14/03/19

A F1 pode começar uma nova era, diz a revista Autosport

Segundo o portal da revista Autosport, o Grande Prêmio da Austrália, neste fim de semana, provoca a rara sensação de uma nova era no esporte, após cinco temporadas de domínio da Mercedes, tanto no Campeonato de Construtores quanto no de Pilotos. O sentimento é de que mais uma vez a Ferrari tem o melhor carro, o carro mais rápido, mas também é um carro confiável?, indaga a revista. Essa será, acrescenta a Autosport, a diferença no topo do campeonato deste ano, com a Ferrari procurando destronar os reis alemães.
E a Autosport acrescenta que a Mercedes está com o que já provou funcionar, enquanto a Ferrari rasgou completamente o livro de regras. ”Eles têm um novo chefe de equipe em Mattia Binotto, que substituiu Maurizio Arrivabene há apenas dois meses, e sem dúvida o mais empolgante potencial do grid em Charles Leclerc. Ao substituir Kimi Raikkonen eles agora têm dois pilotos famintos, um esperando restaurar uma reputação em perigo de desvanecer, outro querendo construir a sua”.
Hamilton já previu um dos anos mais difíceis da Mercedes, mas o cabo de guerra pode muito bem ser transformado em uma tripla ameaça no topo, a se acreditar na troca da Red Bull da Renault pelas unidades de potência da Honda.
Por mais que Christian Horner tenha tentado negar isso na nova série de documentários da Netflix “F1: Drive to Survive”, é um segredo de polichinelo, ironiza a Autosport, que a Red Bull está desesperada para fazer de Max Verstappen o mais jovem campeão mundial de sempre e agora ele é seu indiscutível piloto Nº. .1. A Red Bull teve resultados mistos nos testes, mas admitiu que o motor da Honda ainda não estava sendo levado ao seu potencial máximo. Agora, a equipe espera que a Honda faça a ponte entre a Mercedes e a Ferrari, mas a desvantagem é que isso pode acabar estreitando o abismo entre eles e o meio-campo.
O otimismo renovado da Renault vem na forma de Daniel Ricciardo, que é sua grande esperança de encerrar longa ausência de um degrau no pódio, aproximando-os da Red Bull e do resto dos três primeiros. A sua missão não é de curto prazo, mas Ricciardo admitiu a possibilidade de admitir um pódio este ano, embora a nova mudança de regras que dá pontos de bónus para as voltas mais rápidas possa fazer com que o australiano ganhe alguns extras aqui e lá.
Haas novamente parece forte, apesar de seus meios modestos e se Romain Grosjean pode manter no mínimo os seus erros no final da corrida, não há razão para que o jovem time americano não possa arrebatar o quarto lugar este ano, comenta a Autosport.
A McLaren também parece revitalizada, com a expectativa de que possa mudar a sorte e parar de deslizar para perto do fundo do grid, conclui a revista.

Enfim, carros à vista

Pela primeira vez desde o teste, jornalistas e fotógrafos tiveram, nesta quinta-feira, a oportunidade de assistir as equipes trabalhando nos boxes. A tecnologia sensível foi mantida fechada até hoje, mas as partições tiveram que ser removidas pela primeira vez. À tarde acabou com o jogo do esconde-esconde. Carro após carro foram empurrados para o sol brilhante. A 21 ° C e céu azul, condições de trabalho perfeitas prevaleceram para todos os envolvidos.
Mercedes, Haas e Renault vieram com novas asas dianteiras. E na Williams, os espelhos retrovisores e de suspensão tiveram que ser modificados depois que a FIA objetou a versão usada nos testes. A Mercedes mostra a entrada e o radiador do sidepod, com a estrutura de colisão deformável posicionada na parte superior
Embora a estrutura fosse comumente posicionada assim nas temporadas anteriores, a Ferrari começou a temporada de 2017 com um ponto de montagem mais baixo no flanco do chassi. Isso é algo que outras equipes incorporaram em seus projetos, por exemplo, a Toro Rosso. Estes são posicionados tão baixos quanto os regulamentos permitem, possibilitando que a entrada seja posicionada sobre o topo, minimizando o bloqueio dos componentes da suspensão para obter o máximo do radiador. Parte do sistema de refrigeração, o intercooler retira o ar do compressor e reduz sua temperatura, aumentando a densidade do ar comprimido a ser direcionado para o motor de combustão interna.

A Ferrari também fez outras mudanças que poderão melhorar a performance do modelo SF-90 em Melbourne: As minis aletas dos defletores em parte foram achatadas. A parte externa da aleta maior lateral ganhou 3 ranhuras na modificação do design. A carenagem abaixo do bico que dá sequência ao S-DUCT ganhou 4 novas ranhuras para melhorar o caminho do fluxo do ar. A asa dianteira ganhou mais curvaturas e a extremidade que joga o fluxo do ar para fora ficou ainda mais rebaixada e refinada. As capas de arrefecimento dos freios foram modificadas ganhando mini flaps na parte de baixo.
A Honda e a Ferrari montaram seus intercoolers na parte superior da entrada de ar, usando a admissão segmentada para resfriamento ar-ar. A Alfa Romeo parece usar as duas aberturas de entrada superiores para o intercooler, mas, com sua cobertura de motor visualmente mais volumosa comparada à Ferrari e Haas, é desconhecido neste estágio como os outros clientes da Ferrari estipularam seus sistemas de refrigeração.
A Renault montou seu intercooler entre a entrada e o restante dos componentes da unidade de potência, usando a entrada secundária atrás da cabeça do piloto para fornecer a quantidade correta de resfriamento.
A Red Bull foi outra equipe que levou uma asa dianteira modificada para Melbourne. A aleta externa da asa ganhou uma curvatura ainda mais acentuada, os flaps foram jogados para cima nesta atualização visando ganhar mais pressão aerodinâmica. A Red Bull fez um trabalho muito melhor e mais refinado que a atualização da Mercedes