08/03/19

Só quem terminar entre os 10 primeiros ganha ponto extra

O Conselho Mundial de Automobilismo da FIA aprovou, em reunião de ontem, em Genebra, a proposta de concessão de 1 ponto à volta mais rápida de uma corrida. Se aprovada por unanimidade, na segunda-feira, pelo do Grupo de Estratégia e Comitê da Fórmula 1, o que é dado como certo, a pontuação deverá entrar em vigor já no primeiro GP da temporada, na Austrália, no dia 17. Espera-se que a aprovação seja uma formalidade, especialmente porque a ideia foi inicialmente discutida pelo grupo de estratégia e aprovada antes de ir para o WMSC
No rascunho da proposta, explica-se que o ponto por volta rápida só será aplicado se o autor terminar a corrida entre os 10 primeiros. Isto está detalhado no apêndice que seria acrescentado ao Artigo 6.4 do Regulamento do Esporte.
O apêndice explica que um ponto será atribuído ao piloto que fizer a volta mais rápida da corrida se o tempo for alcançado sem que ele tenha sofrido uma penalidade e termine nas 10 primeiras posições da corrida. O ponto não será concedido, se o piloto não terminar entre os 10 primeiros.
A proposta de se atribuir também um ponto ao pole position foi rejeitada, pois o campeonato poderia ser decidido no sábado se o líder precisasse só desse ponto para garantir o título. Isso teria o interesse pela corrida do domingo, que deve ser o epicentro do show.
Uma investigação feita pela Liberty Media diz que a maioria dos fãs é a favor desta nova norma, pois o show duraria até o final da corrida, evitando conformismo por pilotos que estão na liderança.
Será a primeira vez que um ponto é concedido para à volta mais rápida desde os primeiros 10 anos do Campeonato Mundial de Fórmula 1, entre 1950 e 1959.
Atualmente, o DHL, patrocinador da F1, entrega, no fim do ano, um troféu ao piloto que acumula o maior número de voltas mais rápidas em toda a temporada. Valtteri Bottas foi o vencedor do referido prêmio em 2018, com 21 voltas.