07/03/19

A F1 discute a concessão de 1 ponto à volta mais rápida

Na reunião de hoje, em Genebra, o Conselho Mundial de Automobilismo da FIA (WMSC) vai discutir uma nova regra de última hora para o campeonato mundial de F1 de 2019, de concessão de um ponto no campeonato pela volta rápida na prova.
Para que essa nova regra seja incorporada nesta temporada, depois de aprovada pelo Conselho Mundial de Automobilismo da FIA (WMSC), uma votação online será feita com urgência entre a Comissão de F1 e o Grupo de Estratégia de F1 antes de sua aprovação permanente pelo WMSC.
A implementação desta regra pode criar cenários que antes eram difíceis de pensar, como ver pilotos do meio do grid para baixo colocando pneus novos na busca da volta mais rápida, que lhes daria a opção de alcançar pelo menos um ponto na corrida. Ou pilotos da frente fazendo as voltas finais com o pé embaixo, em busca da volta rápida e mais um ponto para a sua conta.
A volta mais rápida nem sempre é registrada pelo piloto vencedor da corrida. Também é frequentemente alcançada durante nas últimas voltas quando a carga de combustível está baixa e o jogo de pneus é relativamente novo. Isso poderia adicionar um elemento extra para as últimas voltas de cada GP ao longo da temporada. A última vez que a volta mais rápida valeu pontos na F1 foi em 1959. Na última temporada, Valtteri Bottas conseguiu o maior número de voltas rápidas com sete.
A recompensa à volta mais rápida da corrida não é uma ideia nova na F1, e vigorou entre 1950 e 1959. Maurice Trintignant foi o último piloto que marcou um ponto por isso, no GP dos Estados Unidos.
A Liberty Media também teria proposto a concessão um ponto à pole, mas, de acordo com o site Crash.net, a ideia foi descartada por medo de interferir na batalha pelo título mundial.
A informação sobre a nova proposta surgiu no Salão Automóvel de Genebra, onde, como parte de uma conferência de imprensa organizada pela FIA, Chase Carey, presidente da Liberty Media, disse que promover a tecnologia é uma das duas “prioridades estratégicas” que a Fórmula 1 enfatizará este ano.
“A primeira é aproveitar nossa liderança tecnológica, as conquistas incríveis em eficiência e sustentabilidade para nossos carros e motores híbridos”, disse Carey.
“Continuaremos a investir em oportunidades para reduzir ainda mais as emissões de carbono e outras iniciativas para estar na vanguarda da tecnologia relevante em rodovias. Em segundo lugar, queremos continuar enfatizando que a Fórmula 1 é um esporte para todos, o que significa continuar enfatizando as oportunidades para as mulheres dentro e fora da pista e continuar a se expandir como um esporte global em todas as partes do mundo. Queremos ser um esporte que continue exalando mística e glamour, mas ao mesmo tempo aberto e convidativo para todos.”
O presidente da Liberty Media acrescentou que a F1 continuará a “atualizar nossas ofertas tradicionais e digitais de novas formas atraentes, novos ângulos de câmera e gráficos, e muito mais”.
E, dentro desse projeto, a Fórmula 1 anunciou também hoje que um remix de três segundos de uma faixa eletrônica da banda Chemical Brothers se tornará sua “nova identidade sonora global”. Eles remixaram uma faixa chamada ‘We Got to Try’ do seu próximo álbum, ‘No Geography’, em uma versão de três segundos chamada ‘WGTT15000BPM F1 NEEEUM MIX’.
Em comunicado, a F1 disse que a banda “transformou a nova faixa no som icônico de um carro de F1 passando em alta velocidade”.
O som, descrito como “o remix mais rápido de todos os tempos”, tem uma taxa de 15.000 batidas por minuto para corresponder aos 15.000 rpm dos atuais motores de F1.
Eles também produziram uma série de filmes de três segundos, incluindo um carro de F1 que aparentemente é dirigido por um cachorro.
O remix “se tornará a nova identidade sonora global da F1, e a nova faixa ‘We Got to Try’, o som da temporada de F1 2019″, de acordo com o anúncio da F1.
O comunicado acrescenta:
“O desafio da engenharia de criar um remix mais rápido nos intrigou como fãs e músicos da F1. É emocionante ouvir nossa música no contexto da F1. A velocidade e a intensidade da F1 são um bom reflexo da nossa música e shows ao vivo.”