18/08/16

Wolff teme que, com novas regras, surja nova Brawn GP

Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, teme que, com as mudanças no regulamento, em 2017, alguma outra escuderia descubra uma “bala de prata” e repita o que fez a Brawn GP, que foi a campeã, no seu primeiro ano de Fórmula 1.
As mudanças serão as mais profundas desde a reforma feita em 2009, pois a de 2014, apesar de impor mudanças aerodinâmicas, teve como centro de atenção os motores híbridos. A semelhança com a reforma de sete anos atas faz com que Wolff tema que alguma equipe repita a Brawn GP, que, graças a uma lacuna do regulamento conseguiu uma vantagem aerodinâmica sobre o resto do grid.
Com a introdução de asas traseiras mais amplas e pneus mais largos, as velocidades e os tempos de volta vão se alterar dramaticamente e todas as equipes terão chance de ganhar posições. Ross Brawn GP fez isso em 2009, através do desenvolvimento do difusor duplo, que abriu caminho para a sua equipe conquistar os títulos de pilotos e construtores.
“Uma mudança do regulamento prevê igualdade de oportunidades para todas as equipes, e para itens excepcionais. Eu costumo dizer que não há bala mágica na Fórmula 1, mas 2009 nos mostra que houve uma. A Brawn chegou com um desenvolvimento que ninguém parecia ter descoberto e quando tentaram imitar ninguém o fez com a mesma eficácia. Assim, tem que ter muito cuidado de não estar perdendo algo”, diz Wolff.
Mercedes assumiu a liderança da F1 quando aconteceu a última alteração das principais regras, na temporada de 2014 e está em busca de um terceiro campeonato de pilotos e construtores, neste ano, mas Wolff considera que enfrentar o novo regulamento vai ser “um desafio diferente”.
Ele está consciente de que o domínio pode estar com os dias contados. O fato de ter que evoluir numa parte, a mecânica, e revolucionar outra, a aerodinâmica, se torna um desafio que nenhuma equipe dominante conseguiu superar, após uma mudança de regras, alerta Wolff.
“Em 2017, teremos que acrescentar um pouco de rendimento do lado do motor, mas o chassi se torna um desafio diferente e isto proporciona oportunidades e riscos. Não houve nenhuma equipe no passado, que eu saiba, que tenha mantido uma posição de liderança com uma mudança de regras, pelo que é mais do que um objetivo continuar sendo competitivos”, completa Wolff.