02/03/19

Ferrari apontada como destaque dos testes de Barcelona

O principal destaque dos quatro dias de testes da pré-temporada no circuito de Barcelona, segundo o Motorsport.com, foi a Ferrari. Há 11 anos sem um título de construtores e 12 sem um piloto campeão (o último foi Kimi Raikkonen, em 2007), a escuderia italiana mostrou força nos testes.
E o site abre os comentários que se seguem dizendo que, desde a primeira semana, o SF90 se mostrava o carro mais rápido do início de 2019. O treino de sexta-feira reforçou essa impressão: com 1min16s221, Sebastian Vettel cravou o melhor tempo do ano até aqui no Circuito de Barcelona.
Entretanto, o dia também teve uma forte carta de apresentação da Mercedes, até então lenta. O atual campeão Lewis Hamilton ficou a apenas 0s003 do alemão, trazendo Valtteri Bottas logo atrás. A aproximação do time germânico aumenta a ansiedade para o GP da Austrália, que finalmente revelará o estágio real das equipes, comenta o site norte-americano.
Para a corrida de Melbourne, Ferrari e Mercedes têm questões a resolver. Os alemães tiveram problemas de equilíbrio na primeira parte dos testes e introduziram um novo pacote aerodinâmico. Também tiveram problemas com a pressão de óleo, com Bottas. Já os italianos tiveram outros desafios, sem contar a batida de Vettel na quarta-feira. A própria sessão final da pré-temporada, nesta sexta-feira, trouxe um sinal de alerta: o alemão teve de ‘estacionar’ por conta de um problema elétrico. A ver o que ocorre no circuito de Albert Park.
Com atraso na preparação de seu novo carro para 2019, a Williams perdeu os dois primeiros dias de testes em Barcelona e só o levou à pista na tarde da quarta-feira, com George Russell. O novato britânico fez alguns giros para conferir se estava tudo bem com o FW42, sem buscar voltas rápidas. Nos dias seguintes, porém, tanto ele quanto o companheiro Robert Kubica, de volta a um assento titular da F1 depois de oito anos, não foram capazes de tirar leite de pedra. O novo carro tem o mesmo problema que os anteriores: é lento. A ver se melhora ao longo do ano e se tem confiabilidade suficiente para suportar as corridas.
Parece que, finalmente, a Honda acertou a mão na sua unidade motriz para a categoria máxima do automobilismo. De volta à F1 desde 2015, depois de ter ficado sete anos fora do grid, a Honda teve muitos problemas com os motores fornecidos para a McLaren. No ano passado, a equipe inglesa optou por trocar para a unidade da Renault, o que deixou a Toro Rosso como cliente única em 2018. O plano, porém, era migrar para a Red Bull nesta temporada, e aparentemente vai tudo bem: tanto a equipe principal quanto a júnior fizeram boas quilometragem com o motor Honda. E o desempenho também parece estar bom.
No terceiro dia da primeira parte dos testes, Daniil Kvyat, de volta à Toro Rosso, ficou na primeira posição em Barcelona. Ainda que o russo tenha usado os pneus mais macios, algo que a Ferrari optou por não fazer na quarta-feira, a marca é representativa. Até por que seu companheiro, o tailandês Alexander Albon, reforçou as boas impressões com a liderança da manhã seguinte, batido por Nico Hulkenberg, da Renault, apenas à tarde.
A mesma consistência foi vista na Red Bull, embora o time austríaco não tenha aparecido tanto em termos de voltas rápidas, pois focou na quilometragem para testar a confiabilidade do RB15. A notícia boa é que Max Verstappen por enquanto tem seguido os conselhos de Helmut Marko. Está mais maduro e menos perigoso. Já seu companheiro…
Se Gasly não foi lá tão bem nos testes, o mesmo não se pode dizer dos novos pilotos da equipe inglesa. Carlos Sainz, trazido da Renault, e Lando Norris, vice-campeão da F2 em 2018 e prestes a estrear em um GP da F1, foram bem. Eles mostraram o potencial do MCL34, que pode representar uma retomada gradual da McLaren depois de quatro anos de fiasco. Norris fez o melhor tempo do primeiro dia da segunda parte dos testes, na terça-feira. No dia seguinte, foi a vez de Sainz liderar as sessões. Uma pequena amostra de evolução do time de Woking. Tudo bem que foi apenas na pré-temporada, mas é um sinal de tempos melhores para a tradicional escuderia, que pode brigar no pelotão intermediário do grid.

