16/03/19

Hamilton faz a 6ª pole consecutiva para o GP da Austrália

Depois de liderar os três treinos livres, Lewis Hamilton confirmou a sua superioridade em relação ao resto do grid ao conquistar, com novo recorde da pista, a pole position para o GP da Austrália, a ser disputado neste domingo, a partir das 2 e 10, no horário de Brasília. Com o tempo de 1m20s486, o piloto inglês superou a sua própria marca de 1m21s, de 2018 e ficou 0s112 à frente do companheiro Valtteri Bottas e 0s704 de Sebastian Vettel, da Ferrari. Essa é a sexta pole position consecutiva do piloto inglês no circuito de Melbourne, o que só Michael Schumacher tinha conseguido antes. Ele também igualou as marcas de Schumacher e Ayrton Senna, com 8 poles numa mesma pista; Schumacher no Japão e Senna no GP de San Marino.
Max Verstappen, da Red Bull, no último minuto da Q3, se colocou entre os dois carros da Ferrari, passando à frente de Charles Leclerc. Romain Grosjean e Kevin Magnussen colocaram a Haas como a quarta força da disputa, ocupando os 6º e 7º lugares respectivamente e o calouro Nando Norris surpreendeu, passando à Q3, para ficar na 8ª posição. Kimi Raikkonen da Alfa Romeo, e Sergio Perez, da Racing Point completam os Top 10 do grid.
Sob bom tempo e temperatura ambiente de 23 graus e de 40 graus na pista, Nando Norris foi o primeiro a ir para a pista, abrindo a Q1. Logo em seguida, saíram Robert Kubica e Carlos Sainz, este com uma inscrição em homenagem a Charles Whiting no capacete. Norris foi o primeiro a ter o tempo registrado, com 1m24s654. Em seguida, Russel fez 1m25s728; Vettel marcou 1m23881; Raikkonen, 1m23s432 e Leclerc, 1m23s236, tempo que o jogou para as últimas posições e ameaça de eliminação.
Na primeira entrada dos dois, Bottas fez 1m22s658 e Hamilton, 1m22s681, para assumirem a liderança da etapa, seguidos de Verstappen, com 1m22s876. A 3 minutos do final, na sua segunda volta lançada, Hamilton fez 1m22s9043, para subir à liderança, da qual foi desbancada no minuto final por Leclerc, que trocando os pneus médios pelos macios, fez uma volta extraordinária, de 1m22s017, para terminar a Q1 em primeiro lugar. Lance Stroll, Pierre Gasly, George Russel, Carlos Sainz e Robert Kubica foram eliminados. O espanhol foi prejudicado por Kubica, que teve um pneu furado e um passeio pela grama.
Para a Q2, todos os pilotos optaram pelos pneus macios e os tempos começaram a baixar para a casa dos 21 segundos; Leclerc fez 1m21s739, voltando à liderança, até Bottas marcar 1m21s241. Hamilton cravou 1m21s869, Vettel, 1m21s912, e até Verstappen, que na primeira tentativa tinha caído para 15ª posição, recuperou-se e, com 1m21s712, assumiu o 2º lugar. A etapa terminou tendo Hamilton em 1º, com 1m21s014, e Hulkenberg, Ricciardo, Albon, Grosjean e Kvyat eliminados.
Na Q3, com pneus médios, Hamilton largou fazendo 1m21s055, mas, simultaneamente, estabeleceu novo recorde da pista em qualificação, com 1m20s598. Vettel assumiu o 3º lugar, com 1m21s250 e Leclerc ocupou a 4ª posição, com 1m21s442, até ser superado por Max Verstappen, com 1m21s320. Na sua última volta, Hamilton baixou o tempo para 1m20s5486, invertendo a posição com Bottas, que nessa derradeira tentativa não passou de 1m20s695.
A classificação final para o GP da Austrália ficou assim: