24/01/19

Novas regras beneficiam a Mercedes, acusa Helmut Marko

Helmut Marko, consultor da Red Bull, reclama que as novas regras aerodinâmicas impostas pela FIA para 2019 beneficiam a Mercedes e já custaram à sua equipe 15 milhões de dólares (cerca de 60 milhões de reais).
Em entrevista ao Motorsport.com, o dirigente austríaco diz que as novas leis podem resolver um problema da escuderia alemã e facilitar as ultrapassagens de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas.
“A mudança de regulamentos foi implementada principalmente por iniciativa da Mercedes. Todo mundo pode ver como é difícil para a Mercedes ultrapassar quando eles estão atrás. Essa mudança irá ajudá-los a resolver o problema “.
As novidades para 2019 incluem a simplificação de asas dianteiras e defletores, na tentativa de facilitar a perseguição dos carros, o que deveria melhorar a qualidade das corridas.
A Red Bull se mostrou contrária à decisão, citando falta de dados para apoiar a mudança, além do impacto financeiro que terá.
Helmut Marko fez duras críticas às mudanças aerodinâmicas, observando que o estudo das novas asas dianteiras custaram à Red Bull em torno de 15 milhões de dólares. Ele disse ao Motorsport.com que, enquanto a asa dianteira iria melhorar a possibilidade de ultrapassagens, a equipe ficou financeiramente afetada em “15 milhões”.
“Temos os mesmos dados de aerodinâmica do verão passado. Quando chegarmos a Melbourne, provavelmente estaremos melhores do que aquilo. Mas agora há uma boa base de conversa com Mercedes, Ferrari e nós. Concordamos que as regras não devem ser determinadas por estes técnicos. Quando os técnicos se envolvem, os custos aumentam e tudo fica mais complicado. Com a mudança prevista para 2019, esperamos uma situação semelhante à da temporada passada, mas com um orçamento superior a 15 milhões de dólares”.
Apesar da frustração com a mudança, Marko disse que a Red Bull desfruta de melhores relações políticas, que são mais fortes do que antigamente. Além de uma boa relação com a Mercedes, Marko disse que desenvolveu “muita simpatia” com a Ferrari após a morte do presidente e diretor executivo da empresa italiana Sergio Marchionne, em meados de 2018.
Isso poderá ser significativo caso as equipes de ponta da categoria se alinhem quanto aos problemas fundamentais da F1, pois as conversas continuam sobre as mudanças que são planejadas para 2021.