29/09/19

Hamilton aproveita segurança virtual e vence na Rússia

Lewis Hamilton aproveitou a implantação do sistema de segurança para fazer a sua única parada e obter a sua 86ª vitória da carreira, a 9ª da temporada e a 4ª das 6 da Mercedes no GP da Rússia, no circuito de Sochi. O piloto inglês, que ocupava a primeira colocação depois da parada dos dois carros da Ferrari, foi beneficiado pela segurança virtual, na parada de Vettel em lugar inseguro e depois também pela entrada do carro de segurança, provocada por rodada de George Russel.

Favoreceu também o pentacampeão mundial o desentendimento entre Vettel e Leclerc, depois de o alemão não ter cumprido acordo que poderia possibilitar a vitória do monegasco. Leclerc deu passagem a Vettel, depois que ele ultrapassou Hamilton, mas o companheiro não devolveu a posição como o combinado. Em vez disso, buscou uma volta mais rápida atrás de outra, para voltar à posição, após a parada para a troca de pneus. Mas o alemão foi castigado com um problema no motor, teve de abandonar a pista na volta 26, comprometendo não só a sua corrida, mas também a do companheiro.

Valtteri Bottas completou a dobradinha da Mercedes, depois de resistir ao assédio de Leclerc a partir da volta 32. O piloto da Ferrari teve de se contentar com o terceiro lugar no grid. Verstappen, que largou da 9ª posição, terminou em 4º, seguido de Alexander Albon, que saiu do box e chegou em 5º, após brilhante corrida de recuperação. Lewis Hamilton fez a volta mais rápida na 52ª, com 1m35s761, ganhando o ponto extra, além dos 25 da vitória.

A corrida em Sochi começou com várias alterações no grid, em relação à qualificação do dia anterior. Além de Max Verstappen, punido com 5 posições, por uso de um 5º motor; de Albon, que não marcou tempo no sábado, substituiu a caixa de câmbio e montou um 6º motor, um 6º MGU-H e um 4º MGU-K, largando do box, outros 3 pilotos perderam posições. Pierre Gasly, perdeu 5, por usar um 7º motor; Kubica caiu para o fundo do grid, por troca do 4º motor, 6º turbo e 4º MGU-H. Daniil Kvyat também foi punido e saiu das últimas posições, por uso de um 7º motor; 7º turbo, 7º MGU-H e 6º MGU-K.

Com exceção da Mercedes, que usava os médios, todos os carros do Top 10 largaram com macios. Sergio Perez, Antonio Giovinazzi e Kevin Magnussen usaram os macios e o restante do grid saiu com médios, com exceção de Daniil Kvyat, o único a largar com pneus duros.

Na largada, antes da primeira curva, Sebastian Vettel, com um carro sabidamente mais rápido nas retas, passou por Hamilton e depois usou o vácuo de Leclerc, para colocar os dois carros da equipe na frente dos dois da Mercedes. Carlos Sainz, da McLaren, passou por Bottas e ameaçou também o 3º lugar de Hamilton, mas na 7ª volta voltou a ceder o 4º lugar ao finlandês da Mercedes. Um choque entre Giovinazzi e Grosjean causou a entrada do carro de segurança logo na segunda volta e, envolvido involuntariamente no incidente, Ricciardo teve um pneu furado e caiu da 10ª para a última posição.

Na volta 6, a Ferrari comunicou a Leclerc que Vettel lhe devolveria a posição na volta seguinte, mas o alemão pediu algumas voltas mais, indicando querer mostra que estava mais rápido que o companheiro. Todavia, como Vettel não levantava o pé, na volta 7, Leclerc reclamava por ser mantido atrás e era perigoso tentar reduzir a diferença, pois isso poderia afetar os pneus. Vettel respondia com uma nova volta rápida. Na volta 9, a equipe disse a Leclerc que faria a troca um pouco mais tarde e o piloto voltou a reclamar: “Eu o respeitei. Dei-lhe o vácuo sem problema”. Mas, a essa altura, o projeto de Vettel parecia claro: deixar seu companheiro atrás, para complicar a troca de posições, que poderia ser arriscada, com Hamilton a apenas 3s2 de Leclerc. Para resolver a questão, a Ferrari chamou Leclerc para a troca na volta 22, 4 antes de Vettel, fazendo com que voltasse na frente do alemão. Vettel parou na volta 26 e retornou em 4º, atrás de Hamilton, Bottas e Leclerc, mas, duas voltas depois, foi castigado com uma falha da MGH-K da unidade de potência e teve de abandonar a pista.

A implantação da segurança virtual, permitiu a Hamilton fazer sua parada, para colocar pneus macios e voltar ainda na liderança, ratificada na entrada do safety car, por causa de rodada que levou George Russell contra a barreira. Na volta 31, durante ainda o safety car, Leclerc fez uma segunda parada, para colocar pneus macios, para iniciar uma caçada a Bottas, para ganhar o segundo lugar e daí brigar pela vitória com Hamilton. Da volta 32 até a 53, o piloto da Ferrari se manteve praticamente no vácuo do rival, mas mesmo usando várias vezes a asa aberta, não conseguiu a ultrapassagem.

Enquanto Leclerc e Bottas travavam sua luta particular, Hamilton seguia tranquilamente na liderança, repetindo as voltas mais rápidas, até fixar a definitiva, de 1m35s761, na 53ª. Com a situação nos primeiros lugares definida, nas últimas dez voltas a TV da F1 passou a focalizar mais o pelotão intermediário, onde Albon tomou o 5º lugar de Carlos Sainz, que terminou em 6º, a 3 segundos de Sergio Perez.

Com a volta de Hamilton ao primeiro lugar do pódio pela primeira vez depois das férias de verão e da vitória na Hungria, a classificação do GP da Rússia ficou assim:

Posição Piloto Equipe Tempo
Lewis Hamilton Mercedes 1h33m38s992
Valtteri Bottas Mercedes a 3s829
Charles Leclerc Ferrari 5s212
Max Verstappen Red Bull 14s210
Alexander Albon Red Bull 38s348
Carlos Sainz McLaren 45s890
Sergio Perez Racing Point 48S728
Lando Norris McLaren 57s749
Kevin Magnussen Haas 59s779
10º Nico Hulkenberg Renault 59s841
11º Lance Stroll Racing Point 1m00s821
12º Daniil Kvyat Toro Rosso 1m02s496
13º Kimi Raikkonen Alfa Romeo 1m08s910
14º Pierre Gasly Toro Rosso 1m10s076
15º Antonio Giovinazzi Alfa Romeo 1m13s346
Não completaram
Robert Kubica Williams 28
George Russel Williams 27
Sebastian Vettel Ferrari 27
Daniel Ricciardo Renault 24
Romain Grosjean Haas 0