetores de engenharia locais.
O intervalo entre o primeiro e o segundo treino livre da sexta-feira é o momento mais tranquilo do fim de semana. Depois da segunda sessão, os carros são examinados de maneira aleatória.
No sábado, às 8h30, há uma nova reunião com Whiting e, em seguida, os comissários locais são informados sobre o que pode acontecer durante o dia. Durante o descanso entre o terceiro treino livre e a classificação, se obtém uma lista dos pneus usados pelos carros e já não se pode mudar a configuração do aerofólio dianteiro e a pressão dos pneus.
Na classificação, os carros que Bauer escolheu na sexta-feira para investigar de maneira aleatória são levados para a balança, para uma revisão rápida de 20 segundos. Depois do Q1 e do Q2, é feita uma inspeção mais completa dos 12 carros mais lentos do dia. Depois do Q3, os 10 mais rápidos devem ir para o parque fechado, onde são pesados e passam por provas de flexão durante duas horas. Em seguida, as equipes têm três horas e meia para mudar os componentes que precisem ser reparados, para mais tarde cobrirem os carros com uma espécie de saco para dormir, selado.
No domingo, de novo, há uma reunião com Charlie Whiting, às 8h30. O parque fechado é aberto cinco horas antes da corrida e se permite que as equipes trabalhem nos carros sob a supervisão dos comissários. Às 13h30, com a abertura do pit lane, Bauer fica à entrada para contar quantas voltas dá cada piloto e assim determinar com exatidão a quilometragem de cada unidade de potência. Nos 5 minutos antes do começo da volta de apresentação, é feito o controle da pressão dos pneus. Depois da corrida, os pilotos passam pela pesagem e os carros são examinados no parque fechado, procedimento que dura aproximadamente três horas. Caso Bauer aponte alguma irregularidade, a equipe tem meia hora para protestar. A partir daí, se inicia uma contagem de duas horas durante as quais devem ser retirados todos os motores dos carros. E se verifica se os selos das transmissões continuam no lugar. Esse é o último trabalho do longo fim de semana.

(Com informações do site motor.as.motor)