McLaren e a Toro Rosso não foram as únicas a demonstrar força nos testes de Barcelona. Os outros times do meio do grid também deram sinais de consistência no circuito de Montemeló. Destaque para a Alfa Romeo, do campeão mundial Kimi Raikkonen e do italiano Antonio Giovinazzi. De volta à F1 no ano passado em parceria com a Sauber, a Alfa agora assume integralmente o nome da equipe. E os primeiros passos desta nova etapa foram positivos: na primeira parte dos testes, Raikkonen liderou a sessão matinal do dia 3. Na abertura da segunda semana na Espanha, foi a vez de Giovinazzi liderar a parte da manhã.
Outro time do pelotão médio a mostrar evolução foi a Renault. Quarta colocada no mundial de construtores de 2018, a escuderia francesa busca se aproximar do top 3 da F1. Com Ricciardo discreto (exceto pela asa quebrada no segundo dia de testes), coube a Hulkenberg dar demonstrações do potencial do RS19: o vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2015 fez o melhor tempo da primeira parte dos testes, na quinta-feira da passada. Os franceses parecem ter feito um carro consistente para 2019. O que ainda não se pode dizer da Racing Point (antiga Force India), que teve bons dias, principalmente com Perez, mas não fez tanta quilometragem.

Algumas outras conclusões já podem ser tiradas dos dados coletados nas últimas duas semanas da pré-temporada, no levantamento do site espanhol motor.es. A estabilidade na seção mecânica permite que as equipes sejam cada vez mais confiáveis desde o início dos testes e isso foi observado no número de quilômetros que puderam cobrir no início de 2019.
Em 2018 elas fizeram um total de 37.049 quilômetros, subindo para 40.838 na pré-temporada recém-concluída, mesmo com a ausência de Williams durante os dois primeiros dias e meio.
Entre os pilotos, Lewis Hamilton destaca-se claramente do resto, sendo o único que se aproximou da barreira de 3.000 quilômetros, melhorando também seu recorde de última temporada em quase 900 quilômetros. Além do britânico, apenas Valtteri Bottas ultrapassa os 2.500, com um total de onze pilotos chegando a pelo menos 2.000 quilômetros.
Entre as equipes, a Mercedes define o ritmo com uma vantagem considerável sobre a Ferrari, que quase atingiu 1.000 quilômetros após os repetidos problemas mecânicos sofridos pelos italianos na segunda semana de testes. Ambos são os únicos a superar a barreira de 4.500 quilômetros, mas sete dos dez conjuntos do grid ultrapassaram 4.000, o que, em 2018, apenas dois conseguiram.
Renault teve melhoria surpreendente e terminou como líder do grupo do meio, em um nível muito semelhante ao da Ferrari, Toro Rosso, Alfa Romeo, McLaren e Haas.
Como esperado, Williams e Racing Point se destacam no negativo, a primeira depois de perder mais da metade da primeira semana e a segunda devido à falta de peças.
Finalmente, no que diz respeito aos motores, Ferrari e Mercedes têm aproveitado as circunstâncias a ter três equipes, embora no caso do alemão a ausência de Williams nos dois primeiros dias tenha notado negativamente na contagem dos quilômetros acumulados.
A Honda e a Renault têm apenas duas equipes a seu cargo, mas a média de quilômetros por equipe de ambos os pilotos rivaliza com a Ferrari, mostrando um excelente nível de confiabilidade até o momento. Os franceses iniciaram a pré-temporada com um ritmo mais lento, mas aumentaram progressivamente até ao final da época, com uma média ligeiramente inferior à do motor.
Finalmente, no que diz respeito aos motores, Ferrari e Mercedes se aproveitaram do fato de ter três equipes, embora no caso dos alemães a ausência de Williams nos primeiros dois dias tenha sido notada negativamente nos quilômetros acumulados médios.
A Honda e a Renault têm apenas duas equipes a seu cargo, mas a média de quilômetros por equipe de ambos os pilotos rivaliza com a Ferrari, mostrando um excelente nível de confiabilidade até o momento. Os franceses iniciaram a pré-temporada com um ritmo mais lento, mas aumentaram progressivamente até ao final, com média ligeiramente inferior.