01/09/19

Leclerc resiste a pressão e conquista a sua 1ª vitória na F1

Charles Leclerc, da Ferrari, resistiu a intensa pressão de Lewis Hamilton para vencer o GP da Bélgica e conquistar a sua primeira vitória, depois de 13 corridas na Fórmula 1. O jovem monegasco, que vai fazer 22 anos em outubro, completou os 7,004 km e as 44 voltas da pista de Spa Francorchamps em 1h23m45s710, apenas 0s981 à frente do piloto inglês da Mercedes. Valtteri Bottas, também da Mercedes, completou o pódio e Sebastian Vettel, que por ordem da equipe cedeu a liderança a Leclerc, na volta 26, chegou em 4º.

Sebastian Vettel fez a volta mais rápida da prova, com 1m46s409, na 36ª, e essa foi a 100ª vitória da Ferrari com seu piloto largando da pole position. A surpresa da corrida foi o desempenho de Alexander Albon, que fazia sua primeira corrida pela Red Bull. Depois de largar da 18ª e penúltima posição, por causa de troca de elementos do motor, cruzou a linha em 6º, mas ganhou o 5º lugar com o abandono de Lando Norris na penúltima volta.

Sergio Perez, da Racing Point, foi o sexto colocado e Daniil Kvyat, da Toro Rosso, que largou da 19ª posição também fez uma boa corrida de recuperação e terminou na zona de pontuação, no 7º lugar. Nico Hulkenberg, Pierre Gasly e Lance Stroll completaram o Top 10. Lando Norris também teve desempenho destacado, liderando o pelotão intermediário, até ser surpreendido por uma falha mecânica.

Charles Leclerc dedicou a vitória ao piloto francês Anthoine Hubert, que morreu na sexta-feira na segunda volta de uma corrida da Fórmula 3. No seu carro, o jovem monegasco tinha as inscrições “RIP Tonio” e, como os demais pilotos, “Racing for Anthoine”. Todos os pilotos e envolvidos na corrida levavam braçadeira de luto, em homenagem ao piloto, cujo carro foi atingido no meio (no chamado acidente em T), pelo equatoriano, naturalizado norte-americano, Juan Manuel Correa, quando volta à pista, rodopiando, depois de se chocar com as barreiras. No grid do circuito, os pilotos da F3, na presença da mãe e do irmão do piloto falecido, fizeram um minuto de silêncio. Na volta 19, que era o número do piloto, a assistência se levantou para aplausos em memória de Antoine Hubert

A 13ª etapa do campeonato de 2019, da F1, a primeira depois das férias de verão, foi disputada em pista seca, depois da chuva que caiu de manhã, mas que não continuou á tarde, como tinha sido previsto na véspera. Como efeito da chuva, porém, a temperatura foi inferior às dos dias anteriores, com 17 graus no ambiente e 27 na pista. Punidos por troca de elementos do motor, Daniel Ricciardo, Nico Hulkenberg, Alexander Albon, Daniil Kvyat, Lance Stroll e Daniil Kvyat perderam posições no grid. Robert Kubica largou da pit lane, por ter alterado ajustes no carro, no parque fechado. Com exceção dos 5 últimos, que usavam os médios, os pilotos largaram com os compostos macios.

Charles Leclerc fez uma largada segura, mantendo a pole, mas Sebastian Vettel tracionou mal, foi ultrapassado por Hamilton e ameaçado por Bottas, mas logo depois da curva, na reta de Les Combes, conseguiu recuperar a segunda posição. Max Verstappen saiu mal, tocou em Kimi Raikkonen e, com quebra da suspensão dianteira esquerda, teve que deixar a pista. O finlandês teve de trocar pneus e o bico do carro, mas pode continuar na corrida, caindo para a 18ª posição. Carlos Sainz teve problemas mecânicos e teve de parar na pista, em lugar perigoso, e provou a entrada do safety car até a volta 5. Na volta 6, Leclerc fez a primeira volta mais rápida, com 1m49s558; na 7ª Vettel fez melhor, com 1m49s459, porém na 8ª o monegasco retrucou com 1m49s452.

Na volta 10, Lando Norris, que largou de 15º, já era 5º, e Hamilton baixou a diferença para menos de 1 segundo, mas, mesmo de asa aberta, não conseguiu alcançar Vettel. Na 11ª, Leclerc voltou a ter a mais a volta mais rápida, com 1m49s398, porém no mesmo giro, Bottas o superou com 1m49s392. Depois das duas voltas rápidas, com 1m49s004, na 12ª, e 1m48s917, na 13ª, o líder aumentou a vantagem sobre Vettel para 3s3 e sobre Hamilton para 4s6.

Na volta 16, a Ferrari caiu no golpe da Mercedes, que simulou troca de pneus, e chamou ao box Sebastian Vettel, numa ação prematura, que comprometeu a corrida do piloto alemão. Com os pneus desgastados, ele teve de fazer uma segunda parada, perdendo a posição para Hamilton. E Na volta 26, quando estava na liderança, devido às paradas dos rivais, a Ferrari ordenou que cedesse a posição a Leclerc, que tinha acabado de fazer a troca e tinha mais condições de garantir a vitória da equipe.

Mesmo com os pneus desgastados, Vettel recebeu ordem da equipe para continuar na pista e segurar Hamilton, a fim de permitir que Leclerc abrisse vantagem. O alemão conseguiu fazer isso durante pelo menos três voltas, porque o SF90 era mais rápido nas retas, porém na volta 32, após disputa roda com roda, ele teve de ceder o segundo lugar a Hamilton. Na volta 37, Hamilton começou a reduzir a diferença para Leclerc e exercer forte pressão sobre o líder, saindo de uma desvantagem de 5s1, para 3s8,2s9, 2s3 e 0s981, a diferença final entre os dois.

A classificação final do GP da Bélgica ficou assim:

Posição Piloto Equipe Tempo
Charles Leclerc Ferrari 1h23m45s710
Lewis Hamilton Mercedes a 0s981
Valtteri Bottas Mercedes 12s585
Sebastian Vettel Ferrari 26s422
Alexander Albon Red Bull 1m21s325
Sergio Perez Racing Point 1m24s448
Daniil Kvyat Toro Rosso 1m29s657
Nico Hulkenberg Renault 1m46s639
Pierre Gasly Toro Rosso 1m49s168
10º Lance Stroll Racing Point 1m49s838
11º Lando Norris McLaren 1 volta
12º Kevin Magnussen Haas 1 volta
13º Romain Grosjean Haas 1 volta
14º Daniel Ricciardo Renault 1 volta
15º George Russell Williams 1 volta
16º Kimi Raikkonen Alfa Romeo 1 volta
17º Robert Kubica Williams 1 volta
Não completaram
Antonio Giovinazzi Alfa Romeo 43
Carlos Sainz McLaren 5
Max Verstappen Red Bull 1