09/03/19

Ecclestone alerta: 3 grandes podem sair se F1 não mudar

Bernie Ecclestone é agora apenas presidente honorário da Fórmula 1, quase uma figura sem poder, depois de anos e anos dirigindo pessoalmente e sozinho o auge do automobilismo. Mas essa posição não o impede de lançar sérios avisos para Liberty Media e a Fórmula 1 sobre os perigos iminentes na categoria.
Bernie pede para que se termine de uma vez com as incertezas do futuro, definindo regras e com a concordância com o novo Pacto Concordia “porque Ferrari e Mercedes poderia sair. E Red Bull”.
“A marca Ferrari é tão forte que não sofreria se fosse embora. Ela poderia tirar vantagem de qualquer outra categoria motor. A Mercedes vai pôr o pé na Fórmula E porque essa categoria parece mais em linha com novos modelos que serão lançados e que o mercado exige. E mesmo Red Bull poderia sair, porque tira muita vantagem de outras atividades desportivas.”
Bernie negou que esteja magoado com atuais proprietários da Fórmula 1 “mas se eu fosse um acionista, eu me sentiria muito melhor pagando mais, mas garantindo a paz por cinco anos, a estar envolvido em discussões intermináveis”.
“Urge chegar a acordo, para que todos, promotores, equipes e circuitos, possam trabalhar em paz. Quanto mais tarde, pior”, afirma Ecclestone.
O ex-chefão diz querer que Fórmula 1 vá bem …
“e que, quando chegar a minha hora eu possa deixar sabendo que criei uma boa coisa, melhor a cada dia. Este tem sido o projeto da minha vida e eu não quero vê-lo balançando e naufragando.”
Ao mesmo tempo das declarações de Ecclestone, ressurgem os rumores de que a proprietária da Formula 1, Liberty Media, pode estar prestes a vende-la. Quem volta a falar do assunto é o ex-chefe da Pirelli, Paul Hembery.
A Liberty comprou a Fórmula 1 há dois anos por US $ 10,85 bilhões, mas há uma sensação crescente de que eles podem estar perto de colocar o esporte no mercado.
Quando questionado pelo The Sun se eles colocarão o esporte à venda, Hembery disse:
“Isso é o que todo mundo está dizendo. Eu acho que depende do preço e de quem queira se envolver. A Liberty não diz que o esporte esteja à venda, mas essa é a percepção. Isso pode ou não ser verdade e tenho certeza de que negariam se fossem perguntados diretamente. Tenho certeza que eles têm alguns pontos de interrogação sobre a complexidade do esporte. Tenho certeza de que é mais complexo do que eles previam. Eu estava lendo uma entrevista com o Christian Horner, que disse algo semelhante. É um esporte difícil de administrar e você tem que ter uma liderança forte.”
O chefe da equipe da Red Bull, Christian Horner, criticou a gestão da Liberty no mês passado, quando a Associação dos Promotores de Fórmula 1 emitiu uma forte declaração levantando sérias preocupações sobre a forma como o esporte estava sendo conduzido.
E Hembery diz que, se o Liberty se mantiver com a F1, então precisa aproveitar para reescrever o livro de regras para a temporada de 2021.
“A preocupação é que, se você não aproveitar ao máximo a oportunidade agora, corre o risco de mais 10 anos de um lento mecanismo de mudança. A Liberty teve dois anos para olhar o esporte e ver quais são os desafios. Eles vieram com uma série de ideias. Mas o resultado final é que o produto em si não é suficiente para torná-lo atraente para todos. Há uma grande oportunidade surgindo com o novo acordo comercial com as equipes, para permitir que o esporte faça mudanças e as transforme em algo mais atraente para um público que mudou ao longo dos anos. Este esporte precisa que os pilotos sejam os reis. Eles têm que ser o foco central do esporte do que estamos longe no momento. As pessoas ainda fazem a pergunta no final de cada temporada ‘quem é o melhor piloto? ‘. E esse é o ponto triste, pois você não pode provar que um piloto é melhor que o outro”, completa Hembery.